Foram encontradas 355.689 questões.
A questão se refere ao texto a seguir.
Leia o excerto a seguir:
"A sala de jantar, vasta e sombria, cheirava a café fresco e a um leve mofo de cortinas
velhas. Dona Constança, com sua calma aristocrática, observava a filha, Sofia, que
distribuía o açúcar com uma precisão cirúrgica, como se o destino da família dependesse
da quantidade de sacarose na xícara. O noivo, um rapaz de boas intenções e pouco
dinheiro, gaguejava sobre o custo de vida, enquanto o pai de Sofia, o conselheiro, fingia
ler o jornal, mas na verdade contava, mentalmente, a fortuna que o genro esperava herdar.
Não havia amor ali, apenas uma transação elegante, disfarçada de casamento por
conveniência. Sofia sorriu, um sorriso vazio, e o conselheiro baixou o jornal para
confirmar com o olhar se a herança estava garantida. Era o retrato da sociedade
fluminense da época: tudo era fachada, tudo era superfície. O noivo agradeceu o café, o
pai assentiu com a cabeça, e a escravidão, ainda latente na casa, era esquecida, escondida
nas costas da mulata que servia a mesa em silêncio. A vida passava, lenta e mentirosa,
sobre aquela mesa, enquanto a fome e a pobreza batiam à porta, ignoradas. Dona
Constança suspirou, o conselheiro tossiu, e a verdade, essa velha senhora, ficou esperando
na sala de espera do tempo, enquanto o casal se amava... de boca para fora."
(Texto gerado por IA em 24 jan. 2026.)
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A questão se refere ao texto a seguir.
Leia o excerto a seguir:
"A sala de jantar, vasta e sombria, cheirava a café fresco e a um leve mofo de cortinas
velhas. Dona Constança, com sua calma aristocrática, observava a filha, Sofia, que
distribuía o açúcar com uma precisão cirúrgica, como se o destino da família dependesse
da quantidade de sacarose na xícara. O noivo, um rapaz de boas intenções e pouco
dinheiro, gaguejava sobre o custo de vida, enquanto o pai de Sofia, o conselheiro, fingia
ler o jornal, mas na verdade contava, mentalmente, a fortuna que o genro esperava herdar.
Não havia amor ali, apenas uma transação elegante, disfarçada de casamento por
conveniência. Sofia sorriu, um sorriso vazio, e o conselheiro baixou o jornal para
confirmar com o olhar se a herança estava garantida. Era o retrato da sociedade
fluminense da época: tudo era fachada, tudo era superfície. O noivo agradeceu o café, o
pai assentiu com a cabeça, e a escravidão, ainda latente na casa, era esquecida, escondida
nas costas da mulata que servia a mesa em silêncio. A vida passava, lenta e mentirosa,
sobre aquela mesa, enquanto a fome e a pobreza batiam à porta, ignoradas. Dona
Constança suspirou, o conselheiro tossiu, e a verdade, essa velha senhora, ficou esperando
na sala de espera do tempo, enquanto o casal se amava... de boca para fora."
(Texto gerado por IA em 24 jan. 2026.)
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A questão se refere ao texto a seguir.
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
( ) O atraso escolar apresenta maior incidência entre estudantes negros do que entre estudantes brancos.
( ) A falta de conexão entre a escola e a vida dos estudantes contribui para o enfraquecimento do vínculo escolar.
( ) O texto afirma que a distorção idade-série decorre exclusivamente de falhas individuais dos alunos.
( ) Entre os meninos, a taxa de atraso escolar é superior à observada entre as meninas.
( ) O aumento da escolaridade da população adulta elimina os efeitos do atraso escolar sobre a inserção profissional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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A questão se refere ao texto a seguir.
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
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A questão se refere ao texto a seguir.
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
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Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
I. Os dados apresentados indicam que houve redução no percentual de estudantes em distorção idade-série entre 2023 e 2024.
II. O texto defende que o atraso escolar deve ser compreendido apenas como consequência de problemas pedagógicos internos à escola.
III. A estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar” propõe ações que consideram as especificidades dos contextos locais e as trajetórias individuais dos estudantes.
Assinale a alternativa CORRETA:
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A questão se refere à tirinha a seguir.

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A questão se refere à tirinha a seguir.

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A questão se refere ao texto a seguir:
Eletrizante, nova série expõe a crueldade da sobrecarga mental de mães
Nova sensação das redes sociais, a série "All Her Fault" ("É Tudo Culpa Dela"
numa tradução literal), disponível no Prime Video, é uma história bem elaborada e com
reviravoltas surpreendentes que fazem o espectador ansiar pelo próximo episódio.
A série, entretanto, não é apenas um ótimo produto de entretenimento. Além de
hipnotizar o público, a produção tem a qualidade de esmiuçar, ainda que de maneira
discreta, uma questão que vem sendo muito debatida nos últimos anos e que, muitas
vezes, é subestimada: a sobrecarga mental das mulheres.
Todo o conflito é disparado quando a empresária Marissa não checa se o número
que lhe enviou uma mensagem de texto realmente pertence a Jenny, mãe de um dos
colegas de escola de seu filho, Milo. Essa desatenção faz com que ela caia numa
armadilha e tenha o filho sequestrado pela babá que trabalhava para Jenny, que, por sua
vez, começa a ser questionada por não ter investigado com mais profundidade o histórico
da profissional que contratou.
A partir do sequestro de Milo, Marissa e Jenny são alvo de cobranças, insinuações
e julgamentos precipitados, que desconsideram o excesso de responsabilidades que elas
possuem e a falta de participação de seus respectivos maridos nas decisões relativas à
família. Tudo recai sobre as costas de Marissa e Jenny, que não são vistas como vítimas
da situação, mas como parte do problema.
Essa dimensão humana das personagens, que é muito bem explorada, torna “É
Tudo Culpa Dela” ainda mais angustiante. A minissérie mostra que mães estão sempre a
um passo de vivenciarem um filme de terror e que, para isso, nem precisam ter os filhos
sequestrados. Basta não darem conta das expectativas alheias ou não agirem como os
outros esperam que elas se comportem.
(Autoria de Ricky Hiraoka. Texto adaptado. Disponível em: https://www.uol.com.br/splash/colunas/rickyhiraoka/2026/01/16/all-her-fault.htm?cmpid=copiaecola Acesso em 16 jan. 2026)
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Eletrizante, nova série expõe a crueldade da sobrecarga mental de mães
Nova sensação das redes sociais, a série "All Her Fault" ("É Tudo Culpa Dela"
numa tradução literal), disponível no Prime Video, é uma história bem elaborada e com
reviravoltas surpreendentes que fazem o espectador ansiar pelo próximo episódio.
A série, entretanto, não é apenas um ótimo produto de entretenimento. Além de
hipnotizar o público, a produção tem a qualidade de esmiuçar, ainda que de maneira
discreta, uma questão que vem sendo muito debatida nos últimos anos e que, muitas
vezes, é subestimada: a sobrecarga mental das mulheres.
Todo o conflito é disparado quando a empresária Marissa não checa se o número
que lhe enviou uma mensagem de texto realmente pertence a Jenny, mãe de um dos
colegas de escola de seu filho, Milo. Essa desatenção faz com que ela caia numa
armadilha e tenha o filho sequestrado pela babá que trabalhava para Jenny, que, por sua
vez, começa a ser questionada por não ter investigado com mais profundidade o histórico
da profissional que contratou.
A partir do sequestro de Milo, Marissa e Jenny são alvo de cobranças, insinuações
e julgamentos precipitados, que desconsideram o excesso de responsabilidades que elas
possuem e a falta de participação de seus respectivos maridos nas decisões relativas à
família. Tudo recai sobre as costas de Marissa e Jenny, que não são vistas como vítimas
da situação, mas como parte do problema.
Essa dimensão humana das personagens, que é muito bem explorada, torna “É
Tudo Culpa Dela” ainda mais angustiante. A minissérie mostra que mães estão sempre a
um passo de vivenciarem um filme de terror e que, para isso, nem precisam ter os filhos
sequestrados. Basta não darem conta das expectativas alheias ou não agirem como os
outros esperam que elas se comportem.
(Autoria de Ricky Hiraoka. Texto adaptado. Disponível em: https://www.uol.com.br/splash/colunas/rickyhiraoka/2026/01/16/all-her-fault.htm?cmpid=copiaecola Acesso em 16 jan. 2026)
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