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Leia o texto a seguir para responder à questão.
A velocidade da história
Num de seus contos mais notáveis, Jorge
Luis Borges fala de uma equipe de cartógrafos
que imaginou um mapa tão perfeito e detalhado
que, uma vez estendido sobre a plataforma
geográfica, correspondia em extensão a cada
milímetro da região cartografada. Ou seja, o
gigantesco mapa era tão extraordinário quanto
minucioso, mas não servia para grande coisa.
Era tão vasto que se tornava impraticável
consultá-lo; e tão minudente que melhor seria
percorrer a própria região a pé ou a cavalo,
conferindo relevos, depressões, platôs e
planícies.
Borges não diz, mas é de se supor que
durante a preparação do tal mapa passaram-se
tantos e tantos anos que alguns dos cartógrafos
terão sido surpreendidos pela morte; que os
demais envelheceram a ponto de serem
substituídos por cartógrafos da nova geração; que
os estudantes que aguardavam a espantosa
novidade concluíram seus cursos, receberam
seus diplomas e decidiram conhecer a geografia
que lhes era possível sem o concurso do mapa.
Mas, principalmente, nesse entretempo,
havia acontecido um sem número de revoluções
e a geografia já era outra.
As fronteiras tinham-se alargado aqui e
estreitado ali, novas cidades haviam surgido, rios
tinham sido desviados e grandes represas
construídas na esteira da expansão industrial e da
demanda urbana.
Enfim, antes mesmo de dar-se por
terminado e impresso, o grande mapa já era um
documento de arquivo, uma relíquia do passado.
Se tivesse sobrevivido à derrocada do
sistema soviético a partir de 1989, Borges teria
talvez sorrido à ideia quase surreal de que todos
os mapas-múndi se desatualizavam de uma só
vez, como o fantástico (porém inútil) mapa de
seus cartógrafos. (...)
A velocidade da história parece sugerir,
muito borgianamente, que os novos mapas
cheguem a seu destino – isto é, a seus leitores –
no bojo de veículos que demonstrem ser tão
rápidos quanto a própria história. (...)
MARTINS FILHO, José. A velocidade da história. Folha
de S. Paulo. Disponível em
<https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/14/painel/2.ht
ml>.
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Assinale a alternativa que apresenta os elementos que preenchem corretamente as lacunas dos
enunciados abaixo, na mesma ordem, observando a regência de acordo com a norma-padrão.
- Você é uma pessoa _____ quem confio. - Você é uma pessoa _____ quem desconfio. - Você é uma pessoa _____ quem conto. - Você é uma pessoa _____ quem preciso.
- Você é uma pessoa _____ quem confio. - Você é uma pessoa _____ quem desconfio. - Você é uma pessoa _____ quem conto. - Você é uma pessoa _____ quem preciso.
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BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-dearmandinho>.
“E você já tem alguma ideia?”
Assinale a alternativa que apresenta a forma reescrita correta do trecho acima, transcrito da charge, com mudanças para o plural, de acordo com a norma-padrão vigente.
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“O que um livro precisa para ser bom?”,
perguntou alguém da turma. “Que seja lido”,
respondeu o autor.
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta correspondente ao trecho acima, incluindo a pontuação adequada.
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta correspondente ao trecho acima, incluindo a pontuação adequada.
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“O bom leitor deixa suas armas na entrada,
deposita a bagagem num canto, se despe de
expectativas, de ilusões, essas suas roupas préfabricadas.” (Julián Fuks)
O pensamento acima apresenta:
O pensamento acima apresenta:
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Assinale a alternativa que apresenta a flexão
correta da forma verbal destacada no enunciado.
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Assinale a alternativa em que a mudança de
ordem entre as palavras destacadas, apresentada
entre parênteses, altera o significado básico da
expressão.
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Assinale a alternativa cuja lacuna pode ser
preenchida tanto com “a” quanto com “à”, de
acordo com a norma-padrão.
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Deu pau no zodíaco
De uma forma ou de outra, com mais ou
menos fé, as pessoas acreditam nos signos e no
horóscopo. Friamente, tem os que negam, mas no
fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras
fazem uma fezinha no próprio signo e jogam na
loteria porque, tirando casar com pessoa rica ou
nascer rico, é a melhor forma de ficar rico.
Só que depois de 2500 anos funcionando
de uma determinada maneira, inventada lá atrás
pelos babilônios, deu pau no mapa astral, e o que
valia naquela época não vale mais, o que deve
complicar a vida das videntes e astrólogos de
plantão.
Segundo matéria publicada no Estadão, o
que era virgem agora é leão. Tem uma explicação
lógica para o que aconteceu, e a base dela é o
movimento da terra em volta do sol e em volta de
si mesma, somados ao caminho do sol pelo
espaço e a colocação das constelações em relação
a ele.
O que serviu de base lá atrás não funciona
mais. O céu visto pelos babilônios não é o mesmo
céu que nós vemos, ou não vemos, depende da
poluição e da iluminação noturna das cidades
grandes.
Quem vai redesenhar o céu e recolocar as
constelações nos devidos lugares, de acordo com
medições modernas, feitas com ajuda da
inteligência artificial? Aliás, será que essa
redefinição terá valor mágico ou o emprego das
mais modernas técnicas científicas pode
impactar de forma negativa o resultado final?
O tema é complexo e levanta uma dúvida
da maior importância. Até que ponto os mapas
astrais continuam servindo de base para as
respostas transcendentais nas quais baseamos
nossos passos e o destino de nossas vidas?
Ah, a complexidade do céu interferindo
na complexidade da vida!
MENDONÇA, Antonio Penteado. Deu pau no zodíaco.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/10/02/de
u-pau-no-zodiaco/>.
A forma verbal destacada no trecho acima, de uso popular, pode ser substituída corretamente, de acordo com a norma-padrão, por:
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Deu pau no zodíaco
De uma forma ou de outra, com mais ou
menos fé, as pessoas acreditam nos signos e no
horóscopo. Friamente, tem os que negam, mas no
fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras
fazem uma fezinha no próprio signo e jogam na
loteria porque, tirando casar com pessoa rica ou
nascer rico, é a melhor forma de ficar rico.
Só que depois de 2500 anos funcionando
de uma determinada maneira, inventada lá atrás
pelos babilônios, deu pau no mapa astral, e o que
valia naquela época não vale mais, o que deve
complicar a vida das videntes e astrólogos de
plantão.
Segundo matéria publicada no Estadão, o
que era virgem agora é leão. Tem uma explicação
lógica para o que aconteceu, e a base dela é o
movimento da terra em volta do sol e em volta de
si mesma, somados ao caminho do sol pelo
espaço e a colocação das constelações em relação
a ele.
O que serviu de base lá atrás não funciona
mais. O céu visto pelos babilônios não é o mesmo
céu que nós vemos, ou não vemos, depende da
poluição e da iluminação noturna das cidades
grandes.
Quem vai redesenhar o céu e recolocar as
constelações nos devidos lugares, de acordo com
medições modernas, feitas com ajuda da
inteligência artificial? Aliás, será que essa
redefinição terá valor mágico ou o emprego das
mais modernas técnicas científicas pode
impactar de forma negativa o resultado final?
O tema é complexo e levanta uma dúvida
da maior importância. Até que ponto os mapas
astrais continuam servindo de base para as
respostas transcendentais nas quais baseamos
nossos passos e o destino de nossas vidas?
Ah, a complexidade do céu interferindo
na complexidade da vida!
MENDONÇA, Antonio Penteado. Deu pau no zodíaco.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/10/02/de
u-pau-no-zodiaco/>.
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