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TEXTO 2
FATOS SOBRE OS PAPAGAIOS
Você já parou para pensar em como seria o
nosso mundo sem os papagaios? Seria tão monótono,
sem suas penas deslumbrantes iluminando as
paisagens, né? Mas essas aves têm muito mais do que
apenas sua boa aparência.
Os papagaios são grandes comunicadores,
mímicos, companheiros leais e fazem um trabalho
fantástico de apoio aos nossos ecossistemas. Isso
porque, por serem comedores desordenados, as
sementes e frutas que eles soltam e “jogam fora”
ajudam a regenerar as florestas e a alimentar animais
maiores.
Atualmente, existem mais de 350 espécies de
papagaios na Terra – entre eles estão os periquitos,
araras, calopsitas e cacatuas. Para serem classificados
como papagaios, as aves devem ter bicos curvos e os
pés devem ser zigodáctilos (ou seja, aves com quatro
dedos em cada pé, sendo que dois dedos são voltados
para a frente e dois para trás).
Os papagaios têm muitas formas e tamanhos
diferentes, sendo que a maioria vive nos climas
quentes do hemisfério sul. O menor é o papagaio-pigmeu-de-cara-amarela, que pode ser encontrado na
Nova Guiné e na Nova Bretanha. Ele pesa entre 10 e
15 gramas e mede cerca de 8,5 centímetros de
comprimento. Esta pequena ave é completamente
ofuscada pelo maior papagaio do mundo, a arara-azul
da América do Sul, que mede entre 90 e 100
centímetros. Já o papagaio mais pesado é o kakapo
noturno da Nova Zelândia, que não voa e pode pesar
até 4 quilos – similar ao peso de um gato doméstico!
Frutas, flores, sementes, bagas, nozes e
pequenos insetos são alimentos naturais para os
papagaios, mas as dietas podem variar de espécie para
espécie e de região para região. Os bicos dos
papagaios permitem que eles abram cascas de nozes,
enquanto suas línguas fortes os ajudam a chegar às sementes dentro. Alguns hábitos alimentares dos
papagaios podem parecer um pouco incomuns, como
o fato de as araras-azuis procurarem no esterco de
gado por nozes de palmeira não digeridas para
comer. Algumas espécies comem argila que ocorre
naturalmente ao redor das margens dos rios e costas.
Os cientistas ainda estão pesquisando o motivo dos
papagaios fazerem isso, mas a maioria acredita que a
argila seja um importante suplemento nutricional para
eles. Além disso, os papagaios são comedores
desordenados – ou seja, jogam muita comida no chão
–, fazendo com que eles tenham um importante papel
no ecossistema.
As frutas caídas, sementes e sementes não
digeridas em seus excrementos podem ajudar a
regenerar as florestas e os restos de suas comidas
ajudam a alimentar animais menores que vivem no
solo. Os excrementos dos papagaios também são
importantes para o meio ambiente, nutrindo o solo
que sustenta o crescimento das florestas e pastagens.
As cores nas penas de um papagaio não são
apenas bonitas de se ver – elas desempenham um
papel importante na vida destas aves. Em um estudo
de 2011, pesquisadores expuseram penas de
papagaios a uma cepa de bactérias que danificam as
penas e descobriram que os pigmentos protegiam as
penas, que é formada por Psitacofulvinas, um
pigmento resistente a bactérias.
Os papagaios são, geralmente, monogâmicos.
Os papagaios-cinzentos africanos ficam prontos para
encontrar um parceiro quando têm entre 3 a 5 anos de
idade. Quando isso acontece, eles se estabelecem,
juntos, em sua própria árvore entre grandes bandos de
até 10.000 aves. Eles acasalam e põe ovos uma ou
duas vezes por ano, com até quatro ovos em cada
ninhada. A fêmea incuba os ovos, enquanto seu
parceiro a alimenta. Quando os filhotes nascem, após
cerca de 30 dias, a fêmea passa as duas primeiras
semanas alimentando-os com a comida que o macho
fornece regurgitando em seu bico. Os filhotes ficam
no ninho por cerca de 12 semanas e, depois, se juntam
aos pais e ao grupo familiar por vários anos. Mas
atenção: nem todos os papagaios constroem seus
ninhos em árvores. Algumas espécies põem seus ovos
em túneis e cavidades rochosas. Outras, como o
papagaio de ombros dourados da Austrália, o fazem
em cupinzeiros.
Se eles não forem mortos como presas ou
caçados, a expectativa de vida de algumas espécies de
papagaios pode ser semelhante à dos humanos – os
kakapos podem viver por até 95 anos e as araras-vermelhas entre 40 e 50 anos. Geralmente, quanto maior a espécie de papagaio, maior a sua vida útil.
Entre os predadores de papagaios estão: as pessoas,
aves de rapina (como falcões, águias e corujas),
cobras, felinos selvagens (como onças e jaguatiricas),
macacos e morcegos. Quando ameaçado, o primeiro
instinto de um papagaio é voar para longe. Mas, uma
vez capturado, ele lutará com seu forte bico e garras
para tentar escapar. Quando os predadores estão em
seu território, uma tática comum de defesa do
papagaio é ficar em silêncio e, de repente, explodir,
guinchando das árvores para assustá-los.
Os papagaios são animais muito sociais,
grandes comunicadores. Eles usam as penas de suas
caudas e vozes para transmitir mensagens. Alguns
também “coram” para comunicar emoções como
brincadeira, raiva e excitação. Eles podem imitar
outros animais e podem até construir vocabulários de
palavras humanas. Para se comunicar uns com os
outros, os papagaios – dependendo da espécie –
podem usar uma variedade de gritos, assobios, pios e
até sons de beijos.
Disponível em:
<https://www.worldanimalprotection.org.br/maisrecente/blogs/descubra-9-fatos-sobre-os-papagaios/>.
Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
“Se eles não forem mortos como presas ou caçados, a expectativa de vida de algumas espécies de papagaios pode ser semelhante à dos humanos.”
As orações que compõem o período acima expressam, CORRETA e respectivamente:
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TEXTO 2
FATOS SOBRE OS PAPAGAIOS
Você já parou para pensar em como seria o
nosso mundo sem os papagaios? Seria tão monótono,
sem suas penas deslumbrantes iluminando as
paisagens, né? Mas essas aves têm muito mais do que
apenas sua boa aparência.
Os papagaios são grandes comunicadores,
mímicos, companheiros leais e fazem um trabalho
fantástico de apoio aos nossos ecossistemas. Isso
porque, por serem comedores desordenados, as
sementes e frutas que eles soltam e “jogam fora”
ajudam a regenerar as florestas e a alimentar animais
maiores.
Atualmente, existem mais de 350 espécies de
papagaios na Terra – entre eles estão os periquitos,
araras, calopsitas e cacatuas. Para serem classificados
como papagaios, as aves devem ter bicos curvos e os
pés devem ser zigodáctilos (ou seja, aves com quatro
dedos em cada pé, sendo que dois dedos são voltados
para a frente e dois para trás).
Os papagaios têm muitas formas e tamanhos
diferentes, sendo que a maioria vive nos climas
quentes do hemisfério sul. O menor é o papagaio-pigmeu-de-cara-amarela, que pode ser encontrado na
Nova Guiné e na Nova Bretanha. Ele pesa entre 10 e
15 gramas e mede cerca de 8,5 centímetros de
comprimento. Esta pequena ave é completamente
ofuscada pelo maior papagaio do mundo, a arara-azul
da América do Sul, que mede entre 90 e 100
centímetros. Já o papagaio mais pesado é o kakapo
noturno da Nova Zelândia, que não voa e pode pesar
até 4 quilos – similar ao peso de um gato doméstico!
Frutas, flores, sementes, bagas, nozes e
pequenos insetos são alimentos naturais para os
papagaios, mas as dietas podem variar de espécie para
espécie e de região para região. Os bicos dos
papagaios permitem que eles abram cascas de nozes,
enquanto suas línguas fortes os ajudam a chegar às sementes dentro. Alguns hábitos alimentares dos
papagaios podem parecer um pouco incomuns, como
o fato de as araras-azuis procurarem no esterco de
gado por nozes de palmeira não digeridas para
comer. Algumas espécies comem argila que ocorre
naturalmente ao redor das margens dos rios e costas.
Os cientistas ainda estão pesquisando o motivo dos
papagaios fazerem isso, mas a maioria acredita que a
argila seja um importante suplemento nutricional para
eles. Além disso, os papagaios são comedores
desordenados – ou seja, jogam muita comida no chão
–, fazendo com que eles tenham um importante papel
no ecossistema.
As frutas caídas, sementes e sementes não
digeridas em seus excrementos podem ajudar a
regenerar as florestas e os restos de suas comidas
ajudam a alimentar animais menores que vivem no
solo. Os excrementos dos papagaios também são
importantes para o meio ambiente, nutrindo o solo
que sustenta o crescimento das florestas e pastagens.
As cores nas penas de um papagaio não são
apenas bonitas de se ver – elas desempenham um
papel importante na vida destas aves. Em um estudo
de 2011, pesquisadores expuseram penas de
papagaios a uma cepa de bactérias que danificam as
penas e descobriram que os pigmentos protegiam as
penas, que é formada por Psitacofulvinas, um
pigmento resistente a bactérias.
Os papagaios são, geralmente, monogâmicos.
Os papagaios-cinzentos africanos ficam prontos para
encontrar um parceiro quando têm entre 3 a 5 anos de
idade. Quando isso acontece, eles se estabelecem,
juntos, em sua própria árvore entre grandes bandos de
até 10.000 aves. Eles acasalam e põe ovos uma ou
duas vezes por ano, com até quatro ovos em cada
ninhada. A fêmea incuba os ovos, enquanto seu
parceiro a alimenta. Quando os filhotes nascem, após
cerca de 30 dias, a fêmea passa as duas primeiras
semanas alimentando-os com a comida que o macho
fornece regurgitando em seu bico. Os filhotes ficam
no ninho por cerca de 12 semanas e, depois, se juntam
aos pais e ao grupo familiar por vários anos. Mas
atenção: nem todos os papagaios constroem seus
ninhos em árvores. Algumas espécies põem seus ovos
em túneis e cavidades rochosas. Outras, como o
papagaio de ombros dourados da Austrália, o fazem
em cupinzeiros.
Se eles não forem mortos como presas ou
caçados, a expectativa de vida de algumas espécies de
papagaios pode ser semelhante à dos humanos – os
kakapos podem viver por até 95 anos e as araras-vermelhas entre 40 e 50 anos. Geralmente, quanto maior a espécie de papagaio, maior a sua vida útil.
Entre os predadores de papagaios estão: as pessoas,
aves de rapina (como falcões, águias e corujas),
cobras, felinos selvagens (como onças e jaguatiricas),
macacos e morcegos. Quando ameaçado, o primeiro
instinto de um papagaio é voar para longe. Mas, uma
vez capturado, ele lutará com seu forte bico e garras
para tentar escapar. Quando os predadores estão em
seu território, uma tática comum de defesa do
papagaio é ficar em silêncio e, de repente, explodir,
guinchando das árvores para assustá-los.
Os papagaios são animais muito sociais,
grandes comunicadores. Eles usam as penas de suas
caudas e vozes para transmitir mensagens. Alguns
também “coram” para comunicar emoções como
brincadeira, raiva e excitação. Eles podem imitar
outros animais e podem até construir vocabulários de
palavras humanas. Para se comunicar uns com os
outros, os papagaios – dependendo da espécie –
podem usar uma variedade de gritos, assobios, pios e
até sons de beijos.
Disponível em:
<https://www.worldanimalprotection.org.br/maisrecente/blogs/descubra-9-fatos-sobre-os-papagaios/>.
Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
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FATOS SOBRE OS PAPAGAIOS
Você já parou para pensar em como seria o
nosso mundo sem os papagaios? Seria tão monótono,
sem suas penas deslumbrantes iluminando as
paisagens, né? Mas essas aves têm muito mais do que
apenas sua boa aparência.
Os papagaios são grandes comunicadores,
mímicos, companheiros leais e fazem um trabalho
fantástico de apoio aos nossos ecossistemas. Isso
porque, por serem comedores desordenados, as
sementes e frutas que eles soltam e “jogam fora”
ajudam a regenerar as florestas e a alimentar animais
maiores.
Atualmente, existem mais de 350 espécies de
papagaios na Terra – entre eles estão os periquitos,
araras, calopsitas e cacatuas. Para serem classificados
como papagaios, as aves devem ter bicos curvos e os
pés devem ser zigodáctilos (ou seja, aves com quatro
dedos em cada pé, sendo que dois dedos são voltados
para a frente e dois para trás).
Os papagaios têm muitas formas e tamanhos
diferentes, sendo que a maioria vive nos climas
quentes do hemisfério sul. O menor é o papagaio-pigmeu-de-cara-amarela, que pode ser encontrado na
Nova Guiné e na Nova Bretanha. Ele pesa entre 10 e
15 gramas e mede cerca de 8,5 centímetros de
comprimento. Esta pequena ave é completamente
ofuscada pelo maior papagaio do mundo, a arara-azul
da América do Sul, que mede entre 90 e 100
centímetros. Já o papagaio mais pesado é o kakapo
noturno da Nova Zelândia, que não voa e pode pesar
até 4 quilos – similar ao peso de um gato doméstico!
Frutas, flores, sementes, bagas, nozes e
pequenos insetos são alimentos naturais para os
papagaios, mas as dietas podem variar de espécie para
espécie e de região para região. Os bicos dos
papagaios permitem que eles abram cascas de nozes,
enquanto suas línguas fortes os ajudam a chegar às sementes dentro. Alguns hábitos alimentares dos
papagaios podem parecer um pouco incomuns, como
o fato de as araras-azuis procurarem no esterco de
gado por nozes de palmeira não digeridas para
comer. Algumas espécies comem argila que ocorre
naturalmente ao redor das margens dos rios e costas.
Os cientistas ainda estão pesquisando o motivo dos
papagaios fazerem isso, mas a maioria acredita que a
argila seja um importante suplemento nutricional para
eles. Além disso, os papagaios são comedores
desordenados – ou seja, jogam muita comida no chão
–, fazendo com que eles tenham um importante papel
no ecossistema.
As frutas caídas, sementes e sementes não
digeridas em seus excrementos podem ajudar a
regenerar as florestas e os restos de suas comidas
ajudam a alimentar animais menores que vivem no
solo. Os excrementos dos papagaios também são
importantes para o meio ambiente, nutrindo o solo
que sustenta o crescimento das florestas e pastagens.
As cores nas penas de um papagaio não são
apenas bonitas de se ver – elas desempenham um
papel importante na vida destas aves. Em um estudo
de 2011, pesquisadores expuseram penas de
papagaios a uma cepa de bactérias que danificam as
penas e descobriram que os pigmentos protegiam as
penas, que é formada por Psitacofulvinas, um
pigmento resistente a bactérias.
Os papagaios são, geralmente, monogâmicos.
Os papagaios-cinzentos africanos ficam prontos para
encontrar um parceiro quando têm entre 3 a 5 anos de
idade. Quando isso acontece, eles se estabelecem,
juntos, em sua própria árvore entre grandes bandos de
até 10.000 aves. Eles acasalam e põe ovos uma ou
duas vezes por ano, com até quatro ovos em cada
ninhada. A fêmea incuba os ovos, enquanto seu
parceiro a alimenta. Quando os filhotes nascem, após
cerca de 30 dias, a fêmea passa as duas primeiras
semanas alimentando-os com a comida que o macho
fornece regurgitando em seu bico. Os filhotes ficam
no ninho por cerca de 12 semanas e, depois, se juntam
aos pais e ao grupo familiar por vários anos. Mas
atenção: nem todos os papagaios constroem seus
ninhos em árvores. Algumas espécies põem seus ovos
em túneis e cavidades rochosas. Outras, como o
papagaio de ombros dourados da Austrália, o fazem
em cupinzeiros.
Se eles não forem mortos como presas ou
caçados, a expectativa de vida de algumas espécies de
papagaios pode ser semelhante à dos humanos – os
kakapos podem viver por até 95 anos e as araras-vermelhas entre 40 e 50 anos. Geralmente, quanto maior a espécie de papagaio, maior a sua vida útil.
Entre os predadores de papagaios estão: as pessoas,
aves de rapina (como falcões, águias e corujas),
cobras, felinos selvagens (como onças e jaguatiricas),
macacos e morcegos. Quando ameaçado, o primeiro
instinto de um papagaio é voar para longe. Mas, uma
vez capturado, ele lutará com seu forte bico e garras
para tentar escapar. Quando os predadores estão em
seu território, uma tática comum de defesa do
papagaio é ficar em silêncio e, de repente, explodir,
guinchando das árvores para assustá-los.
Os papagaios são animais muito sociais,
grandes comunicadores. Eles usam as penas de suas
caudas e vozes para transmitir mensagens. Alguns
também “coram” para comunicar emoções como
brincadeira, raiva e excitação. Eles podem imitar
outros animais e podem até construir vocabulários de
palavras humanas. Para se comunicar uns com os
outros, os papagaios – dependendo da espécie –
podem usar uma variedade de gritos, assobios, pios e
até sons de beijos.
Disponível em:
<https://www.worldanimalprotection.org.br/maisrecente/blogs/descubra-9-fatos-sobre-os-papagaios/>.
Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
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TEXTO 1
CAATINGA LITERÁRIA E POLÍTICA
Autor: Bruno Peron
Publicado em 06/01/2014
A identidade do brasileiro também se entende a
partir de relações entre antropologia e ecologia. Três
processos migratórios esclarecem particularmente
meu ponto: 1) o dos bandeirantes e sua ânsia de
colonizar o interior do país; 2) o dos candangos e seu
trabalho a favor da construção de Brasília como a
nova capital monumental do Brasil; e 3) o dos
sertanejos e sua luta contra um ecossistema indômito
no nordeste brasileiro.
Discorro sobre estes últimos brevemente a fim
de perscrutar particularidades da natureza nordestina.
Nenhum bioma (conjunto de ecossistemas de uma
área terrestre) é tão inerente ao Brasil quanto a
Caatinga, que só existe neste país. É uma formação
vegetal que caracteriza parte de todos os estados
nordestinos e o norte de Minas Gerais.
A Caatinga é um bioma onde há poucas chuvas,
solo seco e formação de arbustos e cactos. Nele está
o cenário de galhos retorcidos. Ocupa 11% do
território brasileiro, segundo informação de
dezembro de 2013 fornecida pelo site do Ministério
do Meio Ambiente. Da mesma maneira, as maiores
dificuldades na Caatinga – decerto também nos outros
biomas brasileiros – tem sido o de preservação
ambiental e de uso dos recursos do solo (em
agricultura e pecuária).
Outro problema considerável no debate político
brasileiro é que a Caatinga abrange uma região que
sofre de falta de água. Desta forma, pensa-se que a
esperança dos habitantes da área afetada pela seca é a
mudança do rio São Francisco de lugar para regar
bocas e solos sedentos. O “rio da integração nacional”
tem extensão de 2.800 quilômetros, nasce em Minas
Gerais e corta os estados de Bahia, Sergipe, Alagoas
e Pernambuco.
Porém, esta obra de transposição é bastante
controversa, por um lado, devido aos prejuízos que
causará aos sertanejos que já dispõem da irrigação
pelo rio e dependem dele como fonte de
sobrevivência. Por outro, a Caatinga será explorada
como área fértil para a economia e, assim, desfigurará
mais um pouco do bioma autenticamente brasileiro.
Sendo assim, o Estado brasileiro tenta legitimar
o povoamento de áreas inóspitas (como digo que seja
o sertão nordestino) e que deveriam ser de
preservação ambiental e desenvolvimento científico
(áreas urbanas na região Norte) num país onde há
abundância de terras férteis. Em vez de eternizar a
pobreza naquelas e desmatar estas para construir
distritos industriais, os esforços poderiam voltar-se à
maximização da qualidade de vida no litoral
nordestino e à realocação de habitantes de áreas
inóspitas para outras onde não se teria que transpor
rios nem realizar outras obras dispendiosas.
A Caatinga poderia explorar-se como uma área
de preservação ambiental, pesquisa científica,
complexo turístico e treinamento militar. Contudo,
estes exemplos não esgotam o que é possível fazer
para que o Brasil tenha integração nacional sem o
gasto em obras agigantadas e a manutenção de
pessoas onde estas não deveriam viver. Assim, pensa-se na melhora da praticidade e da qualidade de vida
na região nordestina.
No entanto, a interpretação da Caatinga que
proponho aqui evidencia que uma das práticas do
Estado brasileiro é jogar gente em todo e qualquer
lugar (ou deixar que isto aconteça) como se espargem
sementes numa plantação. O território tem-se
integrado através do povoamento, como se fez na
“zona franca” de Manaus e como se repete no cenário
de Vidas secas, do escritor Graciliano Ramos. Em seu
livro, Ramos lamenta a degradação das famílias
sertanejas pela aspereza das condições do sertão
nordestino.
O brasileiro não foge de desafios. Aceita
enfrentar os óbices que a ecologia impõe ao seu
entendimento antropológico. A Caatinga tem algo de
literário e político. A situação ideal é que todos os
brasileiros tenham condições de viver bem sem
depender do Estado; mas, para alcançá-la, muitos
brigam pelo seu espaço dentro da tal integração
nacional.
Disponível em:
<https://www.campograndenews.com.br/artigos/caatingaliteraria-e-politica>. Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
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CAATINGA LITERÁRIA E POLÍTICA
Autor: Bruno Peron
Publicado em 06/01/2014
A identidade do brasileiro também se entende a
partir de relações entre antropologia e ecologia. Três
processos migratórios esclarecem particularmente
meu ponto: 1) o dos bandeirantes e sua ânsia de
colonizar o interior do país; 2) o dos candangos e seu
trabalho a favor da construção de Brasília como a
nova capital monumental do Brasil; e 3) o dos
sertanejos e sua luta contra um ecossistema indômito
no nordeste brasileiro.
Discorro sobre estes últimos brevemente a fim
de perscrutar particularidades da natureza nordestina.
Nenhum bioma (conjunto de ecossistemas de uma
área terrestre) é tão inerente ao Brasil quanto a
Caatinga, que só existe neste país. É uma formação
vegetal que caracteriza parte de todos os estados
nordestinos e o norte de Minas Gerais.
A Caatinga é um bioma onde há poucas chuvas,
solo seco e formação de arbustos e cactos. Nele está
o cenário de galhos retorcidos. Ocupa 11% do
território brasileiro, segundo informação de
dezembro de 2013 fornecida pelo site do Ministério
do Meio Ambiente. Da mesma maneira, as maiores
dificuldades na Caatinga – decerto também nos outros
biomas brasileiros – tem sido o de preservação
ambiental e de uso dos recursos do solo (em
agricultura e pecuária).
Outro problema considerável no debate político
brasileiro é que a Caatinga abrange uma região que
sofre de falta de água. Desta forma, pensa-se que a
esperança dos habitantes da área afetada pela seca é a
mudança do rio São Francisco de lugar para regar
bocas e solos sedentos. O “rio da integração nacional”
tem extensão de 2.800 quilômetros, nasce em Minas
Gerais e corta os estados de Bahia, Sergipe, Alagoas
e Pernambuco.
Porém, esta obra de transposição é bastante
controversa, por um lado, devido aos prejuízos que
causará aos sertanejos que já dispõem da irrigação
pelo rio e dependem dele como fonte de
sobrevivência. Por outro, a Caatinga será explorada
como área fértil para a economia e, assim, desfigurará
mais um pouco do bioma autenticamente brasileiro.
Sendo assim, o Estado brasileiro tenta legitimar
o povoamento de áreas inóspitas (como digo que seja
o sertão nordestino) e que deveriam ser de
preservação ambiental e desenvolvimento científico
(áreas urbanas na região Norte) num país onde há
abundância de terras férteis. Em vez de eternizar a
pobreza naquelas e desmatar estas para construir
distritos industriais, os esforços poderiam voltar-se à
maximização da qualidade de vida no litoral
nordestino e à realocação de habitantes de áreas
inóspitas para outras onde não se teria que transpor
rios nem realizar outras obras dispendiosas.
A Caatinga poderia explorar-se como uma área
de preservação ambiental, pesquisa científica,
complexo turístico e treinamento militar. Contudo,
estes exemplos não esgotam o que é possível fazer
para que o Brasil tenha integração nacional sem o
gasto em obras agigantadas e a manutenção de
pessoas onde estas não deveriam viver. Assim, pensa-se na melhora da praticidade e da qualidade de vida
na região nordestina.
No entanto, a interpretação da Caatinga que
proponho aqui evidencia que uma das práticas do
Estado brasileiro é jogar gente em todo e qualquer
lugar (ou deixar que isto aconteça) como se espargem
sementes numa plantação. O território tem-se
integrado através do povoamento, como se fez na
“zona franca” de Manaus e como se repete no cenário
de Vidas secas, do escritor Graciliano Ramos. Em seu
livro, Ramos lamenta a degradação das famílias
sertanejas pela aspereza das condições do sertão
nordestino.
O brasileiro não foge de desafios. Aceita
enfrentar os óbices que a ecologia impõe ao seu
entendimento antropológico. A Caatinga tem algo de
literário e político. A situação ideal é que todos os
brasileiros tenham condições de viver bem sem
depender do Estado; mas, para alcançá-la, muitos
brigam pelo seu espaço dentro da tal integração
nacional.
Disponível em:
<https://www.campograndenews.com.br/artigos/caatingaliteraria-e-politica>. Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
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CAATINGA LITERÁRIA E POLÍTICA
Autor: Bruno Peron
Publicado em 06/01/2014
A identidade do brasileiro também se entende a
partir de relações entre antropologia e ecologia. Três
processos migratórios esclarecem particularmente
meu ponto: 1) o dos bandeirantes e sua ânsia de
colonizar o interior do país; 2) o dos candangos e seu
trabalho a favor da construção de Brasília como a
nova capital monumental do Brasil; e 3) o dos
sertanejos e sua luta contra um ecossistema indômito
no nordeste brasileiro.
Discorro sobre estes últimos brevemente a fim
de perscrutar particularidades da natureza nordestina.
Nenhum bioma (conjunto de ecossistemas de uma
área terrestre) é tão inerente ao Brasil quanto a
Caatinga, que só existe neste país. É uma formação
vegetal que caracteriza parte de todos os estados
nordestinos e o norte de Minas Gerais.
A Caatinga é um bioma onde há poucas chuvas,
solo seco e formação de arbustos e cactos. Nele está
o cenário de galhos retorcidos. Ocupa 11% do
território brasileiro, segundo informação de
dezembro de 2013 fornecida pelo site do Ministério
do Meio Ambiente. Da mesma maneira, as maiores
dificuldades na Caatinga – decerto também nos outros
biomas brasileiros – tem sido o de preservação
ambiental e de uso dos recursos do solo (em
agricultura e pecuária).
Outro problema considerável no debate político
brasileiro é que a Caatinga abrange uma região que
sofre de falta de água. Desta forma, pensa-se que a
esperança dos habitantes da área afetada pela seca é a
mudança do rio São Francisco de lugar para regar
bocas e solos sedentos. O “rio da integração nacional”
tem extensão de 2.800 quilômetros, nasce em Minas
Gerais e corta os estados de Bahia, Sergipe, Alagoas
e Pernambuco.
Porém, esta obra de transposição é bastante
controversa, por um lado, devido aos prejuízos que
causará aos sertanejos que já dispõem da irrigação
pelo rio e dependem dele como fonte de
sobrevivência. Por outro, a Caatinga será explorada
como área fértil para a economia e, assim, desfigurará
mais um pouco do bioma autenticamente brasileiro.
Sendo assim, o Estado brasileiro tenta legitimar
o povoamento de áreas inóspitas (como digo que seja
o sertão nordestino) e que deveriam ser de
preservação ambiental e desenvolvimento científico
(áreas urbanas na região Norte) num país onde há
abundância de terras férteis. Em vez de eternizar a
pobreza naquelas e desmatar estas para construir
distritos industriais, os esforços poderiam voltar-se à
maximização da qualidade de vida no litoral
nordestino e à realocação de habitantes de áreas
inóspitas para outras onde não se teria que transpor
rios nem realizar outras obras dispendiosas.
A Caatinga poderia explorar-se como uma área
de preservação ambiental, pesquisa científica,
complexo turístico e treinamento militar. Contudo,
estes exemplos não esgotam o que é possível fazer
para que o Brasil tenha integração nacional sem o
gasto em obras agigantadas e a manutenção de
pessoas onde estas não deveriam viver. Assim, pensa-se na melhora da praticidade e da qualidade de vida
na região nordestina.
No entanto, a interpretação da Caatinga que
proponho aqui evidencia que uma das práticas do
Estado brasileiro é jogar gente em todo e qualquer
lugar (ou deixar que isto aconteça) como se espargem
sementes numa plantação. O território tem-se
integrado através do povoamento, como se fez na
“zona franca” de Manaus e como se repete no cenário
de Vidas secas, do escritor Graciliano Ramos. Em seu
livro, Ramos lamenta a degradação das famílias
sertanejas pela aspereza das condições do sertão
nordestino.
O brasileiro não foge de desafios. Aceita
enfrentar os óbices que a ecologia impõe ao seu
entendimento antropológico. A Caatinga tem algo de
literário e político. A situação ideal é que todos os
brasileiros tenham condições de viver bem sem
depender do Estado; mas, para alcançá-la, muitos
brigam pelo seu espaço dentro da tal integração
nacional.
Disponível em:
<https://www.campograndenews.com.br/artigos/caatingaliteraria-e-politica>. Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
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TEXTO 1
CAATINGA LITERÁRIA E POLÍTICA
Autor: Bruno Peron
Publicado em 06/01/2014
A identidade do brasileiro também se entende a
partir de relações entre antropologia e ecologia. Três
processos migratórios esclarecem particularmente
meu ponto: 1) o dos bandeirantes e sua ânsia de
colonizar o interior do país; 2) o dos candangos e seu
trabalho a favor da construção de Brasília como a
nova capital monumental do Brasil; e 3) o dos
sertanejos e sua luta contra um ecossistema indômito
no nordeste brasileiro.
Discorro sobre estes últimos brevemente a fim
de perscrutar particularidades da natureza nordestina.
Nenhum bioma (conjunto de ecossistemas de uma
área terrestre) é tão inerente ao Brasil quanto a
Caatinga, que só existe neste país. É uma formação
vegetal que caracteriza parte de todos os estados
nordestinos e o norte de Minas Gerais.
A Caatinga é um bioma onde há poucas chuvas,
solo seco e formação de arbustos e cactos. Nele está
o cenário de galhos retorcidos. Ocupa 11% do
território brasileiro, segundo informação de
dezembro de 2013 fornecida pelo site do Ministério
do Meio Ambiente. Da mesma maneira, as maiores
dificuldades na Caatinga – decerto também nos outros
biomas brasileiros – tem sido o de preservação
ambiental e de uso dos recursos do solo (em
agricultura e pecuária).
Outro problema considerável no debate político
brasileiro é que a Caatinga abrange uma região que
sofre de falta de água. Desta forma, pensa-se que a
esperança dos habitantes da área afetada pela seca é a
mudança do rio São Francisco de lugar para regar
bocas e solos sedentos. O “rio da integração nacional”
tem extensão de 2.800 quilômetros, nasce em Minas
Gerais e corta os estados de Bahia, Sergipe, Alagoas
e Pernambuco.
Porém, esta obra de transposição é bastante
controversa, por um lado, devido aos prejuízos que
causará aos sertanejos que já dispõem da irrigação
pelo rio e dependem dele como fonte de
sobrevivência. Por outro, a Caatinga será explorada
como área fértil para a economia e, assim, desfigurará
mais um pouco do bioma autenticamente brasileiro.
Sendo assim, o Estado brasileiro tenta legitimar
o povoamento de áreas inóspitas (como digo que seja
o sertão nordestino) e que deveriam ser de
preservação ambiental e desenvolvimento científico
(áreas urbanas na região Norte) num país onde há
abundância de terras férteis. Em vez de eternizar a
pobreza naquelas e desmatar estas para construir
distritos industriais, os esforços poderiam voltar-se à
maximização da qualidade de vida no litoral
nordestino e à realocação de habitantes de áreas
inóspitas para outras onde não se teria que transpor
rios nem realizar outras obras dispendiosas.
A Caatinga poderia explorar-se como uma área
de preservação ambiental, pesquisa científica,
complexo turístico e treinamento militar. Contudo,
estes exemplos não esgotam o que é possível fazer
para que o Brasil tenha integração nacional sem o
gasto em obras agigantadas e a manutenção de
pessoas onde estas não deveriam viver. Assim, pensa-se na melhora da praticidade e da qualidade de vida
na região nordestina.
No entanto, a interpretação da Caatinga que
proponho aqui evidencia que uma das práticas do
Estado brasileiro é jogar gente em todo e qualquer
lugar (ou deixar que isto aconteça) como se espargem
sementes numa plantação. O território tem-se
integrado através do povoamento, como se fez na
“zona franca” de Manaus e como se repete no cenário
de Vidas secas, do escritor Graciliano Ramos. Em seu
livro, Ramos lamenta a degradação das famílias
sertanejas pela aspereza das condições do sertão
nordestino.
O brasileiro não foge de desafios. Aceita
enfrentar os óbices que a ecologia impõe ao seu
entendimento antropológico. A Caatinga tem algo de
literário e político. A situação ideal é que todos os
brasileiros tenham condições de viver bem sem
depender do Estado; mas, para alcançá-la, muitos
brigam pelo seu espaço dentro da tal integração
nacional.
Disponível em:
<https://www.campograndenews.com.br/artigos/caatingaliteraria-e-politica>. Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
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Leia o trecho e considere as lacunas a seguir:
“Após o evento, os participantes expressaram opiniões __________ e sugestões __________ sobre as palestras ministradas.”
Agora, assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas acima, considerando a concordância nominal:
“Após o evento, os participantes expressaram opiniões __________ e sugestões __________ sobre as palestras ministradas.”
Agora, assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas acima, considerando a concordância nominal:
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Leia o trecho de “Cem Anos de Solidão” de Gabriel
García Márquez a seguir:
“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”
No fragmento apresentado, o termo 'depois' pertence CORRETAMENTE à classe gramatical:
“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”
No fragmento apresentado, o termo 'depois' pertence CORRETAMENTE à classe gramatical:
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Leia o trecho a seguir e assinale a CORRETA classe
gramatical das palavras em destaque:
“Chamado de Tyrannosaurus mcraeensis, o novo dinossauro pode ser o parente mais próximo conhecido do T. rex. A nova espécie foi identificada a partir de um crânio parcial fossilizado, descoberto na década de 1980 na Formação Hall Lake, no Novo México, nos Estados Unidos.”
Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/01/fossil-de-72-milhoes-de-anos-revela-parente-maisproximo-do-tiranossauro-rex.ghtml>. Acesso em: 16 de junho de 2026.
“Chamado de Tyrannosaurus mcraeensis, o novo dinossauro pode ser o parente mais próximo conhecido do T. rex. A nova espécie foi identificada a partir de um crânio parcial fossilizado, descoberto na década de 1980 na Formação Hall Lake, no Novo México, nos Estados Unidos.”
Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/01/fossil-de-72-milhoes-de-anos-revela-parente-maisproximo-do-tiranossauro-rex.ghtml>. Acesso em: 16 de junho de 2026.
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