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"É uma ilusão acreditar que podemos educar nossos
filhos como queremos. Há costumes com relação
aos quais somos obrigados a nos conformar. Se os
desrespeitarmos, muito gravemente, eles se
vingarão em nossos filhos. Estes, uma vez adultos,
não estarão em estado de viver no meio de seus
contemporâneos, com os quais não encontrarão
harmonia. (...) Há, pois, a cada momento, um tipo
regulador de educação, do qual não podemos
separar sem vivas resistências, e em que restringem
as veleidades dos dissidentes" (Educação e
sociologia. 3. ed. Tradução de Lourenço Filho. São
Paulo: Melhoramentos, 1952. p. 30).
O fragmento do texto acima reflete as concepções sociológicas de educação do seguinte pensador:
O fragmento do texto acima reflete as concepções sociológicas de educação do seguinte pensador:
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Karl Marx, no Manifesto do Partido Comunista,
sustentava que o desenvolvimento do modo de
produção capitalista levaria a uma constante e
irreversível concentração de propriedade e riqueza,
monopolizada por poucos, enquanto o restante da
população estaria reduzido a um nível econômico
de subsistência (COSTA, Maria Cristina Castilho.
Sociologia: Introdução à ciência da sociedade.
Moderna, 2005, p. 252).
Pode-se apontar como uma das consequências desse processo de concentração de propriedade e riqueza, monopolizada nas mãos de poucas pessoas, o/a:
Pode-se apontar como uma das consequências desse processo de concentração de propriedade e riqueza, monopolizada nas mãos de poucas pessoas, o/a:
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A Sociologia é uma ciência que surgiu em meados
do século XIX na Europa em um contexto
histórico, político, social e cultural específico de
grandes transformações, ocasionado pelas
Revoluções Industrial e Francesa que transformou a
sociedade do período um verdadeiro "caos".
Considerando que os fenômenos sociais, antes do
seu surgimento, eram explicados também pelo
senso comum, assinale a alternativa que apresenta
informações sobre a Sociologia enquanto
conhecimento científico.
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A Mídia vem exercendo, especialmente nas últimas
décadas, um papel de destaque na sociedade
brasileira frente às relações de poder, sendo-lhe
comumente atribuída a denominação de "quarto
poder". O uso dessa expressão pode ser atribuído
(a) ou associado (a) à (ao):
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“Hoje em dia, tudo parece levar em seu seio sua
própria contradição. Vemos que as máquinas,
dotadas da propriedade maravilhosa de encurtar e
fazer mais frutífero o trabalho humano, provocam a
fome e o esgotamento do trabalhador. As fontes de
riqueza recém-descobertas convertem-se, por arte
de um estranho malefício, em fontes de privações.
Os triunfos da arte parecem adquiridos ao preço de
qualidades morais. O domínio do homem sobre a
natureza é cada vez maior; mas ao mesmo tempo, o
homem se converte em escravo de outros homens
ou de sua própria infâmia. Até a pura luz da ciência
parece não poder brilhar mais que sobre o fundo
tenebroso da ignorância. Todos os nossos inventos
e progressos parecem dotar de vida intelectual as
forças produtivas materiais, enquanto reduzem a
vida humana ao nível de uma força material bruta.”
(MARX, Karl. Discurso no People’s Paper, pág.
369.)
A partir da leitura deste trecho é possível dizer que o pensador alemão faz referência, especificamente, a qual conceito?
A partir da leitura deste trecho é possível dizer que o pensador alemão faz referência, especificamente, a qual conceito?
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Max Weber (1864-1920), sociólogo alemão,
descobriu que um fundamento bastante pertinente
para que as relações sociais existam e durem é a
presença do poder (e, consequentemente da
dominação). O poder, bem como a dominação,
permeia todas as relações humanas, estando elas
em contexto de foro mais íntimo ou mesmo nas
relações políticas propriamente ditas. O grande
problema, segundo Weber, é que o próprio poder é
algo extremamente difícil, não só de ser detectado e
reconhecido, mas, sobretudo, de ser entendido e
conceituado. O poder é sociologicamente amorfo,
segundo Weber. Ele toma forma somente quando é
utilizado e, mais que isso, somente quando
praticado por um indivíduo ou grupo dentro de uma
relação social, e quando encontra obediência,
concretizando, desse modo, a Dominação. Não
obstante, apesar do fato do poder estar presente em
todos os tipos de relação, muitos pensadores,
quando se debruçam para estudar, percebem uma
relação direta com a questão da violência. É o caso
do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002).
Também na linha metodológica dos tipos puros ou
ideais de Weber, Bourdieu tipificou violência ao
estudar os mecanismos que se configuram como
forma de dominação, humilhação e exclusão social,
utilizados por pessoas, grupos ou instituições. A
esse tipo de violência Bourdieu conceituou como:
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A teoria sociológica clássica, comumente entendida
por ser composta por três grandes linhas de
pensamento, a saber: o Positivismo (com muitas
derivações), a sociologia compreensiva weberiana
(também conhecida por outras nomenclaturas) e o
marxismo (do mesmo modo com derivações e
outras nomenclaturas). Os grandes expoentes
dessas correntes são os pensadores Émile
Durkheim, Max Weber e Karl Marx,
respectivamente. Para além do fato de que suas
respectivas ideias possuem validade até os dias
atuais, esses são considerados autores clássicos
porque conseguiram, em certa medida, dar conta da
realidade como todo e, assim, fornecer explicações
sobre o comportamento dos indivíduos, mas,
também sobre as instituições e suas estruturas. O
que quer dizer que, considerando que todos tiveram
como objeto de análise a mesma sociedade
capitalista, as instituições presentes nessa sociedade
puderam ser analisadas sob diferentes óticas ou
ponto de vista. Em alguns momentos tais análises
até se aproximam. Em outros, no entanto, se
distanciam. Um exemplo de como esses pensadores
pensaram o mesmo objeto a partir de lógicas
diferentes é o conceito de Estado. As análises feitas
por Durkheim, Weber e Marx sobre os Estado são
conhecidas como “conceitos sociológicos de
Estado”. A seguir, estão relacionados conceitos e
autores. Aponte a alternativa em que o conceito
esteja ou errado ou relacionado de modo
equivocado ao pensador da Sociologia:
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“Talvez estejamos muito condicionados a uma
ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a
gente desestabilizar esse padrão, talvez a nossa
mente sofra uma espécie de ruptura, como se
caíssemos num abismo. Quem diria disse que a
gente não pode cair¿ Quem disse que a gente já não
caiu¿ Houve um tempo em que o planeta que
chamamos Terra juntava continentes todos numa
grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu,
tiraríamos uma fotografia completamente diferente
do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri
Gagárin disse “a Terra é azul”, ele não fez um
retrato ideal daquele momento para essa
humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com
o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe
muita coisa que se aproxima mais daquilo que
pretendemos ver do que se podia constatar se
juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a
que você tem. Se já houve outras configurações da
Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos
apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O
Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa
existência, a nossa experiência comum, a ideia do
que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de
paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais
profunda do Antropoceno.” (KRENAK, Ailton.
Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo:
Companhia das Letras, 2019. Pág. 58.)
“Antropoceno”, a que o pensador indígena Aílton Krenak faz referência, é um conceito muito estudado e discutido atualmente no campo das ciências sociais por muitos sociólogos e antropólogos, a exemplo de Bruno Latour. Esse termo:
“Antropoceno”, a que o pensador indígena Aílton Krenak faz referência, é um conceito muito estudado e discutido atualmente no campo das ciências sociais por muitos sociólogos e antropólogos, a exemplo de Bruno Latour. Esse termo:
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Contardo Calligaris (1948-2021) foi um
psicanalista e escritor italiano que passou as últimas
décadas de sua vida radicado no Brasil. O seu
interesse pela cultura brasileira resultando num
grande conhecimento sobre a mesma, combinando
com um olhar de psicanalista estrangeiro fizeram
com que ele publicasse inúmeros artigos em que
abordando, entre outras coisas, a prática social
brasileira de denominar como doutores os
indivíduos pertencentes a algumas profissões,
dentre eles médicos, engenheiros e advogados,
mesmo na ausência da titulação acadêmica.
Segundo o autor, estes mesmos profissionais não se
apresentam como doutores no encontro com seus
pares, mas apenas diante de indivíduos de
segmentos sociais considerados subalternos, o que
indica uma tentativa de intimidação social, servindo
para estabelecer uma distância social, lembrando a
sociedade de castas.
No mesmo sentido, no ensaio Brasil, país do futuro de quem?, Calligaris escreve o seguinte: “Se penetramos no Éden, foi como ladrões de frutas”. Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, define a posição do colonizador brasileiro com as palavras “colher o fruto sem plantar a árvore”, situando assim sua tipologia psicológica.” (CALLIGARIS, Contardo. Brasil, país do futuro de quem? IN: Hello, Brasil! E outros ensaios: Piscanálise da estranha civilização brasileira. São Paulo, Fósforo, 2021. Pág. 206)
As questões levantadas por Contardo Calligaris abordam aspectos relacionados à formação e, consequentemente, o tipo de estratificação social que se apresentam no Brasil. Essas mesmas questões também foram estudadas por sociólogos, como por exemplo o sociólogo alemão Max Weber. Muito embora em contextos diferentes, os conceitos weberianos também podem ser utilizados para entender a situação brasileira com relação à estratificação. Sendo assim, de acordo com as ideias weberianas sobre o tema, é correto afirmar que:
No mesmo sentido, no ensaio Brasil, país do futuro de quem?, Calligaris escreve o seguinte: “Se penetramos no Éden, foi como ladrões de frutas”. Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, define a posição do colonizador brasileiro com as palavras “colher o fruto sem plantar a árvore”, situando assim sua tipologia psicológica.” (CALLIGARIS, Contardo. Brasil, país do futuro de quem? IN: Hello, Brasil! E outros ensaios: Piscanálise da estranha civilização brasileira. São Paulo, Fósforo, 2021. Pág. 206)
As questões levantadas por Contardo Calligaris abordam aspectos relacionados à formação e, consequentemente, o tipo de estratificação social que se apresentam no Brasil. Essas mesmas questões também foram estudadas por sociólogos, como por exemplo o sociólogo alemão Max Weber. Muito embora em contextos diferentes, os conceitos weberianos também podem ser utilizados para entender a situação brasileira com relação à estratificação. Sendo assim, de acordo com as ideias weberianas sobre o tema, é correto afirmar que:
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Leia os seguintes trechos:
“...a divisão do trabalho [...] não serviria apenas para dotar nossas sociedades de luxo, invejável talvez, mas supérfluo; ela seria uma condição de existência da sociedade. Graças à divisão do trabalho, ou pelo menos por seu intermédio, se garantiria a coesão social; ela determinaria os traços essenciais da constituição da sociedade. Por isso mesmo [...] caso seja realmente função do trabalho, ela deve ter um caráter moral, porque as necessidades de ordem, de harmonia e de solidariedade social são geralmente consideradas morais.” (DURKHEIM, Émile. Método para determinar a função da divisão do trabalho. In: RODRIGUES, J. A. (org.). Émile Durkheim. São Paulo: Ática, 2000. Pág. 66)
“[a Sociologia é a] ciência que tem como meta a compreensão interpretativa da ação social de maneira a obter uma explicação de suas causas, de seu curso e de seus efeitos.” (WEBER, Max. Conceitos básicos de sociologia. São Paulo: Moraes, 1987. Pág. 9)
“A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão.” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido comunista. Petrópolis: Vozes, 1988. Pág. 66-67)
Nesse sentido, o conceito de Sociedade é fundamental para o campo Ciências Sociais e, assim como conceito de cultura e foi objeto de definições diferentes entre autores clássicos como Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber. Entre as alternativas a seguir, assinale a incorreta, conforme as concepções de sociedade desses autores:
“...a divisão do trabalho [...] não serviria apenas para dotar nossas sociedades de luxo, invejável talvez, mas supérfluo; ela seria uma condição de existência da sociedade. Graças à divisão do trabalho, ou pelo menos por seu intermédio, se garantiria a coesão social; ela determinaria os traços essenciais da constituição da sociedade. Por isso mesmo [...] caso seja realmente função do trabalho, ela deve ter um caráter moral, porque as necessidades de ordem, de harmonia e de solidariedade social são geralmente consideradas morais.” (DURKHEIM, Émile. Método para determinar a função da divisão do trabalho. In: RODRIGUES, J. A. (org.). Émile Durkheim. São Paulo: Ática, 2000. Pág. 66)
“[a Sociologia é a] ciência que tem como meta a compreensão interpretativa da ação social de maneira a obter uma explicação de suas causas, de seu curso e de seus efeitos.” (WEBER, Max. Conceitos básicos de sociologia. São Paulo: Moraes, 1987. Pág. 9)
“A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão.” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido comunista. Petrópolis: Vozes, 1988. Pág. 66-67)
Nesse sentido, o conceito de Sociedade é fundamental para o campo Ciências Sociais e, assim como conceito de cultura e foi objeto de definições diferentes entre autores clássicos como Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber. Entre as alternativas a seguir, assinale a incorreta, conforme as concepções de sociedade desses autores:
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