Foram encontradas 183 questões.
Na alimentação complementar da criança, aos dois primeiros anos de vida, deve-se evitar o oferecimento de
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No aplicativo Word, para alterar a caixa de um texto selecionado, trocar de maiúsculas para minúsculas e vice-versa, utilizando o teclado, deve-se pressionar, em conjunto, as teclas:
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Para marcar pastas não sequenciais de um arquivo, você aciona o botão esquerdo do mouse e a tecla:
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Para nomear um arquivo no Windows devemos seguir a seguinte regra:
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Quatro funcionários de uma empresa são capazes de atender, em média, 52 pessoas por hora. Diante disso, espera-se que seis funcionários, com a mesma capacidade operacional dos primeiros, sejam capazes de atender por hora uma média de:
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A terapia aquática é benéfica tanto no tratamento de lesões ortopédicas quanto no de lesões por dano da medula espinhal desde que bem indicada. São indicações para a terapia aquática exceto:
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Uns perus pro seu juiz
Era uma vez seu Porfírio.
Era uma vez seu Candinho.
Vizinhos de cerca, colegas de escola, vagos parentes.
Seu Porfírio, briguento como ele só.
Brigava com os parentes por causa de heranças, brigava com os vizinhos por causa de limites de terras, brigava até com os filhos por causa de dinheiro.
Seu Candinho, o contrário.
Amigo de todo mundo, resolvia seus problemas com conversas, com prosa, com jeitinho.
Um dia seu Candinho recebeu uma herança de um parente afastado.
Seu Porfírio ficou morrendo de inveja. Começou a falar mal de seu Candinho a todo mundo:
- Bonzinho? Pois sim! Estes são os piores...
Seu Candinho fez que não sabia e foi vivendo.
E cada vez seu Porfírio ficava com mais raiva de seu Candinho.
Então seu Porfírio inventou que o riacho que passava pela duas fazendas era dele só e desviou o curso do riacho. Seu Candinho ficou sem água.
Aí seu Candinho ficou zangado.
Procurou o advogado dele, doutor Alex, e mandou uma ação em cima de seu Porfírio.
A demanda se arrastou, com uns tais de embargos, e umas tais de ações suspensivas, umas tais de peritagens, uns tais de recursos, até que o julgamento foi marcado.
Seu Candinho foi procurar o advogado:
- Seu doutor, o senhor não achava bom se a gente mandasse aí uns perus pro seu juiz? Será que não facilitava as coisas?
O advogado botou a mão na cabeça:
- Que é isso, seu Candinho? O juiz é o doutor Honório, o juiz mais severo do Estado! Se o senhor manda um presente pra ele, ele é capaz de dar ganho ao seu Porfírio só pra mostrar como ele é honesto...
Seu Candinho saiu dali pensando...
No dia do julgamento estava todo mundo nervoso. Menos seu Candinho:
- Não se preocupem, nós vamos ganhar. Podem ter certeza... Não carece de ninguém ficar nervoso...
Era uma vez seu Candinho.
Vizinhos de cerca, colegas de escola, vagos parentes.
Seu Porfírio, briguento como ele só.
Brigava com os parentes por causa de heranças, brigava com os vizinhos por causa de limites de terras, brigava até com os filhos por causa de dinheiro.
Seu Candinho, o contrário.
Amigo de todo mundo, resolvia seus problemas com conversas, com prosa, com jeitinho.
Um dia seu Candinho recebeu uma herança de um parente afastado.
Seu Porfírio ficou morrendo de inveja. Começou a falar mal de seu Candinho a todo mundo:
- Bonzinho? Pois sim! Estes são os piores...
Seu Candinho fez que não sabia e foi vivendo.
E cada vez seu Porfírio ficava com mais raiva de seu Candinho.
Então seu Porfírio inventou que o riacho que passava pela duas fazendas era dele só e desviou o curso do riacho. Seu Candinho ficou sem água.
Aí seu Candinho ficou zangado.
Procurou o advogado dele, doutor Alex, e mandou uma ação em cima de seu Porfírio.
A demanda se arrastou, com uns tais de embargos, e umas tais de ações suspensivas, umas tais de peritagens, uns tais de recursos, até que o julgamento foi marcado.
Seu Candinho foi procurar o advogado:
- Seu doutor, o senhor não achava bom se a gente mandasse aí uns perus pro seu juiz? Será que não facilitava as coisas?
O advogado botou a mão na cabeça:
- Que é isso, seu Candinho? O juiz é o doutor Honório, o juiz mais severo do Estado! Se o senhor manda um presente pra ele, ele é capaz de dar ganho ao seu Porfírio só pra mostrar como ele é honesto...
Seu Candinho saiu dali pensando...
No dia do julgamento estava todo mundo nervoso. Menos seu Candinho:
- Não se preocupem, nós vamos ganhar. Podem ter certeza... Não carece de ninguém ficar nervoso...
Doutor Honório chegou de cara fechada, como se estivesse zangado com alguma coisa, não cumprimentou ninguém.
O julgamento foi rápido e realmente seu Candinho ganhou.
Seu Porfírio foi condenado a pagar um dinheirão ao seu Candinho e ainda teve de voltar o rio pra onde ele estava.
Seu Candinho deu uma bruta festa pra comemorar.
E então, com um sorriso muito malandro, ele perguntou ao doutor Alex:
- Viu como foi bom mandar uns perus pro juiz?
- O quê? O senhor mandou os perus pro juiz?
- Mandei sim, doutor, mandei sim. Só que eu mandei no nome do seu Porfírio...
O julgamento foi rápido e realmente seu Candinho ganhou.
Seu Porfírio foi condenado a pagar um dinheirão ao seu Candinho e ainda teve de voltar o rio pra onde ele estava.
Seu Candinho deu uma bruta festa pra comemorar.
E então, com um sorriso muito malandro, ele perguntou ao doutor Alex:
- Viu como foi bom mandar uns perus pro juiz?
- O quê? O senhor mandou os perus pro juiz?
- Mandei sim, doutor, mandei sim. Só que eu mandei no nome do seu Porfírio...
Ruth Rocha
Segundo o advogado, o que o juiz faria se recebesse um presente?
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A capacidade de um reservatório de 56m3 de volume é de:
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Um cão, apenas
Cecília Meireles
Subidos, de ânimo leve e descansado passo, os quarenta degraus do jardim – plantas em flor, de cada lado; borboletas incertas; salpicos de luz no granito – , eis-me no patamar. E a meus pés, no áspero capacho de coco, à frescura da cal do pórtico, um cãozinho triste interrompe o seu sono, levanta a cabeça e fita-me. É um triste cãozinho doente, com o corpo ferido; gastas, as mechas brancas do pelo; o olhar dorido e profundo, com esse lustro de lágrima que há nos olhos das pessoas muito idosas. Com um grande esforço acaba de levantar-se. Eu não lhe digo nada; não faço nenhum gesto. Envergonha-me haver interrompido o seu sono. Se ele estava feliz ali, eu não devia ter chegado. Já que lhe faltavam tantas coisas, que ao menos dormisse: também os animais devem esquecer, enquanto dormem...
Ele, porém, levantava-se e olhava-me. Levantava-se com a dificuldade dos enfermos graves: acomodando as patas da frente, o resto do corpo, sempre com os olhos em mim, como à espera de uma palavra ou de um gesto. Mas eu não o queria vexar nem oprimir. Gostaria de ocupar-me dele: chamar alguém, pedir-lhe que o examinasse, que receitasse, encaminhá-lo para um tratamento... Mas tudo é longe, meu Deus, tudo é tão longe. E era preciso passar. E ele estava na minha frente inábil, como envergonhado de se achar tão sujo e doente, com o envelhecido olhar numa espécie de súplica.
Até o fim da vida guardarei seu olhar no meu coração. Até o fim da vida sentirei esta humana infelicidade de nem sempre poder socorrer, neste complexo mundo dos homens.
Então, o triste cãozinho reuniu todas as suas forças, atravessou o patamar, sem nenhuma dúvida sobre o caminho, como se fosse um visitante habitual, e começou a descer as escadas e suas rampas, com as plantas em flor de cada lado, as borboletas incertas, salpicos de luz no granito, até o limiar da entrada. Passou por entre as grades do portão, prosseguiu para o lado esquerdo, desapareceu.
Ele ia descendo como um velhinho andrajoso, esfarrapado, de cabeça baixa, sem firmeza e sem destino. Era, no entanto, uma forma da vida. Uma criatura deste mundo de criaturas inumeráveis. Esteve ao meu alcance; talvez tivesse fome e sede: e eu nada fiz por ele; amei-o, apenas, com uma caridade inútil, sem qualquer expressão concreta. Deixei-o partir, assim humilhado, e tão digno, no entanto: como alguém que respeitosamente pede desculpas de ter ocupado um lugar que não era seu.
Depois pensei que nós todos somos, um dia, esse cãozinho triste, à sombra de uma porta. E há o dono da casa, e a escada que descemos, e a dignidade final da solidão.
(inéditos – crônicas. Rio de Janeiro, Bloch, 1967.p.19-20.)
Em que frase a narradora dá dimensão humana ao sofrimento do cão?
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A Disciplina do Amor
Foi na França, durante a segunda grande guerra; um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
FAGUNDES TELLES, Lygia. “Disciplina do Amor (I).” In: A Disciplina
do Amor. 2ª ed. Rio de Janeiro. Ed. Nova Fronteira, 1980. P. 99-100.
Qual a classe gramatical da palavra grifada no período abaixo:
Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera.
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