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Foram encontradas 235 questões.

2428502 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
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Leia o texto e responda à questão proposta:

Ainda não estive com o livro nas mãos, mas já ouvi algo a respeito e me parece que deve ser uma leitura não só interessante como necessária. Chama-se “O culto da emoção”, do filósofo francês Michel Lacroix, onde ele defende que a busca irrefreável por emoções fortes, tendência dos dias de hoje, é, no fundo, um sintoma da nossa insensibilidade. “É de lirismo verdadeiro que precisamos, não de adrenalina”, diz o autor. Ou seja, andamos muito trepidantes e frenéticos, mas pouco contemplativos.

Generalizando, dá pra dizer que todos nós ficamos meio robotizados e só conseguimos nos emocionar se formos estimulados pela velocidade e pelo risco: só se houver perigo, só se for radical, só se for inédito, só se causar impacto. Não que isso deva ser contraindicado. Creio que uma dose de enfrentamento com o desconhecido faz bem para qualquer pessoa. Testar os próprios limites pode ser não só prazeroso como educativo, desde que você se responsabilize pelo que faz e não arraste forçosamente aqueles que nada têm a ver com suas ambições aventureiras. Vá você e que Deus lhe acompanhe.

O que não dá é para viciar-se em novidades e perder a capacidade de comover-se com o banal, pela simples razão que emoção nenhuma é banal se for autêntica. Só as emoções obrigatórias é que são ordinárias. Nascimentos, casamentos e mortes emocionam apenas os que estão realmente envolvidos, senão é teatro − aquele teatrinho básico que se pratica em sociedade.

Lembro como se fosse ontem, mas aconteceu há exatos 20 anos. Eu estava sozinha − não havia um único rosto conhecido a menos de um oceano de distância − sentada na beira de um lago, recanto especialmente bonito. Foi então que me bateu uma felicidade sem razão e sem tamanho. Deve ser o que chamam de plenitude. Não havia acontecido nada, eu apenas havia atingido uma conexão absoluta comigo mesma. Não há como contar isso sem ser piegas. Aliás, não há como contar, ponto. Não foi algo pensado, teorizado, arquitetado: foi apenas um sentimento, esta coisa tão rara.

De lá pra cá, nem hino nacional, nem gol, nem parabéns a você me tocam de fato. Isso são alegrias encomendadas, e mesmo quando bem-vindas, ainda assim são apenas alegrias, que é diferente de comoção . O que me cala profundamente é perceber uma verdade que escapou dos lábios de alguém, um gesto que era pra ser invisível mas eu vi, um olhar que disse tudo, uma demonstração sincera de amizade, um cenário esplendoroso, um silêncio que se basta. E também sensações íntimas e indivisíveis: você conquistou, você conseguiu, você superou. Quem, além de você, vai alcançar a dimensão das suas pequenas vitórias particulares?

Eu disse pequenas? Me corrijo. Contemplar um lago, rever um amigo, rezar para seu próprio deus, ver seu filho crescer, perdoar, gostar de si mesmo: tudo isso é gigantesco pra quem ainda sabe sentir.

(MEDEIROS, Martha. Revista O GLOBO: 09/07/2006)

Na formação de novas palavras, os prefixos que acrescentam a seus radicais a mesma noção que os prefixos de INSENSIBILIDADE (parágrafo 1) e CONTRAINDICADO (parágrafo 2) encontram-se, respectivamente, em:

 

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2428376 Ano: 2012
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
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Nos termos da NR17, a análise ergonômica deverá conter a descrição das tarefas e das atividades. Entende-se por tarefa real:

 

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2428282 Ano: 2012
Disciplina: Auditoria Governamental e Controle
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
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A atividade que se ocupa com a implementação do plano estratégico e que assegura a utilização eficiente dos recursos obtidos é o controle:

 

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2428227 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
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Leia o texto e responda à questão proposta:

Ainda não estive com o livro nas mãos, mas já ouvi algo a respeito e me parece que deve ser uma leitura não só interessante como necessária. Chama-se “O culto da emoção”, do filósofo francês Michel Lacroix, onde ele defende que a busca irrefreável por emoções fortes, tendência dos dias de hoje, é, no fundo, um sintoma da nossa insensibilidade. “É de lirismo verdadeiro que precisamos, não de adrenalina”, diz o autor. Ou seja, andamos muito trepidantes e frenéticos, mas pouco contemplativos.

Generalizando, dá pra dizer que todos nós ficamos meio robotizados e só conseguimos nos emocionar se formos estimulados pela velocidade e pelo risco: só se houver perigo, só se for radical, só se for inédito, só se causar impacto. Não que isso deva ser contraindicado. Creio que uma dose de enfrentamento com o desconhecido faz bem para qualquer pessoa. Testar os próprios limites pode ser não só prazeroso como educativo, desde que você se responsabilize pelo que faz e não arraste forçosamente aqueles que nada têm a ver com suas ambições aventureiras. Vá você e que Deus lhe acompanhe.

O que não dá é para viciar-se em novidades e perder a capacidade de comover-se com o banal, pela simples razão que emoção nenhuma é banal se for autêntica. Só as emoções obrigatórias é que são ordinárias. Nascimentos, casamentos e mortes emocionam apenas os que estão realmente envolvidos, senão é teatro − aquele teatrinho básico que se pratica em sociedade.

Lembro como se fosse ontem, mas aconteceu há exatos 20 anos. Eu estava sozinha − não havia um único rosto conhecido a menos de um oceano de distância − sentada na beira de um lago, recanto especialmente bonito. Foi então que me bateu uma felicidade sem razão e sem tamanho. Deve ser o que chamam de plenitude. Não havia acontecido nada, eu apenas havia atingido uma conexão absoluta comigo mesma. Não há como contar isso sem ser piegas. Aliás, não há como contar, ponto. Não foi algo pensado, teorizado, arquitetado: foi apenas um sentimento, esta coisa tão rara.

De lá pra cá, nem hino nacional, nem gol, nem parabéns a você me tocam de fato. Isso são alegrias encomendadas, e mesmo quando bem-vindas, ainda assim são apenas alegrias, que é diferente de comoção . O que me cala profundamente é perceber uma verdade que escapou dos lábios de alguém, um gesto que era pra ser invisível mas eu vi, um olhar que disse tudo, uma demonstração sincera de amizade, um cenário esplendoroso, um silêncio que se basta. E também sensações íntimas e indivisíveis: você conquistou, você conseguiu, você superou. Quem, além de você, vai alcançar a dimensão das suas pequenas vitórias particulares?

Eu disse pequenas? Me corrijo. Contemplar um lago, rever um amigo, rezar para seu próprio deus, ver seu filho crescer, perdoar, gostar de si mesmo: tudo isso é gigantesco pra quem ainda sabe sentir.

(MEDEIROS, Martha. Revista O GLOBO: 09/07/2006)

No enunciado: “Testar os próprios limites pode ser não só prazeroso como educativo, desde que você se responsabilize pelo que faz [...]”, a conjunção DESDE QUE tem o mesmo valor relacional que em:

 

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2428198 Ano: 2012
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
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Identifique o valor a ser lançado a título de Custo da Mercadoria Vendida resultante da venda integral dos bens adquiridos em uma transação realizada com os seguintes valores:

Valor total das Mercadorias R$ 100.000,00
Desconto comercial (R$ 10.000,00)
Desconto financeiro (R$ 1.000,00)
Frete a ser pago pelo comprador R$ 8.000,00
Imposto de Importação R$ 5.000,00

 

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2428185 Ano: 2012
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
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Indique o item que aponta um tipo de conta que pode ser apresentada por vezes no Ativo e por outras vezes no Passivo:

 

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2428091 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES

Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.

Nós, os brasileiros

Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil.

Como sempre, eles falam da floresta amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, e olhos de serpentes hirtas acariciando esses corpos como dedos amorosos”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir aliumgrãozinho de realidade.

Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi sobretudo com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta –, fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos.

– A senhora é brasileira? – comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

Depois de ler num congresso de escritores em Amsterdam um trecho de um de meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos:

– Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas!

Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo:

– Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras?

A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”.

Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também é culpa nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico.

Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa, e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e...mato.

E eu, mulher, essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens neuróticos, me senti tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais.

Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso.

E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo além do português, me fazem menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

(LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record: 2005 (fragmento).)

Assinale a opção correta com relação ao texto.

 

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2427995 Ano: 2012
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES

Higiene é o conjunto de meios para manter as condições favoráveis à saúde. Os hábitos de higiene diários incluem não só a lavagem corporal, mas também o tipo de alimentação, vestuário e calçado, a postura no dia a dia, as horas de sono diárias, a prática de exercício físico e a higiene bucal. Os dentes e a boca devem ser lavados depois da ingestão de alimentos, usando um creme dental com flúor. Uma higiene bucal inadequada dá origem à, EXCETO:

 

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2427870 Ano: 2012
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
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Sobre orçamento, pode-se afirmar corretamente que:

 

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2427844 Ano: 2012
Disciplina: Direito Financeiro
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
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Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, é correto afirmar que:

 

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