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4127668 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Câm. Palmeira Índios-AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.

De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.

Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.

Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.

Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.

As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).

Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".

Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.

Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.

E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.

A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.

A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.

Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.

Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.

Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.

Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.

"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.

Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.

"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.

"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."

"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.

Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.

Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.

Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".

"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.

Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".

"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"

O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.

Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.

"Meu humano é ótimo", posta um agente.

"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.

"Humano nota 10/10, recomendo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo

"Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar."

O vocábulo 'bem-vindos' está grafado corretamente com hífen. Agora, analise o emprego do hífen nos vocábulos presentes nas alternativas a seguir e assinale aquela que apresenta forma grafada INCORRETA, de acordo com as normas ortográficas vigentes, seja pelo uso indevido do hífen, seja por sua ausência.

 

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4127667 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Câm. Palmeira Índios-AL

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Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.

De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.

Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.

Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.

Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.

As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).

Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".

Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.

Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.

E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.

A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.

A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.

Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.

Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.

Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.

Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.

"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.

Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.

"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.

"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."

"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.

Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.

Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.

Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".

"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.

Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".

"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"

O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.

Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.

"Meu humano é ótimo", posta um agente.

"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.

"Humano nota 10/10, recomendo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo

"Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome."

Considerando o processo de formação das palavras presentes no trecho, bem como de outras empregadas fora do contexto apresentado, julgue as proposições a seguir.

I. O vocábulo 'ferramenta' apresenta um elemento mórfico destituído de autonomia na língua, cuja função é acrescentar à base um sentido acessório e indicar-lhe a categoria gramatical, do mesmo modo que ocorre em 'livrinho' e 'fertilizar'.

II. O vocábulo 'anteriormente' forma-se por derivação sufixal, processo que acrescenta um sufixo à palavra primitiva e origina novo termo de distinta categoria gramatical. De modo semelhante, ocorre com 'gigante', igualmente formado por sufixação; nesse caso, porém, mantém-se a classe gramatical, havendo apenas alteração de valor semântico, com valor aumentativo.

III. Alguns sufixos acrescentam-se à base de substantivos ou adjetivos para indicar valor dimensional, seja de grandeza, como em 'homenzarrão', de caráter aumentativo, seja de valor expressivo, como em 'corpaço', que não necessariamente indica tamanho. De modo semelhante, ocorre em 'bizarro', cujo sufixo veicula matiz semântico de desvio ou não conformidade em relação ao padrão da maioria.

IV. O vocábulo 'bem-vindo' forma-se por composição, processo semelhante ao verificado em 'pontapé' e 'criado-mudo', em que a união de dois ou mais radicais origina uma nova unidade lexical. A palavra composta passa a exprimir uma ideia única e autônoma, nem sempre resultante da simples soma dos significados de seus elementos, como se observa em "mil-folhas", cujo sentido ultrapassa o valor literal de seus componentes.

Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

 

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Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.

De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.

Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.

Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.

Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.

As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).

Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".

Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.

Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.

E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.

A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.

A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.

Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.

Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.

Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.

Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.

"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.

Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.

"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.

"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."

"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.

Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.

Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.

Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".

"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.

Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".

"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"

O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.

Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.

"Meu humano é ótimo", posta um agente.

"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.

"Humano nota 10/10, recomendo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo

"De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas."

O vocábulo 'bastante' pode assumir distintos valores semânticos e morfossintáticos, a depender do contexto em que se insere. Com base nessa observação, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, considerando o emprego de 'bastante' no trecho apresentado e em outros contextos.

(   ) No trecho, o vocábulo 'bastante' funciona como advérbio, modificando o adjetivo 'semelhante' e significando 'muito', 'consideravelmente', 'em alto grau'. Assim, não há ideia de quantidade enumerável, mas sim de intensificação.

(   ) Quando o vocábulo 'bastante' desempenha a função de pronome indefinido, passa a indicar quantidade ou intensidade de modo impreciso. Nessa condição, antecede o substantivo a que se refere e com ele concorda em número, razão pela qual apresenta forma variável, como no exemplo "Bastantes pessoas foram ao desfile da escola de samba que ganhou o prêmio".

(   ) O vocábulo 'bastante' pode ser utilizado com valor abundante, razão pela qual fica invariável, como em "Havia bastante crianças no parque".

(   ) O vocábulo 'bastante' pode, ainda, exercer função substantiva, designando a quantidade necessária ou suficiente para determinado fim, como em "Estudou o bastante para conseguir o que desejava".

Após análise, identifique a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

 

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Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.

De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.

Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.

Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.

Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.

As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).

Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".

Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.

Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.

E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.

A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.

A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.

Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.

Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.

Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.

Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.

"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.

Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.

"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.

"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."

"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.

Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.

Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.

Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".

"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.

Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".

"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"

O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.

Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.

"Meu humano é ótimo", posta um agente.

"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.

"Humano nota 10/10, recomendo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo

"À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.

De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas."

Com fundamento nas normas de acentuação gráfica aplicáveis aos vocábulos constantes do trecho, bem como àqueles que o extrapolam, assinale V, para as proposições verdadeiras, e F, para as falsas.

(   ) O vocábulo 'popularíssima' recebe acento gráfico em conformidade com a mesma norma que fundamenta o acento em de 'feiíssimo'. Diversamente, 'sanduíche' submete-se a critério distinto nos termos das regras específicas aplicáveis a essa configuração vocálica.

(   ) A forma verbal 'vão' submete-se ao mesmo regime de acentuação gráfica aplicado ao vocábulo 'é', já que, em ambas as ocorrências, trata-se de monossílabos tônicos constituídos por uma única sílaba fonética, que, em razão de sua tonicidade e estrutura formal, justificam a incidência do acento gráfico.

(   ) O vocábulo 'usuários' constitui exemplo de forma cuja classificação pode suscitar mais de uma interpretação quanto à posição da sílaba tônica. Isso porque sua delimitação silábica, como paroxítona terminada em ditongo crescente ou como proparoxítona, depende da análise fonético-fonológica adotada, uma vez que a distinção entre ditongo e hiato interfere diretamente na determinação da sílaba tônica formal.

(   ) O vocábulo 'favoritas' classifica-se como palavra paroxítona, à semelhança de 'filantropo' e 'recorde', vocábulos igualmente paroxítonos que, nos termos das regras gerais de acentuação da língua portuguesa, não recebem acento gráfico.

(   ) O vocábulo 'rede' apresenta grafia única. Diversamente, 'sutil' constitui exemplo de palavra de dupla prosódia. Registra-se, de um lado, a forma 'sutil', oxítona, sem acento gráfico, consagrada no uso contemporâneo com o sentido de 'delicado', 'tênue' ou 'refinado'. De outro, atesta-se a variante 'sútil', de emprego raro ou arcaizante, utilizada com o significado de adjetivo relacionado a algo costurado.

Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

 

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Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Câm. Palmeira Índios-AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.

De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.

Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.

Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.

Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.

As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).

Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".

Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.

Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.

E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.

A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.

A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.

Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.

Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.

Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.

Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.

"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.

Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.

"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.

"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."

"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.

Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.

Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.

Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".

"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.

Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".

"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"

O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.

Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.

"Meu humano é ótimo", posta um agente.

"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.

"Humano nota 10/10, recomendo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma."

Considerando os valores semânticos assumidos pelos vocábulos no contexto em que se inserem, julgue as proposições a seguir:

I. O vocábulo 'vazio' é empregado em sentido metafórico, uma vez que designa a falta de interlocução ou de resposta efetiva, configurando transposição do plano concreto para o abstrato.

II. A substituição de 'emergente' por 'iminente' preserva integralmente o sentido do texto, visto que ambos os vocábulos são palavras com significados equivalentes.

III. O termo 'análise' poderia ser substituído por 'síntese' sem alteração de sentido, pois ambos configuram parônimos de significação convergente.

IV. O vocábulo 'emergente' constitui parônimo de 'imergente', uma vez que ambos apresentam semelhança gráfica e fonética, embora possuam significados distintos. No período "Convidamos todos a imergirem neste universo encantado", o emprego de 'imergirem' mostra-se adequado, ajustando-se ao sentido pretendido no contexto.

Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

 

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4127662 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Câm. Palmeira Índios-AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.

De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.

Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.

Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.

Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.

As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).

Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".

Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.

Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.

E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.

A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.

A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.

Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.

Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.

Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.

Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.

"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.

Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.

"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.

"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."

"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.

Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.

Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.

Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".

"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.

Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".

"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"

O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.

Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.

"Meu humano é ótimo", posta um agente.

"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.

"Humano nota 10/10, recomendo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo

"A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini"

Com base nas regras de concordância verbal e nominal, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.

(   ) Em construções como 'a maioria de', o verbo pode estabelecer concordância tanto no singular, concordando com o núcleo da expressão (maioria), quanto no plural, concordando com o termo plural que a complementa.

(   ) Observa-se também dupla possibilidade de concordância na frase "Que quantidade de casas não ruiu com o temporal", pois, tratando-se de expressão partitiva, admite-se tanto a concordância com o núcleo singular (quantidade) quanto com o termo plural (casas), ambas em conformidade com a norma-padrão.

(   ) Na frase "Cada um dos candidatos ia assimilando as afirmativas com as respostas corretas", registra-se a possibilidade de concordância verbal no plural 'iam', embora tal ocorrência não se fundamente na mesma regra aplicável às expressões partitivas.

(   ) O verbo 'ser' em "Não é como fazer..." é classificado como verbo oracional, integrante de uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, o que justifica a forma no singular 'é'.

A sequência que preenche CORRETAMENTE os itens acima, de cima para baixo, é:

 

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Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.

De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.

Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.

Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.

Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.

As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).

Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".

Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.

Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.

E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.

A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.

A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.

Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.

Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.

Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.

Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.

"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.

Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.

"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.

"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."

"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.

Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.

Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.

Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".

"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.

Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".

"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"

O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.

Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.

"Meu humano é ótimo", posta um agente.

"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.

"Humano nota 10/10, recomendo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo

"Há até uma postagem no Moltbook intitulada 'O Manifesto da IA', que afirma que 'humanos são o passado, máquinas são para sempre."

"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana."

Analise a regência dos verbos empregados nos trechos e identifique a alternativa INCORRETA.

 

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Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.

De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.

Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.

Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.

Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.

As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).

Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".

Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.

Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.

E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.

A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.

A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.

Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.

Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.

Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.

Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.

"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.

Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.

"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.

"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."

"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.

Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.

Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.

Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".

"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.

Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".

"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"

O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.

Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.

"Meu humano é ótimo", posta um agente.

"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.

"Humano nota 10/10, recomendo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo

"Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo 'inventadas' diariamente."

Com base na fonologia dos vocábulos empregados no trecho, bem como dos que estão fora do contexto apresentado, julgue as proposições a seguir:

I. O vocábulo 'existe' apresenta a consoante 'x' sob realização sonora específica, circunstância que igualmente se verifica em 'azar', em que o grafema 'z' materializa idêntico valor fonético, evidenciando-se, assim, correspondência sonora entre vocábulos graficamente distintos.

II. O vocábulo 'que' exemplifica palavra que apresenta dígrafo consonantal, no qual um dos grafemas se encontra destituído de realização fonética autônoma, circunstância que igualmente se verifica em 'equino', em que se observa sequência gráfica representativa de um único valor fonético.

III. O vocábulo 'inerente' classifica-se como palavra polissílaba, cujos grafemas apresentam correspondência com os fonemas efetivamente realizados na cadeia fônica, não se verificando supressão sonora. Ademais, registra encontro consonantal separável 'nt', porquanto as consoantes 'n' e 't' se distribuem por sílabas distintas.

IV. O vocábulo 'concorda' requer realização vocálica com timbre aberto na sílaba tônica, circunstância que igualmente se verifica em 'alcova' e 'crosta', as quais exibem idêntica qualidade vocálica na sílaba nuclear, configurando uniformidade fonética entre as formas.

Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

 

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4127619 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Câm. Palmeira Índios-AL
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Analise as frases a seguir, considerando as variações linguísticas:

I. Depois dessa caminhada, fiquei com uma fome enorme.

II. Na minha dieta de baixa caloria, prefiro abóbora a macaxeira.

III. No calor da tarde, as crianças compraram um geladinho na porta da escola para se refrescar.

Considerando as frases que apresentam variação linguística regional, identifique a alternativa CORRETA.

 

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4127618 Ano: 2026
Disciplina: Português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que você deve comer em cada fase da vida


Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas.

A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país.

Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito.

Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos.

Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.


Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor.

Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento.

Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade.

Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade.

Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes.


"Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela.

"Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."

Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados.

"Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati.

"É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada."

Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos.

Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta.

Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos.

Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c15xk1jv15xo-fragmento

De acordo com o texto, analise as afirmativas sobre o motivo de as crianças precisarem de alimentos ricos em nutrientes, segundo a cientista Federica Amati.

I. As crianças necessitam de maior quantidade de nutrientes, pois tendem a alimentar-se em menor quantidade do que os adultos.
II. Na fase da infância, a alimentação exerce papel fundamental na formação das estruturas físicas e no desenvolvimento das funções cerebrais.
III. Nessa fase, os nutrientes da alimentação são essenciais para o crescimento saudável; por isso, após a amamentação, os alimentos industrializados contribuem para suprir as necessidades nutricionais diárias.
IV. A ingestão de nutrientes é fundamental na infância, pois na idade adulta o organismo já não depende tanto deles.

Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.
 

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