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O caso de Jimmy Butler, do Miami Heat, time de basquete da NBA, é bastante simbólico de um movimento que já vi muitas vezes dentro de escritórios. É o que eu chamo de fit entre talento e cultura, ou talent-culture-fit.

Isso acontece quando alguém se sente tão identificado com o conjunto de valores de uma determinada equipe, que acaba se desenvolvendo profissional e pessoalmente.

O contrário também é verdade, claro. Com certeza você já viu o caso de profissionais incríveis e muito competentes que não se adaptam à cultura de uma empresa – uma situação frustrante para todos os envolvidos.

A verdade é que as pessoas influenciam culturas e vice-versa. Se a cultura é um conjunto de crenças, comportamentos e ações esperadas de um grupo de pessoas, cada uma das pessoas desse grupo tem um impacto na forma como essa cultura se desenvolve. No final do dia, isso pode ser muito benéfico ou destrutivo – tudo depende do quanto as culturas do time e as pessoais estão alinhadas.

Já aconteceu comigo. Em várias empresas eu não conseguia me sentir em casa. Do outro lado da mesa, já contratei profissionais fantásticos que não entregavam aquilo que eu esperava quando via seus currículos e seus resultados anteriores.

No final das contas, vi muita gente sair machucada desse processo – e muita equipe ter que se reorganizar para consertar o estrago que uma contratação de alguém que segue outra cultura pode trazer para o time.

Esses aprendizados foram valiosos. Hoje, na ACE, o fit cultural é um dos elementos mais importantes quando estamos contratando, desenvolvendo os talentos internos ou analisando a performance dos colaboradores – e até a da empresa.

A cultura é o molho secreto de tudo o que fazemos e, por isso, rediscutimos essa receita de tempos em tempos, adaptando-a para as necessidades do momento, incluindo os bons e maus aprendizados que tivemos e sempre olhando o quanto nossas ações estão refletindo os valores que temos pregados na parede (afinal, os bons valores são aqueles que não servem apenas como um belo objeto de decoração na parede).

Admito que quando olho para os valores da ACE, sinto-me um pouco como Jimmy Butler, com a sorte de ter encontrado uma companhia que acredita em tantas coisas que são tão importantes para mim.

Construir uma cultura assim não é fácil. Mais difícil ainda é encontrar gente que se adeque a ela. Mas o esforço vale a pena e o resultado pode ser visto de forma bem mais duradoura.

(Disponível em: https://exame.com/ - Texto especialmente adaptado para esta prova.)

Assinale a alternativa que NÃO poderia substituir “o estrago”, na linha 18, sob pena de acarretar alteração do sentido original do texto.

 

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