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4092707 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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Leia o texto abaixo, para responder à questão

TEXTO I

Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância

Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China

Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.

Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]

No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.

Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.

Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos.

Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.

Observe o emprego das formas verbais em destaque nos fragmentos textuais abaixo elencados e, em seguida, analise as proposições.

“Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China.

[...] A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram deixaram de ser produto.

[...] Quando a criança passa a “brincar” curiosidade de com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder. 

-[...] Se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. 



Considerando os contextos de uso das formas verbais nos fragmentos citados, deduz-se que: 

I - As perífrases DEIXARAM DE SER e PASSA A BRINCAR pressupõem respectivamente – “os brinquedos eram curiosidade de feira tecnológica” e “a criança não brincava e agora vai brincar com um outro previsível”.

II - O verbo VIRAR de valor equivalente a TORNAR-SE ilustra o uso de forma verbal simples como geradora de pressuposição – a mudança de percepção sobre o que representa o aprendizado e o afeto.

III - As formas auxiliares PASSAR e PROMETER constitutivos das locuções “passar a brincar” e “promete treinar” classificam-se como modais e expressam os mesmos valores semânticos.

IV - O verbo auxiliar ACABAR na locução “acaba entrando” classifica-se como aspectual e expressa noção de término recente de uma ação.


É CORRETA a explicação proposta apenas nos itens:
 

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4092706 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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TEXTO I

Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância

Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China

Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.

Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]

No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.

Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.

Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos.

Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.

Avalie a veracidade das proposições sobre os elementos de conexão da parte introdutória do texto.

I - No 1º parágrafo, em: “era esperado que assim fosse”, o “assim” funciona anafórica e cataforicamente, pois o conteúdo mencionado sobre o alcance obtido pelos brinquedos inteligentes na China é esclarecido posteriormente: tais brinquedos deixam de ser apenas curiosidade tecnológica, tornando-se hábito de quarto infantil.

II - No final do 1º parágrafo, em: “a promessa empolga famílias e empresas, mas acende ...”, o sintagma “a promessa” constitui um recurso lexical que se utiliza da derivação deverbal para sintetizar o conteúdo precedente, referindo-se ao anseio da funcionária doméstica dos Jetsons.

III - No encadeamento das ideias para formar o texto, um mesmo conteúdo é tomado como referente de elementos de coesão distintos. Assim, no 1º parágrafo, o “assim” consiste em uma pró-forma referencial ou “advérbio pronominal”, enquanto “a onda” é um sintagma nominal, que encapsula ou resume um conteúdo e tem também caráter lexical.

IV - Os elementos de coesão sequencial – “Ainda que” (na frase parentética) e “mas” (na conclusão do primeiro parágrafo) – são de mesma natureza formal e semântica, estabelecendo relação de contraste entre orações coordenadas no texto.

É CORRETO o que se afirma apenas em:

 

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4092705 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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O professor de Matemática, Paulo, em uma atividade de acolhimento do terceiro ano do Ensino Médio, pediu aos meninos para calcular o valor de e às meninas, o valor de T, em que:

Enunciado 4530484-1

É CORRETO afirmar que o valor de + é igual a:
 

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4092704 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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Uma área de esporte possui o formato de um hexágono regular, o qual possui como vértices os pontos A, B, C, D, E e F, respectivamente. Se a área do hexágono regular é representada por S, M é o ponto médio do segmento BC e AM ∩ BE = {Q}. Então, é CORRETO afirmar que a área do triângulo AQO (em que O é o centro da circunferência circunscrita ao hexágono regular) em função da área do hexágono regular é igual a:
 

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4092703 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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Denotando por P1 , P2 , ... , P12  doze pontos de um plano, se cinco desses pontos são  colineares, então é CORRETO afirmar que o número total de pentágonos que podemos construir com esses 12 pontos é igual a:
 

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4092702 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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Uma caixa d'água possui o formato de um octaedro regular. O referido octaedro regular é formado quando se unem os pontos médios das arestas de um tetraedro regular de altura 2√6 m. Quanto será gasto para encher totalmente a caixa d'água, considerando que 1m³ de água custa R$ 25,00 e que Enunciado 4530481-1 = 1,41?
 

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4092701 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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Um agricultor possui um sítio de 3 km de cumprimento e 1 km de largura. Ele deseja km km fazer uma plantação de laranjas na área compreendida pelo polígono ABDE, a qual vamos denotar por [S]. 
Enunciado 4530480-1

Então, é CORRETO afirmar que a área [S] que será plantada é igual a:
 

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4092700 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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Se é a solução da equação 2x + 4x = 8x e é a solução da equação

Enunciado 4530479-1

Então, é CORRETO afirmar que x + y é igual a:

 

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4092699 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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Uma maquete de um parque possui a forma de um triângulo ABC. Sabe-se que um ponto do plano P  = (a , b) pode ser identificado com o número complexo z = a + bi. Usando esse fato, se os vértices do triângulo ABC são identificados com as raízes cúbicas da unidade, isto é, z³ = 1, com z ∈ ℂ, é CORRETO afirmar que a área do parque (que é igual à área do triângulo ABC) em centímetros quadrados representada pela maquete é igual a:
 

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4092698 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
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Sejam  Enunciado 4530477-1,  com n  ℕ ∈ e y  = 1 + 2i² + 3i³+...+ 100i100 .  Sabendo que Enunciado 4530477-2, então é CORRETO afirmar que x + y é igual a:

 

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