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Em relação às potenciais etiologias e à investigação diagnóstica de pacientes com endocardite e hemoculturas negativas, assinale a afirmativa incorreta.
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Diversos cenários clínicos podem resultar em graus variáveis de interação entre os sistemas cardiovascular e renal, com implicações terapêuticas e prognósticas significativas. Essa interação complexa resultou no desenvolvimento de uma classificação que contempla as diferentes situações fisiopatológicas em que a síndrome cardiorrenal pode ocorrer.
Neste contexto, considere as afirmativas a seguir.
I. A realização de coronariografia nos 5 dias que antecedem uma cirurgia cardíaca aumenta o risco de injúria renal aguda no pós-operatório.
II. Amiloidose sistêmica, cirrose hepática e sepse são potenciais etiologias de síndrome cardiorrenal tipo 5.
III. Idade avançada e sexo feminino são preditores de síndrome cardiorrenal tipo 1 em pacientes com insuficiência cardíaca aguda.
Está correto o que se afirma em
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Atenção: use o caso a seguir para responder às duas próximas questões.
Homem de 64 anos, hipertenso e dislipidêmico, foi submetido à coronariografia eletiva via artéria radial direita, devido à angina progressiva aos esforços, refratária ao tratamento medicamentoso. Estava em uso de aspirina, atorvastatina, atenolol, anlodipina e mononitrato de isossorbida. O exame revelou duas lesões calcificadas de 80% no terço médio da artéria descendente anterior e 70% na região proximal da coronária direita. Foi submetido, no mesmo momento, à angioplastia com implante de 1 stent farmacológico em cada lesão. Duas horas após chegar na unidade cardiointensiva, o paciente evoluiu com rebaixamento do nível de consciência, palidez cutânea e PA: 78x40 mmHg.
O registro do ECG no monitor (A) e o ecocardiograma de urgência na beira do leito (B e C) estão dispostos a seguir.

Considerando o diagnóstico mais provável associado à piora clínica do caso anterior, assinale a opção que indica o que seria esperado encontrar no exame físico do paciente.
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Observe a imagem.

Das condições a seguir, assinale a que não está geralmente associada à emergência cardiovascular visualizada na imagem.
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Atenção: use o caso a seguir para responder às duas próximas questões.
Homem de 42 anos, com obesidade, sem outras comorbidades conhecidas, procura atendimento de emergência devido a dor torácica súbita no hemitórax direito e dispneia. Nega uso de qualquer medicação e sintomas semelhantes previamente. Entretanto, refere internação recente devido à pneumonia por SARS-COV-2, com necessidade de oxigênio suplementar e tratamento com remdesivir e dexametasona. Permaneceu 7 dias internado e recebeu alta há 5 dias. Relata apenas duas doses da vacina contra a doença há 3 anos, composta por vírus inativado. Os sintomas atuais começaram hoje quando levantou da cama pela manhã.
Ao exame: Lúcido, orientado, acianótico, afebril, sem esforço respiratório em ar ambiente. FR: 26 irpm, FC: 120 bpm, PA: 110x60 mmHg, SatO2: 92%. MVUA sem RA, RCR 2T BNF, P2>A2, sem sopros ou turgência jugular. Abdome sem alterações. Membro inferior direito com edema 2+/4+ até o joelho e empastamento da panturrilha. O ECG de admissão está abaixo.

O exame mais adequado para seguir com a investigação diagnóstica é
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A insolação é um evento potencialmente grave, associada à exposição excessiva ao calor. O acometimento do centro termorregulador pode resultar em hiperpirexia, insuficiência renal, discrasia sanguínea e disfunção do sistema nervoso central.
Neste contexto, assinale a afirmativa incorreta em relação aos efeitos cardiovasculares da insolação.
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Em relação ao tratamento não farmacológico da hipertensão arterial, das intervenções abaixo, assinale a que apresenta maior potencial de redução da pressão arterial em pacientes com hipertensão sistólica.
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Mulher de 34 anos é levada por familiares à emergência após episódio de queda da própria altura enquanto deambulava na rua. A paciente nega comorbidades conhecidas e está em uso apenas de anticoncepcional oral. Durante o episódio, não houve perda de consciência, mas quedas semelhantes ocorreram em outras ocasiões ao longo dos últimos meses, concomitantemente a uma dificuldade de deambulação. Familiares relatam também que nas últimas semanas a paciente tem apresentado dificuldade de articular as palavras.
Ao exame: Lúcida, orientada, porém com disartria e disfonia, eupneica em ar ambiente, anictérica, afebril. FC: 64 bpm, PA: 110x60 mmHg, SatO2: 97%. Presença de marcha atáxica, tremor de repouso, dismetria, e um halo marrom-dourado na periferia da córnea e contornando a íris (figura abaixo – seta) em ambos os olhos. MVUA sem ruídos adventícios, ritmo cardíaco regular em 2T sem sopros ou turgência jugular. Fígado palpável a 8 cm do rebordo costal (hepatimetria 14 cm). MMII sem edema.

Avalie as seguintes afirmativas em relação ao diagnóstico mais provável da doença relacionada ao caso:
I. A ceruloplasmina sérica deve estar baixa;
II. Pacientes com a doença apresentam um maior risco de miocardiopatia e insuficiência cardíaca;
III. Alterações eletrocardiográficas são raras e só ocorrem em pacientes idosos.
Está correto apenas o que se afirma em
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Atenção: use o caso a seguir para responder às duas próximas questões.
Mulher de 65 anos, hipertensa, diabética e dislipidêmica em acompanhamento regular e previamente assintomática, é atendida na emergência de um hospital terciário devido à dor torácica retroesternal súbita em aperto, de início há 50 minutos após uma discussão familiar. Relata uso prévio de metformina, dapaglifozina, atorvastatina e valsartana, negando outras comorbidades.
Ao exame: acordada, com fáscies de dor aguda, taquipneica em ar ambiente, sem esforço, sudoreica, corada, acianótica. FC: 96 bpm; PA: 146x90 mmHg no braço direito e 150x88 mmHg no braço esquerdo. MVUA com crepitação fina nas bases bilateralmente. Ritmo cardíaco regular em 3 tempos (B4), bulhas normofonéticas, sem sopros ou turgência jugular patológica a 90º. Pulsos radiais simétricos. O ECG de admissão está abaixo.

Em seguida, a paciente foi imediatamente encaminhada para a hemodinâmica, apresentando apenas a alteração demonstrada nas seguintes incidências:

Durante a coronariografia, a paciente evoluiu com hipotensão arterial e piora da função ventricular, sendo inserido um balão intra-aórtico durante o procedimento. Entretanto, não houve melhora hemodinâmica significativa mesmo após o posicionamento correto do dispositivo, com programação de insuflação na proporção 1:1. A paciente permanecia em ritmo sinusal e a sincronização foi realizada através do eletrocardiograma, que estava adequadamente registrado.
As seguintes curvas de pressão arterial (A) e insuflação do balão (B) foram visualizadas a partir do console do dispositivo.

Analisando as curvas, uma justificativa para a ausência de resposta hemodinâmica mostrada é
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Utilizando como referência os resultados de ensaios clínicos randomizados publicados até dezembro de 2024 e as últimas diretrizes de insuficiência cardíaca, avalie as afirmativas a seguir, relacionadas ao tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção preservada - ICFEP (FE ≥ 50%).
I. Tanto a empaglifozina quanto o sacubitril/valsartan reduzem o risco de morte cardiovascular e total em pacientes com ICFEP.
II. Ao contrário da espironolactona, a finerenona está associada a uma redução do risco de morte cardiovascular em pacientes com ICFEP.
III. A empaglifozina está associada apenas à redução do risco de internação por insuficiência cardíaca neste contexto, sem afetar o risco de morte cardiovascular ou total.
Está correto apenas o que se afirma em
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