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4173998 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Ivorá-RS
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados
Por Laurie Clarke

Durante uma visita ao Japão, em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso, o que o levou a acreditar que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundo, emitindo um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Nesse momento, observou-se algo incomum na forma pela qual a luz trafegava através do vidro tratado com laser: a dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, nesse caso, a luz não se refletia conforme o esperado. “Foi difícil explicar”, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física”. A desconcertante observação acabou provocando “um autêntico momento Eureka”, segundo ele. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por microexplosões geradas pelos lasers de femtossegundo. “Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções”. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham essa mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses “redemoinhos” de luz são tão minúsculos que são imperceptíveis para o olho humano. No entanto, logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. “Essa foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz”, explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que a descoberta feita no Japão possa ajudar a resolver um dos problemas da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente “na nuvem”. Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, e seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Esse dilema vem impulsionando soluções inovadoras, e uma delas é a proposta de Kazansky, que é a de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. 
No texto, a menção à projeção da empresa IDC sobre a geração de 394 trilhões de zettabytes até 2028, no quarto parágrafo, constitui um recurso de argumentação que objetiva:
 

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4173967 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Ivorá-RS

A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Por Alejandra Martins

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A

solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações,

segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade

Francisco de Vitoria, na Espanha.

“Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência

máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior

parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por

que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por

acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos

fundamentais ★ memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado,

menos é mais, afirma a especialista.

Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A

memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula

certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio.

Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular

informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico

onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você

colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’

(processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de

esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as

novas  informações ▲ segundo Valle.

A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a

extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por

explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz

menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se

a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você

cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender

depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.

O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove

elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações

em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências

indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas

horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer

intervalos para descansar.

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro”, retirado do texto, a autora utiliza uma figura de linguagem que:

 

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4173966 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Ivorá-RS

A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Por Alejandra Martins

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A

solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações,

segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade

Francisco de Vitoria, na Espanha.

“Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência

máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior

parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por

que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por

acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos

fundamentais ★ memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado,

menos é mais, afirma a especialista.

Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A

memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula

certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio.

Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular

informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico

onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você

colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’

(processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de

esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as

novas  informações ▲ segundo Valle.

A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a

extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por

explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz

menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se

a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você

cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender

depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.

O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove

elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações

em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências

indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas

horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer

intervalos para descansar.

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Ao converter a oração “Valle compartilhou conselhos práticos”, retirada do texto, para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

 

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4173965 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Ivorá-RS

A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Por Alejandra Martins

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A

solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações,

segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade

Francisco de Vitoria, na Espanha.

“Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência

máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior

parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por

que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por

acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos

fundamentais ★ memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado,

menos é mais, afirma a especialista.

Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A

memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula

certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio.

Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular

informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico

onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você

colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’

(processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de

esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as

novas  informações ▲ segundo Valle.

A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a

extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por

explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz

menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se

a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você

cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender

depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.

O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove

elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações

em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências

indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas

horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer

intervalos para descansar.

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “A educadora explicou por que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz”, retirado do texto, um antônimo possível para a palavra “ineficaz”, no contexto em que ela ocorre, seria:

 

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4173964 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Por Alejandra Martins

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A

solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações,

segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade

Francisco de Vitoria, na Espanha.

“Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência

máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior

parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por

que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por

acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos

fundamentais ★ memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado,

menos é mais, afirma a especialista.

Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A

memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula

certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio.

Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular

informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico

onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você

colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’

(processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de

esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as

novas  informações ▲ segundo Valle.

A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a

extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por

explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz

menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se

a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você

cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender

depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.

O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove

elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações

em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências

indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas

horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer

intervalos para descansar.

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 13, 15 e 19 do texto.

 

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4173963 Ano: 2026
Disciplina: Português
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A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Por Alejandra Martins

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A

solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações,

segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade

Francisco de Vitoria, na Espanha.

“Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência

máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior

parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por

que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por

acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos

fundamentais ★ memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado,

menos é mais, afirma a especialista.

Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A

memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula

certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio.

Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular

informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico

onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você

colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’

(processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de

esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as

novas  informações ▲ segundo Valle.

A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a

extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por

explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz

menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se

a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você

cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender

depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.

O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove

elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações

em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências

indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas

horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer

intervalos para descansar.

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Os símbolos presentes nas linhas 10 e 21 podem ser substituídos, correta e respectivamente, por quais sinais de pontuação?

 

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4173962 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Ivorá-RS

A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Por Alejandra Martins

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A

solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações,

segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade

Francisco de Vitoria, na Espanha.

“Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência

máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior

parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por

que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por

acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos

fundamentais ★ memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado,

menos é mais, afirma a especialista.

Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A

memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula

certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio.

Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular

informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico

onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você

colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’

(processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de

esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as

novas  informações ▲ segundo Valle.

A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a

extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por

explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz

menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se

a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você

cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender

depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.

O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove

elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações

em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências

indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas

horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer

intervalos para descansar.

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

O termo “inerente” (l. 22) pode ser substituído, sem alteração do sentido original, por:

 

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4173961 Ano: 2026
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A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Por Alejandra Martins

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A

solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações,

segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade

Francisco de Vitoria, na Espanha.

“Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência

máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior

parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por

que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por

acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos

fundamentais ★ memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado,

menos é mais, afirma a especialista.

Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A

memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula

certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio.

Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular

informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico

onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você

colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’

(processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de

esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as

novas  informações ▲ segundo Valle.

A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a

extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por

explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz

menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se

a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você

cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender

depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.

O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove

elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações

em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências

indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas

horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer

intervalos para descansar.

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de esforço mental [...]” (l. 19-21), o conectivo “portanto” introduz uma:

 

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A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Por Alejandra Martins

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A

solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações,

segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade

Francisco de Vitoria, na Espanha.

“Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência

máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior

parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por

que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por

acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos

fundamentais ★ memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado,

menos é mais, afirma a especialista.

Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A

memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula

certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio.

Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular

informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico

onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você

colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’

(processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de

esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as

novas  informações ▲ segundo Valle.

A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a

extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por

explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz

menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se

a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você

cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender

depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.

O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove

elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações

em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências

indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas

horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer

intervalos para descansar.

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Ao utilizar expressões como “paella à valenciana” (l. 25) para explicar o funcionamento do cérebro, o texto apresenta um recurso que demonstra:

 

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A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Por Alejandra Martins

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A

solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações,

segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade

Francisco de Vitoria, na Espanha.

“Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência

máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior

parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia”. A educadora explicou por

que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz: “O cérebro humano não aprende por

acumulação, mas por integração”, segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos

fundamentais ★ memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado,

menos é mais, afirma a especialista.

Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. A

memória de trabalho está ligada ___ capacidade ou ao espaço de trabalho cerebral que manipula

certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas, como o raciocínio.

Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, ___ capacidade de reter e manipular

informações durante um breve período de tempo. “É como uma tábua de cortar, o espaço físico

onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela. “Se você

colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. A memória de trabalho não pode ‘cozinhar’

(processar) mais do que cabe naquela tábua”. Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de

esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as

novas  informações ▲ segundo Valle.

A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema, e a

extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por

explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. “Fazer um ovo frito traz

menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela. “E, se

a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você

cozinha, a dificuldade (carga extrínseca) do processo aumenta”. Nossa capacidade de aprender

depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.

O problema é que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove

elementos. Tanto é assim que, se excedermos essa capacidade, se recebermos mais informações

em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder. Evidências

indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas

horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer

intervalos para descansar.

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base na analogia da “tábua de cortar” (l. 16-21) e no conceito de carga cognitiva, o texto esclarece que o aprendizado é prejudicado quando:

 

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