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- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
- MorfologiaSubstantivos
Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece
Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação
profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e
confissões com Samantha – e se apaixona por ela.
Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que
conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas
uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não
artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”
O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor
e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais
romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do
lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.
Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,
assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT
popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,
um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.
Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou
que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,
em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de
2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa
chega a 88%.
Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou
conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.
Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,
um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho
do Bumble.
Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou
a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.
Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma
plataforma de IA, pode ser um problema.
O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de
agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o
suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de
ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam
havia mais de um ano. (...)
Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca
confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,
de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.
Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina
parte daquilo que define nossa própria humanidade.
(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)
Provas
- OrtografiaFormação e Estrutura das Palavras
- MorfologiaAdjetivos
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de Textos
Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece
Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação
profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e
confissões com Samantha – e se apaixona por ela.
Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que
conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas
uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não
artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”
O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor
e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais
romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do
lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.
Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,
assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT
popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,
um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.
Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou
que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,
em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de
2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa
chega a 88%.
Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou
conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.
Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,
um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho
do Bumble.
Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou
a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.
Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma
plataforma de IA, pode ser um problema.
O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de
agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o
suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de
ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam
havia mais de um ano. (...)
Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca
confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,
de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.
Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina
parte daquilo que define nossa própria humanidade.
(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)
Provas
Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece
Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação
profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e
confissões com Samantha – e se apaixona por ela.
Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que
conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas
uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não
artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”
O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor
e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais
romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do
lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.
Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,
assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT
popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,
um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.
Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou
que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,
em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de
2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa
chega a 88%.
Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou
conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.
Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,
um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho
do Bumble.
Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou
a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.
Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma
plataforma de IA, pode ser um problema.
O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de
agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o
suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de
ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam
havia mais de um ano. (...)
Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca
confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,
de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.
Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina
parte daquilo que define nossa própria humanidade.
(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)
Provas
Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece
Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação
profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e
confissões com Samantha – e se apaixona por ela.
Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que
conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas
uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não
artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”
O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor
e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais
romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do
lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.
Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,
assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT
popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,
um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.
Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou
que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,
em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de
2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa
chega a 88%.
Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou
conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.
Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,
um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho
do Bumble.
Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou
a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.
Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma
plataforma de IA, pode ser um problema.
O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de
agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o
suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de
ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam
havia mais de um ano. (...)
Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca
confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,
de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.
Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina
parte daquilo que define nossa própria humanidade.
(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece
Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação
profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e
confissões com Samantha – e se apaixona por ela.
Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que
conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas
uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não
artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”
O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor
e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais
romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do
lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.
Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,
assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT
popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,
um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.
Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou
que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,
em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de
2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa
chega a 88%.
Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou
conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.
Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,
um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho
do Bumble.
Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou
a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.
Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma
plataforma de IA, pode ser um problema.
O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de
agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o
suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de
ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam
havia mais de um ano. (...)
Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca
confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,
de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.
Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina
parte daquilo que define nossa própria humanidade.
(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece
Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação
profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e
confissões com Samantha – e se apaixona por ela.
Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que
conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas
uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não
artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”
O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor
e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais
romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do
lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.
Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,
assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT
popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,
um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.
Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou
que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,
em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de
2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa
chega a 88%.
Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou
conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.
Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,
um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho
do Bumble.
Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou
a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.
Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma
plataforma de IA, pode ser um problema.
O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de
agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o
suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de
ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam
havia mais de um ano. (...)
Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca
confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,
de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.
Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina
parte daquilo que define nossa própria humanidade.
(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)
Provas
A disseminação acelerada de modelos de linguagem como o ChatGPT nos ambientes
escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,
gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de
enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
graduação.
ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
Provas
A disseminação acelerada de modelos de linguagem como o ChatGPT nos ambientes
escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,
gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de
enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
graduação.
ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- MorfologiaPronomesPronomes Possessivos
- MorfologiaPronomesPronomes Relativos
A disseminação acelerada de modelos de linguagem como o ChatGPT nos ambientes
escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,
gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de
enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
graduação.
ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
Provas
A disseminação acelerada de modelos de linguagem como o ChatGPT nos ambientes
escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,
gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de
enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
graduação.
ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
Assinale a alternativa cuja palavra contém sufixo de mesmo valor semântico do sufixo presente em "escolar" (linha 09).
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