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TEXTO: Adultização e outras brigas com o
tempo
A palavra “adultização” virou senha para
um vasto mundo criminoso que prospera à vista de
todos na internet, incentivado pela dinâmica
algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é
o xis do problema, mas quero falar aqui de uma
questão mais sutil de linguagem.
Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual
de menores e substantivo não dicionarizado,
criado de forma regular a partir do também recente
verbo “adultizar” – é uma das invenções
vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido
para dar conta de problemas novos nas velhas
etapas de crescimento de uma vida humana.
Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e
velhice pareciam territórios delimitados com
razoável segurança e estabilidade no século
passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando
menos nítidas, por razões variadas que ainda
aguardam estudos aprofundados. E as palavras,
como sempre, correm atrás dos fatos.
É razoável supor que entrem nessa conta
fenômenos como o esgotamento dos velhos
modelos de crescimento econômico, o aumento da
expectativa de vida, o narcisismo como patologia
coletiva, o consumismo como religião suprema, os
avanços da medicina estética e o sucesso do
discurso coach picareta (com perdão da
redundância) de que todo mundo pode ser o que
quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a
batuta do fenômeno mais socialmente relevante –
para o bem e para o mal, mais para este que para
aquele – do século 21: a rede-socialização
desenfreada de tudo o que existe no mundo.
Nesse território dentro do espelho,
crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos
empreendedores mirins que aparecem no vídeo do
momento falando mal da escola e morrendo de rir
de Aristóteles – encontram seu correspondente
simétrico em adultos infantilizados, fixados em
bonecos, brinquedos, histórias pueris e até
chupetas. Se vemos proliferar expressões como
“os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por
produtos de beleza algumas décadas antes da
hora, também cunhamos neologismos como
“adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o
adulto que reluta em crescer) e eufemismos como
“melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas
hoje aparentemente inaceitável, “velhice”).
Será que estamos fadados a essa rota de
colisão com nossos relógios biológicos? Sermos
uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi
um problema sério, claro, o maior de todos os
problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto
as religiões quanto as artes. Contudo, por que
nossa relação com o tempo ficou de repente tão
disfuncional?
Não é difícil encontrar na língua e na
linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno
dismórfico-temporal aspira a ser a única
universalidade possível num mundo em que as big
techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse
deus sem metafísica.
SÉRGIO RODRIGUES
Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
A declaração feita na frase acima esclarece a seguinte expressão usada anteriormente no 2º parágrafo:
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TEXTO: Adultização e outras brigas com o
tempo
A palavra “adultização” virou senha para
um vasto mundo criminoso que prospera à vista de
todos na internet, incentivado pela dinâmica
algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é
o xis do problema, mas quero falar aqui de uma
questão mais sutil de linguagem.
Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual
de menores e substantivo não dicionarizado,
criado de forma regular a partir do também recente
verbo “adultizar” – é uma das invenções
vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido
para dar conta de problemas novos nas velhas
etapas de crescimento de uma vida humana.
Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e
velhice pareciam territórios delimitados com
razoável segurança e estabilidade no século
passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando
menos nítidas, por razões variadas que ainda
aguardam estudos aprofundados. E as palavras,
como sempre, correm atrás dos fatos.
É razoável supor que entrem nessa conta
fenômenos como o esgotamento dos velhos
modelos de crescimento econômico, o aumento da
expectativa de vida, o narcisismo como patologia
coletiva, o consumismo como religião suprema, os
avanços da medicina estética e o sucesso do
discurso coach picareta (com perdão da
redundância) de que todo mundo pode ser o que
quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a
batuta do fenômeno mais socialmente relevante –
para o bem e para o mal, mais para este que para
aquele – do século 21: a rede-socialização
desenfreada de tudo o que existe no mundo.
Nesse território dentro do espelho,
crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos
empreendedores mirins que aparecem no vídeo do
momento falando mal da escola e morrendo de rir
de Aristóteles – encontram seu correspondente
simétrico em adultos infantilizados, fixados em
bonecos, brinquedos, histórias pueris e até
chupetas. Se vemos proliferar expressões como
“os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por
produtos de beleza algumas décadas antes da
hora, também cunhamos neologismos como
“adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o
adulto que reluta em crescer) e eufemismos como
“melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas
hoje aparentemente inaceitável, “velhice”).
Será que estamos fadados a essa rota de
colisão com nossos relógios biológicos? Sermos
uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi
um problema sério, claro, o maior de todos os
problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto
as religiões quanto as artes. Contudo, por que
nossa relação com o tempo ficou de repente tão
disfuncional?
Não é difícil encontrar na língua e na
linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno
dismórfico-temporal aspira a ser a única
universalidade possível num mundo em que as big
techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse
deus sem metafísica.
SÉRGIO RODRIGUES
Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
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tempo
A palavra “adultização” virou senha para
um vasto mundo criminoso que prospera à vista de
todos na internet, incentivado pela dinâmica
algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é
o xis do problema, mas quero falar aqui de uma
questão mais sutil de linguagem.
Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual
de menores e substantivo não dicionarizado,
criado de forma regular a partir do também recente
verbo “adultizar” – é uma das invenções
vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido
para dar conta de problemas novos nas velhas
etapas de crescimento de uma vida humana.
Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e
velhice pareciam territórios delimitados com
razoável segurança e estabilidade no século
passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando
menos nítidas, por razões variadas que ainda
aguardam estudos aprofundados. E as palavras,
como sempre, correm atrás dos fatos.
É razoável supor que entrem nessa conta
fenômenos como o esgotamento dos velhos
modelos de crescimento econômico, o aumento da
expectativa de vida, o narcisismo como patologia
coletiva, o consumismo como religião suprema, os
avanços da medicina estética e o sucesso do
discurso coach picareta (com perdão da
redundância) de que todo mundo pode ser o que
quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a
batuta do fenômeno mais socialmente relevante –
para o bem e para o mal, mais para este que para
aquele – do século 21: a rede-socialização
desenfreada de tudo o que existe no mundo.
Nesse território dentro do espelho,
crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos
empreendedores mirins que aparecem no vídeo do
momento falando mal da escola e morrendo de rir
de Aristóteles – encontram seu correspondente
simétrico em adultos infantilizados, fixados em
bonecos, brinquedos, histórias pueris e até
chupetas. Se vemos proliferar expressões como
“os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por
produtos de beleza algumas décadas antes da
hora, também cunhamos neologismos como
“adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o
adulto que reluta em crescer) e eufemismos como
“melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas
hoje aparentemente inaceitável, “velhice”).
Será que estamos fadados a essa rota de
colisão com nossos relógios biológicos? Sermos
uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi
um problema sério, claro, o maior de todos os
problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto
as religiões quanto as artes. Contudo, por que
nossa relação com o tempo ficou de repente tão
disfuncional?
Não é difícil encontrar na língua e na
linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno
dismórfico-temporal aspira a ser a única
universalidade possível num mundo em que as big
techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse
deus sem metafísica.
SÉRGIO RODRIGUES
Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
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TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre
idosos exige cuidados extras; entenda
Emagrecimento rápido é fator de risco para
problemas como a sarcopenia, que favorece
quedas e fraturas
As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm
se mostrado grandes aliadas no tratamento da
obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança
comprovadas para diversos tipos de pacientes.
Idosos também podem se beneficiar do uso
desses medicamentos, mas com atenção
redobrada e acompanhamento multiprofissional
ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à
utilização incorreta aumentam de maneira
significativa.
Especialistas explicam que existem
peculiaridades para os pacientes na terceira idade.
Se usado inadvertidamente, o medicamento pode
por exemplo favorecer a sarcopenia (perda
progressiva e generalizada de massa, força e
função muscular), tendo como consequência
quedas e fraturas.
Independentemente da idade, durante a
perda de peso, quase um terço da redução é de
massa magra, incluindo a massa muscular, cuja
preservação é fundamental para manter a força, a
mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém,
o organismo já tende a perder músculo e ganhar
gordura.
“O corpo da pessoa idosa é diferente de
um adulto jovem — tem mais gordura e menos
músculo, por isso, cada grama de músculo perdido
na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o
geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
(SBGG).
Por isso, nessa faixa etária, o
emagrecimento rápido ou acentuado pode
favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim,
acelerar o processo de perda de funcionalidade,
explica o endocrinologista Fernando Valente,
professor da Faculdade de Medicina do ABC e
diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
“O efeito combinado do menor apetite com
as náuseas e a rápida perda de peso provocadas
pelas canetas pode precipitar síndromes
geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”,
diz Aprahamian.
Outros problemas relacionados ao uso das
canetas para diabetes e obesidade são a
desidratação e a perda de eletrólitos, quando o
paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que
acontece devido à falta de apetite ocasionada pela
medicação.
Casos graves de desidratação podem
comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa
ingestão calórica aumenta o risco de deficiências
nutricionais, além de aumentar o risco de
hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode
ter como sintomas até mesmo confusão mental.
Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto
adaptado
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TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre
idosos exige cuidados extras; entenda
Emagrecimento rápido é fator de risco para
problemas como a sarcopenia, que favorece
quedas e fraturas
As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm
se mostrado grandes aliadas no tratamento da
obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança
comprovadas para diversos tipos de pacientes.
Idosos também podem se beneficiar do uso
desses medicamentos, mas com atenção
redobrada e acompanhamento multiprofissional
ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à
utilização incorreta aumentam de maneira
significativa.
Especialistas explicam que existem
peculiaridades para os pacientes na terceira idade.
Se usado inadvertidamente, o medicamento pode
por exemplo favorecer a sarcopenia (perda
progressiva e generalizada de massa, força e
função muscular), tendo como consequência
quedas e fraturas.
Independentemente da idade, durante a
perda de peso, quase um terço da redução é de
massa magra, incluindo a massa muscular, cuja
preservação é fundamental para manter a força, a
mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém,
o organismo já tende a perder músculo e ganhar
gordura.
“O corpo da pessoa idosa é diferente de
um adulto jovem — tem mais gordura e menos
músculo, por isso, cada grama de músculo perdido
na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o
geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
(SBGG).
Por isso, nessa faixa etária, o
emagrecimento rápido ou acentuado pode
favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim,
acelerar o processo de perda de funcionalidade,
explica o endocrinologista Fernando Valente,
professor da Faculdade de Medicina do ABC e
diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
“O efeito combinado do menor apetite com
as náuseas e a rápida perda de peso provocadas
pelas canetas pode precipitar síndromes
geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”,
diz Aprahamian.
Outros problemas relacionados ao uso das
canetas para diabetes e obesidade são a
desidratação e a perda de eletrólitos, quando o
paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que
acontece devido à falta de apetite ocasionada pela
medicação.
Casos graves de desidratação podem
comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa
ingestão calórica aumenta o risco de deficiências
nutricionais, além de aumentar o risco de
hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode
ter como sintomas até mesmo confusão mental.
Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto
adaptado
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idosos exige cuidados extras; entenda
Emagrecimento rápido é fator de risco para
problemas como a sarcopenia, que favorece
quedas e fraturas
As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm
se mostrado grandes aliadas no tratamento da
obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança
comprovadas para diversos tipos de pacientes.
Idosos também podem se beneficiar do uso
desses medicamentos, mas com atenção
redobrada e acompanhamento multiprofissional
ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à
utilização incorreta aumentam de maneira
significativa.
Especialistas explicam que existem
peculiaridades para os pacientes na terceira idade.
Se usado inadvertidamente, o medicamento pode
por exemplo favorecer a sarcopenia (perda
progressiva e generalizada de massa, força e
função muscular), tendo como consequência
quedas e fraturas.
Independentemente da idade, durante a
perda de peso, quase um terço da redução é de
massa magra, incluindo a massa muscular, cuja
preservação é fundamental para manter a força, a
mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém,
o organismo já tende a perder músculo e ganhar
gordura.
“O corpo da pessoa idosa é diferente de
um adulto jovem — tem mais gordura e menos
músculo, por isso, cada grama de músculo perdido
na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o
geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
(SBGG).
Por isso, nessa faixa etária, o
emagrecimento rápido ou acentuado pode
favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim,
acelerar o processo de perda de funcionalidade,
explica o endocrinologista Fernando Valente,
professor da Faculdade de Medicina do ABC e
diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
“O efeito combinado do menor apetite com
as náuseas e a rápida perda de peso provocadas
pelas canetas pode precipitar síndromes
geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”,
diz Aprahamian.
Outros problemas relacionados ao uso das
canetas para diabetes e obesidade são a
desidratação e a perda de eletrólitos, quando o
paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que
acontece devido à falta de apetite ocasionada pela
medicação.
Casos graves de desidratação podem
comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa
ingestão calórica aumenta o risco de deficiências
nutricionais, além de aumentar o risco de
hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode
ter como sintomas até mesmo confusão mental.
Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto
adaptado
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idosos exige cuidados extras; entenda
Emagrecimento rápido é fator de risco para
problemas como a sarcopenia, que favorece
quedas e fraturas
As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm
se mostrado grandes aliadas no tratamento da
obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança
comprovadas para diversos tipos de pacientes.
Idosos também podem se beneficiar do uso
desses medicamentos, mas com atenção
redobrada e acompanhamento multiprofissional
ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à
utilização incorreta aumentam de maneira
significativa.
Especialistas explicam que existem
peculiaridades para os pacientes na terceira idade.
Se usado inadvertidamente, o medicamento pode
por exemplo favorecer a sarcopenia (perda
progressiva e generalizada de massa, força e
função muscular), tendo como consequência
quedas e fraturas.
Independentemente da idade, durante a
perda de peso, quase um terço da redução é de
massa magra, incluindo a massa muscular, cuja
preservação é fundamental para manter a força, a
mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém,
o organismo já tende a perder músculo e ganhar
gordura.
“O corpo da pessoa idosa é diferente de
um adulto jovem — tem mais gordura e menos
músculo, por isso, cada grama de músculo perdido
na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o
geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
(SBGG).
Por isso, nessa faixa etária, o
emagrecimento rápido ou acentuado pode
favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim,
acelerar o processo de perda de funcionalidade,
explica o endocrinologista Fernando Valente,
professor da Faculdade de Medicina do ABC e
diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
“O efeito combinado do menor apetite com
as náuseas e a rápida perda de peso provocadas
pelas canetas pode precipitar síndromes
geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”,
diz Aprahamian.
Outros problemas relacionados ao uso das
canetas para diabetes e obesidade são a
desidratação e a perda de eletrólitos, quando o
paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que
acontece devido à falta de apetite ocasionada pela
medicação.
Casos graves de desidratação podem
comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa
ingestão calórica aumenta o risco de deficiências
nutricionais, além de aumentar o risco de
hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode
ter como sintomas até mesmo confusão mental.
Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto
adaptado
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TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre
idosos exige cuidados extras; entenda
Emagrecimento rápido é fator de risco para
problemas como a sarcopenia, que favorece
quedas e fraturas
As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm
se mostrado grandes aliadas no tratamento da
obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança
comprovadas para diversos tipos de pacientes.
Idosos também podem se beneficiar do uso
desses medicamentos, mas com atenção
redobrada e acompanhamento multiprofissional
ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à
utilização incorreta aumentam de maneira
significativa.
Especialistas explicam que existem
peculiaridades para os pacientes na terceira idade.
Se usado inadvertidamente, o medicamento pode
por exemplo favorecer a sarcopenia (perda
progressiva e generalizada de massa, força e
função muscular), tendo como consequência
quedas e fraturas.
Independentemente da idade, durante a
perda de peso, quase um terço da redução é de
massa magra, incluindo a massa muscular, cuja
preservação é fundamental para manter a força, a
mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém,
o organismo já tende a perder músculo e ganhar
gordura.
“O corpo da pessoa idosa é diferente de
um adulto jovem — tem mais gordura e menos
músculo, por isso, cada grama de músculo perdido
na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o
geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
(SBGG).
Por isso, nessa faixa etária, o
emagrecimento rápido ou acentuado pode
favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim,
acelerar o processo de perda de funcionalidade,
explica o endocrinologista Fernando Valente,
professor da Faculdade de Medicina do ABC e
diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
“O efeito combinado do menor apetite com
as náuseas e a rápida perda de peso provocadas
pelas canetas pode precipitar síndromes
geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”,
diz Aprahamian.
Outros problemas relacionados ao uso das
canetas para diabetes e obesidade são a
desidratação e a perda de eletrólitos, quando o
paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que
acontece devido à falta de apetite ocasionada pela
medicação.
Casos graves de desidratação podem
comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa
ingestão calórica aumenta o risco de deficiências
nutricionais, além de aumentar o risco de
hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode
ter como sintomas até mesmo confusão mental.
Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto
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TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre
idosos exige cuidados extras; entenda
Emagrecimento rápido é fator de risco para
problemas como a sarcopenia, que favorece
quedas e fraturas
As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm
se mostrado grandes aliadas no tratamento da
obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança
comprovadas para diversos tipos de pacientes.
Idosos também podem se beneficiar do uso
desses medicamentos, mas com atenção
redobrada e acompanhamento multiprofissional
ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à
utilização incorreta aumentam de maneira
significativa.
Especialistas explicam que existem
peculiaridades para os pacientes na terceira idade.
Se usado inadvertidamente, o medicamento pode
por exemplo favorecer a sarcopenia (perda
progressiva e generalizada de massa, força e
função muscular), tendo como consequência
quedas e fraturas.
Independentemente da idade, durante a
perda de peso, quase um terço da redução é de
massa magra, incluindo a massa muscular, cuja
preservação é fundamental para manter a força, a
mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém,
o organismo já tende a perder músculo e ganhar
gordura.
“O corpo da pessoa idosa é diferente de
um adulto jovem — tem mais gordura e menos
músculo, por isso, cada grama de músculo perdido
na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o
geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
(SBGG).
Por isso, nessa faixa etária, o
emagrecimento rápido ou acentuado pode
favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim,
acelerar o processo de perda de funcionalidade,
explica o endocrinologista Fernando Valente,
professor da Faculdade de Medicina do ABC e
diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
“O efeito combinado do menor apetite com
as náuseas e a rápida perda de peso provocadas
pelas canetas pode precipitar síndromes
geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”,
diz Aprahamian.
Outros problemas relacionados ao uso das
canetas para diabetes e obesidade são a
desidratação e a perda de eletrólitos, quando o
paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que
acontece devido à falta de apetite ocasionada pela
medicação.
Casos graves de desidratação podem
comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa
ingestão calórica aumenta o risco de deficiências
nutricionais, além de aumentar o risco de
hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode
ter como sintomas até mesmo confusão mental.
Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto
adaptado
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TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre
idosos exige cuidados extras; entenda
Emagrecimento rápido é fator de risco para
problemas como a sarcopenia, que favorece
quedas e fraturas
As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm
se mostrado grandes aliadas no tratamento da
obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança
comprovadas para diversos tipos de pacientes.
Idosos também podem se beneficiar do uso
desses medicamentos, mas com atenção
redobrada e acompanhamento multiprofissional
ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à
utilização incorreta aumentam de maneira
significativa.
Especialistas explicam que existem
peculiaridades para os pacientes na terceira idade.
Se usado inadvertidamente, o medicamento pode
por exemplo favorecer a sarcopenia (perda
progressiva e generalizada de massa, força e
função muscular), tendo como consequência
quedas e fraturas.
Independentemente da idade, durante a
perda de peso, quase um terço da redução é de
massa magra, incluindo a massa muscular, cuja
preservação é fundamental para manter a força, a
mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém,
o organismo já tende a perder músculo e ganhar
gordura.
“O corpo da pessoa idosa é diferente de
um adulto jovem — tem mais gordura e menos
músculo, por isso, cada grama de músculo perdido
na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o
geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
(SBGG).
Por isso, nessa faixa etária, o
emagrecimento rápido ou acentuado pode
favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim,
acelerar o processo de perda de funcionalidade,
explica o endocrinologista Fernando Valente,
professor da Faculdade de Medicina do ABC e
diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
“O efeito combinado do menor apetite com
as náuseas e a rápida perda de peso provocadas
pelas canetas pode precipitar síndromes
geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”,
diz Aprahamian.
Outros problemas relacionados ao uso das
canetas para diabetes e obesidade são a
desidratação e a perda de eletrólitos, quando o
paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que
acontece devido à falta de apetite ocasionada pela
medicação.
Casos graves de desidratação podem
comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa
ingestão calórica aumenta o risco de deficiências
nutricionais, além de aumentar o risco de
hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode
ter como sintomas até mesmo confusão mental.
Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto
adaptado
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