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Foram encontradas 79 questões.

2521155 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
TEXTO VI:
OS OIM DO MEU AMOR
(Cordel do Fogo Encantado)
Ê nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
Nunca mais eu vi
Os oím dela brilhar
Nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
São dois jarrinho de flor
E todo mundo quer cheirar
TEXTO VII:
PELA LUZ DOS OLHOS TEUS
(Vinicius de Moraes)
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar
Sobre os textos VI e VII é correto afirmar que:
 

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2520901 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
Considerando as proposições I, II, III e IV a seguir,
I - !$ \sqrt{58+ \sqrt {31+ \sqrt {21+ \sqrt{13 + \sqrt{7 + \sqrt{3 + \sqrt{1 + \sqrt 0}}}}}}}=8 !$
II - !$ \sqrt { \sqrt [3]{2016}}. \sqrt [6]{162}=6. \sqrt [6] 7 !$
III - !$ \sqrt{50}- \sqrt{18} = 2 \sqrt 2 !$
são verdadeiras:
 

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2520738 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
Considerando as proposições I, II, III e IV a seguir,
I. !$ 2^{\large{3 \over 2}}.4 ^{- \large{1 \over 4}}.(-9)^{\large{1\over2}}=-6 !$
II. !$ 1^{\large{9 \over7}}-10+121^{\large{1\over2}}=0 !$
III. a igualdade !$ \sqrt{13^2+13^2+ ...+13^2}=13^2+13^2+13^2+13^2 !$ será verdadeira se dentro do radicando houver, no total, 2704 parcelas iguais a !$ 13^2 !$
IV. !$ \left( 10^ {-\large{1 \over 2}} \right)^{\large{1\over3}}:10^{\large{1 \over 6}}=1 !$
afirma-se corretamente que,
 

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2520582 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
Leia o texto a seguir:
Enunciado 2818936-1
Relativo a cada cidade, a coluna da esquerda representa o custo previsto e a coluna da direita indica o custo total (exceto a do Rio 2016, que na data de publicação da notícia ainda estava em andamento).
Baseado no gráfico anterior, considere as proposições a seguir:
I - Em Atlanta , o custo total superou o custo previsto em exatamente 25%.
II - O custo total em Pequim superou o custo previsto no "Rio 2016" em exatamente 100%.
III - O excesso de gastos nas olimpíadas de Atenas em 2004 superou o excesso de gastos nas olimpíadas de Londres em 2012.
IV - O custo total nas olimpíadas de Pequim em 2008 supera a soma dos custos previstos dos outros países do gráfico.
Pode-se afirmar que:
 

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2520310 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
TEXTO I : O conto da mentira (Rogério Augusto)
Todo dia Felipe inventava uma mentira. "Mãe, a vovó tá no telefone!". A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo:"Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!". Felipe ria na cara dela: "Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!".
O pai de Felipe também conversava com ele: "Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!". Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte ...
Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: "É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!".
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora, sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia ...
TEXTO II: O menino e o lobo (La Fontaine)
Enunciado 2815477-1
Um menino, pastor de ovelhas, havia ganho um apito para que soprasse em caso de perigo. Como ele passava grande parte do dia nos campos com seu rebanho de ovelhas, era necessário um meio de comunicação, numa emergência.
Num dia calmo de sol, enquanto as ovelhas pastavam tranquilamente, o menino resolveu soprar o apito só para verificar o que aconteceria.
Ao ouvir o alarme, toda a aldeia correu para salvá-lo do perigo iminente. Mas não havia perigo. Estava tudo no mais completo sossego. Só se ouviam os risos do pastorzinho, que achou aquela correria toda muito engraçada.
Passados alguns dias, o menino soprou de novo o apito. E, de novo, a aldeia toda veio em seu socorro. Mas só encontraram o pastorzinho rindo às gargalhadas do susto que pregara.
Aconteceu, porém, de um enorme lobo faminto aparecer por aquela pastagem. E antes de atacar o rebanho, resolveu perseguir o menino. Este, mais do que rápido, soprou o apito. Como ninguém apareceu em seu socorro, soprou maus uma vez. E outra mais. Em vão. Apesar de ouvirem o apito desesperado, todos pensaram ser outra brincadeira de pastorzinho.
Correndo para salvar a sua vida, o menino ainda teve tempo de perceber que, na boca de um mentiroso, até a mais pura verdade parece mentira.
A verdade é sempre o melhor caminho.
La Fontaine, Livro das Fábulas. Enunciado 2815477-2
Os textos I e II têm o mesmo tema, porém não apresentam o mesmo desfecho. Qual a alternativa que caracteriza essa afirmativa?
 

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2520129 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
TEXTO VI: Dia, Lugar e Hora (Luan Santana)
Fonte:https:www.letras.mus.br/luan-santana/eu-voce-o-mar--e-ela#radio:luan-santana Acesso:05/11/2016
Se a moça do café não demorasse tanto
Pra me dar o troco
Se eu não tivesse discutido na calçada
Com aquele cara louco
E ó que eu nem sou de rolo
Se eu não tivesse atravessado
Aquela hora do sinal vermelho
Se eu não parasse bem na hora do almoço
Pra cortar o cabelo
E ó que eu nem sou vaidoso
Eu não teria te encontrado
Eu não teria me apaixonado
Mas aconteceu
Foi mais forte que eu e você
Aí eu disse
Quer que eu faça um café?
Ou faça minha vida
Se encaixar na sua?
Aqui mesmo na rua
Era pra ser agora
Quando é pra acontecer
Tem dia, lugar e tem hora
Se eu não tivesse atravessado
Aquela hora no sinal vermelho
Se eu não parasse bem na hora do almoço
Pra cortar o cabelo
E ó eu nem sou vaidoso
Eu não teria te encontrado
Eu não teria me apaixonado
Mas aconteceu
Foi mais forte que eu e você
Aí eu disse
Quer que eu faça um café?
Ou faça minha vida
Se encaixar na sua?
Aqui mesmo na rua
Era pra ser agora
Quando é pra acontecer
Tem dia, lugar e tem hora
Eu disse
Quer que eu faça um cafe?
Ou faça minha vida
Se encaixar na sua?
Aqui mesmo na rua
Era pra ser agora
Quando é pra acontecer
Tem dia, lugar e tem hora
Se a moça do café não demorasse tanto
"As letras das composições do Luan Santana costumam ter milhares de exibições em sites de música e são tocadas incansavelmente nas rádios. Essa é a ratificação de que este cantor é muito querido e cujas músicas caem rapidamente no gosto da população. As causas desse fenômeno são facilmente elencadas."
Observando com atenção a letra de " Dia, Lugar e Hora", podemos citar algumas dessas causas, SOMENTE NÃO a que consta na alternativa:
 

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2520128 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
TEXTO V: EDITORIAL » O poder das mulheres do maracatu (Texto brevemente alterado - Publicação: 05/11/2016 3:00)
Primeiro elas se libertaram do papel de cozinheiras. Depois, ganharam as ruas com roupas coloridas e um som alegre. Desafiaram o machismo instaurado historicamente na brincadeira de maracatu rural. Hoje, estão mais empoderadas que ontem. Prontas, portanto, para receberem a homenagem merecida. Doze anos depois de lançado, o Maracatu Feminino de Baque Solto Coração Nazareno, o único do Brasil formado apenas por mulheres, será agraciado com a Ordem do Mérito Cultural (OMC), considerada a condecoração mais importante da cultura brasileira e ofertada pelo Ministério da Cultura (MinC).
O evento acontece no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira. Eliane Rodrigues, idealizadora e coordenadora do maracatu, embarca sozinha para representar 72 mulheres, a maioria de Nazaré da Mata, conhecida como a Capital do Maracatu. O grupo é diverso (...).
Até os anos de 1990, somente os homens podiam brincar no maracatu, explica Eliane Rodrigues. Às mulheres, cabia apenas o papel de cozinhar para eles. Tabu quebrado, as participantes passaram de coadjuvantes a protagonistas. No carnaval, reinam de igual para igual com os maracatus formados por homens. Nas apresentações, tornam-se poderosas em qualquer idade. O Coração Nazareno tem participantes de oito a oitenta anos de idade. Se não preservamos a cultura, perdemos aos poucos nossa história. Primordial, portanto, passar essa informação valiosa para as crianças.
A importância da agremiação já foi contada no livro A mulher no maracatu rural, da historiadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tamar Thalez, e em curtas, produzidos, inclusive, por estrangeiros em visita ao estado. Hoje, calcula-se 23 maracatus em Nazaré da Mata, sendo que 19 deles estão em maior evidência.
O grupo foi formado em 8 de março de 2004, no Dia Internacional da Mulher, pelas integrantes da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam). Hoje, tem dois CD's, além de prêmios, como a Cultura Popular nas Ondas do Rádio e o Prêmio Culturas Populares - 100 Anos Mazzaropi, do Ministério da Cultura. Além de trabalhar o protagonismo feminino na dança, a Amunam investe na economia criativa, através do Ponto de Cultura Engenhos dos Maracatus. Lá, são ofertadas ás mulheres e suas famílias oficinas de artesanato voltadas para a produção de adereços de maracatus. Patrimônio Imaterial do Brasil, o maracatu rural deixa Pernambuco por um dia para brilhar e fazer brilhar os olhos dos habitantes de Brasília.
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/opiniao/46,97,43,74/2016/11/05interna_opiniao.157335/o-poder-das-mulheres-do-maracatu.shtml Acesso: 05/11/2016
Ao ler este último período do texto, constatamos as relações de dependência entre os termos que o constituem:
"Lá, são ofertadas às mulheres e suas famílias oficinas de artesanato voltadas para a produção de adereços de maracatus. Patrimônio Imaterial do Brasil, o maracatu rural deixa Pernambuco por um dia para brilhar e fazer brilhar o olhos dos habitantes de Brasília."
Vemos um caso de regência nominal em:
 

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2519564 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
TEXTO III : A crise de ser amada/odiada demais*
Um dia eu estava correndo pelas ruas de Ipanema à noite, sozinha, indo encontrar Caio para ir ao aniversário de alguém, quando escuto um "Jout Jout?" muito inesperado atrás de mim. Virei imediatamente:
- Eu! - e corri para o abraço.
Era uma menina, Maria Cláudia, com o namorado e seu gato, que tinha acabado de cari da janela. Eles estava, voltando do veterinário.
A gente se amou, falei que era a minha primeira vez, falamos dos meus vídeos e nos despedimos. Saí correndo ainda mais rápido para contar a Caio que coisa maravilhosa havia acontecido. Cheguei ofegante, aos pulos:
- Caio! Fui reconhecida na rua!!$ ^{(A)} !$
Celebramos horrores aquele dia.!$ ^{(A)} !$
Um tempo se passou, fui fazendo mais vídeos e sendo reconhecida na rua de vez em quando. Ficava toda boba, tirava foto, contava para todo mundo, minha mãe achava o máximo. Reconhecimento! O que todo bom trabalhador quer.
Chega então o vídeo do batom vermelho, mais inscritos no canal, mais amigos no Facebook, mais seguidores no Instagram. E-mails que eu não dava conta de responder, mensagens das mais lindas às mais assustadoras.!$ ^{(B)} !$ Todo dia eu derretia de amor por algum e-mail que me dizia que eu estava fazendo alguém muito feliz mundo afora. Nas ruas, cada vez mais selfies. Até que uma menina me viu e me abraçou tremendo dos pés à cabeça.!$ ^{(C)} !$ E outra, além de tremer, chorou.
Quando uma pessoa que você não conhece chora ao te encontrar, passam uns pensamentos na sua cabeça. Trata-se de um amor tão intenso que a pessoa chora. Esse é um tipo de amor que vicia. Alguém idolatrando você sem ter conversado cinco minutos com você? Viciante. E para uma pisciana que busca tanto ser amada isso é um prato cheio. Até você deixar sua vaidade de lado um pouquinho e notar que essa pessoa, na verdade, não pode amar você. Ou não pode amar de um jeito confiável. Melhor: não dá para você ficar dependendo desse amor tanto assim.
É claro que eu amo que me amem, e eu amo que amem meu trabalho, mas será que essa pessoa me amaria dessa forma se passasse um fim de semana na serra comigo? Ou ela iria querer me matar? Ou ia ficar indiferente a mim? As pessoas geralmente têm um contato semanal comigo, editado, por não mais do que vinte minutos, e isso basta para despertar amor, ódio ou indiferença. Quando se trata do primeiro caso, é o tipo de sentimento fácil de ganhar e difícil de manter. Uma bolinha fora, uma frase que machuca alguém de alguma forma que você jamais imaginaria transforma aquele amor profundo na mais terrível decepção. Se sua mãe fala uma coisa que você não gosta, você bate a porta e no dia seguinte já ama ela de novo. Se uma youtuber que você idolatra magoa você, não tem volta. O que nos traz de volta ao "não dá para depender muito desse amor".!$ ^{(D)} !$ E nem do ódio, aliás (essa é a parte boa). Se alguém n internet odeia você, geralmente é porque não gostou da sua orelha ou do seu sotaque ou da sua opinião sobre um assunto. Não dá para confiar nesse ódio também. Às vezes, no fim de semana na serra, essa pessoa ia querer casar com você e ter uma penca de filhos. Vai saber.!$ ^{(E)} !$ Como meu analista disse uma vez: "Não importa, você não está nisso para angariar amor". Tapa na cara atrás de tapa na cara.
*JOUT, jout. Tá todo mundo mal: o livro das crises. São Paulo: Companhia das letras, 2016.
Pode-se perceber que a autora demonstrou alegria no trecho:
 

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2519439 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
Em comemoração ao dia do estudante, ocorrido em 11 de agosto, a professora de matemática do 6º ano do ensino fundamental do Colégio Militar do Recife, decidiu presentear seus alunos com livros didáticos. Como não tinha livros suficientes para todos, ela distribuiu de forma aleatória 5 modelos de fichas, mostradas a seguir:
Enunciado 2804161-1
Após cada aluno ter recebido sua ficha, ela falou que ganhariam os livros apenas aqueles alunos com ficha onde havia três representações diferentes do mesmo número racional. Sendo assim, ganharam livros os alunos que pegaram a ficha:
 

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2519012 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife
TEXTO V: As intermitências da morte
No dia seguinte ninguém morreu. O fato, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre e diurnas e noturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. [...] Sangue, porém, houve-o, e não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas, os bombeiros extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica matemática das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas morreria no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. [...] Já tínhamos passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria morrer. [...]
SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p.11-12
José Saramago foi o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Nascido em Portugal, seus romances e contos trazem características particulares quanto à pontuação e a utilização de parágrafos de forma diferenciada. No seu romance, "As intermitências da morte", percebe-se a morte como como personagem principal. De acordo com trecho do livro reproduzido acima, responda a seguir.
Em "[...] quando alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar", a palavra "mutuamente" pode ser substituída sem mudança de sentido por:
 

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