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Sobre o livro de Dan Brown, O Código da Vinci, e sua sugestão de uma relação erótica entre Jesus e Maria Madalena, a revista Época publicou o seguinte comentário:
O teólogo Afonso Soares afirma que a discussão é antiga e foi se propagando a partir da publicação dos evangelhos gnósticos. “Pela lógica, eu diria que Jesus era solteiro. Naquele momento, ele representava uma ideologia inovadora, que ameaçava o poder do Templo e o poder romano”, afirma. “Jesus sabia que não teria vida longa com inimigos assim e não constituiria família.” Para Soares, há até um sentido de união conjugal na relação entre Jesus e Madalena, mas no sentido religioso — como se a Igreja nascente, representada por ela, se casasse com Jesus ressuscitado. “A descendência de Jesus sempre foi entendida em termos místicos, isto é, ‘descende’ dele todo aquele que se torna seu discípulo. Do ponto de vista moral e dogmático, não haveria problema se ele tivesse tido mulher e descendência”, diz.
Federico Mengozzi e Ivan Padilla. A companheira de Jesus. Discípula ou amante, apóstola ou esposa?
Historiadores e teólogos discutem o papel de Madalena no cristianismo. In: Época, ed. 344, dez./2004.
Acerca da vida de Jesus e de sua suposta relação erótica com Maria Madalena, julgue o item que se segue, conforme o comentário da revista Época.
A publicação dos Evangelhos Gnósticos, ocorrida somente no século XX, contribuiu para abafar a discussão acerca da relação entre Jesus e Maria Madalena.
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Acerca de João Calvino e a Reforma, julgue o próximo item.
Calvino escreveu diversos tratados teológicos de matriz anabatista.
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Julgue o item à luz da doutrina da Igreja Católica.
Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos pais pelos Profetas, agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e pelo qual fez os séculos. É ele o resplendor de sua glória e a expressão do seu ser; sustenta o universo com o poder de sua palavra; e depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-se nas alturas à direita da Majestade, tão superior aos anjos quanto o nome que herdou excede o deles.
Epístola aos hebreus, cap. 1, v. 1-4.
Considerando a teologia do Novo Testamento e os assuntos abordados no texto acima, julgue o item seguinte.
As catacumbas romanas, um tipo de hipogeu, eram cemitérios subterrâneos usados também pelos cristãos que ali celebravam cultos aos mortos, sufragando especialmente a memória dos mártires. Ocasionalmente, esses locais serviam de refúgio para marginais perseguidos pelo governo de Roma na Antiguidade.
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Julgue o item à luz da doutrina da Igreja Católica.
A atividade missionária nada mais é do que a epifania e a realização do plano divino no mundo e na história. Por isso cada elemento do bem presente e encontrável no coração e na mente humana, ou nos costumes e civilizações dos povos, não só não se perde, mas é aproveitado, e não só elevado, mas aperfeiçoado para a glória de Deus. Assim é que a atividade missionária tende à sua plenitude escatológica.
Ad gentes divinitus — A atividade missionária.
Concílio Vaticano II, n.º 109 (com adaptações).
Considerando a atividade missionária da Igreja, em confronto com a noção de escatologia, julgue o item que se segue.
A atividade missionária deve estar centrada na busca de uma morte beata, tendo em vista as realidades dos últimos tempos: morte, juízo, inferno ou paraíso.
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Uma antiga lenda palestina compara dois “mares”. O Mar da Galiléia, muito rico em peixes, e o Mar Morto, que, como diz a palavra, é uma poça de água muito salgada. Nele e em volta dele, não há nada. A lenda questiona o porquê disso. A resposta é que o primeiro recebe as águas do maciço do Golan e as deixa fluir para fora pelo rio Jordão, terminando exatamente no Mar Morto, no qual, devido ao grande calor, as águas fluem e evaporam, deixando, a cada ano que passa, o mar mais salgado.
A partir do texto acima, adaptado de Milton Bonder, e dos conhecimentos acerca da geografia bíblica, julgue o seguinte item.
O Golan é um rio que conflui no Mar da Galiléia.
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É verdade que, em uma sociedade como a nossa, em que existem mecanismos plurais de construção da subjetividade humana, presenciamos uma relativização do poder significante da religião. Porém, se o processo de secularização tem contribuído para a periferização da religião em relação ao núcleo forte da sociedade, isto é, se a religião já não ocupa mais o lugar de matriz cultural totalizante, deixando de ser o centro organizador das relações sociais, ela ainda exerce influência significativa no cotidiano das pessoas. Se, por um lado, experimentamos a crise das instituições tradicionais produtoras de sentido, por outro verificamos o esforço de recuperação das tradições perdidas por parte de indivíduos, grupos e principalmente das instituições religiosas. Não se trata, portanto, de um processo linear que, paulatina e progressivamente, excluirá a religião do campo das instituições produtoras de sentido e, por conseguinte, não teria de ser estudado.
Sandra Duarte de Souza. Entrecruzamento gênero e religião: um desafio
para os estudos feministas. In: Mandrágora, v. 7/8, 2003, p. 6 (com adaptações).
De acordo com as idéias expressas no texto acima, julgue o seguinte item.
O atual processo de laicização da sociedade coloca a religião em lugar periférico com relação ao núcleo forte da sociedade.
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Julgue o item à luz da doutrina da Igreja Católica.
A Igreja primitiva aceitou a imagem de Deus pregada por Jesus, mas elaborou-a mais ainda, de acordo com a revelação do Cristo sobre si mesmo e com a própria fé no Senhor glorificado. Ela seguia os ensinamentos de Jesus sobre o Pai e sobre a oração, quando, cheia do Espírito, clamava Abbá, e experimentava nisso a liberdade dos filhos de Deus. A fé em Deus, Pai, em Jesus Cristo, o Messias e Filho de Deus, e no Paráclito, que Jesus enviou aos seus depois de sua volta ao Pai, devia afinal abrir os olhos também para o mistério trinitário.
R. Schinackenburg. In: Johannes Bauer. Dicionário Bíblico-teológico, São Paulo: Edições Loyola, 2000.
Com base no texto acima e no mistério do Deus uno e trino, julgue o item subseqüente.
A obra da criação é exclusiva de Deus Pai, não participando dela nem o Filho nem o Espírito Santo.
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Julgue o item à luz da doutrina da Igreja Católica.
A Igreja primitiva aceitou a imagem de Deus pregada por Jesus, mas elaborou-a mais ainda, de acordo com a revelação do Cristo sobre si mesmo e com a própria fé no Senhor glorificado. Ela seguia os ensinamentos de Jesus sobre o Pai e sobre a oração, quando, cheia do Espírito, clamava Abbá, e experimentava nisso a liberdade dos filhos de Deus. A fé em Deus, Pai, em Jesus Cristo, o Messias e Filho de Deus, e no Paráclito, que Jesus enviou aos seus depois de sua volta ao Pai, devia afinal abrir os olhos também para o mistério trinitário.
R. Schinackenburg. In: Johannes Bauer. Dicionário Bíblico-teológico, São Paulo: Edições Loyola, 2000.
Com base no texto acima e no mistério do Deus uno e trino, julgue o item subseqüente.
Segundo a fé cristã, o mal, entendido como a característica de pecabilidade do ser humano, foi transmitido por um só homem, e a salvação é oferecida a todos pelo sacrifício, morte e ressurreição do Filho.
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Conforme Hans Kohn, messianismo é essencialmente a crença religiosa na vinda de um redentor que porá fim à ordem atual de coisas, seja de maneira universal, seja por meio de um grupo isolado, e que instaurará uma nova ordem baseada na justiça e na felicidade. Outra definição de messianismo, apresentada pelo antropólogo Rubem César Fernandes, é que: aguarda-se a vinda de um redentor que transformará a presente ordem, substituindo-a por um reinado de harmonia e bem-aventurança universal. Essa idéia messiânica é crucial para o complexo cultural que surge da história mediterrânea. O messianismo, embora tenha se originado na Mesopotâmia, assumiu diferentes formas nos contextos judaico, cristão e islâmico, e diferentes significados nos tempos modernos.
Carlos Caldas. Da MPB como fonte para estudo da religião. In: REVER
(Revista de Estudos de Religião). São Paulo, p. 11 (com adaptações).
Julgue o item subseqüente, a partir das idéias do texto acima.
O messianismo não é um fenômeno exclusivamente judaico-cristão antigo.
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Uma antiga lenda palestina compara dois “mares”. O Mar da Galiléia, muito rico em peixes, e o Mar Morto, que, como diz a palavra, é uma poça de água muito salgada. Nele e em volta dele, não há nada. A lenda questiona o porquê disso. A resposta é que o primeiro recebe as águas do maciço do Golan e as deixa fluir para fora pelo rio Jordão, terminando exatamente no Mar Morto, no qual, devido ao grande calor, as águas fluem e evaporam, deixando, a cada ano que passa, o mar mais salgado.
A partir do texto acima, adaptado de Milton Bonder, e dos conhecimentos acerca da geografia bíblica, julgue o seguinte item.
O Mar da Galiléia encontra-se ao sul do Mar Morto.
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