Foram encontradas 10.575 questões.
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP
- ConceitosCultura
- Teorias Sociológicas e AutoresSociologia CríticaCultura de massa e indústria cultural
Cultura sem centro, cultura de muitos centros, feita do cruzamento de modos culturais importados com outros gerados no local sem que dessa combinação resulte um modo totalizante capaz de propor-se como traço próprio de um grupo. A expressão deriva da realidade observável em zonas marcadas pela heterogeneidade e diversificação de línguas, costumes, comportamentos. Nelas, a norma é a indefinição ou, melhor, a definição sucessiva e continuada a partir de pontos de fuga sempre diferentes.
(Teixeira Coelho, 1997. Adaptado)
A descrição indica, segundo o autor, a noção de cultura
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As primeiras noções de cidadania estiveram apoiadas nos estudos clássicos das civilizações antigas, sobretudo a greco-romana, tendo sido, a partir de então, incorporados e criados outros termos que também se aprimoraram com os debates que se sucederam. Embora tenham sido gestados no período clássico, foram no período iluminista melhor aprimorados e adquirindo sentidos mais próximos dos quais temos hoje.
BODART, C. N.; FIGUEIREDO, C. A. S. Ciência política para o
ensino médio. Maceió: Café com Sociologia, 2021 (adaptado).
Em sua origem, o conceito descrito no texto era associado ao seguinte grupo social:
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O Museu da Maré funciona na Zona Norte do Rio de Janeiro. Tem como exposição permanente a mostra 12 tempos, que representa os tempos de construção da Favela da Maré, entre eles, os tempos da água, da migração, da casa, da resistência, do trabalho e do cotidiano. Para representar esses períodos, estão expostos pertences de antigos moradores — doados ao museu —, como fotografias e a reprodução de uma casa de palafita, em tamanho real, em referência às que serviram de moradia para centenas de famílias quando a ocupação da Maré teve início, nos anos 1940.
PITASSE, M. Museu da Maré resgata memória da favela há
quase 12 anos, no Rio de Janeiro. 2018 (adaptado).
A concepção de museu mencionada no texto reúne elementos patrimoniais e a
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A realização de inúmeras tarefas por máquinas é apresentada como garantia de um futuro no qual ninguém mais precisaria trabalhar (transformar a natureza), pois tudo seria produzido por tecnologias (muito ou pouco “inteligentes”), liberando os seres sociais do trabalho, a começar pelas tarefas rudes ou repetitivas. A perda de trabalho que a introdução capitalista de máquinas promove para intensificar a extração de valor é metamorfoseada em liberação do trabalho. A necessidade de trabalhar, porém, subsiste entre os seres sociais da sociedade capitalista, pois, sem vender força de trabalho, tais expropriados não subsistem no mercado. Entre ameaça e promessa, desaparecem as possibilidades concretas trazidas por processos de trabalho cada dia mais socializados, como redução das jornadas sem redução da remuneração, por exemplo.
FONTES, V. Capitalismo em tempo de uberização: do emprego
ao trabalho. Marx e Marxismo, n. 8, 2017 (adaptado).
De acordo com o texto, o efeito da relação entre trabalho e tecnologia sobre a realidade social é o(a)
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A dona de casa está investida de todos os tipos de função. Primeiramente, dar à luz e criar filhos e, a partir do momento em que sabem andar, acompanharem-na por toda a parte. A mulher e seus filhos são figuras familiares profusamente reproduzidas pela iconografia da época. Segunda função: a manutenção da família, as “tarefas domésticas”, expressão que tem um sentido muito amplo, incluindo a alimentação, a educação, a limpeza da casa etc. A sociedade do século XIX não poderia crescer e se reproduzir sem a contribuição dessas mulheres.
PERROT, M. Os excluídos da história: operários, mulheres
e prisioneiros. São Paulo: Paz e Terra, 1992 (adaptado).
A condição social, discutida no texto, demonstra que a ordem burguesa tinha como pressuposto a
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A sociedade contemporânea assiste deslumbrada à passagem dos corpos perfeitos, que invadem progressivamente todos os espaços da vida moderna. A expectativa de corpo das pessoas em relação a esses padrões de beleza é o que provavelmente interliga uma variedade de fenômenos cada vez mais comuns, como a maior incidência de bulimia e anorexia, as malhações e as cirurgias plásticas estéticas. Dentre esses fenômenos, o crescimento da cirurgia plástica estética merece destaque pelo impacto que as alterações corporais, propostas pela medicina da beleza, causam em relação à imagem corporal e, também, pela posição que a medicina ocupa na sociedade, de divulgadora de verdades científicas.
POLI NETO, P.; CAPONI, S. N. C. A medicalização da beleza.
Interface, n. 23, 2007.
O texto evidencia uma questão própria da sociedade contemporânea ao estabelecer uma relação entre a medicalização para a beleza e a
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TEXTO I
Por meio de diferentes movimentos sociais, pode-se romper as homogeneidades aparentes (por exemplo, a instituição, a comunidade ou o grupo social) e revelar os conflitos que presidiram a formação e a edificação das práticas culturais: penso nas inércias e na ineficácia normativas, mas também nas incoerências que existem entre as diferentes normas, e na maneira pela qual os indivíduos, “façam” eles ou não a história, moldam e modificam as relações de poder.
LORIGA, S. A biografia como problema. In: REVEL, J.
Jogos de escalas. A experiência da microanálise.
Rio de Janeiro: FGV, 1998 (adaptado).
TEXTO II
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque
Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
GABRIEL, O PENSADOR. Até quando? In: Seja você mesmo
(mas não seja sempre o mesmo). Rio de Janeiro:
Sony Music, 2001 (fragmento).
O Texto II enfatiza a seguinte ideia expressa no Texto I:
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O direito social do cidadão representado na charge demanda a adoção de qual medida?
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A atividade de trançar cabelos tornou-se um trabalho para muitas mulheres e homens negros na sociedade brasileira. No Rio de Janeiro, encontramos trabalhadoras e trabalhadores cultivando uma arte que não começou nos territórios de diáspora africana. Penteados complexos eram marcas civilizatórias de várias sociedades africanas. Trançar cabelos e enfeitá-los com adornos — tais como: conchas, búzios e miçangas, que entre seus muitos significados representam prosperidade — é uma ação muito antiga.
SANTOS, L. B. Mapeamento de trancistas afro do estado do Rio de Janeiro.
Disponível em: www.geledes.org.br. Acesso em: 5 out. 2021 (adaptado).
O texto destaca que a atividade de trançar os cabelos no Brasil é uma
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