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Você atende a um jovem de 16 anos que procura o pronto-socorro com história de dor abdominal há 18 horas. Relata que a dor iniciou de forma difusa na região periumbilical, associada a anorexia e náuseas, migrando posteriormente para a fossa ilíaca direita, onde se tornou mais intensa e contínua. Nega episódios semelhantes prévios.
O exame físico mostrou temperatura: 37,9 ºC; frequência cardíaca: 96 bpm; abdome plano; dor localizada na fossa ilíaca direita; sinal de Blumberg positivo discreto; sinal de Rovsing positivo; ausência de massa palpável e ruídos hidroaéreos presentes.
Exames laboratoriais: leucócitos: 13.800/mm³ e PCR moderadamente elevada.
Tomografia computadorizada de abdome evidencia: apêndice vermiforme espessado (9 mm); infiltração inflamatória da gordura periapendicular; ausência de abscesso, perfuração ou coleção.
Para esse caso, a conduta terapêutica mais adequada será
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Um homem de 64 anos procura o ambulatório de cirurgia geral com queixa de tumorações inguinais bilaterais progressivas associadas a desconforto local e sensação de peso na região inguinal, há aproximadamente 2 anos.
Refere que foi submetido a herniorrafia inguinal direita há 10 anos, com técnica aberta, apresentando recidiva há cerca de três anos. Nos últimos meses percebeu também aumento de volume na região inguinal esquerda, principalmente ao esforço.
Antecedentes: obesidade (IMC 31); constipação crônica; tabagismo prévio.
Exame físico: paciente em bom estado geral; abdome flácido, sem dor à palpação; tumoração inguinal direita e esquerda, expansível ao esforço e redutível à palpação; defeitos herniários amplos palpáveis em ambos os anéis inguinais; sem sinais de encarceramento ou estrangulamento.
Considerando os princípios atuais do tratamento das hérnias da região inguinal, a conduta terapêutica mais adequada é
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Homem de 28 anos, previamente hígido, é trazido ao prontosocorro após colisão automobilística frontal em alta velocidade. Utilizava cinto de segurança.
Anamnese: dor abdominal progressiva nas últimas 2 horas; náuseas e um episódio de vômito; sem história de perda de consciência.
Exame físico (ATLS – avaliação primária): PA: 105/70 mmHg; FC: 112 bpm; FR: 24 irpm; SatO₂: 95% em ar ambiente.
Exame abdominal: equimose transversal em abdome inferior (“sinal do cinto de segurança”); dor difusa à palpação; defesa abdominal no quadrante inferior direito; ruídos hidroaéreos diminuídos.
FAST: pequena quantidade de líquido livre na pelve.
Tomografia computadorizada com contraste: moderada quantidade de líquido livre intraperitoneal; pneumoperitônio discreto; espessamento segmentar de alça ileal; pequenas bolhas de ar extraluminal no mesentério.
Durante observação nas horas seguintes, o paciente evolui com: aumento da dor abdominal; sinais de irritação peritoneal; leucocitose progressiva.
A conduta mais adequada nesse momento será
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A radioterapia torácica é amplamente utilizada para o tratamento de diversas neoplasias. Os efeitos adversos cardíacos deste tratamento devem ser reconhecidos, principalmente por influenciarem diretamente o prognóstico dos pacientes.
Neste contexto, a estrutura cardíaca mais frequentemente acometida pela radioterapia torácica é o(a)
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A dieta exerce um papel central no risco cardiovascular, sendo um dos fatores que mais influenciam no risco de eventos adversos.
Nesse contexto, avalie as afirmativas a seguir.
I. Mundialmente, os 3 principais componentes dietéticos relacionados a um maior risco de morte total e cardiovascular são: alta ingestão de sódio, baixa ingestão de grãos integrais e baixo consumo de frutas.
II. O consumo de carnes processadas está associado à redução do risco cardiovascular e de Diabetes Mellitus.
III. A substituição de gordura insaturada por gordura saturada pode reduzir o risco cardiovascular em até 30%.
Está correto o que se afirma em
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ATENÇÃO: use o enunciado a seguir para responder às duas próximas questões.
Uma mulher de 33 anos refere palpitações frequentes há vários meses. Os episódios tipicamente ocorrem após transições posturais ou associados a atividades diárias leves como subir poucos degraus de escadas. Raramente apresenta também tonteira, mas nega síncope. Em alguns episódios relata manifestações variadas de desconforto torácico, fadiga e dispneia. Nega qualquer outro sintoma, uso de medicações, tabagismo ou história familiar de cardiopatia. Relata que ingere no mínimo 2 L de água por dia.
Ao exame: Lúcida, orientada, eupneica em repouso, afebril, corada, acianótica. FC: 102 bpm em repouso, PA: 110 x 60 mmHg, SatO2: 98%. Ritmo cardíaco regular, em dois tempos, sem sopros. Restante do exame físico sem alterações.
O eletrocardiograma encontra-se a seguir.

Após a consulta inicial, a paciente foi submetida à radiografia de tórax, ecocardiograma, MAPA de 24 h e extensa investigação laboratorial, que não revelaram qualquer anormalidade associada ao quadro clínico ou ao achado do eletrocardiograma. O Holter de 24 h demonstrou o mesmo ritmo do traçado registrado na consulta, porém com episódios de taquicardia por vezes associados aos sintomas descritos. A frequência cardíaca média das 24 h foi 94 bpm.
Considerando o diagnóstico mais provável, a medicação que seria mais adequada para a paciente como terapêutica inicial, entre as opções a seguir, é
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Um homem de 32 anos é admitido no pronto-socorro após colisão automobilística de alta energia. Chega consciente, porém dispneico, referindo dor intensa no hemitórax esquerdo.
Anamnese: Trauma torácico fechado por impacto do volante; dispneia progressiva nos últimos 20 minutos; dor pleurítica intensa à inspiração.
Exame físico inicial: PA: 90/60 mmHg; FC: 124 bpm; FR: 30 irpm; Saturação: 88% em ar ambiente.
O exame torácico mostrou assimetria respiratória, murmúrio vesicular abolido à esquerda, macicez à percussão no hemitórax inferior esquerdo, hipersonoridade no ápice do mesmo hemitórax, enfisema subcutâneo discreto e desvio traqueal ausente.
Exames de imagem: FAST negativo para líquido abdominal. Radiografia de tórax mostra colapso pulmonar parcial à esquerda, nível hidroaéreo pleural e opacidade compatível com hemopneumotórax volumoso e fraturas costais.
Após drenagem torácica no 5º espaço intercostal na linha axilar média, são drenados 1600 mL de sangue imediatamente, mantendo-se drenagem, em selo d’água, de 250 mL/h nas três horas subsequentes.
Diante desse caso, a conduta mais apropriada nesse momento será
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A Síndrome de Cowden, parte do espectro PHTS (PTEN Hamartoma Tumor Syndrome), caracteriza-se por um risco elevado de neoplasias e achados mucocutâneos patognomônicos.
O principal achado dermatológico associado são (é)
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Um homem de 23 anos, previamente hígido, longilíneo, tabagista de 8 maços-ano, procura o serviço de emergência com dor torácica súbita à direita e dispneia iniciadas há 12 horas, enquanto estava em repouso. Nega trauma, febre ou tosse produtiva. Refere episódio semelhante há cerca de 8 meses, tratado com drenagem pleural em outro hospital.
Ao exame físico, apresenta-se ansioso, porém consciente e orientado. Frequência respiratória de 26 irpm, frequência cardíaca de 108 bpm, pressão arterial de 118/72 mmHg, saturação periférica de oxigênio de 93% em ar ambiente. O hemitórax direito apresenta redução da expansibilidade, hipertimpanismo à percussão e murmúrio vesicular abolido no ápice e terço médio. Não há desvio traqueal nem sinais de choque.
A radiografia de tórax mostra pneumotórax espontâneo primário à direita de grande volume. Foi realizada drenagem pleural em selo d’água, com melhora parcial da dispneia, porém após 6 dias o paciente mantém fuga aérea persistente e o controle radiográfico demonstra expansão pulmonar incompleta.
A tomografia computadorizada evidencia blebs apicais subpleurais à direita, sem doença pulmonar difusa associada.
O tratamento mais adequado para esse caso será
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Um homem de 65 anos procura o serviço de emergência com dor abdominal intensa há 48 horas, localizada inicialmente no quadrante inferior esquerdo, evoluindo nas últimas horas para dor difusa. Refere febre, náuseas e interrupção da eliminação de fezes e de flatos.
Relata ter constipação crônica e tem dois episódios prévios de diverticulite tratados clinicamente com sucesso.
Exame físico: temperatura: 38,7 ºC; frequência cardíaca: 112 bpm; pressão arterial: 100/65 mmHg; abdome distendido; dor intensa à palpação difusa, predominante em fossa ilíaca esquerda; defesa abdominal generalizada e com sinal de Blumberg positivo.
Exames laboratoriais: leucócitos: 20.000/mm³ e PCR elevada.
A tomografia computadorizada de abdome demonstra: espessamento do cólon sigmoide; múltiplos divertículos; presença de líquido livre e gás extraluminal na cavidade abdominal; peritonite purulenta difusa, sem grande abscesso delimitado.
A conduta terapêutica mais adequada é
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