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Respondida
A prisionização secundária
Respondida
Sobre a política criminal brasileira e o encarceramento:
Respondida
As lesões corporais praticadas no contexto de violência doméstica contra a mulher
Respondida
Sobre o processo de criminalização e o respectivo caráter seletivo, é correto afirmar que se trata de fenômeno
Respondida
Em meados de 2025, às 8h da manhã, policiais militares foram acionados a fim de cumprir mandado de prisão existente contra
Rodrigo por motivo de condenação definitiva por crime de furto, razão pela qual se deslocaram até sua residência. No trajeto
para o endereço onde seria cumprido o mandado, o denunciado foi visto no interior de um automóvel em via pública, sendo ali
detido. Em seguida, os policiais seguiram com o denunciado até o local de sua residência, onde, após buscas realizadas,
encontraram quantidade expressiva de drogas, de lá saindo por volta das 11h da manhã. Por tal motivo, foi o denunciado detido
em flagrante delito e, posteriormente, condenado com base nessas provas por tráfico de drogas. Nessa situação, segundo
recente julgado do Superior Tribunal de Justiça,
A
havia justa causa para a abordagem de Rodrigo em via pública para o cumprimento do mandado de prisão em aberto, mas
o posterior ingresso no domicílio do acusado se deu de forma inconstitucional em razão do horário de ingresso em
domicílio. Sendo tais provas ilícitas, Rodrigo deve ser absolvido pelo delito de tráfico de drogas.
B
a prática policial foi inconstitucional, tendo em vista o horário em que as condutas foram realizadas, incompatíveis com a
inviolabilidade do domicílio prevista na nossa Carta Magna.
C
havia justa causa tanto para a abordagem de Rodrigo em via pública para o cumprimento do mandado de prisão em
aberto, quanto para o posterior ingresso no domicílio do acusado, tendo em vista o caráter de permanência do delito de
tráfico de drogas, mormente em seu verbo "ter em depósito".
D
o próprio cumprimento do mandado de prisão de Rodrigo foi ilegal e vexatório, devendo os policiais aguardarem sua
chegada em residência. Em decorrência lógica, a entrada em sua residência também foi ilegal, devendo as provas serem
consideradas ilícitas e Rodrigo absolvido pelo delito de tráfico de drogas e posto em liberdade em relação ao mandado de
prisão existente.
E
havia justa causa para a abordagem de Rodrigo em via pública para o cumprimento do mandado de prisão em aberto, mas
o posterior ingresso no domicílio do acusado se deu em nítido desvio de finalidade, eis que ausente situação de flagrância
visível ou fundadas razões prévias à existência do crime no imóvel. Sendo tais provas ilícitas, Rodrigo deve ser absolvido
pelo delito de tráfico de drogas.
Respondida
De acordo com a Lei de Execução Penal, a fiscalização por meio da monitoração eletrônica
Respondida
Em relação aos órgãos da execução penal:
A
O Conselho da Comunidade possui atribuição relevante na formulação de políticas públicas voltadas à população
carcerária, entretanto, não possui atribuição para realizar visitas a estabelecimentos penais.
B
O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, embora detenha a atribuição para realizar avaliação periódica do
sistema criminal, não possui competência para realizar visitas de inspeção e fiscalizar os estabelecimentos penais, dependendo de coleta de informações de órgãos como as Defensorias Públicas dos Estados da federação.
C
Embora a Defensoria Pública participe, na prática, das atividades dos Conselhos da Comunidade, a Lei de Execução
Penal não prevê assento institucional para defensores públicos em sua composição.
D
A visita aos estabelecimentos prisionais é uma atividade periódica realizada pela Defensoria Pública, expressamente
prevista na Lei de Execução Penal, incumbindo à instituição a adoção das providências necessárias à apuração de responsabilidade de agentes públicos e, se for o caso, ao requerimento de interdição do local.
E
A legislação não confere ao juiz da execução penal a competência para inspecionar estabelecimentos penais, como forma
de resguardar a imparcialidade das decisões judiciais.
Respondida
João cumpre pena de 5 anos de reclusão em regime inicial fechado, pela prática do crime de roubo simples, previsto no art. 157,
caput, do CP. No cálculo de penas, constou que ele iniciou o cumprimento da pena em 10/01/2025, após o trânsito em julgado
da sentença penal condenatória. A Defensoria Pública do Estado da Bahia, ao analisar o processo de execução penal, verificou
que João havia sido preso em flagrante delito em 15/01/2024 e, em audiência de custódia realizada no dia seguinte, teve sua
prisão convertida em preventiva. Permaneceu preso provisoriamente até 15/07/2024, quando lhe foi concedida liberdade provisória pelo juízo, mediante o cumprimento das seguintes condições: comparecimento trimestral em juízo; recolhimento domiciliar
noturno das 19h às 6h e nos dias de folga; obrigação de comunicar previamente qualquer mudança de endereço; e necessidade
de autorização judicial para ausentar-se da comarca. Considerando a situação fática descrita e a jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça,
Respondida
Em relação à execução da pena imposta logo após condenação proferida pelo Tribunal do Júri,
A
caso os jurados decidam pela condenação do crime conexo, mas pela absolvição do crime doloso contra a vida, não mais
se estaria autorizada a execução imediata da pena, somente procedendo à prisão do réu se presentes os requisitos
concretos da prisão preventiva em decisão também proferida pelos jurados.
B
caso os jurados entendam pela desclassificação da conduta dolosa por culposa, o juiz de direito prolator da consequente
sentença penal condenatória não pode determinar a execução imediata da pena, somente procedendo à prisão do réu se
presentes os requisitos concretos da prisão preventiva.
C
o Supremo Tribunal Federal, em entendimento exarado no Julgamento do Tema 1068, decidiu que a soberania dos veredictos autoriza a imediata execução de condenação imposta pelo corpo de jurados caso a pena fixada ultrapasse os
15 anos.
D
apesar de o Supremo Tribunal Federal decidir pela execução imediata da pena imposta pelo corpo de jurados independentemente do total da pena aplicada, a jurisprudência consolidou o entendimento que somente assim se fará quando
o regime de cumprimento de pena fixado for fechado ou semiaberto, não se aplicando ao condenado em regime aberto.
E
o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do artigo de lei introduzido no Código de Processo Penal a
partir do chamado "pacote anticrime", que permitia a execução imediata da pena após o Julgamento pelo Tribunal do Júri,
dada a incompatibilidade com os princípios da presunção de inocência e soberania dos veredictos.
Respondida
O recurso especial
A
não pode, por entendimento sumulado, ser interposto para o simples reexame de prova, mas é possível sua interposição
para análise da correção do raciocínio inferencial que levou à condenação de alguém pelo Tribunal ad quem.
B
deve ser interposto, no prazo de 10 dias contados da intimação pessoal do Defensor Público, perante o tribunal local e endereçado ao Presidente ou Vice-presidente, com a possibilidade de juízo de retratação pelo Relator do acórdão recorrido.
C
deve ser interposto, no prazo de 5 dias contados da intimação pessoal do Defensor Público, diretamente perante o Superior Tribunal de Justiça e endereçado, nos casos criminais, a um dos Ministros da 5ª ou 6ª turma.
D
não tem o condão de formar precedentes qualificados no Processo Penal, por ausência de previsão semelhante àquela do
Processo Civil, ainda que julgado pelo rito dos recursos repetitivos.
E
interposto conjuntamente com recurso extraordinário, faz com que os autos sejam remetidos diretamente ao Supremo
Tribunal Federal, que analisará, em primeiro lugar, a questão constitucional apresentada.