Foram encontradas 365.280 questões.
“______ é considerado o pai da linguística por ter
sistematizado os estudos linguísticos, principalmente por
intermédio da apresentação de uma terminologia que
conseguiu explicar os fatos linguísticos de forma precisa e
objetiva. Introduziu também os termos ______ e _______ para
diferenciar entre o estudo da língua em um determinado
momento e o estudo da evolução da língua ao longo do tempo.”
A partir dos estudos da Linguística moderna, pode-se afirmar que preenchem os espaços acima, pela ordem, as seguintes expressões:
A partir dos estudos da Linguística moderna, pode-se afirmar que preenchem os espaços acima, pela ordem, as seguintes expressões:
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Analise as características abaixo antes de julgar o que
se pede:
I. “Não é possível a reação imediata. O escritor pode tentar antecipar as reações do leitor e incorporá-las ao texto.”
II. “O interlocutor é, geralmente, alguém específico.”
III. “Hesitações e pausas são comuns e, frequentemente, há redundâncias e repetições.”
IV. “É permanente. Pode ser relida quantas vezes forem necessárias e na velocidade de cada um.”
Considerando-se os estudos linguísticos atuais quanto à investigação do que seja pertencente à Fala ou à Escrita, pode-se afirmar que, pela ordem, a sequência correta do que se afirmou acima é:
I. “Não é possível a reação imediata. O escritor pode tentar antecipar as reações do leitor e incorporá-las ao texto.”
II. “O interlocutor é, geralmente, alguém específico.”
III. “Hesitações e pausas são comuns e, frequentemente, há redundâncias e repetições.”
IV. “É permanente. Pode ser relida quantas vezes forem necessárias e na velocidade de cada um.”
Considerando-se os estudos linguísticos atuais quanto à investigação do que seja pertencente à Fala ou à Escrita, pode-se afirmar que, pela ordem, a sequência correta do que se afirmou acima é:
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Leia as passagens abaixo antes de julgar o que será
pedido.
I. “Volta-se para o que se faz com a linguagem, em que circunstâncias e com que finalidade. Enquanto, no âmbito da semântica, uma sentença como ‘Está frio’ significa que algo está com a temperatura baixa, nada mais além disso, para esta linha dos estudos linguísticos, o entendimento será possível apenas com base no contexto em que o enunciado é proferido.”
II. “Tem como objeto de estudo o texto e seus elementos de análise, como coesão, coerência e intertextualidade. Surgiu como uma reação aos estudos meramente sintáticos e/ou semânticos, que se limitavam às análises de sentenças.”
A partir da análise dos conceitos afirmados acima, pode-se entender que, pela ordem, tais postulações se referem aos seguintes ramos da Linguística:
I. “Volta-se para o que se faz com a linguagem, em que circunstâncias e com que finalidade. Enquanto, no âmbito da semântica, uma sentença como ‘Está frio’ significa que algo está com a temperatura baixa, nada mais além disso, para esta linha dos estudos linguísticos, o entendimento será possível apenas com base no contexto em que o enunciado é proferido.”
II. “Tem como objeto de estudo o texto e seus elementos de análise, como coesão, coerência e intertextualidade. Surgiu como uma reação aos estudos meramente sintáticos e/ou semânticos, que se limitavam às análises de sentenças.”
A partir da análise dos conceitos afirmados acima, pode-se entender que, pela ordem, tais postulações se referem aos seguintes ramos da Linguística:
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Sobre a Linguística e seus campos de estudo, avalie as
afirmações feitas abaixo e relacione-as numericamente
com a indicação que se apresenta.
Coluna 01
(1) Fonética
(2) Fonologia
(3) Morfologia
(4) Sintaxe
Coluna 02
( ) “Contém as regras de combinação das palavras para a formação de sentenças na língua. É nela que encontramos explicações sobre o ordenamento das palavras na sentença.”
( ) “Preocupa-se também com os sons da língua, mas do ponto de vista de sua função. Analisa como as distinções básicas entre os sons formam as palavras de uma língua, sem dar atenção a como os falantes realizam esses sons.”
( ) “Estuda as regras de combinação entre os morfemas para a formação de unidades maiores, como a palavra e o sintagma. Um morfema representa a menor sequência de sons que apresenta significado.”
( ) “Estuda os sons da fala, preocupandose com os mecanismos de produção e audição. Com o seu estudo, podemos distinguir as realizações de fala das diversas comunidades linguísticas, em seus grupamentos geográficos, sociais, de faixas etárias ou mesmo de diferenças individuais.”
A partir do que foi orientado antes, marque a alternativa que apresente a sequência correta.
Coluna 01
(1) Fonética
(2) Fonologia
(3) Morfologia
(4) Sintaxe
Coluna 02
( ) “Contém as regras de combinação das palavras para a formação de sentenças na língua. É nela que encontramos explicações sobre o ordenamento das palavras na sentença.”
( ) “Preocupa-se também com os sons da língua, mas do ponto de vista de sua função. Analisa como as distinções básicas entre os sons formam as palavras de uma língua, sem dar atenção a como os falantes realizam esses sons.”
( ) “Estuda as regras de combinação entre os morfemas para a formação de unidades maiores, como a palavra e o sintagma. Um morfema representa a menor sequência de sons que apresenta significado.”
( ) “Estuda os sons da fala, preocupandose com os mecanismos de produção e audição. Com o seu estudo, podemos distinguir as realizações de fala das diversas comunidades linguísticas, em seus grupamentos geográficos, sociais, de faixas etárias ou mesmo de diferenças individuais.”
A partir do que foi orientado antes, marque a alternativa que apresente a sequência correta.
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A Análise do Discurso se propõe a estudar o discurso
não com análises estritamente linguísticas, mas com uma abordagem histórico-ideológica. Segundo esse aspecto, é
correto afirmar que:
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“Eu compreendi mais tarde como aprendi a falar: não eram
os adultos que me ensinavam as palavras segundo um método
preciso, como o fizeram mais tarde para me ensinarem as
letras, era eu por mim mesmo, graças à inteligência que Tu,
Senhor, me deste. Era eu que procurava, através de gemidos,
gritos diversos e gestos vários, manifestar os sentimentos do
coração, para que fizessem minhas vontades”. (Santo
Agostinho, 1984, p. 25.) A partir do fragmento acima, pode-se entender que o papel da Linguagem, neste contexto,
implica que:
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- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
TEXTO I
O pomo
Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado
em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa
imobilidade vai acabar nos apodrecendo
Alexandre Garcia

O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 /
Foto: Domínio Público.
No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se
discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138
anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II,
estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa
terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no
domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente
sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar.
O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava
maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A
Independência também foi a colheita de um pomo que já estava
maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da
capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não
esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão
apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República
passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os
apodrecer.
Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui
contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos
assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com
poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue,
rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os
americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e
com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes
mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os
alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim
da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser
o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a
América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo
o lugar.
Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o
trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco
anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de
notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa,
tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não
colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que
reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa
do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia,
administração.
Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao
debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco
paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a
movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de
bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a
banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas
eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país
de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também.
Parece que somos masoquistas.
A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas
não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a
notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a
terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro
lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o
nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece
que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último
praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma
árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos,
seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão
cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar
nos apodrecendo também.
Fonte: Garcia Alexandre. O pomo.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
I. Em “Desde a instalação da República, o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo” (subtítulo), nota-se em destaque uma perífrase verbal conjugada no Pretérito Perfeito do Indicativo.
II. Em “Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples.” (3º par.), o elemento coesivo em destaque foi usado para iniciar uma oração substantiva com função de objeto direto, sendo, portanto, um Pronome Relativo.
III. Em “Desde a instalação da República, o Brasil tem se especializado em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa imobilidade vai acabar nos apodrecendo” (subtítulo), a expressão em destaque cumpre a função de complemento nominal do adjetivo no particípio “especializado”.
IV. Em “Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a terras a oeste...” (5º par.), está em destaque um verbo simples que se equivale morfológica e semanticamente à expressão “havia chegado”.
V. Em “A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas não os colhemos.” (5º par.), a conjunção coordenativa em destaque possui valor semântico de oposição e, por isso, poderia ser substituída pela expressão adversativa “todavia”, a fim de manter a correção gramatical do contexto.
A partir do que foi dito acima, pode-se dizer que se encontra correto o que foi afirmado somente em:
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- OrtografiaFormação e Estrutura das Palavras
- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- Morfologia
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
TEXTO I
O pomo
Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado
em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa
imobilidade vai acabar nos apodrecendo
Alexandre Garcia

O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 /
Foto: Domínio Público.
No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se
discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138
anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II,
estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa
terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no
domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente
sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar.
O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava
maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A
Independência também foi a colheita de um pomo que já estava
maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da
capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não
esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão
apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República
passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os
apodrecer.
Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui
contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos
assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com
poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue,
rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os
americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e
com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes
mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os
alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim
da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser
o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a
América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo
o lugar.
Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o
trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco
anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de
notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa,
tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não
colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que
reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa
do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia,
administração.
Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao
debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco
paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a
movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de
bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a
banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas
eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país
de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também.
Parece que somos masoquistas.
A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas
não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a
notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a
terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro
lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o
nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece
que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último
praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma
árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos,
seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão
cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar
nos apodrecendo também.
Fonte: Garcia Alexandre. O pomo.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
( ) Em “No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar.” (1º par.), o pronome oblíquo átono em destaque cumpre papel anafórico alusivo à expressão Lei Áurea a fim de exercer função de Objeto direto.
( ) Em “Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: ‘O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece’.” (1º par.), o trecho em destaque seria gramaticalmente reescrito, mantendo o seu valor semântico, pela seguinte proposta: “Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou-lhe mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; o colhei já, se não apodrece”.
( ) Em “Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto.” (2º par.), as expressões em destaque sofreram respectivamente os seguintes processos de formação de palavras: Sigla e Derivação Regressiva
( ) Em “Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples.” (3º par.), os vocábulos em destaque possuem sufixos diversos, porém utilizados com o mesmo propósito de formação de Substantivos derivados.
( ) Em “O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar.” (4º par.), as expressões destacadas foram acentuadas devido à mesma regra, embora possuam tonicidade silábica distinta.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que a sequência correta, pela ordem, está presente em:
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TEXTO I
O pomo
Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado
em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa
imobilidade vai acabar nos apodrecendo
Alexandre Garcia

O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 /
Foto: Domínio Público.
No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se
discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138
anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II,
estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa
terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no
domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente
sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar.
O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava
maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A
Independência também foi a colheita de um pomo que já estava
maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da
capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não
esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão
apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República
passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os
apodrecer.
Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui
contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos
assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com
poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue,
rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os
americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e
com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes
mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os
alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim
da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser
o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a
América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo
o lugar.
Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o
trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco
anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de
notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa,
tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não
colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que
reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa
do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia,
administração.
Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao
debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco
paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a
movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de
bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a
banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas
eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país
de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também.
Parece que somos masoquistas.
A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas
não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a
notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a
terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro
lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o
nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece
que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último
praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma
árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos,
seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão
cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar
nos apodrecendo também.
Fonte: Garcia Alexandre. O pomo.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
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TEXTO I
O pomo
Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado
em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa
imobilidade vai acabar nos apodrecendo
Alexandre Garcia

O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 /
Foto: Domínio Público.
No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se
discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138
anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II,
estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa
terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no
domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente
sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar.
O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava
maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A
Independência também foi a colheita de um pomo que já estava
maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da
capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não
esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão
apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República
passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os
apodrecer.
Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui
contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos
assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com
poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue,
rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os
americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e
com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes
mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os
alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim
da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser
o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a
América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo
o lugar.
Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o
trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco
anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de
notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa,
tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não
colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que
reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa
do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia,
administração.
Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao
debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco
paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a
movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de
bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a
banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas
eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país
de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também.
Parece que somos masoquistas.
A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas
não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a
notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a
terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro
lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o
nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece
que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último
praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma
árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos,
seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão
cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar
nos apodrecendo também.
Fonte: Garcia Alexandre. O pomo.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
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