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4133743 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: DPE-SC
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ECA Digital surge como avanço na proteção de crianças e adolescentes na internet

Por Sandra Capomaccio

O ECA Digital, também conhecido como Lei Felca, representa uma importante iniciativa

brasileira voltada ___ proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual. De acordo com

o professor Daniel Cara, essa legislação é considerada um grande avanço, pois busca enfrentar

um problema cada vez mais presente na sociedade: os riscos e as violências que os jovens

podem sofrer por meio da internet. No entanto, ele destaca que "essa é apenas uma primeira

tentativa de regulamentar o espaço digital, já que a tecnologia evolui rapidamente e apresenta

desafios complexos que exigirão atualizações constantes da lei".

O ambiente digital tornou-se parte fundamental da vida de crianças e adolescentes, seja

para estudo, entretenimento ou comunicação. Entretanto, junto com os benefícios, surgem

também diversos perigos. Entre eles estão a exposição a conteúdos de ódio, a exploração

sexual, o aliciamento por criminosos e a participação em desafios perigosos que circulam nas

redes sociais. Por esse motivo, torna-se essencial que existam leis específicas que garantam a

segurança e a dignidade dos jovens na internet.

Um dos grandes desafios apontados por Daniel Cara "é o controle da idade dos usuários

nas plataformas digitais, como redes sociais, jogos on-line e outros serviços disponíveis na

internet. Muitas vezes menores de idade conseguem acessar conteúdos inadequados ou

participar de comunidades que podem ser prejudiciais ao seu desenvolvimento". Para tentar

reduzir esse problema, algumas plataformas passaram a exigir formas mais rigorosas de

identificação, como verificação facial ou autorização dos pais para o uso de determinadas

ferramentas. Em alguns casos, o acesso é completamente proibido para menores de idade.

Essas medidas têm provocado mudanças significativas no funcionamento de diversas

plataformas digitais e comunidades virtuais. Apesar de não resolverem totalmente o problema,

representam um avanço no sentido de proteger crianças e adolescentes. No entanto, ainda

existem muitas formas de burlar esses sistemas de controle, o que demonstra que a fiscalização

precisa ser constante e que as tecnologias de verificação devem evoluir junto com as

estratégias utilizadas para contorná-las.

O ECA Digital também tem como objetivo reforçar que as plataformas digitais devem ser

responsáveis pelo que acontece em seus ambientes virtuais. Muitas empresas afirmam que os

usuários devem seguir apenas os termos de uso estabelecidos pelas próprias plataformas. No

entanto, segundo Daniel Cara, isso não pode substituir as leis que existem para garantir os

direitos e a cidadania das pessoas. Em outras palavras, as regras definidas pelas empresas não

podem se sobrepor ___ leis de um país, especialmente quando estão em jogo a segurança e a

dignidade de crianças e adolescentes.

Mesmo sendo uma legislação importante, o ECA Digital ainda enfrenta desafios para ser

aplicado de forma efetiva, destaca o educador. "Um dos principais problemas é que muitas

plataformas digitais têm sede em outros países e, por isso, alegam que nem sempre precisam

obedecer às leis brasileiras. Essa situação cria dificuldades para a fiscalização e para a

responsabilização das empresas em casos de violações". Por esse motivo, além da

regulamentação nacional, também será necessário avançar em acordos e normas

internacionais que obriguem ___ empresas de tecnologia a respeitar as leis de proteção aos

usuários em diferentes países.

Fonte: jornal.usp.br/radio-usp/eca-digital-surge-como-avanco-na-protecao-de-criancas-e adolescentes-na-internet/ – texto adaptado especialmente para esta prova.

Assinale a alternativa INCORRETA em relação às informações trazidas pelo texto.
 

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4133712 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o “Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço”, assinale a alternativa correta sobre a utilização da expressão “rechear o espaço”.
 

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4133711 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “ele encheu sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor”, ao realizar-se a transposição da oração para a voz passiva analítica, o trecho “ele encheu sua coluna” deve ser reescrito como:
 

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4133710 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 01, 07 e 14.
 

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4133709 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em “ele encheu sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor”, a palavra “impropérios” pode ser substituída, mantendo-se o sentido original do trecho em que ocorre, por:
 

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4133708 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “despejou até mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura”, o emprego das vírgulas justifica-se por:
 

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4133707 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho “Sabem os cronistas __ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de jornal ou revista”, assinale a alternativa correta sobre o uso da forma pronominal “los”.
 

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4133706 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre a intertextualidade e a intencionalidade discursiva presentes no texto, assinale a alternativa correta.
 

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4133705 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a distinção entre fato e hipótese na construção do texto, analise as assertivas a seguir:

I. A afirmação de que o leitor “nem sempre poderia imaginar o pesadelo” vivenciado pelos escritores ao “alinhavar” um texto constitui uma hipótese do autor sobre a percepção e o estado mental do público.

II. O relato sobre Rubem Braga ter publicado uma crônica de autoria de Carlos Drummond de Andrade, originalmente impressa em um jornal de Belo Horizonte, é apresentado como um fato que sustenta a argumentação.

III. A caracterização da crônica de Antônio Maria como “impecável” e a de Paulo Mendes Campos como “deliciosa” são tratadas como fatos linguísticos objetivos, independentes do juízo de valor do narrador.

IV. A sugestão de que o leitor “se regale” com a criatividade de Braga ao buscar a história por conta própria configura uma hipótese ou projeção do autor sobre o efeito que a leitura causará.

Quais estão corretas?

 

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4133704 Ano: 2026
Disciplina: Português
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Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a ideia principal do texto e o recurso argumentativo central empregado pelo autor.
 

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