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4229026 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Araçás-BA
Leia o texto a seguir.
O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?
     Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.
     Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.
     Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las”.
     O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: “Isso é bom, vamos fazer de novo”.
     “A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete”, acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas. O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.
     Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."
     Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]
Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-a-psicologia-diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiam-tarefas-importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
O objetivo principal do texto é:
 

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4228915 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC
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Assinale a alternativa que indica a função sintática correta da palavra “mais” no trecho a seguir, retirado do texto:

“Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos ela começa a desaparecer”.
 

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4228914 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC
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Assinale a alternativa na qual o emprego da vírgula é facultativo.
 

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4228913 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC
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São acentuadas pela mesma regra do vocábulo “científica” as palavras a seguir, EXCETO:
 

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4228912 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC
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Assinale a alternativa que apresenta a conjugação correta da forma verbal “fazia”, presente no trecho a seguir, no futuro do pretérito do indicativo.

“quando viver só fazia sentido se compartilhado com os amigos”.
 

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4228911 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC
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Se a palavra “dias”, no trecho abaixo, retirado do texto, fosse flexionada no singular, quantas outras alterações seriam obrigatoriamente necessárias para manter a correção gramatical e o sentido do trecho?

“Os dias azuis são mais oníricos e melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes”.
 

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4228849 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Quando a busca pela saúde passa a fazer mal

Por Marcio Atalla

Imagine se a sua busca pela saúde se transformasse no atalho mais rápido para “perder

saúde”? Em tempos de total acesso a informações e possibilidades para cuidar do bem-estar,

não deveríamos ser a geração mais saudável da História? Sim, acredito que deveríamos, mas

não somos. Na prática, estamos nos tornando, cada vez mais, pessoas cansadas, frustradas e

ansiosas que não conseguem lidar com tudo que acreditam ser necessário.

Talvez exista um paradoxo que mereça mais atenção: cuidar da saúde também pode

gerar estresse. E, quando esse estresse se torna permanente, ele deixa de fazer parte da

solução para se transformar em mais um problema.

Imagine alguém que decide mudar completamente de vida em uma segunda-feira:

passa a acordar uma hora mais cedo, inicia uma rotina diária de exercícios, elimina açúcar,

álcool e ultraprocessados, pesa cada refeição, conta calorias, monitora o sono, mede frequência

cardíaca, faz meditação e ainda promete nunca mais perder um treino.

Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde. Cada refeição

vira uma decisão. Cada compromisso gera culpa por atrapalhar o treino. Cada deslize parece

um fracasso. A pergunta que fica é simples: ela está mais saudável ou apenas mais preocupada

em parecer saudável?

O cérebro humano foi programado para economizar energia. Criar um novo hábito exige

atenção, planejamento e tomada de decisão. Estudos conduzidos pelo psicólogo Roy

Baumeister mostram que o autocontrole consome recursos mentais. Quanto maior o número

de decisões e mudanças simultâneas, maior a chance de fadiga de decisão, procrastinação e

abandono do comportamento.

Isso ajuda a explicar por que tantas pessoas começam extremamente motivadas e,

poucas semanas depois, voltam aos velhos hábitos. Não lhes faltou força de vontade. Faltou

uma estratégia compatível com o funcionamento do cérebro.

A saúde não precisa ser uma coleção de sacrifícios. Ela precisa ser sustentável. O melhor

treino é o que você continuará fazendo daqui a cinco anos. A melhor alimentação é a que

melhora sua saúde sem transformar cada refeição em uma prova de resistência.

Mudar é importante. Mas mudar tudo ao mesmo tempo quase sempre custa caro

demais. Cada nova regra exige energia mental. Cada restrição aumenta o risco de desistência.

Quando o esforço para manter um hábito supera o benefício percebido, o cérebro procura uma

saída. E ela normalmente é abandonar o plano.

Talvez, antes de acrescentar mais uma meta à lista, vale a pena fazer uma pergunta

diferente: essa mudança vai simplificar minha vida ou apenas aumentar meu nível de estresse?

Porque longevidade funcional não é uma competição para descobrir quem segue mais

protocolos. É construir um estilo de vida que possa ser repetido até o fim.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saude-passa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir considerando o trecho abaixo, retirado do texto:

“Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde”.

I. O segmento “na vida real” é isolado por vírgula por se tratar de um adjunto adverbial deslocado.
II. A palavra “essa” é classificada morfologicamente como um pronome demonstrativo.
III. O segmento “na própria saúde” desempenha a função sintática de objeto direto do verbo “pensando”.

Quais estão corretas?
 

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4228848 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Quando a busca pela saúde passa a fazer mal

Por Marcio Atalla

Imagine se a sua busca pela saúde se transformasse no atalho mais rápido para “perder

saúde”? Em tempos de total acesso a informações e possibilidades para cuidar do bem-estar,

não deveríamos ser a geração mais saudável da História? Sim, acredito que deveríamos, mas

não somos. Na prática, estamos nos tornando, cada vez mais, pessoas cansadas, frustradas e

ansiosas que não conseguem lidar com tudo que acreditam ser necessário.

Talvez exista um paradoxo que mereça mais atenção: cuidar da saúde também pode

gerar estresse. E, quando esse estresse se torna permanente, ele deixa de fazer parte da

solução para se transformar em mais um problema.

Imagine alguém que decide mudar completamente de vida em uma segunda-feira:

passa a acordar uma hora mais cedo, inicia uma rotina diária de exercícios, elimina açúcar,

álcool e ultraprocessados, pesa cada refeição, conta calorias, monitora o sono, mede frequência

cardíaca, faz meditação e ainda promete nunca mais perder um treino.

Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde. Cada refeição

vira uma decisão. Cada compromisso gera culpa por atrapalhar o treino. Cada deslize parece

um fracasso. A pergunta que fica é simples: ela está mais saudável ou apenas mais preocupada

em parecer saudável?

O cérebro humano foi programado para economizar energia. Criar um novo hábito exige

atenção, planejamento e tomada de decisão. Estudos conduzidos pelo psicólogo Roy

Baumeister mostram que o autocontrole consome recursos mentais. Quanto maior o número

de decisões e mudanças simultâneas, maior a chance de fadiga de decisão, procrastinação e

abandono do comportamento.

Isso ajuda a explicar por que tantas pessoas começam extremamente motivadas e,

poucas semanas depois, voltam aos velhos hábitos. Não lhes faltou força de vontade. Faltou

uma estratégia compatível com o funcionamento do cérebro.

A saúde não precisa ser uma coleção de sacrifícios. Ela precisa ser sustentável. O melhor

treino é o que você continuará fazendo daqui a cinco anos. A melhor alimentação é a que

melhora sua saúde sem transformar cada refeição em uma prova de resistência.

Mudar é importante. Mas mudar tudo ao mesmo tempo quase sempre custa caro

demais. Cada nova regra exige energia mental. Cada restrição aumenta o risco de desistência.

Quando o esforço para manter um hábito supera o benefício percebido, o cérebro procura uma

saída. E ela normalmente é abandonar o plano.

Talvez, antes de acrescentar mais uma meta à lista, vale a pena fazer uma pergunta

diferente: essa mudança vai simplificar minha vida ou apenas aumentar meu nível de estresse?

Porque longevidade funcional não é uma competição para descobrir quem segue mais

protocolos. É construir um estilo de vida que possa ser repetido até o fim.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saude-passa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base no texto, é correto afirmar que:
 

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4228804 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

De piada em jornal a termo universal: como “OK” se tornou a palavra mais falada do mundo

Por Emily Santos

Seja em uma conversa entre amigos, na tela de um computador ou em uma troca de

mensagens no celular, há uma expressão que ultrapassa quase todas as barreiras linguísticas:

“OK”. Curta, simples e reconhecida em diferentes partes do mundo, a palavra se tornou um

símbolo universal de concordância e confirmação.

Embora existam mais de 7 mil idiomas vivos catalogados atualmente, o “OK” conseguiu o

feito raro de ser incorporado a idiomas de diferentes partes do mundo. Para o linguista

norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro

“OK”, a expressão é “a invenção mais sensacional da língua inglesa”, superando em alcance

qualquer outra criação literária ou linguística.

Diferente do que muitos podem imaginar, o “OK” não nasceu de uma raiz etimológica

profunda, mas de uma brincadeira editorial em Boston, nos Estados Unidos, em março de 1839.

Naquela época, era comum que jornais utilizassem siglas e abreviações para criar termos lúdicos

e, muitas vezes, grafados de forma propositalmente incorreta.

O registro histórico mais aceito aponta que o termo surgiu como uma abreviação de

“all correct” (tudo certo), mas escrita como “oll korrect”. O “O.k.” apareceu pela primeira vez no

jornal Boston Morning Post inserido em uma lista de siglas que incluía termos hoje esquecidos.

“O.k. é muito incomum, e palavras incomuns dificilmente entram no vocabulário popular.

Foi uma combinação muito estranha de coincidências que ajudou essa palavra, que surgiu como

uma brincadeira, a se tornar tão importante”, afirmou o pesquisador.

(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/07/18/de-piada-em-jornal-a-termo-universal-como-ok-se-tornou-a-palavra-mais-falada-do-mundo.ghtml – texto especialmente adaptado para esta prova).

Analise as assertivas a seguir considerando o trecho abaixo:  

“Para o linguista norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro ‘OK’, a expressão é ‘a invenção mais sensacional da língua inglesa’ [...]” (l. 06–08).

 

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4228803 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

De piada em jornal a termo universal: como “OK” se tornou a palavra mais falada do mundo

Por Emily Santos

Seja em uma conversa entre amigos, na tela de um computador ou em uma troca de

mensagens no celular, há uma expressão que ultrapassa quase todas as barreiras linguísticas:

“OK”. Curta, simples e reconhecida em diferentes partes do mundo, a palavra se tornou um

símbolo universal de concordância e confirmação.

Embora existam mais de 7 mil idiomas vivos catalogados atualmente, o “OK” conseguiu o

feito raro de ser incorporado a idiomas de diferentes partes do mundo. Para o linguista

norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro

“OK”, a expressão é “a invenção mais sensacional da língua inglesa”, superando em alcance

qualquer outra criação literária ou linguística.

Diferente do que muitos podem imaginar, o “OK” não nasceu de uma raiz etimológica

profunda, mas de uma brincadeira editorial em Boston, nos Estados Unidos, em março de 1839.

Naquela época, era comum que jornais utilizassem siglas e abreviações para criar termos lúdicos

e, muitas vezes, grafados de forma propositalmente incorreta.

O registro histórico mais aceito aponta que o termo surgiu como uma abreviação de

“all correct” (tudo certo), mas escrita como “oll korrect”. O “O.k.” apareceu pela primeira vez no

jornal Boston Morning Post inserido em uma lista de siglas que incluía termos hoje esquecidos.

“O.k. é muito incomum, e palavras incomuns dificilmente entram no vocabulário popular.

Foi uma combinação muito estranha de coincidências que ajudou essa palavra, que surgiu como

uma brincadeira, a se tornar tão importante”, afirmou o pesquisador.

(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/07/18/de-piada-em-jornal-a-termo-universal-como-ok-se-tornou-a-palavra-mais-falada-do-mundo.ghtml – texto especialmente adaptado para esta prova).

Com base no texto, é correto afirmar que:

 

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