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Foram encontradas 1.652 questões.

4249277 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Homem, 52 anos de idade, 3 meses após transplante cardíaco, apresenta dispneia progressiva e BNP elevado. Ecocardiograma revela disfunção sistólica global com fração de ejeção de 35% (prévia: 60%). Biópsia endomiocárdica mostra infiltrado intersticial escasso, ausência de necrose de miócitos e presença de C4d positivo em imunohistoquímica. Hemograma e eletrólitos normais. Qual a conduta mais adequada neste momento?
 

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4249276 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Paciente com 2 meses de transplante cardíaco apresenta creatinina sérica de 2,4 mg/dL (valores prévios: 1,1 e 1,3 mg/dL), pressão arterial de 140×90 mmHg e queixas de tremores finos nas mãos. Está em uso de tacrolimo, micofenolato e prednisona. O exame mostra tacrolimo com nível de vale de 18 ng/mL. Assinale a alternativa que apresenta a principal conduta.
 

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4249275 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Mulher, 42 anos de idade, transplante cardíaco há 5 meses por miocardiopatia dilatada, apresentando sintomas e sinais de insuficiência cardíaca nos últimos 5 dias. Em uso de ciclosporina 100 mg 2x/d, micofenolato sódico 360 mg 2x/d, prednisona 5 mg/d. Nível sérico de ciclosporina mais recente de 232 mg/dL. Ecocardiograma na admissão com FEVE 34%, hipocinesia difusa, hipertrofia ventricular discreta, disfunção discreta de ventrículo direito. Realizada biópsia endomiocárdica que demonstrou infiltrado linfocitário discreto com um foco de agressão de cardiomiócitos, presença de edema de células endoteliais, imunofluorescência positiva para C4d. Painel imunológico em andamento. Com base nos dados apresentados, assinale a alternativa que abrange a classificação de rejeição celular aguda e de rejeição mediada por anticorpos, segundo a Diretriz Brasileira de Transplante, e o tratamento inicial mais adequado para o paciente.
 

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4249274 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Paciente submetido a transplante cardíaco, há 3 semanas, realiza biópsia endomiocárdica de rotina. O laudo anatomopatológico descreve: “presença de 3 focos de infiltrado linfocitário intersticial com focos de lesão a cardiomiócitos pontuais”. 
No caso do paciente descrito, o ecocardiograma não evidenciou queda da fração de ejeção. Considerando que o paciente foi submetido a transplante cardíaco há 3 semanas, qual o tratamento mais adequado?
 

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4249273 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Paciente submetido a transplante cardíaco, há 3 semanas, realiza biópsia endomiocárdica de rotina. O laudo anatomopatológico descreve: “presença de 3 focos de infiltrado linfocitário intersticial com focos de lesão a cardiomiócitos pontuais”. 
Segundo a classificação da ISHLT adaptada pela diretriz brasileira, qual o grau de rejeição aguda celular mais compatível com esse achado?
 

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4249272 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Paciente de 47 anos de idade, portador de miocardiopatia chagásica de base, internado em choque cardiogênico dependente de inotrópico, em fila de transplante cardíaco em condição de prioridade por inotrópico + balão intraaórtico há 23 dias. Painel imunológico classe I 0% classe II 0%. Prova cruzada virtual e real negativas. Submetido a tratamento cirúrgico, é admitido em UTI pós-operatória após transplante cardíaco ortotópico bicaval sem intercorrências. Tempo de circulação extracorpórea: 150 min, tempo isquemia: 190 min, doador 26 anos de idade, mecanismo de morte encefálica: trauma crânio-encefálico, ECO normal. Segundo a última atualização da Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco em relação às metas hemodinâmicas a serem observadas no PO imediato, assinale a alternativa correta.
 

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4249271 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Paciente com insuficiência cardíaca avançada em avaliação para transplante cardíaco, a avaliação hemodinâmica revelou: pressão capilar pulmonar de 26 mmHg, pressão sistólica da artéria pulmonar de 65 mmHg, índice cardíaco de 2,1 L/min/m², e Resistência Vascular Pulmonar (RVP) de 6,5 Wood. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta segundo a diretriz brasileira.
 

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4249270 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Homem, 48 anos de idade, com cardiomiopatia dilatada não isquêmica, em classe funcional NYHA IV, mesmo em uso otimizado de betabloqueador, IECA, diurético e antagonista de aldosterona. Apresenta fração de ejeção de 18% e episódios frequentes de internação por congestão. Assinale a alternativa que apresenta uma indicação clássica para transplante cardíaco nesse paciente.
 

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4249269 Ano: 2026
Disciplina: Medicina Legal
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP

Quando era jovem, Carlos nunca tivera problemas para dormir. Mas depois que os cabelos começaram a branquear, por volta dos quarenta anos, tornou-se difícil desligar o cérebro ao se deitar. Pensava na filha, Beatriz, que nos últimos meses andava até alta madrugada no bar onde os traficantes do bairro faziam festa toda noite. Como ela vai cuidar do meu neto desse jeito? O Cauã precisa de um exemplo melhor, pensava. Preocupava-se com a mãe, cada vez mais frágil. Depois que quebrou a perna – o colo do fêmur, disse o médico, nunca mais voltou a andar direito, hoje só com bengala. Pelo menos agora ele estaciona na vaga especial quando a leva no mercado para as compras da semana. Notou que as sacolas estão ficando menores – o que estaria diminuindo, o apetite ou o dinheiro? A cabeça da Dona Maria ainda era boa, mas ela estava falando muito num tal missionário que sempre precisava de doação para as obras. Será que está gastando demais? Impossível dormir com tudo isso na cabeça. Hoje em dia, só com o zolpidem que o médico do posto indicou. No começo, um comprimido de 10 mg dava conta. Mas, quando a filha passou a responder um processo criminal por acompanhar o novo namorando num assalto, havia noites que precisava de dois, até três para dormir. Ela alegava que havia usado maconha, que não se lembrava, mas isso não parecia que iria convencer o juiz.

Numa dessas noites de mais preocupação, Carlos perdeu a conta de quantos comprimidos tomou. De manhã, encontrou a esposa, Cláudia, discutindo com a empregada, Tânia, que morava num quarto dos fundos com a filha pequena. Ainda zonzo, demorou a entender que a mulher o estava acusando de abusar da menina durante a noite. A menina, de quatro anos, fizera xixi na cama e acordara chorando. Quando a mãe acordou e foi atrás dela, encontrou-o no banheiro com a garota, tocando suas partes íntimas. Tânia dizia que iria chamar a polícia, mas a esposa afirmava que ele só deveria estar a ajudando a se limpar. Carlos não se lembrava de nada. De repente, se via na mesma situação da filha, alegando não lembrar. Durante a discussão, as duas entraram numa breve altercação física, quando Cláudia empurrou Tânia, que bateu a cabeça sofrendo um corte.

Embora sua esposa o defendesse publicamente, o relacionamento foi fortemente abalado. Cláudia se afastou e se fechou, parecia murchar a cada dia. Carlos a flagrava chorando. Ela não dormia, não conversava com mais ninguém. Deixou de ir à igreja. Mal saía da cama. O médico da família passou um antidepressivo para ela, fluoxetina 20 mg, dizendo que era depressão, e uma semana depois ela tomou todas as cartelas de fluoxetina de uma vez, sendo levada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada por dois dias. Tânia deixou o emprego e voltou para sua cidade natal – além de processar os patrões – e Cláudia assumiu os cuidados com a casa, mas não conseguia manter as coisas em ordem, sequer preparava as refeições do neto.

Ao saber da situação toda, o pai de Cauã, neto de Carlos, pediu a guarda do filho. Afirmava que a mãe era doente mental, sem condições de cuidar do menino, e que a criança estava sendo negligenciada. Ele já tinha seis anos, e a mãe tentara algum tempo fazer a cabeça do menino contra o pai, só parando depois que começou a namorar.

Diante do delegado, Carlos pensava em tudo isso. Sobre a sua acusação? Queria lembrar, mas não conseguia. Todo o resto queria esquecer. Mas não poderia.

Em suas respostas à justiça, o perito em seus laudos deve

 

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Quando era jovem, Carlos nunca tivera problemas para dormir. Mas depois que os cabelos começaram a branquear, por volta dos quarenta anos, tornou-se difícil desligar o cérebro ao se deitar. Pensava na filha, Beatriz, que nos últimos meses andava até alta madrugada no bar onde os traficantes do bairro faziam festa toda noite. Como ela vai cuidar do meu neto desse jeito? O Cauã precisa de um exemplo melhor, pensava. Preocupava-se com a mãe, cada vez mais frágil. Depois que quebrou a perna – o colo do fêmur, disse o médico, nunca mais voltou a andar direito, hoje só com bengala. Pelo menos agora ele estaciona na vaga especial quando a leva no mercado para as compras da semana. Notou que as sacolas estão ficando menores – o que estaria diminuindo, o apetite ou o dinheiro? A cabeça da Dona Maria ainda era boa, mas ela estava falando muito num tal missionário que sempre precisava de doação para as obras. Será que está gastando demais? Impossível dormir com tudo isso na cabeça. Hoje em dia, só com o zolpidem que o médico do posto indicou. No começo, um comprimido de 10 mg dava conta. Mas, quando a filha passou a responder um processo criminal por acompanhar o novo namorando num assalto, havia noites que precisava de dois, até três para dormir. Ela alegava que havia usado maconha, que não se lembrava, mas isso não parecia que iria convencer o juiz.

Numa dessas noites de mais preocupação, Carlos perdeu a conta de quantos comprimidos tomou. De manhã, encontrou a esposa, Cláudia, discutindo com a empregada, Tânia, que morava num quarto dos fundos com a filha pequena. Ainda zonzo, demorou a entender que a mulher o estava acusando de abusar da menina durante a noite. A menina, de quatro anos, fizera xixi na cama e acordara chorando. Quando a mãe acordou e foi atrás dela, encontrou-o no banheiro com a garota, tocando suas partes íntimas. Tânia dizia que iria chamar a polícia, mas a esposa afirmava que ele só deveria estar a ajudando a se limpar. Carlos não se lembrava de nada. De repente, se via na mesma situação da filha, alegando não lembrar. Durante a discussão, as duas entraram numa breve altercação física, quando Cláudia empurrou Tânia, que bateu a cabeça sofrendo um corte.

Embora sua esposa o defendesse publicamente, o relacionamento foi fortemente abalado. Cláudia se afastou e se fechou, parecia murchar a cada dia. Carlos a flagrava chorando. Ela não dormia, não conversava com mais ninguém. Deixou de ir à igreja. Mal saía da cama. O médico da família passou um antidepressivo para ela, fluoxetina 20 mg, dizendo que era depressão, e uma semana depois ela tomou todas as cartelas de fluoxetina de uma vez, sendo levada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada por dois dias. Tânia deixou o emprego e voltou para sua cidade natal – além de processar os patrões – e Cláudia assumiu os cuidados com a casa, mas não conseguia manter as coisas em ordem, sequer preparava as refeições do neto.

Ao saber da situação toda, o pai de Cauã, neto de Carlos, pediu a guarda do filho. Afirmava que a mãe era doente mental, sem condições de cuidar do menino, e que a criança estava sendo negligenciada. Ele já tinha seis anos, e a mãe tentara algum tempo fazer a cabeça do menino contra o pai, só parando depois que começou a namorar.

Diante do delegado, Carlos pensava em tudo isso. Sobre a sua acusação? Queria lembrar, mas não conseguia. Todo o resto queria esquecer. Mas não poderia.

Em qual situação Dona Maria poderia ser considerada relativamente incapaz de acordo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência?

 

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