Foram encontradas 365.280 questões.
O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?
No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores
as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.
Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.
Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários,
geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.
Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em
uma ação de um patrocinador do evento.
Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a
partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.
No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada
uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula,
nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.
A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol
(Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios
— isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.
A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".
Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem
cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos
atletas, quando necessário.
Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de
isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.
Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando
que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro
desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.
Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta,
o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se
escanteio para o time adversário.
Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido
por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.
Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam
do campo e repondo-as com rapidez.
A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.
Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.
Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que
exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.
A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem
trabalhar".
Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.
Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias,
aproxima-se um pouco mais da função do gandula.
Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
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O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?
No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores
as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.
Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.
Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários,
geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.
Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em
uma ação de um patrocinador do evento.
Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a
partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.
No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada
uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula,
nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.
A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol
(Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios
— isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.
A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".
Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem
cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos
atletas, quando necessário.
Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de
isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.
Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando
que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro
desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.
Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta,
o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se
escanteio para o time adversário.
Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido
por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.
Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam
do campo e repondo-as com rapidez.
A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.
Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.
Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que
exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.
A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem
trabalhar".
Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.
Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias,
aproxima-se um pouco mais da função do gandula.
Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
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No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores
as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.
Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.
Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários,
geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.
Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em
uma ação de um patrocinador do evento.
Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a
partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.
No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada
uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula,
nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.
A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol
(Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios
— isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.
A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".
Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem
cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos
atletas, quando necessário.
Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de
isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.
Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando
que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro
desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.
Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta,
o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se
escanteio para o time adversário.
Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido
por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.
Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam
do campo e repondo-as com rapidez.
A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.
Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.
Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que
exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.
A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem
trabalhar".
Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.
Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias,
aproxima-se um pouco mais da função do gandula.
Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
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as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.
Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.
Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários,
geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.
Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em
uma ação de um patrocinador do evento.
Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a
partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.
No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada
uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula,
nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.
A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol
(Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios
— isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.
A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".
Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem
cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos
atletas, quando necessário.
Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de
isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.
Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando
que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro
desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.
Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta,
o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se
escanteio para o time adversário.
Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido
por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.
Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam
do campo e repondo-as com rapidez.
A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.
Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.
Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que
exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.
A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem
trabalhar".
Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.
Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias,
aproxima-se um pouco mais da função do gandula.
Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
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No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores
as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.
Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.
Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários,
geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.
Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em
uma ação de um patrocinador do evento.
Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a
partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.
No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada
uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula,
nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.
A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol
(Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios
— isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.
A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".
Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem
cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos
atletas, quando necessário.
Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de
isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.
Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando
que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro
desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.
Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta,
o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se
escanteio para o time adversário.
Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido
por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.
Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam
do campo e repondo-as com rapidez.
A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.
Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.
Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que
exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.
A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem
trabalhar".
Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.
Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias,
aproxima-se um pouco mais da função do gandula.
Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
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No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores
as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.
Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.
Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários,
geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.
Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em
uma ação de um patrocinador do evento.
Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a
partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.
No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada
uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula,
nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.
A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol
(Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios
— isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.
A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".
Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem
cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos
atletas, quando necessário.
Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de
isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.
Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando
que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro
desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.
Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta,
o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se
escanteio para o time adversário.
Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido
por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.
Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam
do campo e repondo-as com rapidez.
A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.
Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.
Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que
exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.
A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem
trabalhar".
Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.
Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias,
aproxima-se um pouco mais da função do gandula.
Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
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Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À
CRISE AMBIENTAL
Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez
“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
Adaptado de:
https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
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Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À
CRISE AMBIENTAL
Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez
“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
Adaptado de:
https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
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Questão presente nas seguintes provas
Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À
CRISE AMBIENTAL
Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez
“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
Adaptado de:
https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
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Questão presente nas seguintes provas
- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “como”
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À
CRISE AMBIENTAL
Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez
“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
Adaptado de:
https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
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