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Oitenta por cento dos brasileiros se declaram felizes, segundo a edição de 2026 do índice
anual de felicidade do instituto Ipsos. O resultado representa alta em relação ao ano anterior,
mas fica abaixo dos 83% registrados em janeiro de 2023, o maior patamar já medido no país
desde o início da série histórica, em 2011.
No ranking global, o Brasil aparece em sétimo lugar entre os 29 países avaliados.
Indonésia (85%) e Holanda (84%) lideram o levantamento, enquanto Hungria (54%) e Coreia
do Sul (57%) têm os menores índices. A média mundial ficou em 74%. A tendência de alta é
ampla: em 25 dos 29 países pesquisados, a população está mais feliz do que há 12 meses.
Apenas Holanda, Índia e Argentina registraram recuo no período. No longo prazo, porém, o
quadro é menos otimista. Em 15 dos 20 países com dados desde 2011, a proporção de felizes é
menor do que era há 14 anos.
O Brasil é uma das poucas exceções: saiu de 77% naquele ano para 80% em 2026,
acumulando alta de três pontos percentuais no período. Para os brasileiros que se declaram
felizes, o principal motor é a fé ou a vida espiritual, citada por 22% — o maior índice entre todos
os países pesquisados nesse quesito. Em seguida aparecem sentir-se valorizado ou amado
(34%), saúde mental e bem-estar (31%) e sensação de controle sobre a própria vida (29%).
Entre os que se declaram infelizes no Brasil, a situação financeira pessoal é o fator mais citado,
por 54% — índice alinhado à média global de 57%, que se repete em 28 dos 29 países. A saúde
mental aparece em segundo lugar, mencionada por 37% dos brasileiros insatisfeitos, acima da
média mundial de 30%.
O levantamento também mapeia como os entrevistados avaliam a economia de seus
países. No Brasil, 43% consideram a situação econômica boa, e a proporção que avalia a
economia positivamente cresceu dez pontos percentuais em relação a janeiro de 2025, uma das
maiores altas registradas no estudo. A pesquisa aponta que essa melhora de percepção
econômica está relacionada ao aumento de felicidade observado em vários países neste ciclo.
A pesquisa foi realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026 com 23.2
adultos em 29 países. No Brasil, foram entrevistadas mil pessoas. A amostra brasileira tende a
ser mais urbana, escolarizada e de renda mais alta do que a população geral, fator que deve ser
considerado na leitura dos dados, segundo o próprio instituto.
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Oitenta por cento dos brasileiros se declaram felizes, segundo a edição de 2026 do índice
anual de felicidade do instituto Ipsos. O resultado representa alta em relação ao ano anterior,
mas fica abaixo dos 83% registrados em janeiro de 2023, o maior patamar já medido no país
desde o início da série histórica, em 2011.
No ranking global, o Brasil aparece em sétimo lugar entre os 29 países avaliados.
Indonésia (85%) e Holanda (84%) lideram o levantamento, enquanto Hungria (54%) e Coreia
do Sul (57%) têm os menores índices. A média mundial ficou em 74%. A tendência de alta é
ampla: em 25 dos 29 países pesquisados, a população está mais feliz do que há 12 meses.
Apenas Holanda, Índia e Argentina registraram recuo no período. No longo prazo, porém, o
quadro é menos otimista. Em 15 dos 20 países com dados desde 2011, a proporção de felizes é
menor do que era há 14 anos.
O Brasil é uma das poucas exceções: saiu de 77% naquele ano para 80% em 2026,
acumulando alta de três pontos percentuais no período. Para os brasileiros que se declaram
felizes, o principal motor é a fé ou a vida espiritual, citada por 22% — o maior índice entre todos
os países pesquisados nesse quesito. Em seguida aparecem sentir-se valorizado ou amado
(34%), saúde mental e bem-estar (31%) e sensação de controle sobre a própria vida (29%).
Entre os que se declaram infelizes no Brasil, a situação financeira pessoal é o fator mais citado,
por 54% — índice alinhado à média global de 57%, que se repete em 28 dos 29 países. A saúde
mental aparece em segundo lugar, mencionada por 37% dos brasileiros insatisfeitos, acima da
média mundial de 30%.
O levantamento também mapeia como os entrevistados avaliam a economia de seus
países. No Brasil, 43% consideram a situação econômica boa, e a proporção que avalia a
economia positivamente cresceu dez pontos percentuais em relação a janeiro de 2025, uma das
maiores altas registradas no estudo. A pesquisa aponta que essa melhora de percepção
econômica está relacionada ao aumento de felicidade observado em vários países neste ciclo.
A pesquisa foi realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026 com 23.2
adultos em 29 países. No Brasil, foram entrevistadas mil pessoas. A amostra brasileira tende a
ser mais urbana, escolarizada e de renda mais alta do que a população geral, fator que deve ser
considerado na leitura dos dados, segundo o próprio instituto.
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Oitenta por cento dos brasileiros se declaram felizes, segundo a edição de 2026 do índice
anual de felicidade do instituto Ipsos. O resultado representa alta em relação ao ano anterior,
mas fica abaixo dos 83% registrados em janeiro de 2023, o maior patamar já medido no país
desde o início da série histórica, em 2011.
No ranking global, o Brasil aparece em sétimo lugar entre os 29 países avaliados.
Indonésia (85%) e Holanda (84%) lideram o levantamento, enquanto Hungria (54%) e Coreia
do Sul (57%) têm os menores índices. A média mundial ficou em 74%. A tendência de alta é
ampla: em 25 dos 29 países pesquisados, a população está mais feliz do que há 12 meses.
Apenas Holanda, Índia e Argentina registraram recuo no período. No longo prazo, porém, o
quadro é menos otimista. Em 15 dos 20 países com dados desde 2011, a proporção de felizes é
menor do que era há 14 anos.
O Brasil é uma das poucas exceções: saiu de 77% naquele ano para 80% em 2026,
acumulando alta de três pontos percentuais no período. Para os brasileiros que se declaram
felizes, o principal motor é a fé ou a vida espiritual, citada por 22% — o maior índice entre todos
os países pesquisados nesse quesito. Em seguida aparecem sentir-se valorizado ou amado
(34%), saúde mental e bem-estar (31%) e sensação de controle sobre a própria vida (29%).
Entre os que se declaram infelizes no Brasil, a situação financeira pessoal é o fator mais citado,
por 54% — índice alinhado à média global de 57%, que se repete em 28 dos 29 países. A saúde
mental aparece em segundo lugar, mencionada por 37% dos brasileiros insatisfeitos, acima da
média mundial de 30%.
O levantamento também mapeia como os entrevistados avaliam a economia de seus
países. No Brasil, 43% consideram a situação econômica boa, e a proporção que avalia a
economia positivamente cresceu dez pontos percentuais em relação a janeiro de 2025, uma das
maiores altas registradas no estudo. A pesquisa aponta que essa melhora de percepção
econômica está relacionada ao aumento de felicidade observado em vários países neste ciclo.
A pesquisa foi realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026 com 23.2
adultos em 29 países. No Brasil, foram entrevistadas mil pessoas. A amostra brasileira tende a
ser mais urbana, escolarizada e de renda mais alta do que a população geral, fator que deve ser
considerado na leitura dos dados, segundo o próprio instituto.
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Oitenta por cento dos brasileiros se declaram felizes, segundo a edição de 2026 do índice
anual de felicidade do instituto Ipsos. O resultado representa alta em relação ao ano anterior,
mas fica abaixo dos 83% registrados em janeiro de 2023, o maior patamar já medido no país
desde o início da série histórica, em 2011.
No ranking global, o Brasil aparece em sétimo lugar entre os 29 países avaliados.
Indonésia (85%) e Holanda (84%) lideram o levantamento, enquanto Hungria (54%) e Coreia
do Sul (57%) têm os menores índices. A média mundial ficou em 74%. A tendência de alta é
ampla: em 25 dos 29 países pesquisados, a população está mais feliz do que há 12 meses.
Apenas Holanda, Índia e Argentina registraram recuo no período. No longo prazo, porém, o
quadro é menos otimista. Em 15 dos 20 países com dados desde 2011, a proporção de felizes é
menor do que era há 14 anos.
O Brasil é uma das poucas exceções: saiu de 77% naquele ano para 80% em 2026,
acumulando alta de três pontos percentuais no período. Para os brasileiros que se declaram
felizes, o principal motor é a fé ou a vida espiritual, citada por 22% — o maior índice entre todos
os países pesquisados nesse quesito. Em seguida aparecem sentir-se valorizado ou amado
(34%), saúde mental e bem-estar (31%) e sensação de controle sobre a própria vida (29%).
Entre os que se declaram infelizes no Brasil, a situação financeira pessoal é o fator mais citado,
por 54% — índice alinhado à média global de 57%, que se repete em 28 dos 29 países. A saúde
mental aparece em segundo lugar, mencionada por 37% dos brasileiros insatisfeitos, acima da
média mundial de 30%.
O levantamento também mapeia como os entrevistados avaliam a economia de seus
países. No Brasil, 43% consideram a situação econômica boa, e a proporção que avalia a
economia positivamente cresceu dez pontos percentuais em relação a janeiro de 2025, uma das
maiores altas registradas no estudo. A pesquisa aponta que essa melhora de percepção
econômica está relacionada ao aumento de felicidade observado em vários países neste ciclo.
A pesquisa foi realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026 com 23.2
adultos em 29 países. No Brasil, foram entrevistadas mil pessoas. A amostra brasileira tende a
ser mais urbana, escolarizada e de renda mais alta do que a população geral, fator que deve ser
considerado na leitura dos dados, segundo o próprio instituto.
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Oitenta por cento dos brasileiros se declaram felizes, segundo a edição de 2026 do índice
anual de felicidade do instituto Ipsos. O resultado representa alta em relação ao ano anterior,
mas fica abaixo dos 83% registrados em janeiro de 2023, o maior patamar já medido no país
desde o início da série histórica, em 2011.
No ranking global, o Brasil aparece em sétimo lugar entre os 29 países avaliados.
Indonésia (85%) e Holanda (84%) lideram o levantamento, enquanto Hungria (54%) e Coreia
do Sul (57%) têm os menores índices. A média mundial ficou em 74%. A tendência de alta é
ampla: em 25 dos 29 países pesquisados, a população está mais feliz do que há 12 meses.
Apenas Holanda, Índia e Argentina registraram recuo no período. No longo prazo, porém, o
quadro é menos otimista. Em 15 dos 20 países com dados desde 2011, a proporção de felizes é
menor do que era há 14 anos.
O Brasil é uma das poucas exceções: saiu de 77% naquele ano para 80% em 2026,
acumulando alta de três pontos percentuais no período. Para os brasileiros que se declaram
felizes, o principal motor é a fé ou a vida espiritual, citada por 22% — o maior índice entre todos
os países pesquisados nesse quesito. Em seguida aparecem sentir-se valorizado ou amado
(34%), saúde mental e bem-estar (31%) e sensação de controle sobre a própria vida (29%).
Entre os que se declaram infelizes no Brasil, a situação financeira pessoal é o fator mais citado,
por 54% — índice alinhado à média global de 57%, que se repete em 28 dos 29 países. A saúde
mental aparece em segundo lugar, mencionada por 37% dos brasileiros insatisfeitos, acima da
média mundial de 30%.
O levantamento também mapeia como os entrevistados avaliam a economia de seus
países. No Brasil, 43% consideram a situação econômica boa, e a proporção que avalia a
economia positivamente cresceu dez pontos percentuais em relação a janeiro de 2025, uma das
maiores altas registradas no estudo. A pesquisa aponta que essa melhora de percepção
econômica está relacionada ao aumento de felicidade observado em vários países neste ciclo.
A pesquisa foi realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026 com 23.2
adultos em 29 países. No Brasil, foram entrevistadas mil pessoas. A amostra brasileira tende a
ser mais urbana, escolarizada e de renda mais alta do que a população geral, fator que deve ser
considerado na leitura dos dados, segundo o próprio instituto.
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Oitenta por cento dos brasileiros se declaram felizes, segundo a edição de 2026 do índice
anual de felicidade do instituto Ipsos. O resultado representa alta em relação ao ano anterior,
mas fica abaixo dos 83% registrados em janeiro de 2023, o maior patamar já medido no país
desde o início da série histórica, em 2011.
No ranking global, o Brasil aparece em sétimo lugar entre os 29 países avaliados.
Indonésia (85%) e Holanda (84%) lideram o levantamento, enquanto Hungria (54%) e Coreia
do Sul (57%) têm os menores índices. A média mundial ficou em 74%. A tendência de alta é
ampla: em 25 dos 29 países pesquisados, a população está mais feliz do que há 12 meses.
Apenas Holanda, Índia e Argentina registraram recuo no período. No longo prazo, porém, o
quadro é menos otimista. Em 15 dos 20 países com dados desde 2011, a proporção de felizes é
menor do que era há 14 anos.
O Brasil é uma das poucas exceções: saiu de 77% naquele ano para 80% em 2026,
acumulando alta de três pontos percentuais no período. Para os brasileiros que se declaram
felizes, o principal motor é a fé ou a vida espiritual, citada por 22% — o maior índice entre todos
os países pesquisados nesse quesito. Em seguida aparecem sentir-se valorizado ou amado
(34%), saúde mental e bem-estar (31%) e sensação de controle sobre a própria vida (29%).
Entre os que se declaram infelizes no Brasil, a situação financeira pessoal é o fator mais citado,
por 54% — índice alinhado à média global de 57%, que se repete em 28 dos 29 países. A saúde
mental aparece em segundo lugar, mencionada por 37% dos brasileiros insatisfeitos, acima da
média mundial de 30%.
O levantamento também mapeia como os entrevistados avaliam a economia de seus
países. No Brasil, 43% consideram a situação econômica boa, e a proporção que avalia a
economia positivamente cresceu dez pontos percentuais em relação a janeiro de 2025, uma das
maiores altas registradas no estudo. A pesquisa aponta que essa melhora de percepção
econômica está relacionada ao aumento de felicidade observado em vários países neste ciclo.
A pesquisa foi realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026 com 23.2
adultos em 29 países. No Brasil, foram entrevistadas mil pessoas. A amostra brasileira tende a
ser mais urbana, escolarizada e de renda mais alta do que a população geral, fator que deve ser
considerado na leitura dos dados, segundo o próprio instituto.
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Que os gatos aterrissam sobre as quatro patas é algo que qualquer pessoa que convive
com um sabe. Mas, por trás dessa cena aparentemente simples, esconde‑se um mistério que há
mais de um século perturba os cientistas.
Um gato em queda livre não deveria conseguir girar sobre si mesmo: sem um ponto de
apoio, as leis do movimento parecem impedir isso. Ainda assim, o gato consegue. Uma equipe
de pesquisadores da Universidade de Yamaguchi, no Japão, acredita ter identificado a resposta
que explica esse fenômeno★
A olho nu, o movimento de queda do gato parece contradizer um princípio fundamental
da física: a conservação do momento angular. Só em 1969 que vários pesquisadores
demonstraram matematicamente que a manobra era possível se o gato fizesse diferentes partes
do corpo girarem em direções opostas. Mas, a física do fenômeno e a biologia que o torna
possível são coisas distintas. Durante décadas, estudou‑se muito a primeira e muito pouco a
segunda. O novo estudo foca justamente nisso: o que a coluna vertebral de um gato tem que
permite uma manobra tão excepcional?
A equipe do veterinário Yasuo Higurashi analisou as colunas vertebrais de cinco gatos.
Segundo o estudo, a região torácica tem uma zona neutra de cerca de 47 graus, enquanto a
região lombar não possui zona neutra alguma. Em outras palavras: a parte frontal do corpo pode
girar quase livremente; a parte traseira, quase nada. Para os autores, essa combinação –
flexibilidade na região torácica e maior rigidez na lombar – pode ajudar a explicar como os gatos
conseguem se endireitar no ar.
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Que os gatos aterrissam sobre as quatro patas é algo que qualquer pessoa que convive
com um sabe. Mas, por trás dessa cena aparentemente simples, esconde‑se um mistério que há
mais de um século perturba os cientistas.
Um gato em queda livre não deveria conseguir girar sobre si mesmo: sem um ponto de
apoio, as leis do movimento parecem impedir isso. Ainda assim, o gato consegue. Uma equipe
de pesquisadores da Universidade de Yamaguchi, no Japão, acredita ter identificado a resposta
que explica esse fenômeno★
A olho nu, o movimento de queda do gato parece contradizer um princípio fundamental
da física: a conservação do momento angular. Só em 1969 que vários pesquisadores
demonstraram matematicamente que a manobra era possível se o gato fizesse diferentes partes
do corpo girarem em direções opostas. Mas, a física do fenômeno e a biologia que o torna
possível são coisas distintas. Durante décadas, estudou‑se muito a primeira e muito pouco a
segunda. O novo estudo foca justamente nisso: o que a coluna vertebral de um gato tem que
permite uma manobra tão excepcional?
A equipe do veterinário Yasuo Higurashi analisou as colunas vertebrais de cinco gatos.
Segundo o estudo, a região torácica tem uma zona neutra de cerca de 47 graus, enquanto a
região lombar não possui zona neutra alguma. Em outras palavras: a parte frontal do corpo pode
girar quase livremente; a parte traseira, quase nada. Para os autores, essa combinação –
flexibilidade na região torácica e maior rigidez na lombar – pode ajudar a explicar como os gatos
conseguem se endireitar no ar.
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Que os gatos aterrissam sobre as quatro patas é algo que qualquer pessoa que convive
com um sabe. Mas, por trás dessa cena aparentemente simples, esconde‑se um mistério que há
mais de um século perturba os cientistas.
Um gato em queda livre não deveria conseguir girar sobre si mesmo: sem um ponto de
apoio, as leis do movimento parecem impedir isso. Ainda assim, o gato consegue. Uma equipe
de pesquisadores da Universidade de Yamaguchi, no Japão, acredita ter identificado a resposta
que explica esse fenômeno★
A olho nu, o movimento de queda do gato parece contradizer um princípio fundamental
da física: a conservação do momento angular. Só em 1969 que vários pesquisadores
demonstraram matematicamente que a manobra era possível se o gato fizesse diferentes partes
do corpo girarem em direções opostas. Mas, a física do fenômeno e a biologia que o torna
possível são coisas distintas. Durante décadas, estudou‑se muito a primeira e muito pouco a
segunda. O novo estudo foca justamente nisso: o que a coluna vertebral de um gato tem que
permite uma manobra tão excepcional?
A equipe do veterinário Yasuo Higurashi analisou as colunas vertebrais de cinco gatos.
Segundo o estudo, a região torácica tem uma zona neutra de cerca de 47 graus, enquanto a
região lombar não possui zona neutra alguma. Em outras palavras: a parte frontal do corpo pode
girar quase livremente; a parte traseira, quase nada. Para os autores, essa combinação –
flexibilidade na região torácica e maior rigidez na lombar – pode ajudar a explicar como os gatos
conseguem se endireitar no ar.
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