Foram encontradas 1.440 questões.
Paciente do sexo masculino, 58 anos, previamente hígido,
procurou atendimento neurológico por fraqueza progressiva na
mão direita há aproximadamente 14 meses. Inicialmente
percebeu dificuldade para abotoar camisas, escrever e manipular
pequenos objetos, evoluindo com atrofia da musculatura tenar e
interóssea. Após cerca de oito meses, ele passou a apresentar
fraqueza também na mão esquerda e dificuldade para elevar o
braço direito acima da cabeça. Nos últimos quatro meses, referiu
tropeços frequentes, sensação de rigidez nas pernas e dificuldade
para subir escadas. Há 1 mês cursando com disfagia para
alimentos secos e água e leve disartria. Negava alterações
sensitivas, dor radicular, diplopia, ptose, disfagia, alterações
esfincterianas ou déficit cognitivo.
Ao exame neurológico, apresentava atrofia da musculatura tenar
e dos interósseos da mão direita, miofasciculações em antebraço
direito, paresia para extensão dos dedos e abdução dos dedos
das mãos, leve hipertonia em membros inferiores, reflexos
profundos vivos nos quatro membros, reflexo cutâneo-plantar
em extensão bilateral. Sensibilidade superficial e profunda
preservadas. Coordenação e nervos cranianos sem alterações. A
eletroneuromiografia demonstrou sinais de desnervação ativa
(fibrilações e ondas agudas positivas), fasciculações e reinervação
crônica em músculos inervados pelos segmentos cervicais,
torácicos e lombossacros, com redução do recrutamento motor.
Os estudos de condução motora e sensitiva não mostrou
alterações. A ressonância magnética de encéfalo e coluna cervical
mostrou-se normal.
Diante desse paciente, a proposta terapêutica específica é
Diante desse paciente, a proposta terapêutica específica é
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Paciente do sexo masculino, 18 meses de idade, previamente
hígido, foi levado ao pronto-socorro após episódio súbito de
perda da consciência acompanhada de rigidez seguida de abalos
tônico-clônicos generalizados dos quatro membros. A crise teve
duração aproximada de dois minutos, cessando
espontaneamente, seguida por sonolência por cerca de 20
minutos. Segundo os pais, a criança apresentava febre iniciada há
aproximadamente seis horas, com temperatura axilar aferida de
39°C, associada a coriza, congestão nasal e redução do apetite.
Negavam episódios prévios de convulsão, atraso no
desenvolvimento neuropsicomotor, doenças neurológicas ou uso
de medicamentos contínuos. Ao exame físico, encontrava-se
acordado, afebril após antitérmico, corado e hidratado. O exame
neurológico não evidenciava déficits focais, alterações do tônus,
assimetrias motoras ou sinais meníngeos.
A conduta nesse momento é
A conduta nesse momento é
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Paciente de 17 anos, masculino, foi encaminhada ao neurologista
após apresentar duas crises convulsivas tônico-clônicas
generalizadas nos últimos quatro meses. Ambas ocorreram nas
primeiras horas da manhã, poucos minutos após despertar, após
noites de sono reduzido devido aos estudos para provas. Durante
a anamnese dirigida, relatou que, desde os 15 anos, apresenta
episódios frequentes de "trancos" nos membros superiores logo
após acordar, especialmente ao segurar objetos como escova de
dentes, xícara ou celular, ocasionando quedas desses objetos. Os
episódios duram poucos segundos, ocorrem com preservação da
consciência e tornam-se mais frequentes após privação de sono
ou ingestão de bebidas alcoólicas em festas. Ao exame
neurológico, a paciente encontrava-se alerta, orientada, com
linguagem, força, sensibilidade, coordenação, marcha e reflexos
dentro da normalidade. A ressonância magnética de encéfalo não
evidenciou alterações estruturais. O eletroencefalograma
demonstrou descargas generalizadas de complexos ponta-onda e
poliponta-onda de 4–6 Hz, predominando nas regiões
frontocentrais, desencadeadas durante a estimulação luminosa
intermitente.
O seguinte medicamento é a primeira escolha para tratamento desse tipo de epilepsia:
O seguinte medicamento é a primeira escolha para tratamento desse tipo de epilepsia:
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Um homem de 47 anos foi admitido na Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) após uma parada cardiorrespiratória prolongada.
Decorridas 72 horas de tratamento intensivo, sob estabilidade
térmica (36,5°C) e hemodinâmica, e sem efeito de sedativos, o
paciente apresenta-se em coma profundo, com ausência total de
reflexos de tronco encefálico. A equipe multiprofissional planeja
iniciar o protocolo de determinação de morte encefálica.
Conforme a Resolução CFM nº 2.173/2017, para que o protocolo possa ser formalmente aberto, o seguinte procedimento é necessário:
Conforme a Resolução CFM nº 2.173/2017, para que o protocolo possa ser formalmente aberto, o seguinte procedimento é necessário:
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Paciente 78 anos, sexo masculino, vem ao ambulatório com
diagnóstico de doença de Parkinson Idiopático há 4 anos. Está em
uso de medicação regular.
Ao exame físico, o paciente apresenta tremor pior à direita em
repouso. Tem necessidade de bengala para a marcha. Há rigidez
dos membros superiores que interfere na vestimenta;
bradicinesia; necessidade de auxílio para se levantar da cadeira;
hipomimia facial; queixa de quedas eventuais e de pouca
recuperação no teste do “puxão”; dificuldade para manter o sono
durante a noite; e engasgos frequentes durante as refeições.
Considerando esses dados clínicos e os instrumentos de avaliação na Doença de Parkinson, é correto afirmar que
Considerando esses dados clínicos e os instrumentos de avaliação na Doença de Parkinson, é correto afirmar que
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Paciente de 58 anos, do sexo masculino, dentista, procura
consultório de neurologia por apresentar tremor nas mãos que
interfere em suas atividades da vida diária e profissional. Notou o
início desses sintomas há um ano. Lembra-se de pelo menos três
quedas ao chão com vários tipos de lesão óssea.
No exame físico, há rigidez plástica nos MMSS, fácies cérea e
lentificação dos movimentos sacádicos oculares, e oftalmoplegia
do olhar conjugado vertical, para baixo. O paciente é hipertenso
há 10 anos e usa dois anti-hipertensivos
Para esse caso clínico, a principal hipótese diagnóstica é
Para esse caso clínico, a principal hipótese diagnóstica é
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Uma mulher acorda e vê sua filha de 21 anos em crise convulsiva.
O início não foi presenciado, mas observou-se endurecimento
dos quatro membros, seguido de abalos musculares bilaterais. Ao
acordar, a filha não se lembra de nada. Dias depois, levada ao
neurologista, o exame neurológico foi normal. A mãe nega casos
de epilepsia na família. Parto normal, desenvolvimento
psicomotor normal, escolaridade adequada. A paciente nega uso
de drogas ou medicamentos. O EEG, a TCC e a RM são normais.
De acordo com esses dados, a principal hipótese diagnóstica é
De acordo com esses dados, a principal hipótese diagnóstica é
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Mulher de 88 anos deu entrada numa UPA de cidade do interior
às 11 horas. Familiares viram a paciente bem na véspera, às 22
horas, e a encontraram às 8 horas da manhã, na cama, sem
conseguir falar nem mover o lado esquerdo do corpo.
Ao exame, Glasgow 12. Histórico de diabetes mellitus e
hipertensão arterial. Até então era totalmente independente no
autocuidado.
Assinale a afirmativa que justifica o diagnóstico e a conduta inicial desse paciente.
Assinale a afirmativa que justifica o diagnóstico e a conduta inicial desse paciente.
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Mulher de 28 anos procura atendimento na emergência por
apresentar, há 24 horas, formigamentos e dormência nos
membros inferiores, até a cicatriz umbilical, e dificuldade para
urinar. Coloca-se uma sonda vesical de alívio.
Refere boa saúde, mas recorda que, há dois anos, teve episódio
de dor ocular no olho esquerdo, com embaçamento visual, que
não impedia a leitura. Procurou oftalmologista, que nada
encontrou de anormal no exame, e indicou um colírio, com
recuperação da visão após aproximadamente um mês.
Durante a investigação, foi realizada tomografia de coerência
óptica (OCT) para avaliar possível comprometimento prévio do
nervo óptico.
Dos seguintes achados na OCT, assinale o que é compatível com sequela de neurite óptica
Dos seguintes achados na OCT, assinale o que é compatível com sequela de neurite óptica
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Homem de 62 anos, advogado, procura atendimento por queixa
de esquecimento e dificuldade de concentração há cerca de um
ano, que vêm interferindo em suas atividades profissionais. O
exame neurológico não demonstra déficits motores, sensitivos ou
cerebelares. O escore final do Mini-Mental é 21. O paciente não
pode realizar ressonância magnética por apresentar um
dispositivo metálico incompatível, implantado após cirurgia
recente. A tomografia computadorizada de crânio não evidenciou
lesões expansivas, hidrocefalia ou alterações estruturais
significativas. Para complementar a avaliação, solicitou-se a
realização de um biomarcador no líquido cefalorraquidiano (LCR).
A principal alteração bioquímica esperada nesse exame para o diagnóstico de doença de Alzheimer é
A principal alteração bioquímica esperada nesse exame para o diagnóstico de doença de Alzheimer é
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