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- Clínica MédicaClínica Médica para Pequenos Animais
- Epidemiologia Veterinária
- Saúde PúblicaDoenças Infecciosas
O serviço de vigilância em saúde do município registrou, em um intervalo de seis meses, um aumento atípico
no número de atendimentos veterinários relacionados a falhas reprodutivas em cdes, abortamentos tardios e
infertilidade persistente. A investigação epidemiológica retrospectiva identificou o marco zero do surto: um canil
comercial local que havia expandido suas atividades recentemente. Por falhas graves de biossegurança, o estabelecimento introduziu novos reprodutores adquiridos de outras regiões sem a realização de triagem sorológica
prévia ou cumprimento de quarentena. Inspeções subsequentes no canil revelaram que vários machos reprodutores apresentavam quadros de epididimite unilateral e dermatite escrotal por lambedura.
Durante o mapeamento dos casos secundários, um médico veterinário atendeu uma fêmea da raça Poodle, de 3 anos de idade. O tutor relatou que a cadela apresentava um histórico de infertilidade, no qual "nunca conseguia segurar as crias”, ocorrendo abortamentos recorrentes entre 45 e 50 dias de gestação, seguidos por um corrimento vaginal persistente de aspecto mucoide e coloração marrom-acinzentada. O proprietário destacou que utilizou coberturas sucessivas com diferentes parceiros de canis distintos da regido, todos sem sucesso. Diante do risco iminente à saúde dos criadores, dos tutores e dos próprios veterinários assistenciais, o caso foi notificado aos órgãos de saúde pública, visto que a principal suspeita recai sobre um agente de caráter zoonótico, demandando uma abordagem integrada sob a ótica da Saúde Única (One Health).
Considerando o cenário epidemiológico urbano, a principal suspeita etiológica, a dinâmica de transmissão e as implicações na interface saúde animal-humana-ambiental, assinale a alternativa com a afirmação correta:
Durante o mapeamento dos casos secundários, um médico veterinário atendeu uma fêmea da raça Poodle, de 3 anos de idade. O tutor relatou que a cadela apresentava um histórico de infertilidade, no qual "nunca conseguia segurar as crias”, ocorrendo abortamentos recorrentes entre 45 e 50 dias de gestação, seguidos por um corrimento vaginal persistente de aspecto mucoide e coloração marrom-acinzentada. O proprietário destacou que utilizou coberturas sucessivas com diferentes parceiros de canis distintos da regido, todos sem sucesso. Diante do risco iminente à saúde dos criadores, dos tutores e dos próprios veterinários assistenciais, o caso foi notificado aos órgãos de saúde pública, visto que a principal suspeita recai sobre um agente de caráter zoonótico, demandando uma abordagem integrada sob a ótica da Saúde Única (One Health).
Considerando o cenário epidemiológico urbano, a principal suspeita etiológica, a dinâmica de transmissão e as implicações na interface saúde animal-humana-ambiental, assinale a alternativa com a afirmação correta:
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Um canino, Pastor Alemão, fêmea, de 3 meses de idade, apresenta histórico clínico de regurgitação crônica de
conteúdo alimentar semidigerido imediatamente após a alimentação, resultando em um escore de condição
corporal severamente diminuído. Ao exame radiográfico contrastado do esôfago (esofagograma com suspensão
de sulfato de bário a 30%), observou-se acentuado aumento do luminiograma esofágico por retenção do meio
de contraste em segmento cranial à base cardíaca, caracterizando acentuada dilatação esofágica proximal à obstrução. O ponto de transição exibe um estreitamento abrupto da luz esofágica na projeção do plano vascular da
base do coração, com desvio ventral da traqueia intratorácica.
Sabendo que essa afecção decorre de uma anomalia do desenvolvimento embrionário dos arcos aéreos fetais, que resulta no aprisionamento extrínseco do esôfago, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o diagnóstico nosológico correto e as estruturas anatômicas que delimitam diretamente o anel de constrição esofágica:
Sabendo que essa afecção decorre de uma anomalia do desenvolvimento embrionário dos arcos aéreos fetais, que resulta no aprisionamento extrínseco do esôfago, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o diagnóstico nosológico correto e as estruturas anatômicas que delimitam diretamente o anel de constrição esofágica:
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- Clínica MédicaClínica Médica para Animais Exóticos
- Clínica MédicaClínica Médica para Pequenos Animais
Analise o quadro clínico a seguir e responda ao solicitado.
Um furdo (Mustela putorius furo), macho, castrado, de 4 anos, 900 g, foi recebido para avaliação clínica de rotina. O tutor relatou evolução de aproximadamente dois meses de hipoatividade discreta e episódios de fraqueza em membros pélvicos (paresia/ataxia transitória), episódios de ausência (olhar fixo/estupor) com duração de poucos segundos, predominantemente no período matutino, e ocorrência de episódios de sialorreia. O tutor reportou que a sialorreia cessava espontaneamente após a oferta de petiscos caseiros à base de mel e frutas.
Ao exame físico, o paciente apresentava-se alerta, ativo, com escore de condição corporal (ECC) 4/5, parâmetros cardiorrespiratórios normais e temperatura retal de 38,2 °C. Não foram observadas alterações de pelagem (ausência de alopecia), infadenomegalia ou massas à palpação abdominal. Aproveitando o período de jejum voluntário de 4 horas pré-consulta, realizou-se a mensuração da glicemia por meio de glicosímetro portátil calibrado para a espécie, obtendo-se o valor de 58 mg/dL (referência: 70 a 110 mg/dL). Diante do achado de hipoglicemia, foi solicitada ultrassonografia abdominal com transdutor linear de alta frequência. O exame demonstrou parênquima hepático e esplênico homogêneos, além de glândulas adrenais dentro dos limites para a espécie (adrenal direita medindo 3,2 mm e esquerda medindo 3,9 mm de diâmetro), com arquitetura e ecogenicidade preservadas. Todavia identificou-se uma diminuta estrutura nodular, arredondada, hipoecoica e bem circunscrita, medindo 2,17 mm de diâmetro, localizada na extremidade do lobo esquerdo do pâncreas.
Diante do cenário clínico de evolução sutil e dos achados complementares, assinale a alternativa que estabelece o diagnóstico presuntivo correto e a conduta terapêutica inicial recomendada para o manejo do paciente:
Um furdo (Mustela putorius furo), macho, castrado, de 4 anos, 900 g, foi recebido para avaliação clínica de rotina. O tutor relatou evolução de aproximadamente dois meses de hipoatividade discreta e episódios de fraqueza em membros pélvicos (paresia/ataxia transitória), episódios de ausência (olhar fixo/estupor) com duração de poucos segundos, predominantemente no período matutino, e ocorrência de episódios de sialorreia. O tutor reportou que a sialorreia cessava espontaneamente após a oferta de petiscos caseiros à base de mel e frutas.
Ao exame físico, o paciente apresentava-se alerta, ativo, com escore de condição corporal (ECC) 4/5, parâmetros cardiorrespiratórios normais e temperatura retal de 38,2 °C. Não foram observadas alterações de pelagem (ausência de alopecia), infadenomegalia ou massas à palpação abdominal. Aproveitando o período de jejum voluntário de 4 horas pré-consulta, realizou-se a mensuração da glicemia por meio de glicosímetro portátil calibrado para a espécie, obtendo-se o valor de 58 mg/dL (referência: 70 a 110 mg/dL). Diante do achado de hipoglicemia, foi solicitada ultrassonografia abdominal com transdutor linear de alta frequência. O exame demonstrou parênquima hepático e esplênico homogêneos, além de glândulas adrenais dentro dos limites para a espécie (adrenal direita medindo 3,2 mm e esquerda medindo 3,9 mm de diâmetro), com arquitetura e ecogenicidade preservadas. Todavia identificou-se uma diminuta estrutura nodular, arredondada, hipoecoica e bem circunscrita, medindo 2,17 mm de diâmetro, localizada na extremidade do lobo esquerdo do pâncreas.
Diante do cenário clínico de evolução sutil e dos achados complementares, assinale a alternativa que estabelece o diagnóstico presuntivo correto e a conduta terapêutica inicial recomendada para o manejo do paciente:
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Analise o quadro clínico a seguir e responda ao que é solicitado:
Um felino, macho, sem raça definida (SRD), de aproximadamente 2 anos de idade e pesando 4,2 kg, foi atendido com histórico de apatia severa e anorexia nas últimas 12 horas. O tutor relatou episódios de vômitos que cessaram espontaneamente há aproximadamente dois dias. Como dado epidemiológico, o tutor destacou que cultiva e coleciona diversos tipos de plantas e flores, como espécimes ornamentais bulbosos da família das liliáceas, exemplares de Araceae (como comigo-ninguém-pode) e Euphorbiaceae (como coroa-de-cristo) em vasos pela casa. Relatou que o felino frequentemente transitava próximo aos vasos; e, embora afirme que o paciente não possui o hábito de mastigar as plantas, notou sujidades de pólen amarelado na pelagem do animal dias antes.
Ao exame físico inicial, o paciente apresentava estado mental de estupor, desidratação severa (estimada em 10%), mucosas pálidas e secas, além de hipotermia (37,1 °C). À palpação abdominal, constatou-se nefromegalia bilateral com intensa resposta álgica na região lombar. A bexiga encontrava-se vazia.
Os exames laboratoriais e de imagem iniciais revelaram: hemograma com hematócrito de 56% (referência: 24-45%), proteínas plasmáticas totais (PPT) 9,2 g/dL (referência: 6,0-8,0 g/dL), leucocitose moderada por neutrofilia segmentada e linfopenia acentuada. Perfil bioquímico: creatinina de 14,5 mg/dL (referência: até 1,6 mg/dL) e ureia >300 mg/dL (referência: até 60 mg/dL). Ultrassonografia abdominal: rins aumentados de tamanho, com perda da definição e da relação corticomedular, associados a acentuado edema perirrenal.
Evolução: Poucas horas após a admissão e instituição de fluidoterapia de emergência, o paciente manifestou o início súbito de ataxia generalizada e perda de equilíbrio, evoluindo rapidamente para decúbito lateral. No exame neurológico sequencial, observou-se a presença de fasciculações musculares contínuas na hemiface, regiões perioculares e pavilhões auriculares. O exame dos pares de nervos cranianos revelou midríase bilateral simétrica com reflexo fotomotor direto e consensual presentes, porém lentificados (reflexo de ameaça ausente com manutenção das estruturas anatômicas oculares). Na sequência, o paciente manifestou crise convulsiva tônico-clônica generalizada, caracterizada por opistótono, movimentos de pedalada, sialorreia intensa e relaxamento de esfíncter anal. A crise foi controlada com protocolo de diazepam e propofol, porém, diante do quadro de anúria persistente refratária e falência múltipla de órgãos, o paciente evoluiu para óbito.
Diante do histórico clínico fornecido, assinale a alternativa que estabelece o diagnóstico presuntivo correto, integrando o nexo causal epidemiológico e as manifestações multissistêmicas observadas:
Um felino, macho, sem raça definida (SRD), de aproximadamente 2 anos de idade e pesando 4,2 kg, foi atendido com histórico de apatia severa e anorexia nas últimas 12 horas. O tutor relatou episódios de vômitos que cessaram espontaneamente há aproximadamente dois dias. Como dado epidemiológico, o tutor destacou que cultiva e coleciona diversos tipos de plantas e flores, como espécimes ornamentais bulbosos da família das liliáceas, exemplares de Araceae (como comigo-ninguém-pode) e Euphorbiaceae (como coroa-de-cristo) em vasos pela casa. Relatou que o felino frequentemente transitava próximo aos vasos; e, embora afirme que o paciente não possui o hábito de mastigar as plantas, notou sujidades de pólen amarelado na pelagem do animal dias antes.
Ao exame físico inicial, o paciente apresentava estado mental de estupor, desidratação severa (estimada em 10%), mucosas pálidas e secas, além de hipotermia (37,1 °C). À palpação abdominal, constatou-se nefromegalia bilateral com intensa resposta álgica na região lombar. A bexiga encontrava-se vazia.
Os exames laboratoriais e de imagem iniciais revelaram: hemograma com hematócrito de 56% (referência: 24-45%), proteínas plasmáticas totais (PPT) 9,2 g/dL (referência: 6,0-8,0 g/dL), leucocitose moderada por neutrofilia segmentada e linfopenia acentuada. Perfil bioquímico: creatinina de 14,5 mg/dL (referência: até 1,6 mg/dL) e ureia >300 mg/dL (referência: até 60 mg/dL). Ultrassonografia abdominal: rins aumentados de tamanho, com perda da definição e da relação corticomedular, associados a acentuado edema perirrenal.
Evolução: Poucas horas após a admissão e instituição de fluidoterapia de emergência, o paciente manifestou o início súbito de ataxia generalizada e perda de equilíbrio, evoluindo rapidamente para decúbito lateral. No exame neurológico sequencial, observou-se a presença de fasciculações musculares contínuas na hemiface, regiões perioculares e pavilhões auriculares. O exame dos pares de nervos cranianos revelou midríase bilateral simétrica com reflexo fotomotor direto e consensual presentes, porém lentificados (reflexo de ameaça ausente com manutenção das estruturas anatômicas oculares). Na sequência, o paciente manifestou crise convulsiva tônico-clônica generalizada, caracterizada por opistótono, movimentos de pedalada, sialorreia intensa e relaxamento de esfíncter anal. A crise foi controlada com protocolo de diazepam e propofol, porém, diante do quadro de anúria persistente refratária e falência múltipla de órgãos, o paciente evoluiu para óbito.
Diante do histórico clínico fornecido, assinale a alternativa que estabelece o diagnóstico presuntivo correto, integrando o nexo causal epidemiológico e as manifestações multissistêmicas observadas:
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- Clínica MédicaClínica Médica para Bovinos e Pequenos Ruminantes
- Clínica Cirúrgica e AnestesiologiaClínica Cirúrgica para Grandes Animais
Uma novilha leiteira, holandesa, 18 meses, foi atendida em clínica veterinária apresentando claudicação severa
do membro pélvico direito com impossibilidade de estender o joelho. O proprietário relata que o animal apresentou episódio agudo de queda durante a movimentação no curral há 2 dias. Ao exame clínico, observa-se
edema moderado na região do joelho, posicionamento do membro em flexão permanente, e palpação revela
deslocamento medial da patela com impossibilidade de redução manual. O animal apresenta dor severa à manipulação da articulação femorotibial. Radiografias confirmam luxação medial de patela com possível envolvimento
de estruturas articulares. Considerando a etiologia, a fisiopatologia, a classificação e o manejo clínico-cirúrgico de
luxação de patela em bovinos de leite, qual das seguintes alternativas melhor descreve esta afecção?
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- Clínica MédicaClínica Médica para Bovinos e Pequenos Ruminantes
- Clínica Cirúrgica e AnestesiologiaClínica Cirúrgica para Grandes Animais
Uma vaca leiteira, holandesa, 5 anos, multipara, foi atendida em emergência com prolapso retal completo. O
proprietário relata que a vaca apresentou esforço excessivo durante a defecação há aproximadamente 4 horas,
resultando em prolapso de aproximadamente 60 cm de reto. A vaca apresenta sinais clínicos severos: mucosas
pálidas e secas, frequência cardíaca de 110 bpm, frequência respiratória de 40 irpm, tempo de preenchimento
capilar de 3 segundos, temperatura retal de 36,8°C. O exame do prolapso revela edema severo, descolorado
roxo-escura com áreas de necrose e presença de contaminação fecal. O veterinário suspeita de choque hipovolêmico secundário ao prolapso retal, com possível comprometimento hemodinâmico severo. A vaca apresenta
hematócrito de 48% (referência: 24-46%), proteína plasmática total de 8,2 g/dL (referência: 6,0-7,5 g/dL), indicando hemoconcentração severa. Considerando os desafios hemodinâmicos, fluidoterapia apropriada, uso de cristaloides e coloides em grandes animais, analise as seguintes afirmativas, julgando se verdadeiras (V) ou falsas (F):
l. O prolapso retal em vacas é uma emergência cirúrgica que resulta em perda significativa de fluidos corporais através da superfície mucosa edemaciada e necrótica do reto prolapsado. A hemoconcentração observada (hematócrito 48%, proteína plasmática total 8,2 g/dL) indica perda de fluidos corporais com retenção relativa de células sanguíneas e proteínas, resultando em choque hipovolêmico. A fluidoterapia deve ser iniciada imediatamente com cristaloides (solução de Ringer lactato) em bolus de 20-40 mL/kg IV durante 15-30 minutos, seguida de manutenção contínua, com objetivo de restaurar perfusão tecidual e normalizar parâmetros hemodinâmicos.
II. Em caso de choque hipovolêmico severo como o apresentado, o uso de coloides (albumina, dextrana, gelatina, plasma) é contraindicado em grandes animais, pois estes medicamentos aumentam significativamente a pressão oncótica intravascular, causando extravasamento de fluido para o interstício e piora do edema. Portanto a fluidoterapia deve ser baseada exclusivamente em cristaloides, evitando completamente o uso de qualquer coloide em vacas com choque hipovolêmico.
III. A monitorização hemodinâmica durante fluidoterapia em prolapso retal deve incluir avaliação contínua de frequência cardíaca, frequência respiratória, tempo de preenchimento capilar, coloração de mucosas, temperatura de extremidades e possível mensuração de pressão venosa central (PVC) através de cateter em veia jugular. A normalização destes parâmetros indica resposta apropriada à fluidoterapia. Porém, em grandes animais, a interpretação de PVC deve levar em conta que valores normais são diferentes de pequenos animais (referência em vacas: 5-15 cm H,O), e elevação de PVC pode indicar sobrecarga de volume ou falha cardíaca.
IV. A velocidade de infusão de cristaloides em vacas com choque hipovolêmico deve ser agressiva na fase inicial (bolus rápido), mas deve ser reduzida significativamente após restauração de perfusão tecidual básica, pois infusão contínua agressiva de cristaloides em grandes animais pode resultar em edema pulmonar, edema subcutâneo severo e possível falha cardíaca. Além disso, em casos de prolapso retal com edema severo, infusão excessiva de cristaloides pode piorar o edema do tecido prolapsado, dificultando a redução e aumentando risco de necrose tecidual.
V. A escolha entre cristaloides e coloides em vacas com choque hipovolêmico deve ser baseada exclusivamente no tipo de fluido disponível no momento, sem consideração de fatores clínicos como severidade do choque, tempo de evolução ou presença de edema. Portanto, se apenas houver cristaloides, deve-se usar cristaloides; se houver apenas coloides à disposição, deve-se usar coloides, independentemente de qualquer outra consideração clínica.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
l. O prolapso retal em vacas é uma emergência cirúrgica que resulta em perda significativa de fluidos corporais através da superfície mucosa edemaciada e necrótica do reto prolapsado. A hemoconcentração observada (hematócrito 48%, proteína plasmática total 8,2 g/dL) indica perda de fluidos corporais com retenção relativa de células sanguíneas e proteínas, resultando em choque hipovolêmico. A fluidoterapia deve ser iniciada imediatamente com cristaloides (solução de Ringer lactato) em bolus de 20-40 mL/kg IV durante 15-30 minutos, seguida de manutenção contínua, com objetivo de restaurar perfusão tecidual e normalizar parâmetros hemodinâmicos.
II. Em caso de choque hipovolêmico severo como o apresentado, o uso de coloides (albumina, dextrana, gelatina, plasma) é contraindicado em grandes animais, pois estes medicamentos aumentam significativamente a pressão oncótica intravascular, causando extravasamento de fluido para o interstício e piora do edema. Portanto a fluidoterapia deve ser baseada exclusivamente em cristaloides, evitando completamente o uso de qualquer coloide em vacas com choque hipovolêmico.
III. A monitorização hemodinâmica durante fluidoterapia em prolapso retal deve incluir avaliação contínua de frequência cardíaca, frequência respiratória, tempo de preenchimento capilar, coloração de mucosas, temperatura de extremidades e possível mensuração de pressão venosa central (PVC) através de cateter em veia jugular. A normalização destes parâmetros indica resposta apropriada à fluidoterapia. Porém, em grandes animais, a interpretação de PVC deve levar em conta que valores normais são diferentes de pequenos animais (referência em vacas: 5-15 cm H,O), e elevação de PVC pode indicar sobrecarga de volume ou falha cardíaca.
IV. A velocidade de infusão de cristaloides em vacas com choque hipovolêmico deve ser agressiva na fase inicial (bolus rápido), mas deve ser reduzida significativamente após restauração de perfusão tecidual básica, pois infusão contínua agressiva de cristaloides em grandes animais pode resultar em edema pulmonar, edema subcutâneo severo e possível falha cardíaca. Além disso, em casos de prolapso retal com edema severo, infusão excessiva de cristaloides pode piorar o edema do tecido prolapsado, dificultando a redução e aumentando risco de necrose tecidual.
V. A escolha entre cristaloides e coloides em vacas com choque hipovolêmico deve ser baseada exclusivamente no tipo de fluido disponível no momento, sem consideração de fatores clínicos como severidade do choque, tempo de evolução ou presença de edema. Portanto, se apenas houver cristaloides, deve-se usar cristaloides; se houver apenas coloides à disposição, deve-se usar coloides, independentemente de qualquer outra consideração clínica.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
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Um equino, macho, 10 anos, foi atendido em clínica oftalmológica com queixa de fotofobia severa, lacrimejamento excessivo e blefaroespasmo no olho esquerdo. O proprietário relata que o animal apresentou estes sinais há
48 horas, com progresso rápido. Ao exame oftalmológico, observa-se hiperemia conjuntival, edema de córnea
(ceratite), miose (pupila contraída), presença de fibrina na câmara anterior (hipópion) e possível precipitado ceratoide. A pressão intraocular está reduzida (8 mmHg, referência: 15-25 mmHg). O veterinário suspeita de uveíte
anterior aguda. Considerando os conhecimentos sobre etiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento de uveíte em equinos, analise as seguintes afirmativas:
l. A uveíte em equinos é uma inflamação do trato uveal, que compreende a íris, o corpo ciliar e a coroide. A forma mais comum em equinos é a uveíte anterior, que se apresenta com sinais clássicos como fotofobia, lacrimejamento, blefaroespasmo, miose e edema de cérnea. A uveíte em equinos pode ser de origem infecciosa (leptospirose, toxoplasmose, tuberculose) ou não infecciosa (trauma, cirurgia oftalmológica prévia, síndrome do olho sensível), sendo a forma idiopática a mais frequente, representando aproximadamente 60-70% dos casos.
II. A redução da pressão intraocular em casos de uveíte anterior aguda ocorre devido à inflamação do corpo ciliar, que reduz a produção de humor aquoso. Este achado é típico de uveíte anterior e diferencia esta de outras condições oftalmológicas, como glaucoma primário, em que a pressão intraocular está elevada. A presença de hipópio (acúmulo de células inflamatórias na câmara anterior) é um sinal de inflamação severa e requer tratamento agressivo para evitar complicações como sinéquia posterior, catarata e perda de visão.
III. O tratamento da uveíte anterior em equinos deve incluir anti-inflamatórios tópicos potentes (como dexametasona ou betametasona), aplicados frequentemente (a cada 2-4 horas), associados a midriáticos (como atropina 1%) para manter a pupila dilatada e prevenir sinéquia. Além disso, anti-inflamatórios sistêmicos (AINEs como fenilbutazona 4 mg/kg a cada 12 horas) são essenciais para controlar a inflamação sistêmica. O uso de corticoides sistêmicos (como dexametasona 0,1 mg/kg a cada 12 horas) pode ser indicado em alguns casos de uveíte, pois estes medicamentos diminuem significativamente a inflamação intraocular.
IV. A uveíte recorrente equina (ERU), também conhecida como oftalmia periódica, é uma forma crônica de uveíte que afeta aproximadamente 5-15% dos equinos. Caracteriza-se por episódios recorrentes de inflamação intraocular, que podem levar à cegueira permanente se não tratados adequadamente. Fatores predisponentes incluem genética, raça (cavalos árabes têm incidência aumentada), possível etiologia infecciosa (leptospirose, Lyme) e possível autoimunidade. O tratamento inclui controle agressivo de cada episódio agudo e possível uso de medicações preventivas como ciclosporina tópica ou sistêmica.
V. A avaliação diagnóstica de uveíte em equinos deve incluir exame oftalmológico completo com lâmpada de fenda, tonometria e possível ultrassonografia ocular para avaliar estruturas posteriores. Testes laboratoriais como sorologia para leptospirose, toxoplasmose e tuberculose devem ser realizados rotineiramente em todos os casos de uveíte, pois identificam a causa em 100% dos casos. Além disso, radiografia de crânio deve ser realizada em todos os casos para descartar osteomielite ou sinusite que possam estar causando a uveíte.
Pode-se afirmar que:
l. A uveíte em equinos é uma inflamação do trato uveal, que compreende a íris, o corpo ciliar e a coroide. A forma mais comum em equinos é a uveíte anterior, que se apresenta com sinais clássicos como fotofobia, lacrimejamento, blefaroespasmo, miose e edema de cérnea. A uveíte em equinos pode ser de origem infecciosa (leptospirose, toxoplasmose, tuberculose) ou não infecciosa (trauma, cirurgia oftalmológica prévia, síndrome do olho sensível), sendo a forma idiopática a mais frequente, representando aproximadamente 60-70% dos casos.
II. A redução da pressão intraocular em casos de uveíte anterior aguda ocorre devido à inflamação do corpo ciliar, que reduz a produção de humor aquoso. Este achado é típico de uveíte anterior e diferencia esta de outras condições oftalmológicas, como glaucoma primário, em que a pressão intraocular está elevada. A presença de hipópio (acúmulo de células inflamatórias na câmara anterior) é um sinal de inflamação severa e requer tratamento agressivo para evitar complicações como sinéquia posterior, catarata e perda de visão.
III. O tratamento da uveíte anterior em equinos deve incluir anti-inflamatórios tópicos potentes (como dexametasona ou betametasona), aplicados frequentemente (a cada 2-4 horas), associados a midriáticos (como atropina 1%) para manter a pupila dilatada e prevenir sinéquia. Além disso, anti-inflamatórios sistêmicos (AINEs como fenilbutazona 4 mg/kg a cada 12 horas) são essenciais para controlar a inflamação sistêmica. O uso de corticoides sistêmicos (como dexametasona 0,1 mg/kg a cada 12 horas) pode ser indicado em alguns casos de uveíte, pois estes medicamentos diminuem significativamente a inflamação intraocular.
IV. A uveíte recorrente equina (ERU), também conhecida como oftalmia periódica, é uma forma crônica de uveíte que afeta aproximadamente 5-15% dos equinos. Caracteriza-se por episódios recorrentes de inflamação intraocular, que podem levar à cegueira permanente se não tratados adequadamente. Fatores predisponentes incluem genética, raça (cavalos árabes têm incidência aumentada), possível etiologia infecciosa (leptospirose, Lyme) e possível autoimunidade. O tratamento inclui controle agressivo de cada episódio agudo e possível uso de medicações preventivas como ciclosporina tópica ou sistêmica.
V. A avaliação diagnóstica de uveíte em equinos deve incluir exame oftalmológico completo com lâmpada de fenda, tonometria e possível ultrassonografia ocular para avaliar estruturas posteriores. Testes laboratoriais como sorologia para leptospirose, toxoplasmose e tuberculose devem ser realizados rotineiramente em todos os casos de uveíte, pois identificam a causa em 100% dos casos. Além disso, radiografia de crânio deve ser realizada em todos os casos para descartar osteomielite ou sinusite que possam estar causando a uveíte.
Pode-se afirmar que:
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Uma ovelha da raça Santa Inês, primípara, 3 anos, foi atendida em emergência após 8 horas de trabalho de parto
sem progresso. A proprietária relata que a ovelha apresenta contrações uterinas fortes e frequentes, mas não
consegue expelir o feto. Ao exame clínico, a ovelha apresenta sinais de fadiga, mucosas pálidas, frequência cardíaca elevada (120 bpm) e temperatura retal de 38,5°C. O exame obstétrico revela dilatação cervical completa,
presença de líquido amniótico, mas o feto está em posição transversa (dorso-sacral), com os membros anteriores
fletidos. Após tentativa de mutação manual sem sucesso, o veterinário suspeita de distocia mecânica. Considerando os conhecimentos sobre fisiopatologia da distocia, manobras de mutação e extração, fetotomia e cesariana
em pequenos ruminantes, analise as seguintes afirmativas, julgando se verdadeiras (V) ou falsas (F):
l. A distocia em pequenos ruminantes é definida como a dificuldade ou impossibilidade de expulsão do feto durante o parto, podendo ser classificada em distocia materna (relacionada ao tamanho ou à conformação da pelve) ou distocia fetal (relacionada ao tamanho, à posição ou à conformação do feto). A posição transversa do feto, como a observada no caso apresentado, é uma causa comum de distocia fetal em ovelhas primíparas, representando aproximadamente 15-20% dos casos de distocia em pequenos ruminantes.
II. As manobras de mutação são procedimentos manuais realizados com objetivo de corrigir a posição do feto dentro do útero, permitindo sua extragdo por via vaginal. Em caso de posição transversa, como a descrita, a manobra apropriada seria a rotação do feto para posição longitudinal (dorso-sacral para dorso-vertebral), seguida de flexão dos membros anteriores e de posterior extração forçada. Estas manobras devem ser realizadas sob sedação e analgesia apropriadas, com lubrificação adequada do canal pélvico, e requerem experiência clínica significativa para evitar ruptura uterina ou lesão fetal.
III. A extração forçada em pequenos ruminantes deve ser realizada apenas após tentativas falhadas de mutação manual e com aplicação de tração moderada durante as contrações uterinas. Em fetos viáveis, a extração forçada pode resultar em lesão fetal severa (fraturas, hemorragia intracraniana) e lesão materna (ruptura uterina, hemorragia vaginal severa). Portanto a extração forçada deve ser evitada completamente em todos os casos de distocia, sendo a cesariana a única opção terapêutica apropriada para qualquer situação de distocia em pequenos ruminantes.
IV. A fetotomia é um procedimento cirúrgico que consiste na divisão do feto em segmentos para facilitar sua extração por via vaginal, em casos de distocia fetal em que a extração inteira é impossível. Indicações incluem feto morto, feto muito grande em relação à pelve materna ou quando cesariana não é viável (falta de recursos, morte materna iminente). A fetotomia requer conhecimento anatômico detalhado, instrumentação apropriada e experiência clínica, sendo considerada um procedimento de salvação em situações desesperadas.
V. A cesariana em pequenos ruminantes é realizada através de incisões na linha média ventral ou incisão no flanco, com exteriorização do útero gravídico. O procedimento deve ser realizado sob anestesia geral com intubação endotraqueal, com a preparação cirúrgica apropriada da área operatória. A cesariana oferece melhor prognóstico materno e fetal se comparada à fetotomia ou à extração forçada, especialmente em casos de distocia materna (pelve pequena) ou quando há viabilidade fetal. Porém a cesariana em pequenos ruminantes apresenta taxa de complicações pós-operatórias muito elevada (> 50%), incluindo infecção, deiscência de sutura e morte materna, tornando-a contraindicada em praticamente todos os casos de distocia.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
l. A distocia em pequenos ruminantes é definida como a dificuldade ou impossibilidade de expulsão do feto durante o parto, podendo ser classificada em distocia materna (relacionada ao tamanho ou à conformação da pelve) ou distocia fetal (relacionada ao tamanho, à posição ou à conformação do feto). A posição transversa do feto, como a observada no caso apresentado, é uma causa comum de distocia fetal em ovelhas primíparas, representando aproximadamente 15-20% dos casos de distocia em pequenos ruminantes.
II. As manobras de mutação são procedimentos manuais realizados com objetivo de corrigir a posição do feto dentro do útero, permitindo sua extragdo por via vaginal. Em caso de posição transversa, como a descrita, a manobra apropriada seria a rotação do feto para posição longitudinal (dorso-sacral para dorso-vertebral), seguida de flexão dos membros anteriores e de posterior extração forçada. Estas manobras devem ser realizadas sob sedação e analgesia apropriadas, com lubrificação adequada do canal pélvico, e requerem experiência clínica significativa para evitar ruptura uterina ou lesão fetal.
III. A extração forçada em pequenos ruminantes deve ser realizada apenas após tentativas falhadas de mutação manual e com aplicação de tração moderada durante as contrações uterinas. Em fetos viáveis, a extração forçada pode resultar em lesão fetal severa (fraturas, hemorragia intracraniana) e lesão materna (ruptura uterina, hemorragia vaginal severa). Portanto a extração forçada deve ser evitada completamente em todos os casos de distocia, sendo a cesariana a única opção terapêutica apropriada para qualquer situação de distocia em pequenos ruminantes.
IV. A fetotomia é um procedimento cirúrgico que consiste na divisão do feto em segmentos para facilitar sua extração por via vaginal, em casos de distocia fetal em que a extração inteira é impossível. Indicações incluem feto morto, feto muito grande em relação à pelve materna ou quando cesariana não é viável (falta de recursos, morte materna iminente). A fetotomia requer conhecimento anatômico detalhado, instrumentação apropriada e experiência clínica, sendo considerada um procedimento de salvação em situações desesperadas.
V. A cesariana em pequenos ruminantes é realizada através de incisões na linha média ventral ou incisão no flanco, com exteriorização do útero gravídico. O procedimento deve ser realizado sob anestesia geral com intubação endotraqueal, com a preparação cirúrgica apropriada da área operatória. A cesariana oferece melhor prognóstico materno e fetal se comparada à fetotomia ou à extração forçada, especialmente em casos de distocia materna (pelve pequena) ou quando há viabilidade fetal. Porém a cesariana em pequenos ruminantes apresenta taxa de complicações pós-operatórias muito elevada (> 50%), incluindo infecção, deiscência de sutura e morte materna, tornando-a contraindicada em praticamente todos os casos de distocia.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
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Uma granja de suínos apresenta surto de diarreia neonatal em leitões com menos de 14 dias de vida, caracterizado por fezes aquosas, desidratação e possível morte de leitões afetados. O proprietário relata que o problema
ocorre principalmente em leitões de primíparas e que as medidas de manejo alimentar têm sido inadequadas.
Qual das seguintes alternativas melhor descreve a etiologia, o mecanismo fisiopatológico e as estratégias de
controle da diarreia neonatal suína?
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Uma granja de suínos relata aumento na incidência de rinite atrófica em leitões com 4-8 semanas de idade, caracterizada por espirros, deformidade facial progressiva e redução do crescimento. O diagnóstico foi confirmado
através de exame clínico e achados radiográficos. Qual das seguintes alternativas melhor descreve a etiologia, a
transmissão e as medidas de controle da rinite atrófica suína?
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