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Atenção: use o caso a seguir para responder à questão.
Após o cuidado inicial, o paciente apresentava saturação frequente do curativo e necrose parcial de pele, necessitando múltiplas trocas. Nesse momento, apresentava, ainda, sinais de maceração da pele e dificuldade de manutenção do curativo.
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Paciente submetido a correção de hérnia incisional volumosa
evoluiu com infecção e abscesso de ferida.
O tratamento inicial deve ser
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Hipoteticamente, você é o cirurgião responsável por um paciente
de 58 anos, internado na sua enfermaria, com diagnóstico de
neoplasia de cólon sigmoide obstrutiva. Está indicada colectomia
de urgência. Durante a anamnese, o paciente relata que é
testemunha de Jeová e recusa categoricamente receber
transfusão de sangue, mesmo que sua vida esteja em risco. Ele
está lúcido, orientado e assina o termo de recusa com
testemunhas. Durante a cirurgia ocorre sangramento importante. A
hemoglobina pós-operatória é de 5,8 g/dL. O paciente mantém
se consciente, mas com sinais de choque hipovolêmico. Os
familiares, que não compartilham da mesma religião, solicitam
que você realize a transfusão "para salvar a vida dele", mesmo
contra sua vontade expressa.
Diante da situação, a conduta ética e legalmente mais adequada
será
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Você examina um homem de 72 anos que procura atendimento
de urgência por exteriorização de tecido pelo ânus durante a
evacuação, há cerca de seis anos. Relata sensação de evacuação
incompleta, que necessita de redução manual do prolapso e,
também, episódios ocasionais de incontinência para gases.
Durante o exame físico, após esforço evacuatório, observa-se
protrusão circunferencial da parede retal, com pregas
concêntricas, exteriorizando aproximadamente 8 cm além da
margem anal. Não há sinais de isquemia ou perfuração.
Com base no quadro clínico, o diagnóstico e a conduta
terapêutica mais adequada para o caso serão:
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Você apresenta, na sessão clínica do serviço de cirurgia, o caso
clínico-cirúrgico de um paciente de 66 anos que está internado
com icterícia progressiva há seis semanas, associada a colúria,
hipocolia fecal, prurido intenso, anorexia e perda ponderal de 6
kg. Queixa-se desconforto epigástrico, sem dor biliar típica. Não
há história de febre, calafrios ou episódios prévios compatíveis
com pancreatite.
Ao exame físico, apresenta icterícia (+++/4+), escoriações
cutâneas e abdome flácido. O sinal de Courvoisier é positivo, mas
não apresenta sinais de peritonite.
Os exames laboratoriais mostram padrão colestático, com
bilirrubina direta elevada, fosfatase alcalina e gama-GT
aumentadas. Uma ultrassonografia monstra dilatação das vias
biliares intra-hepáticas e extra-hepáticas, sem cálculos. A
tomografia mostra dilatação do colédoco e do ducto pancreático
principal, sem metástases hepáticas ou invasão vascular
evidente. Realizou-se uma endoscopia digestiva alta, que
identifica uma tumoração vegetante na papila duodenal maior,
com biopsias. O estudo anatomopatológico confirma
adenocarcinoma. Realizou-se o estadiamento com TC e
ecoendoscopia, indica doença ressecável.
Nesse caso, a melhor conduta será
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Você atende um paciente de 38 anos, admitido na emergência
após colisão automobilística de alta velocidade ocorrida há
aproximadamente 2 horas. O paciente utilizava cinto de
segurança e apresenta dor, edema e eritema no franco esquerdo
do abdome. Na admissão, encontrava-se hemodinamicamente
estável após reposição volêmica inicial.
Relata dor intensa em hemitórax esquerdo, dispneia progressiva
e desconforto abdominal inespecífico. Tem
Ao exame físico tem: Frequência cardíaca: 112 bpm; Pressão
arterial: 118/72 mmHg; Frequência respiratória: 26 irpm;
Saturação de oxigênio: 91% em ar ambiente e tem 15 pontos na
escala de Glasgow.
Observa-se redução importante do murmúrio vesicular na base
pulmonar esquerda com ruídos hidroaéreos no hemitórax
esquerdo. O abdome apresenta discreta dor difusa à palpação,
sem sinais de irritação peritoneal.
Quando da entrada, realizou-se um FAST, cujo resultado foi: sem
evidência de líquido livre intraperitoneal ou pericárdico em
quantidade detectável. Uma telerradiografia de tórax monstra
elevação irregular do hemidiafragma esquerdo e presença de
imagem hidroaérea em víscera oca intratorácica. Com o paciente
estável hemodinamicamente, realizou-se uma tomografia
computadorizada de tórax e abdome, que evidencia
descontinuidade do hemidiafragma esquerdo, com herniação do
fundo gástrico, cólon transverso e epíplon para o interior da
cavidade torácica.
Diante desse quadro, a conduta mais apropriada para esse
paciente será
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Em seu plantão de emergência, dá entrada um homem de 76
anos, levado por familiares devido a febre alta, icterícia e
confusão mental iniciadas nas últimas 48 horas. Tem história de
colecistolitíase, diagnosticada há vários anos, porém sem
tratamento cirúrgico. Refere dor intensa em hipocôndrio direito
associada a náuseas e vômitos há três dias.
Quando do exame físico, encontra-se em mau estado geral e
obnubilado. Apresenta temperatura de 39,2°C, frequência
cardíaca de 128 bpm, pressão arterial de 86/50 mmHg apesar de
reposição volêmica inicial, frequência respiratória de 30 irpm e
saturação de oxigênio de 92% em ar ambiente.
Observa-se icterícia intensa (+++/4+). O abdome apresenta dor
importante à palpação do hipocôndrio direito, sem sinais de
peritonite. O sinal de Murphy é difícil de avaliar devido ao
rebaixamento do nível de consciência.
Exames laboratoriais de urgência mostram: Leucócitos:
24.800/mm³; Bilirrubina total: 14,2 mg/dL; Bilirrubina direta: 11,6
mg/dL; Fosfatase alcalina: 760 U/L; Gama-GT: 980 U/L;
Creatinina: 2,8 mg/dL; Lactato: 5,4 mmol/L; Plaquetas:
82.000/mm³. Hemoculturas foram coletadas.
Realizou-se uma ultrassonografia abdominal, que monstra:
colelitíase; colédoco medindo 15 mm e importante dilatação das
vias biliares intra-hepáticas. A tomografia computadorizada exclui
perfuração e abscesso hepático.
Após admissão na unidade de terapia intensiva, o paciente
recebe antibioticoterapia de amplo espectro, reposição volêmica
e suporte vasopressor.
Segundo as diretrizes atuais, a conduta mais apropriada, nesse
momento, será
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Durante o round de seu serviço de cirurgia, discute-se o caso de
um paciente de 49 anos que foi encaminhado ao ambulatório de
cirurgia bariátrica para avaliação cirúrgica. Relata obesidade
desde a adolescência, com múltiplas tentativas fracassadas de
perda ponderal por meio de dieta orientada, atividade física e
tratamentos medicamentosos.
História patológica pregressa com: diabetes mellitus tipo 2 há 12
anos; hipertensão arterial sistêmica; dislipidemia grave e
diagnóstico de Síndrome metabólica.
Está medicado com: Metformina 2.500 mg/dia; Insulina glargina
60 UI/dia; Empagliflozina; Rosuvastatina e Losartana.
Refere cansaço aos esforços moderados, roncos intensos e
sonolência diurna excessiva.
Quando do exame físico observa-se: Peso de 152 quilos; altura:
1,75 m; IMC: 49,6 kg/m²; circunferência abdominal com 148 cm;
e pressão arterial de150/90 mmHg.
Os exames laboratoriais: HbA1c: 9,1%; glicemia de jejum de 198
mg/dL; triglicerídeos com 420 mg/dL;
HDL: 32 mg/dL; LDL: 162 mg/dL; a função renal está preservada.
Durante a investigação, realizou-se uma polissonografia que
confirmou uma síndrome da apneia obstrutiva do sono
moderada. A endoscopia digestiva alta demonstra discreta
gastrite crônica, sem hérnia hiatal significativa e sem doença do
refluxo gastroesofágico importante.
Após avaliação multidisciplinar, conclui-se que o paciente possui
indicação formal para cirurgia metabólica/bariátrica.
Considerando-se as diretrizes atuais, a melhor opção de
terapêutica cirúrgica para esse paciente é
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Seu paciente é um homem branco de 58 anos, obeso com IMC de
33 kg/m², encaminhado pelo sistema de regulação. Quando da
anamnese, queixa-se de pirose retroesternal diária, regurgitação
ácida noturna, que melhora quando da elevação da cabeceira da
cama. Relata piora dos sintomas nos últimos anos, apesar do uso
irregular de omeprazol. Nos últimos seis meses percebeu disfagia
ocasional para alimentos sólidos, porém sem impactação
alimentar ou dor importante. Refere perda ponderal não
intencional de 4 kg no último semestre. Na história patológica
pregressa, não refere hematêmese ou melena.
Ao exame físico, apresenta-se lúcido, sem alterações
ectoscópicas, em bom estado geral, corado, hidratado, sem
linfonodomegalias cervicais ou supraclaviculares. O exame
cardiopulmonar não apresenta alterações, assim como o exame
abdominal.
Realizou-se uma endoscopia digestiva alta, que mostrou mucosa
colunar circunferencial estendendo-se por 7 cm acima da junção
esofagogástrica. Foram realizadas biópsias segundo o protocolo
de Seattle. O resultado anatomopatológico revelou metaplasia
intestinal compatível com esôfago de Barrett, mas sem displasia.
Considerando-se as diretrizes atuais, a conduta mais apropriada
para esse paciente será
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Na sessão clínica do seu serviço de cirurgia, discutiu-se o caso de
um paciente de 61 anos, que tem queixa de dor epigástrica há
cerca de 7 meses. Relata também anorexia e perda ponderal de
10 quilos, com vários episódios de náuseas e sensação de
plenitude pós-prandial. Nestas últimas semanas refere sudorese
noturna e cansaço. Não há história de hematêmese, mas refere
antecedentes de gastrite crônica associada ao Helicobacter
pylori diagnosticada há vários anos, sem continuidade do
tratamento.
Quando do exame físico, está emagrecido, com IMC de 19 kg/m².
No momento, está apirético, com mucosas discretamente
hipocoradas +/4. Palpam-se pequenos linfonodos cervicais
móveis e indolores, medindo cerca de 1 cm. Avaliação
cardiopulmonar sem alterações significativas. O abdome está
flácido, com discreta sensibilidade à palpação profunda no
epigástrio, não tem massas palpáveis. Não há sinais de irritação
peritoneal.
Os exames laboratoriais revelam: Hemoglobina: 10,4 g/dL;
Leucócitos: 7.800/mm³; Plaquetas: 260.000/mm³; LDH pouco
elevado.
Realizou-se uma endoscopia digestiva alta que revela
espessamento difuso das pregas gástricas e extensa área
infiltrativa envolvendo corpo e antro. Foram realizadas
12 biópsias.
O resultado do exame anatomopatológico descreve: Linfoma
extranodal de zona marginal do tecido linfoide associado à
mucosa (MALT); Presença de Helicobacter pylori; Ausência de
transformação para linfoma difuso de grandes células B.
A tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve está
dentro da normalidade.
Considerando as recomendações atuais, a conduta inicial mais
apropriada para o caso será
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