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4276411 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Casimiro Abreu-RJ
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL
Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano
    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.
    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.
    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.
    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.
    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.
     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 
Vocabulário:
Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
No trecho “mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema” (4º parágrafo), a conjunção expressa um efeito de sentido de:
 

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4276410 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Casimiro Abreu-RJ
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL
Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano
    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.
    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.
    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.
    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.
    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.
     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 
Vocabulário:
Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
Acerca do vício em jogos, o texto defende que:
 

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4276409 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Casimiro Abreu-RJ
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL
Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano
    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.
    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.
    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.
    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.
    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.
     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 
Vocabulário:
Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
No trecho “Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos” (2º parágrafo), o pronome “sua” refere-se a:
 

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4276408 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Casimiro Abreu-RJ
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL
Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano
    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.
    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.
    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.
    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.
    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.
     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 
Vocabulário:
Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
No primeiro parágrafo, a informação apresentada entre os travessões tem como função:
 

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4276407 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Casimiro Abreu-RJ
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL
Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano
    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.
    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.
    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.
    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.
    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.
     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 
Vocabulário:
Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
De acordo com o texto, as chamadas bets têm como característica a onipresença, pois:
 

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4276406 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Casimiro Abreu-RJ
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL
Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano
    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.
    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.
    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.
    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.
    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.
     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 
Vocabulário:
Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
O texto apresenta predominantemente a seguinte tipologia:
 

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4276195 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Câm. Aracati-CE
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

Em relação à ortografia, assinale a alternativa completamente correta:
 

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4276194 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Câm. Aracati-CE
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

A propósito da organização textual, assinale a alternativa que indica corretamente a progressão que o texto segue:
 

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4276193 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Câm. Aracati-CE
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Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

Assinale a alternativa em que o vocábulo que exerce a mesma função sintática que o vocábulo destacado no trecho: “Certo dia, ele conhece Samantha” (linhas 01-02).
 

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4276192 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCPC
Orgão: Câm. Aracati-CE
Provas:

Theodore é um escritor solitário que enfrenta o luto de um divórcio. Certo dia, ele conhece

Samantha, uma assistente que o ajuda a organizar seus e-mails e documentos. A relação

profissional logo evolui para algo a mais. Theodore começa a compartilhar desabafos e

confissões com Samantha – e se apaixona por ela.

Só tem um problema: Samantha é uma assistente virtual. Uma inteligência artificial, que

conversa com Theodore pelos fones de ouvido. “Bem, você parece uma pessoa, mas é apenas

uma voz em um computador”, diz o escritor. “A perspectiva limitada de uma mente não

artificial pode perceber dessa forma”, ela responde. “Mas você vai se acostumar.”

O casal (se é que podemos chamar assim) é o protagonista de Ela (2013), pelo qual o diretor

e roteirista Spike Jonze levou o Oscar de Melhor Roteiro Original. “É o filme de terror mais

romântico que eu já vi”, disse uma espectadora ao jornal The New York Times na época do

lançamento, fazendo referência ao clima distópico da história.

Mais de 12 anos após a sua estreia, Ela já não soa como um exagero. Da Siri à Alexa,

assistentes virtuais já fazem parte do nosso dia a dia. E a revolução capitaneada pelo ChatGPT

popularizou o uso da inteligência artificial (IA) em quase todas as esferas da vida – no mundo,

um quinto das pessoas já usa o Chat como alternativa ao Google.

Em 2024, um levantamento da empresa Talk Inc, feito com mais de mil pessoas, apontou

que 65% dos brasileiros usavam IA com frequência para algum tipo de tarefa. Agora, graças,

em parte, à incorporação de IA em serviços como Google e WhatsApp, dados da versão de

2025 da pesquisa (adiantados com exclusividade para esta reportagem) apontam que a taxa

chega a 88%.

Entre os entrevistados de 2024, 13% admitiam recorrer a chats de IA como amigos ou

conselheiros – os números de 2025 mais que dobraram. Há um sem-fim de formas de interação.

Podem ser dicas inofensivas, como pedir uma receita com base no que você tem na geladeira,

um feedback sobre a apresentação de slides do trabalho e até dicas de flerte para o contatinho

do Bumble.

Mas há quem recorra aos robôs para pedidos mais delicados: desabafar sobre amizades (ou

a falta delas), resolver crises de ansiedade e até pedir o diagnóstico de um quadro de depressão.

Buscar suporte para a saúde mental é ótimo, claro – mas, quando isso acontece dentro de uma

plataforma de IA, pode ser um problema.

O caso mais notório (e extremo) envolvendo IA e saúde mental aconteceu no final de

agosto, nos EUA. O casal Matt e Maria Raine processou a OpenAI, dona do ChatGPT, após o

suicídio de seu filho de 16 anos. (...). A tragédia motivou a OpenAI a planejar a inclusão de

ferramentas de controle parental, algo que os desenvolvedores da companhia já solicitavam

havia mais de um ano. (...)

Conversar com uma IA significa encontrar um reflexo complacente: uma voz que nunca

confronta, nunca discorda. E mais: está disponível 24 horas por dia – na maior parte das vezes,

de graça. É uma alternativa confortável, mas que não substitui família, amizades nem terapia.

Pelo contrário: esses sistemas podem enfraquecer habilidades sociais e transferir à máquina

parte daquilo que define nossa própria humanidade.

(Texto adaptado de Terapia em tempos de IA. SUPERINTERESSANTE, 11 fev. 2026. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/terapia-nos-tempos-de-ia/. Acesso em 12 de agosto de 2026.)

Assinale a alternativa em que o verbo em destaque está conjugado no mesmo tempo e modo verbal que o destacado no trecho: “...13% admitiam recorrer a chats de IA...” (linha 22).
 

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