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4167658 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: SES-SP
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Texto para a questão.



Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência

de pacientes com câncer, indica pesquisa

Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.

Os pesquisadores disseram que “não se trata de uma grande quantidade” de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.

Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.

Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.

“Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte.

No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.

O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.

Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.

Os participantes também tiveram acesso a sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.

O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.

A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.

Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:

• 80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;

• No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;

• Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor;

• Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer;

• 10% das pessoas no programa de exercícios morreram;

• No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;

• Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.

Internet: (com adaptações).

Em “No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%” e “Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer:”, os termos “No grupo que só recebeu os folhetos” e “Enquanto isso” classificam-se, respectivamente, como
 

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4167657 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: SES-SP
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Texto para a questão.



Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência

de pacientes com câncer, indica pesquisa

Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.

Os pesquisadores disseram que “não se trata de uma grande quantidade” de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.

Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.

Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.

“Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte.

No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.

O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.

Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.

Os participantes também tiveram acesso a sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.

O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.

A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.

Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:

• 80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;

• No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;

• Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor;

• Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer;

• 10% das pessoas no programa de exercícios morreram;

• No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;

• Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.

Internet: (com adaptações).

Com base na oração “O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios”, assinale a opção correta.
 

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4167656 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: SES-SP
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Texto para a questão.



Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência

de pacientes com câncer, indica pesquisa

Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.

Os pesquisadores disseram que “não se trata de uma grande quantidade” de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.

Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.

Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.

“Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte.

No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.

O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.

Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.

Os participantes também tiveram acesso a sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.

O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.

A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.

Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:

• 80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;

• No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;

• Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor;

• Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer;

• 10% das pessoas no programa de exercícios morreram;

• No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;

• Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.

Internet: (com adaptações).

Com base no trecho “Os pesquisadores disseram que ‘não se trata de uma grande quantidade’ de exercícios”, assinale a opção correta.
 

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4167655 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: SES-SP
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Texto para a questão.



Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência

de pacientes com câncer, indica pesquisa

Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.

Os pesquisadores disseram que “não se trata de uma grande quantidade” de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.

Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.

Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.

“Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte.

No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.

O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.

Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.

Os participantes também tiveram acesso a sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.

O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.

A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.

Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:

• 80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;

• No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;

• Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor;

• Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer;

• 10% das pessoas no programa de exercícios morreram;

• No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;

• Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.

Internet: (com adaptações).

Com base no trecho “Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, que é uma fala de Vicky Coyle, assinale a opção correta, a respeito da proposta do estudo defendida pela pesquisadora.
 

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4167654 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: SES-SP
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Texto para a questão.



Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência

de pacientes com câncer, indica pesquisa

Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.

Os pesquisadores disseram que “não se trata de uma grande quantidade” de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.

Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.

Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.

“Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte.

No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.

O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.

Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.

Os participantes também tiveram acesso a sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.

O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.

A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.

Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:

• 80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;

• No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;

• Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor;

• Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer;

• 10% das pessoas no programa de exercícios morreram;

• No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;

• Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.

Internet: (com adaptações).

Com base no texto e na análise das sequências textuais, assinale a opção correta.
 

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4167547 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: AL-MS

Atenção: Para responder à questão, considere o trecho de um ensaio do filósofo Michel de Montaigne.

 

A maneira mais comum de amolecer o coração dos que nos ofendem, quando, vingança em mãos, eles nos têm à sua mercê, é comovê-los pela nossa submissão, inspirando-lhes comiseração e piedade. Entretanto, reparem que a bravura, a tenacidade e a resolução, meios inteiramente opostos, alcançam às vezes idêntico resultado.

 

Eduardo, príncipe de Gales, tendo-se apoderado pela força de Limoges, ordenara o massacre dos habitantes que o haviam gravemente ofendido. Caminhava ele pela cidade sem que os gritos dos homens, mulheres e crianças assim condenados à morte lhe amolecessem a alma, quando deparou com três fidalgos franceses que, sozinhos, e com incrível ousadia, enfrentavam o exército vitorioso. Essa coragem inspirou-lhe tal consideração e respeito, que subitamente se lhe acalmou a cólera; e o perdão que de imediato concedeu aos temerários, ele o estendeu aos demais habitantes da cidade.

 

Skanderberg, príncipe do Épiro, perseguia um de seus soldados com a intenção de matá-lo. Este, depois de ter tentado em vão acalmá-lo com protestos de toda espécie e as mais humildes súplicas, resolveu, em desespero de causa, esperá-lo de espada na mão. O gesto resoluto freou instantaneamente a exasperação do senhor, o qual, ao ver tão honrosa atitude, outorgou perdão ao perseguido.

 

O imperador Conrado III, assediando o duque da Baviera, não consentira em deixar sair da cidade senão as mulheres dos fidalgos que ali se encontravam. Comprometera-se a respeitar-lhes a honra mas à condição de saírem a pé e levando apenas, com elas, o que pudessem carregar. Atentando unicamente para os ditames do coração, lembraram-se as mulheres de levar às costas os maridos, os filhos e o próprio duque. Impressionou-se o imperador a tal ponto com essa prova de coragem que chegou a chorar de emoção. O ódio mortal que votara ao duque, cuja desgraça desejava, tornou-se menos violento e a partir desse momento ele o tratou, e aos seus, com humanidade.

 

Ambos os meios dariam resultado comigo, pois tenho grande propensão para a misericórdia e a benevolência. Entretanto, acho que cederia mais facilmente pela compaixão do que pela admiração, embora a piedade seja considerada paixão condenável pelos estoicos, os quais admitem que socorramos os aflitos mas não que nos enterneçamos ante o sofrimento ou dele nos compadeçamos. Os exemplos que precedem parecem-me mais apropriados. Mostram-nos a alma em luta com estes dois sentimentos contrários: resistir a um sem dobrar e ceder ao outro.

 

(Adaptado de: Montaigne, Michel de. Ensaios. São Paulo: Editora 34, 2016, p.43-44)

 

Entretanto, acho que cederia mais facilmente pela compaixão do que pela admiração, embora a piedade seja considerada paixão condenável pelos estoicos, os quais admitem que socorramos os aflitos mas não que nos enterneçamos ante o sofrimento ou dele nos compadeçamos.

 

A conjunção sublinhada acima pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:

 

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4167546 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: AL-MS

Atenção: Para responder à questão, considere o trecho de um ensaio do filósofo Michel de Montaigne.

 

A maneira mais comum de amolecer o coração dos que nos ofendem, quando, vingança em mãos, eles nos têm à sua mercê, é comovê-los pela nossa submissão, inspirando-lhes comiseração e piedade. Entretanto, reparem que a bravura, a tenacidade e a resolução, meios inteiramente opostos, alcançam às vezes idêntico resultado.

 

Eduardo, príncipe de Gales, tendo-se apoderado pela força de Limoges, ordenara o massacre dos habitantes que o haviam gravemente ofendido.(e) Caminhava ele pela cidade sem que os gritos dos homens, mulheres e crianças assim condenados à morte lhe amolecessem a alma, quando deparou com três fidalgos franceses que, sozinhos, e com incrível ousadia, enfrentavam o exército vitorioso. Essa coragem inspirou-lhe tal consideração e respeito, que subitamente se lhe acalmou a cólera; e o perdão que de imediato concedeu aos temerários, ele o estendeu aos demais habitantes da cidade.

 

Skanderberg, príncipe do Épiro, perseguia um de seus soldados com a intenção de matá-lo.(b) Este, depois de ter tentado em vão acalmá-lo com protestos de toda espécie e as mais humildes súplicas, resolveu, em desespero de causa, esperá-lo de espada na mão. O gesto resoluto freou instantaneamente a exasperação do senhor, o qual, ao ver tão honrosa atitude, outorgou perdão ao perseguido.

 

O imperador Conrado III, assediando o duque da Baviera, não consentira em deixar sair da cidade senão as mulheres dos fidalgos que ali se encontravam. Comprometera-se a respeitar-lhes a honra mas à condição de saírem a pé e levando apenas, com elas, o que pudessem carregar.(c) Atentando unicamente para os ditames do coração, lembraram-se as mulheres de levar às costas os maridos, os filhos e o próprio duque. Impressionou-se o imperador a tal ponto com essa prova de coragem que chegou a chorar de emoção.(d) O ódio mortal que votara ao duque,(a) cuja desgraça desejava, tornou-se menos violento e a partir desse momento ele o tratou, e aos seus, com humanidade.(a)

 

Ambos os meios dariam resultado comigo, pois tenho grande propensão para a misericórdia e a benevolência. Entretanto, acho que cederia mais facilmente pela compaixão do que pela admiração, embora a piedade seja considerada paixão condenável pelos estoicos, os quais admitem que socorramos os aflitos mas não que nos enterneçamos ante o sofrimento ou dele nos compadeçamos. Os exemplos que precedem parecem-me mais apropriados. Mostram-nos a alma em luta com estes dois sentimentos contrários: resistir a um sem dobrar e ceder ao outro.

 

(Adaptado de: Montaigne, Michel de. Ensaios. São Paulo: Editora 34, 2016, p.43-44)

 

Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:

 

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4167545 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: AL-MS

Atenção: Para responder à questão, considere o trecho de um ensaio do filósofo Michel de Montaigne.

 

A maneira mais comum de amolecer o coração dos que nos ofendem, quando, vingança em mãos, eles nos têm à sua mercê, é comovê-los pela nossa submissão, inspirando-lhes comiseração e piedade. Entretanto, reparem que a bravura, a tenacidade e a resolução, meios inteiramente opostos, alcançam às vezes idêntico resultado.

 

Eduardo, príncipe de Gales, tendo-se apoderado pela força de Limoges, ordenara o massacre dos habitantes que o haviam gravemente ofendido. Caminhava ele pela cidade sem que os gritos dos homens, mulheres e crianças assim condenados à morte lhe amolecessem a alma, quando deparou com três fidalgos franceses que, sozinhos, e com incrível ousadia, enfrentavam o exército vitorioso. Essa coragem inspirou-lhe tal consideração e respeito, que subitamente se lhe acalmou a cólera; e o perdão que de imediato concedeu aos temerários, ele o estendeu aos demais habitantes da cidade.

 

Skanderberg, príncipe do Épiro, perseguia um de seus soldados com a intenção de matá-lo. Este, depois de ter tentado em vão acalmá-lo com protestos de toda espécie e as mais humildes súplicas, resolveu, em desespero de causa, esperá-lo de espada na mão. O gesto resoluto freou instantaneamente a exasperação do senhor, o qual, ao ver tão honrosa atitude, outorgou perdão ao perseguido.

 

O imperador Conrado III, assediando o duque da Baviera, não consentira em deixar sair da cidade senão as mulheres dos fidalgos que ali se encontravam. Comprometera-se a respeitar-lhes a honra mas à condição de saírem a pé e levando apenas, com elas, o que pudessem carregar. Atentando unicamente para os ditames do coração, lembraram-se as mulheres de levar às costas os maridos, os filhos e o próprio duque. Impressionou-se o imperador a tal ponto com essa prova de coragem que chegou a chorar de emoção. O ódio mortal que votara ao duque, cuja desgraça desejava, tornou-se menos violento e a partir desse momento ele o tratou, e aos seus, com humanidade.

 

Ambos os meios dariam resultado comigo, pois tenho grande propensão para a misericórdia e a benevolência. Entretanto, acho que cederia mais facilmente pela compaixão do que pela admiração, embora a piedade seja considerada paixão condenável pelos estoicos, os quais admitem que socorramos os aflitos mas não que nos enterneçamos ante o sofrimento ou dele nos compadeçamos. Os exemplos que precedem parecem-me mais apropriados. Mostram-nos a alma em luta com estes dois sentimentos contrários: resistir a um sem dobrar e ceder ao outro.

 

(Adaptado de: Montaigne, Michel de. Ensaios. São Paulo: Editora 34, 2016, p.43-44)

 

No parágrafo de seu ensaio, Montaigne desenvolve o seguinte argumento:

 

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4167544 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: AL-MS

Atenção: Para responder à questão, considere o trecho de um ensaio do filósofo Michel de Montaigne.

 

A maneira mais comum de amolecer o coração dos que nos ofendem, quando, vingança em mãos, eles nos têm à sua mercê, é comovê-los pela nossa submissão, inspirando-lhes comiseração e piedade. Entretanto, reparem que a bravura, a tenacidade e a resolução, meios inteiramente opostos, alcançam às vezes idêntico resultado.(c)

 

Eduardo, príncipe de Gales, tendo-se apoderado pela força de Limoges, ordenara o massacre dos habitantes que o haviam gravemente ofendido. Caminhava ele pela cidade sem que os gritos dos homens, mulheres e crianças assim condenados à morte lhe amolecessem a alma, quando deparou com três fidalgos franceses que, sozinhos, e com incrível ousadia, enfrentavam o exército vitorioso. Essa coragem inspirou-lhe tal consideração e respeito, que subitamente se lhe acalmou a cólera; e o perdão que de imediato concedeu aos temerários, ele o estendeu aos demais habitantes da cidade.(b)

 

Skanderberg, príncipe do Épiro, perseguia um de seus soldados com a intenção de matá-lo. Este, depois de ter tentado em vão acalmá-lo com protestos de toda espécie e as mais humildes súplicas, resolveu, em desespero de causa, esperá-lo de espada na mão. O gesto resoluto freou instantaneamente a exasperação do senhor, o qual, ao ver tão honrosa atitude, outorgou perdão ao perseguido.

 

O imperador Conrado III, assediando o duque da Baviera, não consentira em deixar sair da cidade senão as mulheres dos fidalgos que ali se encontravam. Comprometera-se a respeitar-lhes a honra mas à condição de saírem a pé e levando apenas, com elas, o que pudessem carregar.(d) Atentando unicamente para os ditames do coração, lembraram-se as mulheres de levar às costas os maridos, os filhos e o próprio duque.(e) Impressionou-se o imperador a tal ponto com essa prova de coragem que chegou a chorar de emoção.(a) O ódio mortal que votara ao duque, cuja desgraça desejava, tornou-se menos violento e a partir desse momento ele o tratou, e aos seus, com humanidade.

 

Ambos os meios dariam resultado comigo, pois tenho grande propensão para a misericórdia e a benevolência. Entretanto, acho que cederia mais facilmente pela compaixão do que pela admiração, embora a piedade seja considerada paixão condenável pelos estoicos, os quais admitem que socorramos os aflitos mas não que nos enterneçamos ante o sofrimento ou dele nos compadeçamos. Os exemplos que precedem parecem-me mais apropriados. Mostram-nos a alma em luta com estes dois sentimentos contrários: resistir a um sem dobrar e ceder ao outro.

 

(Adaptado de: Montaigne, Michel de. Ensaios. São Paulo: Editora 34, 2016, p.43-44)

 

Em seu ensaio, Montaigne dirige-se explicitamente a seus leitores no seguinte trecho:

 

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4167386 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IF-CE

Informação não é conhecimento: o paradoxo da era hiperconectada

Uma das características da modernidade líquida é a abundância informacional. Milhões de dados são produzidos a cada segundo e algoritmos nos fornecem conteúdo com base em nossas interações e gostos; nunca foi tão fácil acessar informação como hoje.

Porém, essa facilidade trouxe uma responsabilidade muitas vezes negligenciada: a de produzir conhecimento. Tornamo-nos uma sociedade muito bem informada, mas pobre em conhecimento. Refletir sobre as informações que adquirimos parece não ter mais espaço no cotidiano.

Informação e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados. A informação se apresenta de forma bruta, desordenada e fragmentada, enquanto o conhecimento implica um processo de organização, interpretação e atribuição de sentido aos dados. Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.

A internet, ao favorecer o acesso rápido e contínuo a conteúdos, muitas vezes impede que haja tempo para a assimilação e a reflexão. Assim, o consumo fragmentado de informações pode gerar apenas uma sensação de saber, sem que haja efetiva construção de conhecimento.

O mundo hiperconectado favorece a dispersão, não a contemplação. No entanto, sem reflexão, não há construção consistente do conhecimento. Aquele que se propõe a conhecer precisa adotar uma postura de humildade diante do saber. Ao construir o conhecimento, logo compreende que, quanto mais aprender, mais ainda há a ser treinado e compreendido.

E, assim, nasce o perigo: informação sem discernimento se torna ruído; conhecimento sem sabedoria se torna arrogância; e sabedoria sem ação se torna vaidade. Diante dessas profundas transformações na relação entre informação e conhecimento, e do impacto da modernidade e da tecnologia no processo cognitivo humano, o desafio não é mais ter acesso ao conhecimento, mas formar pessoas que saibam o que fazer com ele.

No fim das contas, o problema da era da informação não é a escassez de dados, mas sim a pobreza de critérios. E talvez o maior luxo da atual geração seja encontrar silêncio, tempo e disposição para pensar com profundidade.

Adaptado de: https://medium.com/escola-classica/informa-conhecimento-o-paradoxo-da-era-hiperconectada-8f90c44cee5a. Acesso em: 23 fev. 2026.

Assinale a alternativa que sintetiza corretamente a tese defendida no texto.

 

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