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1642859 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP
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Texto para responder às questões de 6 a 10.

1____(28/10/2011) Quem se dá ao trabalho de

acompanhar as notícias é provável que se impressione com

a desarticulação entre várias políticas que regem a vida dos

4 cidadãos nas maiores cidades — cada uma atira para um

lado e, somadas, provocam complicadas e indesejáveis

consequências na vida das pessoas. É o caso, entre muitas,

7 das políticas de transportes, construção de veículos,

expansão urbana, controle da poluição do ar, manutenção de

infraestruturas urbanas.

10____Segundo este jornal (20/10), só na primeira

quinzena de outubro, foram fabricados no país mais de

150 mil veículos e espera-se para o mês todo que as vendas

13 atinjam patamar semelhante ao de setembro (311,6 mil

veículos). A frota nacional já está além de 35 milhões. Só em

São Paulo, mais de 7 milhões. E até 2015 novas fábricas e

16 ampliação das atuais deverão acrescentar mais 2 milhões de

veículos à produção anual, que hoje está em torno de

4,3 milhões, incluindo também caminhões, ônibus e

19 comerciais leves. Ótimo para a economia ― pensarão

muitos. Mas que acontecerá nas cidades?

São Paulo, por exemplo, já tem um dos mais baixos

22 índices de mobilidade urbana no país (Mobilidade Brasil,

14/10), pior que os de todas as cidades maiores, onde as

questões já são graves. Uma das razões decorre de a frota

25 de coletivos estar estagnada há anos, enquanto a população

aumenta e sobe o número de automóveis. No Recife, onde a

frota de veículos se aproxima de 1 milhão, um deslocamento

28 de 22 quilômetros em transporte público leva duas horas. Em

Goiânia (O Popular, 15/10), a velocidade média da frota de

ônibus caiu 28% em três anos, para menos de

31 20 quilômetros por hora. Nesse período, a frota de

automóveis e motocicletas na cidade cresceu 75%. E ainda

há incentivos fiscais para a compra de veículos novos.

34Também contribui para o drama dos transportes o

fato de a rede ferroviária nacional responder hoje por menos

de 30% do transporte de cargas — especialmente por causa

37 do sucateamento a que foi submetida em parte, após as

privatizações. Com isso, é cada vez maior o transporte por

caminhões, ajudando a atravancar o trânsito das cidades: a

40 frota, na média (22 anos), ainda é muito antiga e contribui

fortemente, por esse motivo, para a poluição do ar urbano.

Quem acha que motos são um complicador no

43 trânsito assusta-se ao saber que as vendas de motos

superarão as de automóveis em 2012 e que, em dez anos,

haverá mais motos que carros nas ruas, segundo o Ipea

46 (Estado, 26/5). É bom lembrar que uma moto pode emitir até

40 vezes mais poluentes que um automóvel e que esses

veículos já são responsáveis pelo maior número de mortes

49 em acidentes.

Nossas grandes cidades, em meio a tudo isso, ainda

vivem atormentadas por enchentes, que também nos levam

52 ao andar de baixo e aos problemas que ali estão. Este jornal

informou (16/10) que, sob as calçadas paulistanas, estão

115 mil quilômetros de tubulações (quase três vezes e meia

55 a volta à Terra), incluindo redes de água e esgotos

(34 mil km), 4.700 km da rede de gás, 38 mil km da rede

telefônica, 2,7 mil da energia elétrica, 1,5 mil das

58 telecomunicações etc. Dividem o espaço com 9,2 milhões de

passageiros que usam o transporte subterrâneo. Cáspite!

Washington Novaes. O Estado de S.Paulo. Internet:

<www.ecodebate.com.br> (com adaptações).

Tomando como referência a norma padrão da língua portuguesa e a preservação do sentido original do texto, assinale a alternativa correta.

 

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1642858 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP
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Texto para responder às questões de 6 a 10.

1____(28/10/2011) Quem se dá ao trabalho de

acompanhar as notícias é provável que se impressione com

a desarticulação entre várias políticas que regem a vida dos

4 cidadãos nas maiores cidades — cada uma atira para um

lado e, somadas, provocam complicadas e indesejáveis

consequências na vida das pessoas. É o caso, entre muitas,

7 das políticas de transportes, construção de veículos,

expansão urbana, controle da poluição do ar, manutenção de

infraestruturas urbanas.

10____Segundo este jornal (20/10), só na primeira

quinzena de outubro, foram fabricados no país mais de

150 mil veículos e espera-se para o mês todo que as vendas

13 atinjam patamar semelhante ao de setembro (311,6 mil

veículos). A frota nacional já está além de 35 milhões. Só em

São Paulo, mais de 7 milhões. E até 2015 novas fábricas e

16 ampliação das atuais deverão acrescentar mais 2 milhões de

veículos à produção anual, que hoje está em torno de

4,3 milhões, incluindo também caminhões, ônibus e

19 comerciais leves. Ótimo para a economia ― pensarão

muitos. Mas que acontecerá nas cidades?

São Paulo, por exemplo, já tem um dos mais baixos

22 índices de mobilidade urbana no país (Mobilidade Brasil,

14/10), pior que os de todas as cidades maiores, onde as

questões já são graves. Uma das razões decorre de a frota

25 de coletivos estar estagnada há anos, enquanto a população

aumenta e sobe o número de automóveis. No Recife, onde a

frota de veículos se aproxima de 1 milhão, um deslocamento

28 de 22 quilômetros em transporte público leva duas horas. Em

Goiânia (O Popular, 15/10), a velocidade média da frota de

ônibus caiu 28% em três anos, para menos de

31 20 quilômetros por hora. Nesse período, a frota de

automóveis e motocicletas na cidade cresceu 75%. E ainda

há incentivos fiscais para a compra de veículos novos.

34Também contribui para o drama dos transportes o

fato de a rede ferroviária nacional responder hoje por menos

de 30% do transporte de cargas — especialmente por causa

37 do sucateamento a que foi submetida em parte, após as

privatizações. Com isso, é cada vez maior o transporte por

caminhões, ajudando a atravancar o trânsito das cidades: a

40 frota, na média (22 anos), ainda é muito antiga e contribui

fortemente, por esse motivo, para a poluição do ar urbano.

Quem acha que motos são um complicador no

43 trânsito assusta-se ao saber que as vendas de motos

superarão as de automóveis em 2012 e que, em dez anos,

haverá mais motos que carros nas ruas, segundo o Ipea

46 (Estado, 26/5). É bom lembrar que uma moto pode emitir até

40 vezes mais poluentes que um automóvel e que esses

veículos já são responsáveis pelo maior número de mortes

49 em acidentes.

Nossas grandes cidades, em meio a tudo isso, ainda

vivem atormentadas por enchentes, que também nos levam

52 ao andar de baixo e aos problemas que ali estão. Este jornal

informou (16/10) que, sob as calçadas paulistanas, estão

115 mil quilômetros de tubulações (quase três vezes e meia

55 a volta à Terra), incluindo redes de água e esgotos

(34 mil km), 4.700 km da rede de gás, 38 mil km da rede

telefônica, 2,7 mil da energia elétrica, 1,5 mil das

58 telecomunicações etc. Dividem o espaço com 9,2 milhões de

passageiros que usam o transporte subterrâneo. Cáspite!

Washington Novaes. O Estado de S.Paulo. Internet:

<www.ecodebate.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que a reescrita de fragmento do texto preserva a correção gramatical e o sentido original.

 

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1642857 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP
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Texto para responder às questões de 6 a 10.

1____(28/10/2011) Quem se dá ao trabalho de

acompanhar as notícias é provável que se impressione com

a desarticulação entre várias políticas que regem a vida dos

4 cidadãos nas maiores cidades — cada uma atira para um

lado e, somadas, provocam complicadas e indesejáveis

consequências na vida das pessoas. É o caso, entre muitas,

7 das políticas de transportes, construção de veículos,

expansão urbana, controle da poluição do ar, manutenção de

infraestruturas urbanas.

10____Segundo este jornal (20/10), só na primeira

quinzena de outubro, foram fabricados no país mais de

150 mil veículos e espera-se para o mês todo que as vendas

13 atinjam patamar semelhante ao de setembro (311,6 mil

veículos). A frota nacional já está além de 35 milhões. Só em

São Paulo, mais de 7 milhões. E até 2015 novas fábricas e

16 ampliação das atuais deverão acrescentar mais 2 milhões de

veículos à produção anual, que hoje está em torno de

4,3 milhões, incluindo também caminhões, ônibus e

19 comerciais leves. Ótimo para a economia ― pensarão

muitos. Mas que acontecerá nas cidades?

São Paulo, por exemplo, já tem um dos mais baixos

22 índices de mobilidade urbana no país (Mobilidade Brasil,

14/10), pior que os de todas as cidades maiores, onde as

questões já são graves. Uma das razões decorre de a frota

25 de coletivos estar estagnada há anos, enquanto a população

aumenta e sobe o número de automóveis. No Recife, onde a

frota de veículos se aproxima de 1 milhão, um deslocamento

28 de 22 quilômetros em transporte público leva duas horas. Em

Goiânia (O Popular, 15/10), a velocidade média da frota de

ônibus caiu 28% em três anos, para menos de

31 20 quilômetros por hora. Nesse período, a frota de

automóveis e motocicletas na cidade cresceu 75%. E ainda

há incentivos fiscais para a compra de veículos novos.

34Também contribui para o drama dos transportes o

fato de a rede ferroviária nacional responder hoje por menos

de 30% do transporte de cargas — especialmente por causa

37 do sucateamento a que foi submetida em parte, após as

privatizações. Com isso, é cada vez maior o transporte por

caminhões, ajudando a atravancar o trânsito das cidades: a

40 frota, na média (22 anos), ainda é muito antiga e contribui

fortemente, por esse motivo, para a poluição do ar urbano.

Quem acha que motos são um complicador no

43 trânsito assusta-se ao saber que as vendas de motos

superarão as de automóveis em 2012 e que, em dez anos,

haverá mais motos que carros nas ruas, segundo o Ipea

46 (Estado, 26/5). É bom lembrar que uma moto pode emitir até

40 vezes mais poluentes que um automóvel e que esses

veículos já são responsáveis pelo maior número de mortes

49 em acidentes.

Nossas grandes cidades, em meio a tudo isso, ainda

vivem atormentadas por enchentes, que também nos levam

52 ao andar de baixo e aos problemas que ali estão. Este jornal

informou (16/10) que, sob as calçadas paulistanas, estão

115 mil quilômetros de tubulações (quase três vezes e meia

55 a volta à Terra), incluindo redes de água e esgotos

(34 mil km), 4.700 km da rede de gás, 38 mil km da rede

telefônica, 2,7 mil da energia elétrica, 1,5 mil das

58 telecomunicações etc. Dividem o espaço com 9,2 milhões de

passageiros que usam o transporte subterrâneo. Cáspite!

Washington Novaes. O Estado de S.Paulo. Internet:

<www.ecodebate.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa que interpreta adequadamente ideias do texto.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1642856 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP
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Texto para responder às questões de 6 a 10.

1____(28/10/2011) Quem se dá ao trabalho de

acompanhar as notícias é provável que se impressione com

a desarticulação entre várias políticas que regem a vida dos

4 cidadãos nas maiores cidades — cada uma atira para um

lado e, somadas, provocam complicadas e indesejáveis

consequências na vida das pessoas. É o caso, entre muitas,

7 das políticas de transportes, construção de veículos,

expansão urbana, controle da poluição do ar, manutenção de

infraestruturas urbanas.

10____Segundo este jornal (20/10), só na primeira

quinzena de outubro, foram fabricados no país mais de

150 mil veículos e espera-se para o mês todo que as vendas

13 atinjam patamar semelhante ao de setembro (311,6 mil

veículos). A frota nacional já está além de 35 milhões. Só em

São Paulo, mais de 7 milhões. E até 2015 novas fábricas e

16 ampliação das atuais deverão acrescentar mais 2 milhões de

veículos à produção anual, que hoje está em torno de

4,3 milhões, incluindo também caminhões, ônibus e

19 comerciais leves. Ótimo para a economia ― pensarão

muitos. Mas que acontecerá nas cidades?

São Paulo, por exemplo, já tem um dos mais baixos

22 índices de mobilidade urbana no país (Mobilidade Brasil,

14/10), pior que os de todas as cidades maiores, onde as

questões já são graves. Uma das razões decorre de a frota

25 de coletivos estar estagnada há anos, enquanto a população

aumenta e sobe o número de automóveis. No Recife, onde a

frota de veículos se aproxima de 1 milhão, um deslocamento

28 de 22 quilômetros em transporte público leva duas horas. Em

Goiânia (O Popular, 15/10), a velocidade média da frota de

ônibus caiu 28% em três anos, para menos de

31 20 quilômetros por hora. Nesse período, a frota de

automóveis e motocicletas na cidade cresceu 75%. E ainda

há incentivos fiscais para a compra de veículos novos.

34Também contribui para o drama dos transportes o

fato de a rede ferroviária nacional responder hoje por menos

de 30% do transporte de cargas — especialmente por causa

37 do sucateamento a que foi submetida em parte, após as

privatizações. Com isso, é cada vez maior o transporte por

caminhões, ajudando a atravancar o trânsito das cidades: a

40 frota, na média (22 anos), ainda é muito antiga e contribui

fortemente, por esse motivo, para a poluição do ar urbano.

Quem acha que motos são um complicador no

43 trânsito assusta-se ao saber que as vendas de motos

superarão as de automóveis em 2012 e que, em dez anos,

haverá mais motos que carros nas ruas, segundo o Ipea

46 (Estado, 26/5). É bom lembrar que uma moto pode emitir até

40 vezes mais poluentes que um automóvel e que esses

veículos já são responsáveis pelo maior número de mortes

49 em acidentes.

Nossas grandes cidades, em meio a tudo isso, ainda

vivem atormentadas por enchentes, que também nos levam

52 ao andar de baixo e aos problemas que ali estão. Este jornal

informou (16/10) que, sob as calçadas paulistanas, estão

115 mil quilômetros de tubulações (quase três vezes e meia

55 a volta à Terra), incluindo redes de água e esgotos

(34 mil km), 4.700 km da rede de gás, 38 mil km da rede

telefônica, 2,7 mil da energia elétrica, 1,5 mil das

58 telecomunicações etc. Dividem o espaço com 9,2 milhões de

passageiros que usam o transporte subterrâneo. Cáspite!

Washington Novaes. O Estado de S.Paulo. Internet:

<www.ecodebate.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa correta a respeito do texto.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1642855 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP
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Texto, para responder às questões 4 e 5.

1____Um dia, quando lhe perguntarem onde é que

nasceu, a moça poderá responder, sorrindo: “Na lixeira”. Pois

realmente foi ali que a jogaram, entre cascas de banana e

4 borra de café, para que não vivesse; e foi dali que a

retiraram, viva, para que desse testemunho: até numa lixeira

a vida pode começar.

7____O suposto nascimento anterior, num quarto, não

vale para essa menina da Rua Pedro Américo; ele se

consumou na clandestinidade, a contragosto da mãe, talvez

10 sem que o pai tivesse notícia e mesmo sem que a mãe

tivesse notícia do pai. Não era desejado, não veio precedido

de amor, mas de vergonha, medo, angústia, recriminação.

13 Quem nasce sob tais condições negativas é como se não

nascesse, e a lixeira foi o instrumento providencial que

ocorreu à mãe dessa menina errada, para anular, em escala

16 individual, o efeito da explosão demográfica. Enquanto não

se decide a construção de crematórios para os que acabam

regularmente, aí está, para os que começam irregularmente,

19 o incinerador do lixo doméstico. Nem seria preciso queimar a

menina, com os demais detritos da casa. A morte viria

logo — necessária, oportuna, benfazeja.

22___Mas, naquele dia, a lixeira reagiu de forma

imprevista, abstendo-se de cumprir a missão que já tantas

mães solteiras, desesperadas ou não, lhe confiaram. Ficou

25 surda aos argumentos sociais, morais e econômicos que

demonstram a inconveniência de salvar-se uma vida de

origem equívoca e de custeio incerto. Guardou a menina

28 como a lixeira pode guardar, sem qualquer cuidado higiênico

ou resquício de conforto, mas guardou-a. Não lhe abafou o

chorinho com o desmoronamento de um pacote de restos de

31 cozinha, ou a queda de uma lata vazia de pessegada sobre a

cabeça. Na verdade, estimulou-a a chorar e bradar,

dando-lhe ar pútrido e temperatura de fornalha, para que

34 melhor protestasse e atraísse, pelo sofrimento revoltado, a

atenção do faxineiro.

E chegou o faxineiro e tirou daquelas entranhas a

37 recém-nascida, como o obstetra faz o parto. Estava

nascendo, na porcaria, uma criança; e outro menino não

nasceu, faz muito tempo, num cocho de comida de animais,

40 no estábulo, entre o farelo e o milho? A lixeira pode fazer as

vezes de maternidade, berçário moderno para a vida que

quer manifestar-se de qualquer modo e não encontra outra

43 saída. O obscuro humanitarismo, a piedade e a simpatia

dessa lixeira, não salvaram, criaram a vida. Foi lá que a

criança verdadeiramente nasceu, quando os seres humanos,

46 a ordem econômica e os últimos preconceitos lhe negaram

ou lhe impediram a existência.

A menina, mais tarde, poderá dizer com alegria

49 reconhecida: “Devo minha vida a uma lixeira, foi nela que vim

ao mundo”. E nós também devemos alguma coisa a essa

lixeira: a lição de respeito à vida.

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. 1.

Em várias passagens do texto, é mostrada a rejeição sofrida pela menina. Assinale a alternativa em que essa rejeição não aparece.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1642854 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP
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Texto, para responder às questões 4 e 5.

1____Um dia, quando lhe perguntarem onde é que

nasceu, a moça poderá responder, sorrindo: “Na lixeira”. Pois

realmente foi ali que a jogaram, entre cascas de banana e

4 borra de café, para que não vivesse; e foi dali que a

retiraram, viva, para que desse testemunho: até numa lixeira

a vida pode começar.

7____O suposto nascimento anterior, num quarto, não

vale para essa menina da Rua Pedro Américo; ele se

consumou na clandestinidade, a contragosto da mãe, talvez

10 sem que o pai tivesse notícia e mesmo sem que a mãe

tivesse notícia do pai. Não era desejado, não veio precedido

de amor, mas de vergonha, medo, angústia, recriminação.

13 Quem nasce sob tais condições negativas é como se não

nascesse, e a lixeira foi o instrumento providencial que

ocorreu à mãe dessa menina errada, para anular, em escala

16 individual, o efeito da explosão demográfica. Enquanto não

se decide a construção de crematórios para os que acabam

regularmente, aí está, para os que começam irregularmente,

19 o incinerador do lixo doméstico. Nem seria preciso queimar a

menina, com os demais detritos da casa. A morte viria

logo — necessária, oportuna, benfazeja.

22___Mas, naquele dia, a lixeira reagiu de forma

imprevista, abstendo-se de cumprir a missão que já tantas

mães solteiras, desesperadas ou não, lhe confiaram. Ficou

25 surda aos argumentos sociais, morais e econômicos que

demonstram a inconveniência de salvar-se uma vida de

origem equívoca e de custeio incerto. Guardou a menina

28 como a lixeira pode guardar, sem qualquer cuidado higiênico

ou resquício de conforto, mas guardou-a. Não lhe abafou o

chorinho com o desmoronamento de um pacote de restos de

31 cozinha, ou a queda de uma lata vazia de pessegada sobre a

cabeça. Na verdade, estimulou-a a chorar e bradar,

dando-lhe ar pútrido e temperatura de fornalha, para que

34 melhor protestasse e atraísse, pelo sofrimento revoltado, a

atenção do faxineiro.

E chegou o faxineiro e tirou daquelas entranhas a

37 recém-nascida, como o obstetra faz o parto. Estava

nascendo, na porcaria, uma criança; e outro menino não

nasceu, faz muito tempo, num cocho de comida de animais,

40 no estábulo, entre o farelo e o milho? A lixeira pode fazer as

vezes de maternidade, berçário moderno para a vida que

quer manifestar-se de qualquer modo e não encontra outra

43 saída. O obscuro humanitarismo, a piedade e a simpatia

dessa lixeira, não salvaram, criaram a vida. Foi lá que a

criança verdadeiramente nasceu, quando os seres humanos,

46 a ordem econômica e os últimos preconceitos lhe negaram

ou lhe impediram a existência.

A menina, mais tarde, poderá dizer com alegria

49 reconhecida: “Devo minha vida a uma lixeira, foi nela que vim

ao mundo”. E nós também devemos alguma coisa a essa

lixeira: a lição de respeito à vida.

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. 1.

Em muitas passagens do texto, aparece a figura de estilo conhecida como personificação ou prosopopeia, que consiste em atribuir a objetos inanimados ou a seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos. Assinale a alternativa em que não aparece essa figura.

 

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1642853 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP
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Texto para responder às questões de 1 a 3.

1____Em 26 de setembro de 1991, quatro homens e

quatro mulheres entraram em uma gigantesca estrutura

geodésica de vidro e metal, com 12.000 metros quadrados,

4 em Tucson, Arizona, em pleno deserto, para ali ficarem

trancafiados por dois anos. Era o projeto Biosfera 2, que

abrigava 3.800 espécies animais e vegetais e simulações dos

7 cinco principais biomas do planeta Terra, com o propósito de

entender como a biosfera planetária funciona e como o ser

humano interage com os ecossistemas. Foram monitorados

10 por dois mil sensores eletrônicos e assistidos por 600 mil

pagantes em todo o mundo.

Em 16 de setembro de 1999, nove pessoas

13 entraram em uma mansão em Almere, na Holanda, para

ficarem também trancafiadas, dessa vez por 106 dias, sem

nenhum contato com o mundo exterior, acompanhadas por

16 uma parafernália de câmeras e microfones. Era a primeira

edição do reality Show Big Brother idealizado pela empresa

de entretenimentos Endemol. Embora o nome faça alusão à

19 distopia literária de George Orwel, “1984”, na verdade o

programa foi explicitamente inspirado na experiência Biosfera

2 de, então, oito anos atrás.

22___Como experimento científico, o projeto Biosfera 2 foi

um resumo de todas as ideologias ecológicas, climáticas,

microcósmicas e biogenéticas. Mas foi muito mais que isso.

25 Foi uma atração experimental. Bancado por um bilionário

texano pela bagatela de 200 milhões de dólares, desde o

início havia um implícito senso midiático e de espetáculo. É o

28 momento em que a tecnociência se converte em show. Se

não, como explicar a inviabilidade da pesquisa científica em

um ambiente onde oito pesquisadores enclausurados e

31 isolados do mundo passavam 95% do tempo lutando pela

sobrevivência (fazendo a comida crescer, lutando contra

pragas e tentando resolver problemas básicos como higiene

34 e saúde)? Não sobrava muito tempo para o trabalho

científico.

O projeto foi um fracasso científico, mas um sucesso

37 midiático. Dos objetivos iniciais publicamente divulgados

como estudos dos biomas terrestres, dinâmica dos

ecossistemas e sustentabilidade do ser humano em

40 ambientes extraterrestres, havia outro objetivo secreto: a

endocolonização (a colonização interna da mente humana).

Os milhares de sensores eletrônicos e câmeras espalhados

43 no interior da gigantesca estrutura geodésica e o

monitoramento ao vivo por meio de telas de TVs buscavam

outros tipos de dados: o esquadrinhamento do

46 comportamento humano, dessa vez não mais em laboratórios

de psicologia, mas em cenografias controladas nas quais

indivíduos lutam pela sobrevivência.

49___Se no projeto tecnocientífico a ecologia e a

sustentabilidade foram álibis para a iniciativa de

endocolonização, na TV o gênero reality show, sob o álibi da

52 interatividade, transformou-se em laboratório etnográfico para

prospectar dados e análise dos comportamentos e das

motivações.

55 Biosfera 2 e reality show formaram secretas

alianças: foram a vanguarda de uma verdadeira estratégia de

popularizar e tornar aceitável à opinião pública os novos

58 tempos em que vivemos, quando, sob o álibi da

interatividade, todos disponibilizam gratuitamente em sites de

relacionamento para os bancos de dados corporativos seus

61 dados, aspirações, sonhos e fantasias pessoais em estado

bruto.

Internet: <http://cinegnose.blogspot.com> (com adaptações).

Acesso em 8/1/2012.

Assinale a alternativa correta.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1642852 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP
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Texto para responder às questões de 1 a 3.

1____Em 26 de setembro de 1991, quatro homens e

quatro mulheres entraram em uma gigantesca estrutura

geodésica de vidro e metal, com 12.000 metros quadrados,

4 em Tucson, Arizona, em pleno deserto, para ali ficarem

trancafiados por dois anos. Era o projeto Biosfera 2, que

abrigava 3.800 espécies animais e vegetais e simulações dos

7 cinco principais biomas do planeta Terra, com o propósito de

entender como a biosfera planetária funciona e como o ser

humano interage com os ecossistemas. Foram monitorados

10 por dois mil sensores eletrônicos e assistidos por 600 mil

pagantes em todo o mundo.

Em 16 de setembro de 1999, nove pessoas

13 entraram em uma mansão em Almere, na Holanda, para

ficarem também trancafiadas, dessa vez por 106 dias, sem

nenhum contato com o mundo exterior, acompanhadas por

16 uma parafernália de câmeras e microfones. Era a primeira

edição do reality Show Big Brother idealizado pela empresa

de entretenimentos Endemol. Embora o nome faça alusão à

19 distopia literária de George Orwel, “1984”, na verdade o

programa foi explicitamente inspirado na experiência Biosfera

2 de, então, oito anos atrás.

22___Como experimento científico, o projeto Biosfera 2 foi

um resumo de todas as ideologias ecológicas, climáticas,

microcósmicas e biogenéticas. Mas foi muito mais que isso.

25 Foi uma atração experimental. Bancado por um bilionário

texano pela bagatela de 200 milhões de dólares, desde o

início havia um implícito senso midiático e de espetáculo. É o

28 momento em que a tecnociência se converte em show. Se

não, como explicar a inviabilidade da pesquisa científica em

um ambiente onde oito pesquisadores enclausurados e

31 isolados do mundo passavam 95% do tempo lutando pela

sobrevivência (fazendo a comida crescer, lutando contra

pragas e tentando resolver problemas básicos como higiene

34 e saúde)? Não sobrava muito tempo para o trabalho

científico.

O projeto foi um fracasso científico, mas um sucesso

37 midiático. Dos objetivos iniciais publicamente divulgados

como estudos dos biomas terrestres, dinâmica dos

ecossistemas e sustentabilidade do ser humano em

40 ambientes extraterrestres, havia outro objetivo secreto: a

endocolonização (a colonização interna da mente humana).

Os milhares de sensores eletrônicos e câmeras espalhados

43 no interior da gigantesca estrutura geodésica e o

monitoramento ao vivo por meio de telas de TVs buscavam

outros tipos de dados: o esquadrinhamento do

46 comportamento humano, dessa vez não mais em laboratórios

de psicologia, mas em cenografias controladas nas quais

indivíduos lutam pela sobrevivência.

49___Se no projeto tecnocientífico a ecologia e a

sustentabilidade foram álibis para a iniciativa de

endocolonização, na TV o gênero reality show, sob o álibi da

52 interatividade, transformou-se em laboratório etnográfico para

prospectar dados e análise dos comportamentos e das

motivações.

55 Biosfera 2 e reality show formaram secretas

alianças: foram a vanguarda de uma verdadeira estratégia de

popularizar e tornar aceitável à opinião pública os novos

58 tempos em que vivemos, quando, sob o álibi da

interatividade, todos disponibilizam gratuitamente em sites de

relacionamento para os bancos de dados corporativos seus

61 dados, aspirações, sonhos e fantasias pessoais em estado

bruto.

Internet: <http://cinegnose.blogspot.com> (com adaptações).

Acesso em 8/1/2012.

Assinale a alternativa que apresenta entre colchetes a identificação correta do termo a que se refere a palavra destacada em negrito.

 

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1642851 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP
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Texto para responder às questões de 1 a 3.

1____Em 26 de setembro de 1991, quatro homens e

quatro mulheres entraram em uma gigantesca estrutura

geodésica de vidro e metal, com 12.000 metros quadrados,

4 em Tucson, Arizona, em pleno deserto, para ali ficarem

trancafiados por dois anos. Era o projeto Biosfera 2, que

abrigava 3.800 espécies animais e vegetais e simulações dos

7 cinco principais biomas do planeta Terra, com o propósito de

entender como a biosfera planetária funciona e como o ser

humano interage com os ecossistemas. Foram monitorados

10 por dois mil sensores eletrônicos e assistidos por 600 mil

pagantes em todo o mundo.

Em 16 de setembro de 1999, nove pessoas

13 entraram em uma mansão em Almere, na Holanda, para

ficarem também trancafiadas, dessa vez por 106 dias, sem

nenhum contato com o mundo exterior, acompanhadas por

16 uma parafernália de câmeras e microfones. Era a primeira

edição do reality Show Big Brother idealizado pela empresa

de entretenimentos Endemol. Embora o nome faça alusão à

19 distopia literária de George Orwel, “1984”, na verdade o

programa foi explicitamente inspirado na experiência Biosfera

2 de, então, oito anos atrás.

22___Como experimento científico, o projeto Biosfera 2 foi

um resumo de todas as ideologias ecológicas, climáticas,

microcósmicas e biogenéticas. Mas foi muito mais que isso.

25 Foi uma atração experimental. Bancado por um bilionário

texano pela bagatela de 200 milhões de dólares, desde o

início havia um implícito senso midiático e de espetáculo. É o

28 momento em que a tecnociência se converte em show. Se

não, como explicar a inviabilidade da pesquisa científica em

um ambiente onde oito pesquisadores enclausurados e

31 isolados do mundo passavam 95% do tempo lutando pela

sobrevivência (fazendo a comida crescer, lutando contra

pragas e tentando resolver problemas básicos como higiene

34 e saúde)? Não sobrava muito tempo para o trabalho

científico.

O projeto foi um fracasso científico, mas um sucesso

37 midiático. Dos objetivos iniciais publicamente divulgados

como estudos dos biomas terrestres, dinâmica dos

ecossistemas e sustentabilidade do ser humano em

40 ambientes extraterrestres, havia outro objetivo secreto: a

endocolonização (a colonização interna da mente humana).

Os milhares de sensores eletrônicos e câmeras espalhados

43 no interior da gigantesca estrutura geodésica e o

monitoramento ao vivo por meio de telas de TVs buscavam

outros tipos de dados: o esquadrinhamento do

46 comportamento humano, dessa vez não mais em laboratórios

de psicologia, mas em cenografias controladas nas quais

indivíduos lutam pela sobrevivência.

49___Se no projeto tecnocientífico a ecologia e a

sustentabilidade foram álibis para a iniciativa de

endocolonização, na TV o gênero reality show, sob o álibi da

52 interatividade, transformou-se em laboratório etnográfico para

prospectar dados e análise dos comportamentos e das

motivações.

55 Biosfera 2 e reality show formaram secretas

alianças: foram a vanguarda de uma verdadeira estratégia de

popularizar e tornar aceitável à opinião pública os novos

58 tempos em que vivemos, quando, sob o álibi da

interatividade, todos disponibilizam gratuitamente em sites de

relacionamento para os bancos de dados corporativos seus

61 dados, aspirações, sonhos e fantasias pessoais em estado

bruto.

Internet: <http://cinegnose.blogspot.com> (com adaptações).

Acesso em 8/1/2012.

Assinale a alternativa que interpreta adequadamente ideias do texto.

 

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1642922 Ano: 2012
Disciplina: Biologia
Banca: FUNIVERSA
Orgão: CBM-AP

Um grande número de ocorrências de queimaduras por contato com águas-vivas foi registrado neste verão, principalmente no litoral do Paraná. Considerando a anatomia e o hábito de vida das águas-vivas, assinale a alternativa que apresenta uma explicação para a maior concentração delas no litoral.

Questão Anulada

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