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Foram encontradas 79 questões.

1506578 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VIII, RESPONDA QUESTÃO 20.


Texto VIII

enunciado 1506578-1

(Disponível em: <<<https://www.youtube.com/watch?v=Eem5WnN0GJE>>.>. Acesso em: 11 jul. 2018.)

Entre o primeiro e último quadros, desenvolve-se uma concreta troca afetiva.

Analisando-se os elementos não verbais, aqueles que MELHOR representam a empatia são

 

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1506577 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VII, RESPONDA S QUESTÕES 18 E 19.


TEXTO VII


OS REAIS MISTÉRIOS DE LEONARDO DA VINCI

Para além das conspirações, um gênio realmente incomum


Da Vinci viveu na mesma época que Cristóvão Colombo, Maquiavel, Michelângelo,

Martinho Lutero e Nostradamus. Enquanto ele pintava Mona Lisa, Pedro Álvares Cabral

navegava pelo Atlântico em direção ao Brasil. Mas o que em sua vida ou suas telas deu

margem a teorias conspiratórias? Leonardo era tão diferente e misterioso assim? Sua obra

5ou sua vida permitiram que tantos anos depois tanta coisa fosse inventada sobre ele?

A resposta é sim. Da Vinci dava sopa para o azar. E, apesar de ele ser, de certa forma,

típico de seu tempo, tinha lá suas manias. Primeiro, criou sua própria linguagem em código.

Quando não escrevia ao contrário, da direita para a esquerda — fazendo que sua caligrafia só

fosse compreendida quando vista no espelho —, usava um tipo de taquigrafia estranhíssima,

10 na qual usava parte de palavras ou símbolos e não letras para exprimir ideias. Prato cheio

para quem enxerga conspirações em todo lugar.

”Seus interesses ultrapassavam o campo artístico”, afirma Christopher Witcombe,

professor do departamento de História da Arte da Universidade de Virgínia, nos Estados

Unidos. Ele especulou pela anatomia, biologia, física e engenharia. Leonardo amava sua arte e

15 acreditava que “o amor a qualquer coisa é produto do conhecimento, sendo o amor mais

ardente quanto mais seguro é o conhecimento”, conforme escreveu. Era um profundo

estudioso das técnicas que, segundo sua visão, seriam complementares à sua arte. Ele

dissecou corpos humanos e de animais para compreender a posição de ossos e como

funcionavam músculos e tecidos. Desenvolveu e utilizou lentes para projetar imagens e

20 melhor reproduzir seus modelos, desenvolvendo técnicas aplicáveis às suas obras, como os

planos de perspectiva, ponto de fuga etc. Estudou a química das substâncias para desenvolver

suas próprias tintas, especulou sobre a matemática e a filosofia. Da Vinci foi um cientista-

artista tão fascinado pelos mistérios do Universo e pelos enigmas do corpo humano quanto

pelas possibilidades de aplicar esses conhecimentos em suas obras.


(Disponível em: <<https://www.google.com/os-reais-misterios-de-leonardo-davinci>>. Acesso em: 27 jul. 2018.)

Se compararmos o amor de Leonardo da Vinci, apresentado no Texto VII, com o amor segundo Padre António Vieira (Texto IV), podemos perceber uma relação de

 

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1506576 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VII, RESPONDA S QUESTÕES 18 E 19.


TEXTO VII


OS REAIS MISTÉRIOS DE LEONARDO DA VINCI

Para além das conspirações, um gênio realmente incomum


Da Vinci viveu na mesma época que Cristóvão Colombo, Maquiavel, Michelângelo,

Martinho Lutero e Nostradamus. Enquanto ele pintava Mona Lisa, Pedro Álvares Cabral

navegava pelo Atlântico em direção ao Brasil. Mas o que em sua vida ou suas telas deu

margem a teorias conspiratórias? Leonardo era tão diferente e misterioso assim? Sua obra

5ou sua vida permitiram que tantos anos depois tanta coisa fosse inventada sobre ele?

A resposta é sim. Da Vinci dava sopa para o azar. E, apesar de ele ser, de certa forma,

típico de seu tempo, tinha lá suas manias. Primeiro, criou sua própria linguagem em código.

Quando não escrevia ao contrário, da direita para a esquerda — fazendo que sua caligrafia só

fosse compreendida quando vista no espelho —, usava um tipo de taquigrafia estranhíssima,

10 na qual usava parte de palavras ou símbolos e não letras para exprimir ideias. Prato cheio

para quem enxerga conspirações em todo lugar.

”Seus interesses ultrapassavam o campo artístico”, afirma Christopher Witcombe,

professor do departamento de História da Arte da Universidade de Virgínia, nos Estados

Unidos. Ele especulou pela anatomia, biologia, física e engenharia. Leonardo amava sua arte e

15 acreditava que “o amor a qualquer coisa é produto do conhecimento, sendo o amor mais

ardente quanto mais seguro é o conhecimento”, conforme escreveu. Era um profundo

estudioso das técnicas que, segundo sua visão, seriam complementares à sua arte. Ele

dissecou corpos humanos e de animais para compreender a posição de ossos e como

funcionavam músculos e tecidos. Desenvolveu e utilizou lentes para projetar imagens e

20 melhor reproduzir seus modelos, desenvolvendo técnicas aplicáveis às suas obras, como os

planos de perspectiva, ponto de fuga etc. Estudou a química das substâncias para desenvolver

suas próprias tintas, especulou sobre a matemática e a filosofia. Da Vinci foi um cientista-

artista tão fascinado pelos mistérios do Universo e pelos enigmas do corpo humano quanto

pelas possibilidades de aplicar esses conhecimentos em suas obras.


(Disponível em: <<https://www.google.com/os-reais-misterios-de-leonardo-davinci>>. Acesso em: 27 jul. 2018.)

Leonardo amava sua arte e acreditava que “o amor a qualquer coisa é produto do conhecimento, sendo o amor mais ardente quanto mais seguro é o conhecimento”, conforme escreveu. (l. 14-16)

A partir da leitura do Texto VII, pode-se inferir que o sentimento de Leonardo da Vinci pela arte era

 

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1506575 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VI, RESPONDA S QUESTÕES 16 E 17.


Texto VI


Eu tinha nove ou dez anos, e uma tia, que era pintora, me convidara para ir ao seu ateliê

para conhecer o local onde ela trabalhava. O pequeno aposento estava frio e tinha um cheiro

maravilhoso de terebintina e óleo; as telas armazenadas, apoiadas uma nas outras, me

pareciam livros deformados no sonho de alguém que soubesse vagamente o que eram livros e

5os houvesse imaginado enormes, feitos de uma única página, dura e grossa [...].

Francis Bacon observou que, para os antigos, todas as imagens que o mundo dispõe

diante de nós já se acham encerradas em nossa memória desde o nascimento. “Desse modo,

Platão tinha a concepção”, escreveu ele, “de que todo conhecimento não passava de

recordação; do mesmo modo, Salomão proferiu sua conclusão de que toda novidade não passa

10de esquecimento”. Se isso for verdade, estamos todos refletidos de algum modo nas

numerosas e distintas imagens que nos rodeiam, uma vez que elas já são parte daquilo que

somos: imagens que criamos e imagens que emolduramos; imagens que compomos fisicamente,

à mão, e imagens que se formam espontaneamente na imaginação; imagens de rostos, árvores,

prédios, nuvens, paisagens, instrumentos, água, fogo e imagens daquelas imagens — pintadas,

15 esculpidas, encenadas... Quer descubramos nessas imagens circundantes lembranças

desbotadas de uma beleza que, em outros tempos, foi nossa (como sugeriu Platão), quer elas

exijam de nós uma interpretação nova e original, por meio de todas as possibilidades que

nossa linguagem tenha a oferecer, somos essencialmente criaturas de imagens, de figuras.

(MANGUEL, Alberto. Lendo imagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 19-20.)

As orações adjetivas cujo conteúdo é relevante para a identificação da entidade, ser ou objeto a que se refere o antecedente do pronome relativo chamam-se restritivas [...]. Quando, entretanto, o conteúdo da oração adjetiva não contribui para essa identificação, dizemos que a oração adjetiva é não restritiva (ou explicativa).

(Azeredo, José Carlos de. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 1.ed. São Paulo: Publifolha, 2008. p. 319-320.)

Ao longo do Texto VI, observam-se algumas ocorrências de orações adjetivas.

No período “Eu tinha nove ou dez anos, e uma tia, que era pintora, me convidara para ir ao seu ateliê para conhecer o local onde ela trabalhava.” (l. 1 e 2), a oração adjetiva destacada estabelece com o vocábulo “tia” uma relação semântica de

 

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1506574 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VI, RESPONDA S QUESTÕES 16 E 17.


Texto VI


Eu tinha nove ou dez anos, e uma tia, que era pintora, me convidara para ir ao seu ateliê

para conhecer o local onde ela trabalhava. O pequeno aposento estava frio e tinha um cheiro

maravilhoso de terebintina e óleo; as telas armazenadas, apoiadas uma nas outras, me

pareciam livros deformados no sonho de alguém que soubesse vagamente o que eram livros e

5os houvesse imaginado enormes, feitos de uma única página, dura e grossa [...].

Francis Bacon observou que, para os antigos, todas as imagens que o mundo dispõe

diante de nós já se acham encerradas em nossa memória desde o nascimento. “Desse modo,

Platão tinha a concepção”, escreveu ele, “de que todo conhecimento não passava de

recordação; do mesmo modo, Salomão proferiu sua conclusão de que toda novidade não passa

10de esquecimento”. Se isso for verdade, estamos todos refletidos de algum modo nas

numerosas e distintas imagens que nos rodeiam, uma vez que elas já são parte daquilo que

somos: imagens que criamos e imagens que emolduramos; imagens que compomos fisicamente,

à mão, e imagens que se formam espontaneamente na imaginação; imagens de rostos, árvores,

prédios, nuvens, paisagens, instrumentos, água, fogo e imagens daquelas imagens — pintadas,

15 esculpidas, encenadas... Quer descubramos nessas imagens circundantes lembranças

desbotadas de uma beleza que, em outros tempos, foi nossa (como sugeriu Platão), quer elas

exijam de nós uma interpretação nova e original, por meio de todas as possibilidades que

nossa linguagem tenha a oferecer, somos essencialmente criaturas de imagens, de figuras.

(MANGUEL, Alberto. Lendo imagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 19-20.)

A argumentação pode ser construída por meio de diferentes recursos, sempre visando convencer o leitor sobre a validade de determinada tese.

Nesse sentido, é correto afirmar que Manguel

 

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1506573 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO V, RESPONDA S QUESTÕES DE 13 A 15


Texto V


O menino que carregava água na peneira


Tenho um livro sobre águas e meninos.

Gostei mais de um menino

que carregava água na peneira.


A mãe disse que carregar água na peneira

5era o mesmo que roubar um vento e

sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.


A mãe disse que era o mesmo

que catar espinhos na água.

O mesmo que criar peixes no bolso.


10O menino era ligado em despropósitos.

Quis montar os alicerces

de uma casa sobre orvalhos.


A mãe reparou que o menino

gostava mais do vazio, do que do cheio.

15Falava que vazios são maiores e até infinitos. [...]

Com o tempo descobriu que

escrever seria o mesmo

que carregar água na peneira.


No escrever o menino viu

20que era capaz de ser noviça,

monge ou mendigo ao mesmo tempo. [...]


Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.

Até fez uma pedra dar flor.


25A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!

Você vai carregar água na peneira a vida toda.


Você vai encher os vazios

com as suas peraltagens,

30e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!

(BARROS, Manoel de. Meu quintal é maior do que o mundo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p. 114.)

De acordo com Ferreira Gullar, “A arte existe, porque a vida não basta”.

No poema de Manoel de Barros, mais especificamente no verso “até fez uma pedra dar flor” (v. 24), a relação do poeta com a representação da realidade pode ser entendida como

 

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1506572 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO V, RESPONDA S QUESTÕES DE 13 A 15


Texto V


O menino que carregava água na peneira


Tenho um livro sobre águas e meninos.

Gostei mais de um menino

que carregava água na peneira.


A mãe disse que carregar água na peneira

5era o mesmo que roubar um vento e

sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.


A mãe disse que era o mesmo

que catar espinhos na água.

O mesmo que criar peixes no bolso.


10O menino era ligado em despropósitos.

Quis montar os alicerces

de uma casa sobre orvalhos.


A mãe reparou que o menino

gostava mais do vazio, do que do cheio.

15Falava que vazios são maiores e até infinitos. [...]

Com o tempo descobriu que

escrever seria o mesmo

que carregar água na peneira.


No escrever o menino viu

20que era capaz de ser noviça,

monge ou mendigo ao mesmo tempo. [...]


Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.

Até fez uma pedra dar flor.


25A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!

Você vai carregar água na peneira a vida toda.


Você vai encher os vazios

com as suas peraltagens,

30e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!

(BARROS, Manoel de. Meu quintal é maior do que o mundo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p. 114.)

Na arte, é comum o poeta buscar a revitalização da linguagem.

No verso “Você vai carregar água na peneira a vida toda.” (v. 27), a linguagem explorada para traduzir a perspectiva criativa do menino

 

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1506571 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO V, RESPONDA S QUESTÕES DE 13 A 15


Texto V


O menino que carregava água na peneira


Tenho um livro sobre águas e meninos.

Gostei mais de um menino

que carregava água na peneira.


A mãe disse que carregar água na peneira

5era o mesmo que roubar um vento e

sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.


A mãe disse que era o mesmo

que catar espinhos na água.

O mesmo que criar peixes no bolso.


10O menino era ligado em despropósitos.

Quis montar os alicerces

de uma casa sobre orvalhos.


A mãe reparou que o menino

gostava mais do vazio, do que do cheio.

15Falava que vazios são maiores e até infinitos. [...]

Com o tempo descobriu que

escrever seria o mesmo

que carregar água na peneira.


No escrever o menino viu

20que era capaz de ser noviça,

monge ou mendigo ao mesmo tempo. [...]


Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.

Até fez uma pedra dar flor.


25A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!

Você vai carregar água na peneira a vida toda.


Você vai encher os vazios

com as suas peraltagens,

30e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!

(BARROS, Manoel de. Meu quintal é maior do que o mundo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p. 114.)

No Texto V, o título do poema ilustra o que a mãe do menino chama de “despropósitos” (v. 30). Sobre essa correlação — ação do menino / percepção da mãe — infere-se que a palavra “despropósito”

 

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1506570 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO IV, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMEROS 10 A 12.


TEXTO IV


O Tempo e o Amor


Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o

tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas,

que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as

linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos

5unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram 5 o amor menino, porque não há amor tão

robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o

desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já

não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa

e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas,

10 descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem

as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não

amar, e o ter amado muito, de amar menos.


(VIEIRA, Pe. António. Sermão do Mandato, parte III, In: Sermões. Porto: Lello & Irmão, 1959. p. 94.)


Vocabulário:

Embotar: tornar menos cortante, menos agudo.

Enfastiar: causar ou sentir tédio (fastio).

São vários os procedimentos relacionados à organização e seleção de palavras que contribuem para a construção de sentidos de um texto.

Um deles é a apresentação progressiva de ideias, que pode ser identificada na seguinte passagem:

 

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1506569 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO IV, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMEROS 10 A 12.


TEXTO IV


O Tempo e o Amor


Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o

tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas,

que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as

linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos

5unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram 5 o amor menino, porque não há amor tão

robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o

desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já

não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa

e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas,

10 descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem

as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não

amar, e o ter amado muito, de amar menos.


(VIEIRA, Pe. António. Sermão do Mandato, parte III, In: Sermões. Porto: Lello & Irmão, 1959. p. 94.)


Vocabulário:

Embotar: tornar menos cortante, menos agudo.

Enfastiar: causar ou sentir tédio (fastio).

No trecho “São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito” (l. 2 e 3), encontram-se destacadas duas ocorrências da palavra “que”. Embora a palavra seja a mesma, nessas ocorrências, o termo em questão indica valores semânticos distintos. Esses valores são respectivamente

 

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