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Por tentar precipitar a redenção, o Baal Shem Tov foi punido. Exilado num país distante, perdeu seus poderes e seus conhecimentos. Recorreu, então, ao Reb Tzvi-Hersch Soifer, seu fiel criado e discípulo, que nunca o abandonou. Ajuda-me, pediulhe. Lembra-te de alguma coisa — uma palavra, uma oração que seja? Não, Tzvi-Hersch Soifer não se lembrava. Também se esquecera de tudo. Tudo? Mesmo? Não, disse Tzvi-Hersch, ainda me lembro do alfabeto. Mas, então, o que está esperando? — Baal Shem Tov, o Mestre do Bom Nome, perguntou. Começa a recitá-lo! Aleph-Be-Gimmel-Dalet, Tzvi-Hersch começou. E, com grande fervor, os dois recitaram todas as vinte e duas letras, repetindo-as muitas vezes, até recuperar a memória.
Elie Wiesel. Homens sábios e suas histórias: retratos de mestres da Bíblia,
do Talmude e do hassidismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 9.
Tendo como referência essa lenda antiga da tradição hassídica e sua relação com a literatura bíblica e a história do mundo bíblico, julgue o próximo item.
A leitura da palavra revelada e o seu comentário constituem a base da formação do homem religioso, tanto para o Judaísmo como para o Cristianismo.
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Julgue o item à luz da doutrina da Igreja Católica.
Chegando Jesus ao território de Cesaréia de Filipe, perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? Disseram: “Uns afirmam que é João Batista, outros que é Elias, outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas”. Então lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão respondendo disse: “Tu és o Cristo, o filho de Deus vivo”. Jesus respondeu-lhe: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelaram isso e sim o meu Pai que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”. Em seguida, proibiu severamente aos discípulos de falarem a alguém que ele era o Cristo.
Evangelho de São Mateus, cap. 16, v. 13-20.
Com base no texto acima e considerando a história da Igreja, julgue o próximo item.
Portas e chaves constituem um simbolismo para o abrir e fechar, permitir e proibir, que a reflexão da Igreja pós-pascal atribuiu aos sucessores de Pedro, quando nos concílios, decidem claramente no tocante à fé e à doutrina.
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Conforme Hans Kohn, messianismo é essencialmente a crença religiosa na vinda de um redentor que porá fim à ordem atual de coisas, seja de maneira universal, seja por meio de um grupo isolado, e que instaurará uma nova ordem baseada na justiça e na felicidade. Outra definição de messianismo, apresentada pelo antropólogo Rubem César Fernandes, é que: aguarda-se a vinda de um redentor que transformará a presente ordem, substituindo-a por um reinado de harmonia e bem-aventurança universal. Essa idéia messiânica é crucial para o complexo cultural que surge da história mediterrânea. O messianismo, embora tenha se originado na Mesopotâmia, assumiu diferentes formas nos contextos judaico, cristão e islâmico, e diferentes significados nos tempos modernos.
Carlos Caldas. Da MPB como fonte para estudo da religião. In: REVER
(Revista de Estudos de Religião). São Paulo, p. 11 (com adaptações).
Julgue o item subseqüente, a partir das idéias do texto acima.
A idéia do messias nasceu no mundo semita.
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Uma antiga lenda palestina compara dois “mares”. O Mar da Galiléia, muito rico em peixes, e o Mar Morto, que, como diz a palavra, é uma poça de água muito salgada. Nele e em volta dele, não há nada. A lenda questiona o porquê disso. A resposta é que o primeiro recebe as águas do maciço do Golan e as deixa fluir para fora pelo rio Jordão, terminando exatamente no Mar Morto, no qual, devido ao grande calor, as águas fluem e evaporam, deixando, a cada ano que passa, o mar mais salgado.
A partir do texto acima, adaptado de Milton Bonder, e dos conhecimentos acerca da geografia bíblica, julgue o seguinte item.
O Mar Morto difere do Mar da Galiléia por não ter efluente.
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Julgue o item à luz da doutrina da Igreja Católica.
Os sacramentos da nova lei foram todos instituídos por Cristo e atingem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida do cristão. A esse respeito, julgue o seguinte item.
Em qualquer caso, o matrimônio entre cristãos é indissolúvel, mas o privilégio paulino permite a separação em um casamento entre um cristão e um não-cristão quando este último ameaça a fé do cristão.
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Julgue o item à luz da doutrina da Igreja Católica.
A Bíblia consiste em uma coleção de livros que integra um cânon identificado pela Igreja, no qual se usa a linguagem dos hagiógrafos. A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
A palavra da promessa salvífica de Deus no Velho Testamento ocorre no contexto histórico judaico e de modo progressivo. A aliança de Javé com o seu povo anuncia e prepara a vinda do Salvador.
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Julgue o item a seguir, relativo à Bíblia Hebraica (BH).
O primeiro livro da BH recebeu o nome de Gênesis quando foi traduzido para o latim por Jerônimo.
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Julgue o item à luz da doutrina da Igreja Católica.
A Igreja primitiva aceitou a imagem de Deus pregada por Jesus, mas elaborou-a mais ainda, de acordo com a revelação do Cristo sobre si mesmo e com a própria fé no Senhor glorificado. Ela seguia os ensinamentos de Jesus sobre o Pai e sobre a oração, quando, cheia do Espírito, clamava Abbá, e experimentava nisso a liberdade dos filhos de Deus. A fé em Deus, Pai, em Jesus Cristo, o Messias e Filho de Deus, e no Paráclito, que Jesus enviou aos seus depois de sua volta ao Pai, devia afinal abrir os olhos também para o mistério trinitário.
R. Schinackenburg. In: Johannes Bauer. Dicionário Bíblico-teológico, São Paulo: Edições Loyola, 2000.
Com base no texto acima e no mistério do Deus uno e trino, julgue o item subseqüente.
A profissão de fé no Deus Criador do Céu e da Terra elimina a hipótese da evolução do universo e das espécies.
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Deve-se levar em conta, na análise do mundo bíblico, que sua literatura foi construída a partir de relações de ordem social, econômica, política e cultural. Assim sendo, é possível dizer que, nos tempos bíblicos, houve fundamentalmente três tipos de economia, ou seja, três modos de produção, denominados de tribal, tributário e escravista. Isso implica dizer que a construção da literatura bíblica está indelevelmente marcada pelo tipo de economia e de sociedade em que as pessoas viviam. O modo de produção tribal pode ser entendido como uma economia de partilha. Há troca de serviços e não há comercialização de produtos. Tudo é visto em função do bem comum. Valoriza-se o coletivo. A terra é percebida como de propriedade comum, impedindo, assim, o título de propriedade privada. A apropriação do produto dá-se em base igualitária. Intercâmbios comerciais são quase inexistentes. Não se apresenta ainda uma estrutura de classe. Na produção do campo, quando há excedentes, são revertidos em favor do povo. É um modo de produção próprio ao campo. A terra na sociedade camponesa, as pastagens e os rebanhos na sociedade pastoril são propriedades do clã ou da tribo. A única condição para o uso dos meios de produção e para o acesso à produção social é que se pertença à comunidade.
Luiz Alexandre Solano Rossi. Modo de produção escravista e a sua influência na
percepção da sociedade judaica no pós-exílio. In: Revista Mirabilia, n. 4, dez./2004.
Julgue o item que se segue, a partir das informações histórico-econômicas contidas no texto acima.
A literatura do mundo bíblico independe das relações sociais, políticas, culturais e econômicas de seu tempo.
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Julgue o item à luz da doutrina da Igreja Católica.
A Igreja primitiva aceitou a imagem de Deus pregada por Jesus, mas elaborou-a mais ainda, de acordo com a revelação do Cristo sobre si mesmo e com a própria fé no Senhor glorificado. Ela seguia os ensinamentos de Jesus sobre o Pai e sobre a oração, quando, cheia do Espírito, clamava Abbá, e experimentava nisso a liberdade dos filhos de Deus. A fé em Deus, Pai, em Jesus Cristo, o Messias e Filho de Deus, e no Paráclito, que Jesus enviou aos seus depois de sua volta ao Pai, devia afinal abrir os olhos também para o mistério trinitário.
R. Schinackenburg. In: Johannes Bauer. Dicionário Bíblico-teológico, São Paulo: Edições Loyola, 2000.
Com base no texto acima e no mistério do Deus uno e trino, julgue o item subseqüente.
Deus Criador é pai de todo ser humano e o Papa é bispo de toda a Terra como sucessor de São Pedro.
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