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Foram encontradas 79 questões.

1506538 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO III


enunciado 1506538-1

Sem limites, chatas e mandonas: as crianças que sofrem da Síndrome do Imperador


Se o comportamento de birra, agressividade e desrespeito não forem ajustados ainda na infância, na vida adulta será ainda pior, de acordo com a especialista Lilian Zolet


1Crianças que mandam em casa, xingam os pais, babás e professores, escolhem

o que vão comer e definem todas as escolhas da família: desde o que vai ser visto na

televisão até qual é o horário mais adequado para dormir sofrem da “Síndrome do

Imperador”. São pequenos “reis” criados sem orientação e limites. Mas o que fazer?

5Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo

a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas

tentativas é comum. (...) Leia parte da entrevista:

1. Crianças precisam de limites e isso todos os pais sabem. Mas como saber

quanto é esse limite? Como saber se foi longe demais ou se falta repreensão?

10 (...)

Lembremos que as crianças são como “esponjas”, aprendem e modelam seus

comportamentos a partir dos exemplos das pessoas que convivem com elas,

principalmente dos pais.

2. E quando os pais não conseguem dar os limites necessários?

15Quando os pais aceitam os maus comportamentos ou oferecem algum tipo de

recompensa (presentes), eles estão na verdade reforçando a atitude errada da criança.

Com isso, o filho aprende que pode ter tudo o que deseja, em seu tempo e a seu modo,

e que as pessoas irão servi-lo, tornando-se um “imperador doméstico”. Tais crianças

mandam em casa e também nas brincadeiras fazendo com que as demais crianças

20obedeçam às suas ordens. Elas choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede,

jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam

psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos. (...)


Adaptado da Reportagem de Amanda Milléo, Gazeta do Povo,16/07/2017. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/descubra-se-seu-filho-tem-a-sindrome-do-imperador/>. Acesso em: 18 de ago 2018.


TEXTO V

Mãe que não consegue dizer 'não' ao filho pede

à escola que proíba pipoqueiro na porta

Ancelmo Gois

1Madame não educa

A mãe de um aluno de um colégio particular tradicional da Tijuca, no Rio, pediu

que a direção proíba o pipoqueiro de trabalhar na porta da escola. É que ela proibiu o

filho de comer pipoca. Mas, sempre que vê o pipoqueiro, o miúdo pede à mãe para

5comprar. E ela não sabe dizer não. Ah, bom!


Blog do Ancelmo Gois, Jornal O Globo, 08/08/2017. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/mae-que-nao-consegue-dizer-nao-ao-filho-pede-escola-que-proiba-pipoqueiro-na-porta.html>. Acesso em: 10 ago. 2018. (Adaptado)

Sobre os textos III e V, responda à questão 19.

Marque a alternativa, com base no texto V, que contenha a fala que melhor corresponde ao comportamento de uma criança retratada pela psicóloga Lílian Zolet, no texto III.

 

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1506537 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO V

Mãe que não consegue dizer 'não' ao filho pede

à escola que proíba pipoqueiro na porta

Ancelmo Gois

1Madame não educa

A mãe de um aluno de um colégio particular tradicional da Tijuca, no Rio, pediu

que a direção proíba o pipoqueiro de trabalhar na porta da escola. É que ela proibiu o

filho de comer pipoca. Mas, sempre que vê o pipoqueiro, o miúdo pede à mãe para

5comprar. E ela não sabe dizer não. Ah, bom!


Blog do Ancelmo Gois, Jornal O Globo, 08/08/2017. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/mae-que-nao-consegue-dizer-nao-ao-filho-pede-escola-que-proiba-pipoqueiro-na-porta.html>. Acesso em: 10 ago. 2018. (Adaptado)


Sobre o texto V, responda às questões 17 e 18.

“Madame” é uma palavra usada para se referir ou se dirigir a uma mulher, que pode ser adulta, casada ou solteira; dona de casa ou patroa. É também, em muitas situações, usada como um tratamento a mulheres de classe social mais alta. Entretanto, de acordo com o contexto e com a intenção discursiva do autor, um mesmo termo pode representar algo específico que integra o sentido do texto. Considerando o título “Madame não educa”, do Texto V, o que se pode inferir do uso do termo “Madame” nesse contexto?

 

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1506536 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO V

Mãe que não consegue dizer 'não' ao filho pede

à escola que proíba pipoqueiro na porta

Ancelmo Gois

1Madame não educa

A mãe de um aluno de um colégio particular tradicional da Tijuca, no Rio, pediu

que a direção proíba o pipoqueiro de trabalhar na porta da escola. É que ela proibiu o

filho de comer pipoca. Mas, sempre que vê o pipoqueiro, o miúdo pede à mãe para

5comprar. E ela não sabe dizer não. Ah, bom!


Blog do Ancelmo Gois, Jornal O Globo, 08/08/2017. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/mae-que-nao-consegue-dizer-nao-ao-filho-pede-escola-que-proiba-pipoqueiro-na-porta.html>. Acesso em: 10 ago. 2018. (Adaptado)


Sobre o texto V, responda às questões 17 e 18.

Assinale V, para as informações VERDADEIRAS, e F, para as informações FALSAS. Depois indique a alternativa que apresenta a ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo.

Diante dos fatos apresentados no Texto V, pode-se concluir que

( ) a culpa de o menino fazer birra é do pipoqueiro.

( ) a culpa da falta de controle do menino é da criação da mãe.

( ) Ancelmo Gois, o jornalista que noticia o ocorrido, considera o pedido da mãe correto.

( ) A mãe pediu ajuda a Ancelmo Gois para forçar a saída do pipoqueiro da porta da escola.

( ) Ancelmo Gois fez uso da ironia para criticar a atitude da mãe do menino.

 

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1506535 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO IV

ARMANDINHO

Alexandre Beck

enunciado 1506535-1

Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>.

Acesso em: 05 set. 2018.

Sobre o texto IV, responda às questões de 14 a 16.

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, onomatopeia é o nome que se dá para a formação de uma palavra a partir da reprodução aproximada de um som natural a ela associado. No último quadrinho do texto IV, percebemos que Armandinho está comendo por uma representação gráfica que indica isso. Em qual dos quadrinhos abaixo não ocorre esse mesmo tipo de representação, isto é, não ocorre uma onomatopeia? (Fique atento à ordem dos itens na hora de marcar a resposta no cartão.)

 

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1506534 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO IV

ARMANDINHO

Alexandre Beck

enunciado 1506534-1

Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>.

Acesso em: 05 set. 2018.

Sobre o texto IV, responda às questões de 14 a 16.

“As crianças precisam saber que existem limites!”

“Educar também é saber dizer ‘NÃO’!”

Podem-se unir essas duas falas em apenas uma única frase, sem alterar o seu sentido original, por meio do seguinte termo:

 

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1506533 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO IV

ARMANDINHO

Alexandre Beck

enunciado 1506533-1

Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>.

Acesso em: 05 set. 2018.

Sobre o texto IV, responda às questões de 14 a 16.

Na tira do Armandinho, a palavra “não” é usada em dois momentos distintos. Marque a alternativa que melhor analisa a relação entre as duas ocorrências.

 

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1506532 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO III


enunciado 1506532-1

Sem limites, chatas e mandonas: as crianças que sofrem da Síndrome do Imperador


Se o comportamento de birra, agressividade e desrespeito não forem ajustados ainda na infância, na vida adulta será ainda pior, de acordo com a especialista Lilian Zolet


1Crianças que mandam em casa, xingam os pais, babás e professores, escolhem

o que vão comer e definem todas as escolhas da família: desde o que vai ser visto na

televisão até qual é o horário mais adequado para dormir sofrem da “Síndrome do

Imperador”. São pequenos “reis” criados sem orientação e limites. Mas o que fazer?

5Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo

a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas

tentativas é comum. (...) Leia parte da entrevista:

1. Crianças precisam de limites e isso todos os pais sabem. Mas como saber

quanto é esse limite? Como saber se foi longe demais ou se falta repreensão?

10 (...)

Lembremos que as crianças são como “esponjas”, aprendem e modelam seus

comportamentos a partir dos exemplos das pessoas que convivem com elas,

principalmente dos pais.

2. E quando os pais não conseguem dar os limites necessários?

15Quando os pais aceitam os maus comportamentos ou oferecem algum tipo de

recompensa (presentes), eles estão na verdade reforçando a atitude errada da criança.

Com isso, o filho aprende que pode ter tudo o que deseja, em seu tempo e a seu modo,

e que as pessoas irão servi-lo, tornando-se um “imperador doméstico”. Tais crianças

mandam em casa e também nas brincadeiras fazendo com que as demais crianças

20obedeçam às suas ordens. Elas choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede,

jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam

psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos. (...)


Adaptado da Reportagem de Amanda Milléo, Gazeta do Povo,16/07/2017. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/descubra-se-seu-filho-tem-a-sindrome-do-imperador/>. Acesso em: 18 de ago 2018.

Sobre o texto III, responda às questões 12 e 13.

Crianças educadas sabem respeitar os pais, outros adultos, seus amigos, colegas... Crianças mal-educadas precisam aprender que elas não podem fazer tudo o que querem. O trecho transcrito abaixo contém várias ações de crianças mimadas e sem educação. Veja:

Crianças mimadas “choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede, jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos.” (l. 20-22)

Se reescrevermos todo o trecho que segue como se os fatos tivessem acontecido em um momento específico da noite anterior ao informado, teremos a construção correta presente na alternativa:

 

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1506531 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO III


enunciado 1506531-1

Sem limites, chatas e mandonas: as crianças que sofrem da Síndrome do Imperador


Se o comportamento de birra, agressividade e desrespeito não forem ajustados ainda na infância, na vida adulta será ainda pior, de acordo com a especialista Lilian Zolet


1Crianças que mandam em casa, xingam os pais, babás e professores, escolhem

o que vão comer e definem todas as escolhas da família: desde o que vai ser visto na

televisão até qual é o horário mais adequado para dormir sofrem da “Síndrome do

Imperador”. São pequenos “reis” criados sem orientação e limites. Mas o que fazer?

5Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo

a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas

tentativas é comum. (...) Leia parte da entrevista:

1. Crianças precisam de limites e isso todos os pais sabem. Mas como saber

quanto é esse limite? Como saber se foi longe demais ou se falta repreensão?

10 (...)

Lembremos que as crianças são como “esponjas”, aprendem e modelam seus

comportamentos a partir dos exemplos das pessoas que convivem com elas,

principalmente dos pais.

2. E quando os pais não conseguem dar os limites necessários?

15Quando os pais aceitam os maus comportamentos ou oferecem algum tipo de

recompensa (presentes), eles estão na verdade reforçando a atitude errada da criança.

Com isso, o filho aprende que pode ter tudo o que deseja, em seu tempo e a seu modo,

e que as pessoas irão servi-lo, tornando-se um “imperador doméstico”. Tais crianças

mandam em casa e também nas brincadeiras fazendo com que as demais crianças

20obedeçam às suas ordens. Elas choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede,

jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam

psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos. (...)


Adaptado da Reportagem de Amanda Milléo, Gazeta do Povo,16/07/2017. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/descubra-se-seu-filho-tem-a-sindrome-do-imperador/>. Acesso em: 18 de ago 2018.

Sobre o texto III, responda às questões 12 e 13.

Em “Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas tentativas é comum.” (l. 5-7), o trecho tem como objetivo indicar

 

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1506530 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO I


Princesa Arabela, mimada que só ela!

Mylo Freeman

1Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?

– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o

5rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...

– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.

– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.

– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.

– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?

10– Eu já tenho – respondeu a princesa.

– E uma zebra de balanço?

– Já tenho.

– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...

– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa

15diferente. Eu quero... Um elefante!

– Um elê o quê? – gritou a rainha.

– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?

– E quem vai deixar que ele fique conosco?

A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.

20No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.

Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia.

Com um elefante.

Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.

Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou

25de alegria em volta do elefante.

– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha, Elefante, sente-se aqui!

Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.

– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,

30impaciente.

Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.

– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.

35– Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não

posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a

soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de

volta agora mesmo!

Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.

40– Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma elefantinha correu em direção a eles.

– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!

– Sim, filhinha – Elefante respondeu.

45– E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!

FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.


TEXTO II


O reizinho mandão

Ruth Rocha

1Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.

Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe

daqui.

Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo

5no peito, da capa vermelha batendo no pé.

Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o

que ele fazia era para o bem do povo.

Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou

rei daquele lugar.

10O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães

deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.

Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...

Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...

Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo

15dizendo: "Não brinco mais!"

E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam

roxinhos, esperneiam e tudo.

Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.

Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.

20 Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!

Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no

reino.

Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!

A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as

25mais absurdas do mundo.

Olhem só esta lei:

"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de

lua cheia!"

Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém

30jamais vai saber.

Outra lei que ele fez: "É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".

Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.

Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)

Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.

Sobre o texto II, responda às questões de 08 a 10.

Sobre os textos I e II, responda à questão 11.

Analise o foco narrativo dos textos I e II e marque a alternativa correta.

 

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1506529 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

TEXTO II

O reizinho mandão

Ruth Rocha

1Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.

Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe

daqui.

Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo

5no peito, da capa vermelha batendo no pé.

Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o

que ele fazia era para o bem do povo.

Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou

rei daquele lugar.

10O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães

deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.

Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...

Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...

Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo

15dizendo: "Não brinco mais!"

E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam

roxinhos, esperneiam e tudo.

Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.

Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.

20 Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!

Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no

reino.

Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!

A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as

25mais absurdas do mundo.

Olhem só esta lei:

"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de

lua cheia!"

Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém

30jamais vai saber.

Outra lei que ele fez: "É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".

Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.

Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)

Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.

Sobre o texto II, responda às questões de 08 a 10.

Querem mandar nas brincadeiras...” (l. 12)

Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...” (l. 13)

De acordo com o contexto da narrativa, os agentes das ações sublinhadas são

 

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