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4276191 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Câm. Aracati-CE
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

No trecho “...uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos.” (linha 02), o termo destacado classifica-se como:
 

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4276190 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Câm. Aracati-CE
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

Assinale a alternativa em que a palavra entre parênteses substitui a palavra destacada mantendo as relações de sentido e a correção gramatical do texto.
 

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4276189 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

A partir da leitura do texto, é correto inferir que:
 

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4276188 Ano: 2026
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

Sobre a tese defendida no texto, é correto afirmar que:
 

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4276187 Ano: 2026
Disciplina: Português
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que:
 

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4276186 Ano: 2026
Disciplina: Português
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

Acerca do propósito central, é correto afirmar que o texto:
 

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4276185 Ano: 2026
Disciplina: Português
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A disseminação acelerada de modelos de linguagem como o ChatGPT nos ambientes

escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,

gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,

redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de

enunciados em interfaces de inteligência artificial.

À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e

desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o

alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que

diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.

A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de

dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência

previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado

pelos próprios sujeitos do processo.

Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de

‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na

prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento

e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.

[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição

para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de

informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar

contextos e de construir argumentos.

[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está

fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa

educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a

decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-

graduação.

ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.

Assinale a alternativa em que o verbo destacado está no mesmo tempo e modo do destacado em: "...que mobilizem a capacidade de formular perguntas..." (linha 20).
 

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4276184 Ano: 2026
Disciplina: Português
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A disseminação acelerada de modelos de linguagem como o ChatGPT nos ambientes

escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,

gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,

redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de

enunciados em interfaces de inteligência artificial.

À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e

desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o

alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que

diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.

A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de

dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência

previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado

pelos próprios sujeitos do processo.

Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de

‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na

prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento

e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.

[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição

para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de

informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar

contextos e de construir argumentos.

[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está

fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa

educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a

decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-

graduação.

ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.

Assinale a alternativa que indica corretamente a função sintática do termo destacado em "...cujo significado raramente é interrogado pelos próprios sujeitos do processo" (linhas 12-13).
 

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A disseminação acelerada de modelos de linguagem como o ChatGPT nos ambientes

escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,

gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,

redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de

enunciados em interfaces de inteligência artificial.

À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e

desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o

alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que

diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.

A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de

dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência

previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado

pelos próprios sujeitos do processo.

Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de

‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na

prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento

e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.

[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição

para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de

informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar

contextos e de construir argumentos.

[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está

fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa

educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a

decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-

graduação.

ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.

Assinale a alternativa em que a oração destacada segue as normas da língua padrão, como em "...uma sequência previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado pelos próprios sujeitos do processo" (linhas 11-13).
 

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A disseminação acelerada de modelos de linguagem como o ChatGPT nos ambientes

escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,

gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,

redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de

enunciados em interfaces de inteligência artificial.

À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e

desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o

alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que

diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.

A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de

dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência

previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado

pelos próprios sujeitos do processo.

Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de

‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na

prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento

e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.

[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição

para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de

informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar

contextos e de construir argumentos.

[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está

fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa

educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a

decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-

graduação.

ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.

Assinale a alternativa cuja palavra contém sufixo de mesmo valor semântico do sufixo presente em "escolar" (linha 09).

 

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