Foram encontradas 1.639 questões.
A Carta de Ponta das Canas tornou-se uma referência para a
elaboração de laudos, pareceres e relatórios antropológicos,
especialmente em situações envolvendo povos indígenas,
comunidades quilombolas e populações tradicionais.
Assinale a opção que apresenta, corretamente, a conduta do Antropólogo conforme os parâmetros da Carta.
Assinale a opção que apresenta, corretamente, a conduta do Antropólogo conforme os parâmetros da Carta.
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Marcel Mauss desenvolve a teoria da dádiva como um modelo
sociológico que explica as relações sociais a partir de um sistema
de obrigações recíprocas.
Essa lógica contradiz um pressuposto central da economia moderna a respeito do comportamento dos indivíduos no campo das trocas.
Assinale a opção que indica, corretamente, esse pressuposto.
Essa lógica contradiz um pressuposto central da economia moderna a respeito do comportamento dos indivíduos no campo das trocas.
Assinale a opção que indica, corretamente, esse pressuposto.
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A abordagem etnográfica é uma ferramenta produtiva para
compreender mobilizações sociais, pois evidencia os conflitos e as
relações de poder que estruturam a ação coletiva.
Assinale a opção que caracteriza, corretamente, uma abordagem etnográfica.
Assinale a opção que caracteriza, corretamente, uma abordagem etnográfica.
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O trabalho de Eduardo Viveiros de Castro parte das cosmologias
ameríndias para propor a noção de perspectivismo como conceito
capaz de deslocar a oposição entre natureza e cultura, a qual
organiza o pensamento antropológico ocidental.
A partir do perspectivismo ameríndio, é correto afirmar que
A partir do perspectivismo ameríndio, é correto afirmar que
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O estruturalismo, abordagem teórica desenvolvida por Claude
Lévi-Strauss, a partir do modelo linguístico de Saussure, conferiu
rigor inédito à antropologia do século XX e à pesquisa etnográfica.
Assinale a opção que descreve, corretamente, os pressupostos teóricos de uma abordagem estruturalista.
Assinale a opção que descreve, corretamente, os pressupostos teóricos de uma abordagem estruturalista.
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O conceito de minoria, que se tornou fundamental no vocabulário
contemporâneo da luta por direitos, resulta de contribuições de
diferentes campos das Ciências Sociais, tais como a Ciência
Política, a Sociologia e a Antropologia.
Em uma perspectiva antropológica, uma minoria é definida como um grupo
Em uma perspectiva antropológica, uma minoria é definida como um grupo
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O conceito antropológico de cultura impõe desafios à sua tradução
em políticas públicas devido à sua complexidade. Isso é
verdadeiro, especialmente no caso das culturas indígenas, cuja
proteção e reconhecimento dependem decisivamente dessas
políticas.
Considerando essa relação, assinale a afirmativa correta.
Considerando essa relação, assinale a afirmativa correta.
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Reginaldo Prandi, em sua organização da
“Mitologia dos Orixás” (2001), apresenta múltiplos
episódios que envolvem a rivalidade entre Xangô
e Ogum, dois orixás fundamentais do panteão
iorubá. Os mitos selecionados abaixo ilustram
diferentes aspectos dessa relação conflituosa, que
envolvem disputas por mulheres, por territórios e
por prestígio. Considerando a análise do autor
sobre o caráter polimorfo dos mitos e sua função
na estruturação do culto, analise os excertos a
seguir:
“Ogum vivia com Oiá. Um dia seu irmão Xangô foi visitá-lo e, na casa de Ogum, Xangô deparou com sua bela mulher. Voltou para casa atormentado pela beleza que vira. Desejou Oiá ardentemente... Xangô tinha enganado Ogum. Xangô levou Oiá para casa, feliz com sua vitória.” (p. 63-64)
“Um dia Xangô e Ogum se colocaram frente a frente, no campo de batalha: lutavam pela conquista de Iansã. Ogum veio furioso, vestido em sua armadura metálica com todo tipo de proteção... Xangô veio sem nada... Sua única arma era uma pedra que carregava na mão. Então Xangô jogou a pedra em Ogum e ele pegou fogo. A pedra de Xangô era o corisco, um meteorito que solta chamas... Com sua magia Xangô derrotou Ogum e ganhou Iansã.” (p. 149)
“Xangô e Ogum sempre lutaram entre si, ora disputando o amor da mãe, Iemanjá, ora disputando o amor da amada, Oxum, ora disputando o amor da companheira, Iansã. Lutaram no começo do mundo e ainda lutam agora. Ogum usa da sua força física e das armas que fabrica, Xangô usa da estratégia e da magia... Mas só uma vez Xangô venceu Ogum na luta. Numa disputa que travaram por Iansã... Foi então que Xangô apelou para a astúcia... Quando Ogum estava bem no pé da montanha de pedra, Xangô lançou seu machado oxé de fazer raio e um grande estrondo se ouviu. Com o trovão veio abaixo uma avalanche de pedras e as pedras soterraram o desprevenido Ogum... Xangô venceu Ogum naquele dia, única vez que alguém venceu Ogum.” (p. 160)
Considerando a forma como os mitos apresentam a relação entre Xangô e Ogum, bem como a função do mito na religião dos orixás segundo Prandi, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
“Ogum vivia com Oiá. Um dia seu irmão Xangô foi visitá-lo e, na casa de Ogum, Xangô deparou com sua bela mulher. Voltou para casa atormentado pela beleza que vira. Desejou Oiá ardentemente... Xangô tinha enganado Ogum. Xangô levou Oiá para casa, feliz com sua vitória.” (p. 63-64)
“Um dia Xangô e Ogum se colocaram frente a frente, no campo de batalha: lutavam pela conquista de Iansã. Ogum veio furioso, vestido em sua armadura metálica com todo tipo de proteção... Xangô veio sem nada... Sua única arma era uma pedra que carregava na mão. Então Xangô jogou a pedra em Ogum e ele pegou fogo. A pedra de Xangô era o corisco, um meteorito que solta chamas... Com sua magia Xangô derrotou Ogum e ganhou Iansã.” (p. 149)
“Xangô e Ogum sempre lutaram entre si, ora disputando o amor da mãe, Iemanjá, ora disputando o amor da amada, Oxum, ora disputando o amor da companheira, Iansã. Lutaram no começo do mundo e ainda lutam agora. Ogum usa da sua força física e das armas que fabrica, Xangô usa da estratégia e da magia... Mas só uma vez Xangô venceu Ogum na luta. Numa disputa que travaram por Iansã... Foi então que Xangô apelou para a astúcia... Quando Ogum estava bem no pé da montanha de pedra, Xangô lançou seu machado oxé de fazer raio e um grande estrondo se ouviu. Com o trovão veio abaixo uma avalanche de pedras e as pedras soterraram o desprevenido Ogum... Xangô venceu Ogum naquele dia, única vez que alguém venceu Ogum.” (p. 160)
Considerando a forma como os mitos apresentam a relação entre Xangô e Ogum, bem como a função do mito na religião dos orixás segundo Prandi, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
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Reginaldo Prandi, em “Mitologia dos Orixás”
(2001), reúne e organiza um vasto conjunto de
mitos dos orixás a partir de fontes africanas,
cubanas e brasileiras, destacando a função do
mito na estruturação do culto, na justificação dos
tabus e na compreensão da condição humana.
Considerando os fundamentos apresentados pelo
autor no Prólogo e ao longo da coletânea, analise
os excertos a seguir.
“Os iorubás acreditam que homens e mulheres descendem dos orixás, não tendo, pois, uma origem única e comum, como no cristianismo. Cada um herda do orixá de que provém suas marcas e características, propensões e desejos, tudo como está relatado nos mitos. Os orixás vivem em luta uns contra os outros, defendem seus governos e procuram ampliar seus domínios, valendo-se de todos os artifícios e artimanhas, da intriga dissimulada à guerra aberta e sangrenta, da conquista amorosa à traição. Os orixás alegramse e sofrem, vencem e perdem, conquistam e são conquistados, amam e odeiam. Os humanos são apenas cópias esmaecidas dos orixás dos quais descendem.” (p. 28-29)
“Exu era o mais jovem dos orixás. Exu assim devia reverência a todos eles, sendo sempre o último a ser cumprimentado. Mas Exu almejava a senioridade... Olodumare disse então que queria ver todos os orixás... Disse ele: ‘Aquele que usa o ecodidé foi quem trouxe todos a mim. Todos trouxeram oferendas e ele não trouxe nada. Ele respeitou o tabu e não trouxe nada na cabeça. Ele está certo... Doravante será meu mensageiro, pois respeitou o euó... Assim, por sua missão, que ele seja homenageado antes dos mais velhos, porque ele é aquele que usou o ecodidé e não levou o carrego na cabeça em sinal de respeito e submissão’. Assim o mais novo dos orixás, o que era saudado em último lugar, passou a ser o primeiro a receber os cumprimentos. O mais novo foi feito o mais velho. Exu é o mais velho, é o decano dos orixás.” (p. 38-39)
Considerando a análise de Prandi sobre a função dos mitos na religião dos orixás, bem como as características atribuídas a Exu e sua relação com os demais orixás, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
“Os iorubás acreditam que homens e mulheres descendem dos orixás, não tendo, pois, uma origem única e comum, como no cristianismo. Cada um herda do orixá de que provém suas marcas e características, propensões e desejos, tudo como está relatado nos mitos. Os orixás vivem em luta uns contra os outros, defendem seus governos e procuram ampliar seus domínios, valendo-se de todos os artifícios e artimanhas, da intriga dissimulada à guerra aberta e sangrenta, da conquista amorosa à traição. Os orixás alegramse e sofrem, vencem e perdem, conquistam e são conquistados, amam e odeiam. Os humanos são apenas cópias esmaecidas dos orixás dos quais descendem.” (p. 28-29)
“Exu era o mais jovem dos orixás. Exu assim devia reverência a todos eles, sendo sempre o último a ser cumprimentado. Mas Exu almejava a senioridade... Olodumare disse então que queria ver todos os orixás... Disse ele: ‘Aquele que usa o ecodidé foi quem trouxe todos a mim. Todos trouxeram oferendas e ele não trouxe nada. Ele respeitou o tabu e não trouxe nada na cabeça. Ele está certo... Doravante será meu mensageiro, pois respeitou o euó... Assim, por sua missão, que ele seja homenageado antes dos mais velhos, porque ele é aquele que usou o ecodidé e não levou o carrego na cabeça em sinal de respeito e submissão’. Assim o mais novo dos orixás, o que era saudado em último lugar, passou a ser o primeiro a receber os cumprimentos. O mais novo foi feito o mais velho. Exu é o mais velho, é o decano dos orixás.” (p. 38-39)
Considerando a análise de Prandi sobre a função dos mitos na religião dos orixás, bem como as características atribuídas a Exu e sua relação com os demais orixás, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
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Adone Agnolin, em “História das Religiões:
Perspectiva histórico-comparativa” (2014), dedica
um capítulo central à análise da Escola Italiana de
História das Religiões, destacando as
contribuições de Raffaele Pettazzoni, Ernesto De Martino, Angelo Brelich, Vittorio Lanternari, Dario
Sabbatucci e outros. Considerando os
fundamentos teóricometodológicos apresentados
pelo autor, analise atentamente os excertos
extraídos da referida obra e, em seguida,
responda à questão.
“Todavia, a importante novidade proposta por Pettazzoni foi defender o fato de que a comparação podia ser somente ‘histórica’, isto é – contrariamente à Fenomenologia e ao darwinismo –, tendente a evidenciar as irreduzíveis especificidades históricas de todo fato religioso. Por consequência, contra uma comparação que procurava leis gerais e similitudes formais, o historiador italiano apurava um método comparativo que ressaltava as diferenças e as originalidades que somente as particularidades históricas conseguem justificar.” (p. 47).
“E, justamente, a partir do final da década de 1940 – contemporaneamente a uma profunda reflexão teórica sobre a relação entre religiões, Historicismo e Fenomenologia – que De Martino começa a deslocar sua atenção para os camponeses do Sul italiano, para seu ‘folclore’ e suas manifestações rituais. [...] o rito ‘comporta a canalização, a formalização da emoção em termos culturais que conseguem dominá-la, resgatá-la em tempos (periódicos), em modos (os estereótipos verbais, gestuais, musicais etc.) e em um espaço bem definido’.” (p. 53 e 55).
“O método histórico-comparado de Pettazzoni conotou, enfim, a História das Religiões nos termos de uma disciplina afim à Etnologia e à Antropologia religiosa. Afim, mas não idêntica, todavia. Finalmente, o estudioso não pôde deixar de utilizar-se da mesma linguagem daquelas disciplinas maduras, mas teria feito isso com o objetivo final de verificá-la à prova dos fatos e, se necessário, negá-la, contradizê-la ou refiná-la.” (p. 50).
Considerando o percurso metodológico da Escola Italiana de História das Religiões, especialmente no que diz respeito à comparação histórica, à análise do rito e à relação com a Antropologia, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com a perspectiva do autor.
“Todavia, a importante novidade proposta por Pettazzoni foi defender o fato de que a comparação podia ser somente ‘histórica’, isto é – contrariamente à Fenomenologia e ao darwinismo –, tendente a evidenciar as irreduzíveis especificidades históricas de todo fato religioso. Por consequência, contra uma comparação que procurava leis gerais e similitudes formais, o historiador italiano apurava um método comparativo que ressaltava as diferenças e as originalidades que somente as particularidades históricas conseguem justificar.” (p. 47).
“E, justamente, a partir do final da década de 1940 – contemporaneamente a uma profunda reflexão teórica sobre a relação entre religiões, Historicismo e Fenomenologia – que De Martino começa a deslocar sua atenção para os camponeses do Sul italiano, para seu ‘folclore’ e suas manifestações rituais. [...] o rito ‘comporta a canalização, a formalização da emoção em termos culturais que conseguem dominá-la, resgatá-la em tempos (periódicos), em modos (os estereótipos verbais, gestuais, musicais etc.) e em um espaço bem definido’.” (p. 53 e 55).
“O método histórico-comparado de Pettazzoni conotou, enfim, a História das Religiões nos termos de uma disciplina afim à Etnologia e à Antropologia religiosa. Afim, mas não idêntica, todavia. Finalmente, o estudioso não pôde deixar de utilizar-se da mesma linguagem daquelas disciplinas maduras, mas teria feito isso com o objetivo final de verificá-la à prova dos fatos e, se necessário, negá-la, contradizê-la ou refiná-la.” (p. 50).
Considerando o percurso metodológico da Escola Italiana de História das Religiões, especialmente no que diz respeito à comparação histórica, à análise do rito e à relação com a Antropologia, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com a perspectiva do autor.
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