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Deu pau no zodíaco
De uma forma ou de outra, com mais ou
menos fé, as pessoas acreditam nos signos e no
horóscopo. Friamente, tem os que negam, mas no
fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras
fazem uma fezinha no próprio signo e jogam na
loteria porque, tirando casar com pessoa rica ou
nascer rico, é a melhor forma de ficar rico.
Só que depois de 2500 anos funcionando
de uma determinada maneira, inventada lá atrás
pelos babilônios, deu pau no mapa astral, e o que
valia naquela época não vale mais, o que deve
complicar a vida das videntes e astrólogos de
plantão.
Segundo matéria publicada no Estadão, o
que era virgem agora é leão. Tem uma explicação
lógica para o que aconteceu, e a base dela é o
movimento da terra em volta do sol e em volta de
si mesma, somados ao caminho do sol pelo
espaço e a colocação das constelações em relação
a ele.
O que serviu de base lá atrás não funciona
mais. O céu visto pelos babilônios não é o mesmo
céu que nós vemos, ou não vemos, depende da
poluição e da iluminação noturna das cidades
grandes.
Quem vai redesenhar o céu e recolocar as
constelações nos devidos lugares, de acordo com
medições modernas, feitas com ajuda da
inteligência artificial? Aliás, será que essa
redefinição terá valor mágico ou o emprego das
mais modernas técnicas científicas pode
impactar de forma negativa o resultado final?
O tema é complexo e levanta uma dúvida
da maior importância. Até que ponto os mapas
astrais continuam servindo de base para as
respostas transcendentais nas quais baseamos
nossos passos e o destino de nossas vidas?
Ah, a complexidade do céu interferindo
na complexidade da vida!
MENDONÇA, Antonio Penteado. Deu pau no zodíaco.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/10/02/de
u-pau-no-zodiaco/>.
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Assinale a alternativa que apresenta o uso correto do “a(s)” ou “à(s)” destacado, de acordo com a
norma-padrão da Língua Portuguesa.
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BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-dearmandinho>.
Na tirinha acima, para o menino, o sentido da palavra “já vou”:
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Assinale a alternativa cuja palavra destacada se
encontra empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Assinale a alternativa em que a palavra destacada
introduz o sentido de causa:
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Assinale a alternativa que apresenta as formas
verbais que completam corretamente os espaços
em branco abaixo, na mesma ordem:
- Quando você _______ conversar, é só me chamar. - Tudo ficará bem quando _______ as coisas em seu devido lugar. - Espero que _______ sempre muito feliz.
- Quando você _______ conversar, é só me chamar. - Tudo ficará bem quando _______ as coisas em seu devido lugar. - Espero que _______ sempre muito feliz.
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Assinale a alternativa cuja frase se encontra
totalmente de acordo com a norma-padrão da
Língua Portuguesa em termos de pontuação.
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Assinale a alternativa em que todas as palavras
estão escritas de acordo com as normas vigentes
em Língua Portuguesa:
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Férias em família
Crianças são seres engraçados e
peculiares. Eu adoro criança, acho engraçado
como cada uma tem seus medos bobos, sua forma
de chamar a atenção, suas birras, etc. Eu fui uma
criança chatinha. Não que eu me lembre da
minha infância toda, mas a minha família faz
questão de não me deixar esquecer.
Normalmente as famílias, quando se
reúnem, lembram nostalgicamente o quão lindos
eram os netos e filhos quando eram pequenos,
contam história engraçadas e se divertem. Se eu
disser que minha família não faz isso eu estaria
mentindo; ela até faz, mas só até chegar a hora de
lembrar a minha infância. Ninguém tem pudor,
eles não medem palavras pra dizer o tanto de
escândalo que eu fiz, o quanto eu nunca precisei
de motivos pra começar a chorar como se o
mundo estivesse acabando, o quanto eles tinham
certeza de que eu nunca na vida teria amigos, e
assim por diante.
Recentemente, em uma dessas reuniões,
eu fui apresentada a uma história nova da minha
infância. Enquanto lembrávamos saudosamente
o meu falecido avô, minha prima solta o nada
amigável comentário: "Não sei como sou sua
amiga até hoje, você é culpada pela única bronca
que eu levei do nosso avô!"
Esse tipo de comentário já nem me
surpreende mais, mas confesso que fiquei curiosa
pra saber o motivo da bronca. Em um estilo bem
dramático, típico de novelas mexicanas, ela me
contou que, em uma das férias que passávamos
juntos no Rio de Janeiro, ela estava conversando
com meu irmão sobre os ossos do corpo humano,
quando teve a infelicidade de dizer: "Por
exemplo, todo mundo tem fêmur, não é Clara?
Você tem um fêmur!"
Eu, que estava por perto sem a menor
pretensão de participar dessa conversa chata, que
nem entender eu conseguia, fui incluída no assunto da pior forma possível! O que diabos no
mundo é um fêmur? É o sucessor do bicho-papão
ou do boi da cara preta? Não tive dúvidas, fui
correndo e chorando (como em todas as histórias
da minha infância) contar pro meu avô que minha
prima estava me acusando de ter um fêmur sem
eu ter feito nada! Não deu outra, meu avô deu
uma bronca nela, afinal, ela é a mais velha, tinha
que tomar conta de mim e não ficar me
assuntando com essas palavras que parecem que
vão te engolir! (...)
BRAGA, Clara. Férias em família. Crônica do dia.
Disponível em
<https://www.cronicadodia.com.br/2010/07/ferias-emfamilia-clara-braga.html>.
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Férias em família
Crianças são seres engraçados e
peculiares. Eu adoro criança, acho engraçado
como cada uma tem seus medos bobos, sua forma
de chamar a atenção, suas birras, etc. Eu fui uma
criança chatinha. Não que eu me lembre da
minha infância toda, mas a minha família faz
questão de não me deixar esquecer.
Normalmente as famílias, quando se
reúnem, lembram nostalgicamente o quão lindos
eram os netos e filhos quando eram pequenos,
contam história engraçadas e se divertem. Se eu
disser que minha família não faz isso eu estaria
mentindo; ela até faz, mas só até chegar a hora de
lembrar a minha infância. Ninguém tem pudor,
eles não medem palavras pra dizer o tanto de
escândalo que eu fiz, o quanto eu nunca precisei
de motivos pra começar a chorar como se o
mundo estivesse acabando, o quanto eles tinham
certeza de que eu nunca na vida teria amigos, e
assim por diante.
Recentemente, em uma dessas reuniões,
eu fui apresentada a uma história nova da minha
infância. Enquanto lembrávamos saudosamente
o meu falecido avô, minha prima solta o nada
amigável comentário: "Não sei como sou sua
amiga até hoje, você é culpada pela única bronca
que eu levei do nosso avô!"
Esse tipo de comentário já nem me
surpreende mais, mas confesso que fiquei curiosa
pra saber o motivo da bronca. Em um estilo bem
dramático, típico de novelas mexicanas, ela me
contou que, em uma das férias que passávamos
juntos no Rio de Janeiro, ela estava conversando
com meu irmão sobre os ossos do corpo humano,
quando teve a infelicidade de dizer: "Por
exemplo, todo mundo tem fêmur, não é Clara?
Você tem um fêmur!"
Eu, que estava por perto sem a menor
pretensão de participar dessa conversa chata, que
nem entender eu conseguia, fui incluída no assunto da pior forma possível! O que diabos no
mundo é um fêmur? É o sucessor do bicho-papão
ou do boi da cara preta? Não tive dúvidas, fui
correndo e chorando (como em todas as histórias
da minha infância) contar pro meu avô que minha
prima estava me acusando de ter um fêmur sem
eu ter feito nada! Não deu outra, meu avô deu
uma bronca nela, afinal, ela é a mais velha, tinha
que tomar conta de mim e não ficar me
assuntando com essas palavras que parecem que
vão te engolir! (...)
BRAGA, Clara. Férias em família. Crônica do dia.
Disponível em
<https://www.cronicadodia.com.br/2010/07/ferias-emfamilia-clara-braga.html>.
“Crianças são seres engraçados e peculiares.”
A palavra destacada no trecho acima corresponde à qualidade de algo ou alguém que é:
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