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Adone Agnolin, em sua obra “História das
Religiões: Perspectiva históricocomparativa”
(2019), propõe uma análise crítica das matrizes
metodológicas que fundamentam o estudo
científico do fenômeno religioso, contrapondo,
especialmente, as abordagens sistemática
(evolucionista) e fenomenológica à perspectiva
histórico-religiosa da chamada Escola Italiana.
Considerando os fundamentos epistemológicos
apresentados pelo autor, analise atentamente os
excertos extraídos da referida obra e, em seguida,
responda à questão.
“A primeira vertente, a sistemática (evolucionista), pode ser exemplificada: pelos estudos do filólogo Max Müller, desde suas Lectures on the Science of Language (London 1861), e pelos trabalhos de Edward Burnett Tylor ‘The Religion of Savages’ (In: Fortnightly Review, 1866), e Primitive Culture (London 1871), obras que apontam para a conotação essencial do mais primitivo estádio da evolução cultural; essa primeira vertente encerra-se – e será finalmente sintetizada, no âmbito de uma abordagem propriamente sociológica – com a obra de Émile Durkheim em seu estudo Les Formes Élémentaires de la Vie Religieuse (Paris 1912): aqui o mais primitivo estádio da evolução cultural será identificado, enfim, com o ‘sistema totêmico’ australiano com o objetivo de analisar, justamente, essas ‘formas elementares’ do religioso.” (p.9).
“Em uma segunda parte deste mesmo capítulo 1, levaremos em consideração a vertente fenomenológica (essencialista). Faremos isso partindo da obra de Rudolf Otto Das Heilige (O Sagrado, Breslau 1917): obra de um teólogo luterano e filósofo kantiano que se utiliza, propriamente, da Ciência das Religiões para empreender uma característica análise teológica; em seguida abordaremos a obra de Gerardus Vander Leeuw Phänomenologie der Religion (Tübingen 1933), que realiza uma verdadeira operação de desistoricização que se tornará útil à Fenomenologia; finalmente, tentaremos apontar para a síntese mais significativa, complexa e conturbada da própria vertente fenomenológica, através da obra de Mircea Eliade Traité d’Histoire des Religions (Paris 1949).” (p. 9).
“Dessa abordagem, decorre a importante lição, central na perspectiva histórico-religiosa, segundo a qual para entender determinados contextos histórico-culturais ‘outros’ é preciso entrar em (e adequar-se a) uma lógica autônoma e consoante ao sistema de valores e ao mundo das ideias próprios de cada cultura: no contexto das culturas etnológicas, de fato, uma lógica diferente da clássica ocidental (a lógica aristotélica, por exemplo). De outra forma, manifestasse a incapacidade de inteligência com relação àquelas culturas ou, às vezes pior, à adoção de uma leitura etnocêntrica daquelas realidades culturais.” (p. 90- 91).
Considerando a contraposição metodológica entre as vertentes sistemática/evolucionista e fenomenológica, de um lado, e a perspectiva histórico-religiosa da Escola Italiana (Pettazzoni, De Martino, Brelich, Sabbatucci), de outro, tal como apresentada por Agnolin, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
“A primeira vertente, a sistemática (evolucionista), pode ser exemplificada: pelos estudos do filólogo Max Müller, desde suas Lectures on the Science of Language (London 1861), e pelos trabalhos de Edward Burnett Tylor ‘The Religion of Savages’ (In: Fortnightly Review, 1866), e Primitive Culture (London 1871), obras que apontam para a conotação essencial do mais primitivo estádio da evolução cultural; essa primeira vertente encerra-se – e será finalmente sintetizada, no âmbito de uma abordagem propriamente sociológica – com a obra de Émile Durkheim em seu estudo Les Formes Élémentaires de la Vie Religieuse (Paris 1912): aqui o mais primitivo estádio da evolução cultural será identificado, enfim, com o ‘sistema totêmico’ australiano com o objetivo de analisar, justamente, essas ‘formas elementares’ do religioso.” (p.9).
“Em uma segunda parte deste mesmo capítulo 1, levaremos em consideração a vertente fenomenológica (essencialista). Faremos isso partindo da obra de Rudolf Otto Das Heilige (O Sagrado, Breslau 1917): obra de um teólogo luterano e filósofo kantiano que se utiliza, propriamente, da Ciência das Religiões para empreender uma característica análise teológica; em seguida abordaremos a obra de Gerardus Vander Leeuw Phänomenologie der Religion (Tübingen 1933), que realiza uma verdadeira operação de desistoricização que se tornará útil à Fenomenologia; finalmente, tentaremos apontar para a síntese mais significativa, complexa e conturbada da própria vertente fenomenológica, através da obra de Mircea Eliade Traité d’Histoire des Religions (Paris 1949).” (p. 9).
“Dessa abordagem, decorre a importante lição, central na perspectiva histórico-religiosa, segundo a qual para entender determinados contextos histórico-culturais ‘outros’ é preciso entrar em (e adequar-se a) uma lógica autônoma e consoante ao sistema de valores e ao mundo das ideias próprios de cada cultura: no contexto das culturas etnológicas, de fato, uma lógica diferente da clássica ocidental (a lógica aristotélica, por exemplo). De outra forma, manifestasse a incapacidade de inteligência com relação àquelas culturas ou, às vezes pior, à adoção de uma leitura etnocêntrica daquelas realidades culturais.” (p. 90- 91).
Considerando a contraposição metodológica entre as vertentes sistemática/evolucionista e fenomenológica, de um lado, e a perspectiva histórico-religiosa da Escola Italiana (Pettazzoni, De Martino, Brelich, Sabbatucci), de outro, tal como apresentada por Agnolin, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
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“O nome krenak é constituído por dois termos: um é a primeira partícula, kre, que
significa cabeça, a outra, nak, significa terra. Krenak é a herança que recebemos dos nossos
antepassados, das nossas memórias de origem, que nos identifica como ‘cabeça da terra’, como uma
humanidade que não consegue se conceber sem essa conexão, sem essa profunda comunhão com a
terra. Não a terra como um sítio, mas como esse lugar que todos compartilhamos, e do qual nós, os
Krenak, nos sentimos cada vez mais desraigados – desse lugar que para nós sempre foi sagrado, mas
que percebemos que nossos vizinhos têm quase vergonha de admitir que pode ser visto assim. Quando
nós falamos que o nosso rio é sagrado, as pessoas dizem: ‘Isso é algum folclore deles’; quando
dizemos que a montanha está mostrando que vai chover e que esse dia vai ser um dia próspero, um
dia bom, eles dizem: ‘Não, uma montanha não fala nada’.” (Krenak, 2019). Em relação à produção antropológica contemporânea a respeito da religiosidade indígena e às ideias do excerto acima, assinale a alternativa correta.
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Nas tradições religiosas africanas, a vida é compreendida de forma integrada,
estabelecendo conexões entre as pessoas, a natureza e as divindades. Nessa perspectiva, o ser
humano participa de uma ampla __________________. Além disso, a __________________
desempenha papel fundamental na preservação da memória, dos ensinamentos e da identidade dos
diferentes povos.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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As manifestações culturais adquirem significados
relacionados às experiências históricas e sociais dos
grupos que as produzem e transmitem. Por essa razão,
elementos culturais semelhantes podem estar presentes
em diferentes regiões, sem que assumam,
necessariamente, os mesmos sentidos. As identidades culturais são construídas por processos contínuos de
seleção, apropriação e reelaboração de referências, o
que evidencia o caráter dinâmico da cultura. Nesse
contexto, o reconhecimento da diversidade cultural exige
que cada manifestação seja compreendida de acordo
com as relações sociais e os contextos históricos nos
quais está inserida. Com base nessa perspectiva, analise
as assertivas abaixo e classifique cada uma como
verdadeira (V) ou falsa (F).
( ) As manifestações culturais brasileiras estão relacionadas a processos históricos desenvolvidos em diferentes contextos regionais.
( ) A circulação de uma referência cultural em escala nacional faz com que seus significados locais sejam progressivamente substituídos.
( ) Identidades culturais podem incorporar elementos de tradições distintas e atribuir-lhes novos sentidos.
( ) A interpretação de uma referência cultural deve considerar os valores e os contextos dos grupos envolvidos.
( ) A existência de referências culturais compartilhadas nacionalmente é incompatível com a preservação de identidades culturais regionais.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
( ) As manifestações culturais brasileiras estão relacionadas a processos históricos desenvolvidos em diferentes contextos regionais.
( ) A circulação de uma referência cultural em escala nacional faz com que seus significados locais sejam progressivamente substituídos.
( ) Identidades culturais podem incorporar elementos de tradições distintas e atribuir-lhes novos sentidos.
( ) A interpretação de uma referência cultural deve considerar os valores e os contextos dos grupos envolvidos.
( ) A existência de referências culturais compartilhadas nacionalmente é incompatível com a preservação de identidades culturais regionais.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
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Projetos de educação patrimonial podem utilizar
entrevistas, inventários, registros audiovisuais e
pesquisas documentais para identificar, registrar e
compreender referências culturais. A participação das
comunidades pode ocorrer em diferentes etapas desse
processo, desde a identificação dessas referências até a
divulgação dos resultados. Embora os procedimentos
técnicos sejam importantes para a pesquisa, eles não
devem substituir os sentidos e os significados atribuídos
pelos próprios grupos aos seus bens culturais. Qual
prática está de acordo com esse princípio?
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O estudo das origens da humanidade contempla diferentes perspectivas sobre o surgimento dos seres
humanos e o povoamento das Américas. Analise as afirmativas a seguir.
I. Entre as habilidades previstas para os anos finais do Ensino Fundamental está conhecer as teorias sobre a origem do homem americano.
II. O estudo das origens da humanidade limita-se à identificação dos mitos de fundação, sem considerar hipóteses científicas.
III. O conhecimento das teorias sobre a origem do homem americano substitui o estudo das hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana.
Assinale a alternativa correta.
I. Entre as habilidades previstas para os anos finais do Ensino Fundamental está conhecer as teorias sobre a origem do homem americano.
II. O estudo das origens da humanidade limita-se à identificação dos mitos de fundação, sem considerar hipóteses científicas.
III. O conhecimento das teorias sobre a origem do homem americano substitui o estudo das hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana.
Assinale a alternativa correta.
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O estudo dos povos indígenas originários nos
anos finais do Ensino Fundamental pode
contribuir para a compreensão das diferenças
culturais entre as sociedades. Considerando
essa perspectiva, assinale a alternativa correta.
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Surge em uma turma a ideia de que povos de costumes muito distintos dos nossos seriam povos de “menos cultura”. O professor identifica nessa afirmação a pressuposição de uma escala de superioridade que confunde possuir cultura com compartilhar os próprios hábitos.
Assinale a opção que apresenta a explicação mais adequada para corrigir esse equívoco.
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Em uma pesquisa sobre redes informais de cooperação em comunidades urbanas, um analista observa que as trocas
estabelecidas entre os sujeitos investigados (empréstimos, favores, presentes, prestações de serviços) articulam obrigações morais,
construção de prestígio e fortalecimento de vínculos sociais. Sobre a interpretação antropológica desse padrão de trocas, assinale
a alternativa correta.
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A etnografia, consolidada como método central da Antropologia a partir da renovação malinowskiana e, posteriormente,
reelaborada pela antropologia interpretativa de Clifford Geertz, articula procedimentos de observação participante, convivência
prolongada e descrição densa em torno de pressupostos epistemológicos específicos sobre a produção do conhecimento sobre a
alteridade cultural. Sobre os fundamentos metodológicos e as implicações analíticas da prática etnográfica, assinale a alternativa
correta.
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