Foram encontradas 358.940 questões.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A solidão dentro dos elevadores
Os elevadores modernos são máquinas
deslumbrantes. Reluzentes em seus metais
polidos, em seus números iluminados,
acompanhando setinhas que sobem e descem,
enquanto uma voz diz o andar e quem está nele...
São máquinas que mostram a arrogância
dos homens e seu poder quase ilimitado no trato
das coisas físicas. Máquinas que são incenso e
altar para a arrogância quase infinita dos homens
que se esquecem do exemplo da Torre de Babel
(...).
E, no entanto, nada é mais contraditório
do que um elevador, na primeira hora da jornada
de trabalho, numa manhã de inverno, fria e
úmida, cinza e triste, como as ruas da cidade.
Nada é mais triste do que ele, ou melhor,
do que vê-lo transportando os mesmos seres
humanos que se julgam tão superiores,
encolhidos dentro de seu frio interno, muito mais
frio do que o frio das ruas que o vento assola e a
garoa tortura.
É quase constrangedor entrar numa destas
máquinas às 8 ou 9 da manhã de um dia de
trabalho e ver as pessoas dentro, normalmente
olhando para o lado ou para o chão, como que
com medo de encarar os outros, ou com medo de
que os outros olhem para elas.
E é mais triste ainda entrar no elevador e
dar bom dia para os que já estão dentro.
É quase certo que tomarão um susto, e se
sentirão completamente desnorteados, sem saber
que atitude tomar, se respondem ou continuam
olhando para o chão, ou se sorriem, ou sabe-se lá
o quê...
É triste, triste como a solidão das ruas,
que é a mesma, mas que dentro de um elevador
pode ser mais dura e mais cinza.
A solidão de quem vive na cidade grande,
cercado por milhões de outros seres humanos,
todos estranhos e distantes, todos com medo de
não ter medo, todos apavorados ante a
possibilidade de um simples bom dia.
MENDONÇA, Antonio Penteado. A solidão dentro dos
elevadores. Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2024/07/06/asolidao-dentro-dos-elevadores/>. .
“muito mais frio do que o frio das ruas que o vento assola e a garoa tortura.”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
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A solidão dentro dos elevadores
Os elevadores modernos são máquinas
deslumbrantes. Reluzentes em seus metais
polidos, em seus números iluminados,
acompanhando setinhas que sobem e descem,
enquanto uma voz diz o andar e quem está nele...
São máquinas que mostram a arrogância
dos homens e seu poder quase ilimitado no trato
das coisas físicas. Máquinas que são incenso e
altar para a arrogância quase infinita dos homens
que se esquecem do exemplo da Torre de Babel
(...).
E, no entanto, nada é mais contraditório
do que um elevador, na primeira hora da jornada
de trabalho, numa manhã de inverno, fria e
úmida, cinza e triste, como as ruas da cidade.
Nada é mais triste do que ele, ou melhor,
do que vê-lo transportando os mesmos seres
humanos que se julgam tão superiores,
encolhidos dentro de seu frio interno, muito mais
frio do que o frio das ruas que o vento assola e a
garoa tortura.
É quase constrangedor entrar numa destas
máquinas às 8 ou 9 da manhã de um dia de
trabalho e ver as pessoas dentro, normalmente
olhando para o lado ou para o chão, como que
com medo de encarar os outros, ou com medo de
que os outros olhem para elas.
E é mais triste ainda entrar no elevador e
dar bom dia para os que já estão dentro.
É quase certo que tomarão um susto, e se
sentirão completamente desnorteados, sem saber
que atitude tomar, se respondem ou continuam
olhando para o chão, ou se sorriem, ou sabe-se lá
o quê...
É triste, triste como a solidão das ruas,
que é a mesma, mas que dentro de um elevador
pode ser mais dura e mais cinza.
A solidão de quem vive na cidade grande,
cercado por milhões de outros seres humanos,
todos estranhos e distantes, todos com medo de
não ter medo, todos apavorados ante a
possibilidade de um simples bom dia.
MENDONÇA, Antonio Penteado. A solidão dentro dos
elevadores. Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2024/07/06/asolidao-dentro-dos-elevadores/>. .
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A solidão dentro dos elevadores
Os elevadores modernos são máquinas
deslumbrantes. Reluzentes em seus metais
polidos, em seus números iluminados,
acompanhando setinhas que sobem e descem,
enquanto uma voz diz o andar e quem está nele...
São máquinas que mostram a arrogância
dos homens e seu poder quase ilimitado no trato
das coisas físicas. Máquinas que são incenso e
altar para a arrogância quase infinita dos homens
que se esquecem do exemplo da Torre de Babel
(...).
E, no entanto, nada é mais contraditório
do que um elevador, na primeira hora da jornada
de trabalho, numa manhã de inverno, fria e
úmida, cinza e triste, como as ruas da cidade.
Nada é mais triste do que ele, ou melhor,
do que vê-lo transportando os mesmos seres
humanos que se julgam tão superiores,
encolhidos dentro de seu frio interno, muito mais
frio do que o frio das ruas que o vento assola e a
garoa tortura.
É quase constrangedor entrar numa destas
máquinas às 8 ou 9 da manhã de um dia de
trabalho e ver as pessoas dentro, normalmente
olhando para o lado ou para o chão, como que
com medo de encarar os outros, ou com medo de
que os outros olhem para elas.
E é mais triste ainda entrar no elevador e
dar bom dia para os que já estão dentro.
É quase certo que tomarão um susto, e se
sentirão completamente desnorteados, sem saber
que atitude tomar, se respondem ou continuam
olhando para o chão, ou se sorriem, ou sabe-se lá
o quê...
É triste, triste como a solidão das ruas,
que é a mesma, mas que dentro de um elevador
pode ser mais dura e mais cinza.
A solidão de quem vive na cidade grande,
cercado por milhões de outros seres humanos,
todos estranhos e distantes, todos com medo de
não ter medo, todos apavorados ante a
possibilidade de um simples bom dia.
MENDONÇA, Antonio Penteado. A solidão dentro dos
elevadores. Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2024/07/06/asolidao-dentro-dos-elevadores/>. .
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BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em .<https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-dearmandinho>.
Na oração “Preconceito se trata com educação!”, empregada na charge acima, é correto afirmar que:
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“Um bom livro é um diálogo ininterrupto(1)
entre nós e o texto, entre nós e um autor que se
torna real(2). Um livro bom é um diálogo sem
fim(3).” (Antônio Lobo Antunes)
Considerando os elementos identificados por números no enunciado acima, assinale a afirmativa correta:
Considerando os elementos identificados por números no enunciado acima, assinale a afirmativa correta:
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Assinale a alternativa cujo termo destacado se
refere ao agente, o ser que pratica a ação expressa
pelo verbo.
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Assinale a alternativa cuja palavra destacada, de
natureza pronominal, substitui algo apresentado
posteriormente.
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Assinale a alternativa em que a palavra “onda”
está sendo empregada em sentido figurado.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
A velocidade da história
Num de seus contos mais notáveis, Jorge
Luis Borges fala de uma equipe de cartógrafos
que imaginou um mapa tão perfeito e detalhado
que, uma vez estendido sobre a plataforma
geográfica, correspondia em extensão a cada
milímetro da região cartografada. Ou seja, o
gigantesco mapa era tão extraordinário quanto
minucioso, mas não servia para grande coisa.
Era tão vasto que se tornava impraticável
consultá-lo; e tão minudente que melhor seria
percorrer a própria região a pé ou a cavalo,
conferindo relevos, depressões, platôs e
planícies.
Borges não diz, mas é de se supor que
durante a preparação do tal mapa passaram-se
tantos e tantos anos que alguns dos cartógrafos
terão sido surpreendidos pela morte; que os
demais envelheceram a ponto de serem
substituídos por cartógrafos da nova geração; que
os estudantes que aguardavam a espantosa
novidade concluíram seus cursos, receberam
seus diplomas e decidiram conhecer a geografia
que lhes era possível sem o concurso do mapa.
Mas, principalmente, nesse entretempo,
havia acontecido um sem número de revoluções
e a geografia já era outra.
As fronteiras tinham-se alargado aqui e
estreitado ali, novas cidades haviam surgido, rios
tinham sido desviados e grandes represas
construídas na esteira da expansão industrial e da
demanda urbana.
Enfim, antes mesmo de dar-se por
terminado e impresso, o grande mapa já era um
documento de arquivo, uma relíquia do passado.
Se tivesse sobrevivido à derrocada do
sistema soviético a partir de 1989, Borges teria
talvez sorrido à ideia quase surreal de que todos
os mapas-múndi se desatualizavam de uma só
vez, como o fantástico (porém inútil) mapa de
seus cartógrafos. (...)
A velocidade da história parece sugerir,
muito borgianamente, que os novos mapas
cheguem a seu destino – isto é, a seus leitores –
no bojo de veículos que demonstrem ser tão
rápidos quanto a própria história. (...)
MARTINS FILHO, José. A velocidade da história. Folha
de S. Paulo. Disponível em
<https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/14/painel/2.ht
ml>.
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A velocidade da história
Num de seus contos mais notáveis, Jorge
Luis Borges fala de uma equipe de cartógrafos
que imaginou um mapa tão perfeito e detalhado
que, uma vez estendido sobre a plataforma
geográfica, correspondia em extensão a cada
milímetro da região cartografada. Ou seja, o
gigantesco mapa era tão extraordinário quanto
minucioso, mas não servia para grande coisa.
Era tão vasto que se tornava impraticável
consultá-lo; e tão minudente que melhor seria
percorrer a própria região a pé ou a cavalo,
conferindo relevos, depressões, platôs e
planícies.
Borges não diz, mas é de se supor que
durante a preparação do tal mapa passaram-se
tantos e tantos anos que alguns dos cartógrafos
terão sido surpreendidos pela morte; que os
demais envelheceram a ponto de serem
substituídos por cartógrafos da nova geração; que
os estudantes que aguardavam a espantosa
novidade concluíram seus cursos, receberam
seus diplomas e decidiram conhecer a geografia
que lhes era possível sem o concurso do mapa.
Mas, principalmente, nesse entretempo,
havia acontecido um sem número de revoluções
e a geografia já era outra.
As fronteiras tinham-se alargado aqui e
estreitado ali, novas cidades haviam surgido, rios
tinham sido desviados e grandes represas
construídas na esteira da expansão industrial e da
demanda urbana.
Enfim, antes mesmo de dar-se por
terminado e impresso, o grande mapa já era um
documento de arquivo, uma relíquia do passado.
Se tivesse sobrevivido à derrocada do
sistema soviético a partir de 1989, Borges teria
talvez sorrido à ideia quase surreal de que todos
os mapas-múndi se desatualizavam de uma só
vez, como o fantástico (porém inútil) mapa de
seus cartógrafos. (...)
A velocidade da história parece sugerir,
muito borgianamente, que os novos mapas
cheguem a seu destino – isto é, a seus leitores –
no bojo de veículos que demonstrem ser tão
rápidos quanto a própria história. (...)
MARTINS FILHO, José. A velocidade da história. Folha
de S. Paulo. Disponível em
<https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/14/painel/2.ht
ml>.
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
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