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Texto para responder a questão.
Os ratos
Há ali perto um ruído, dum móvel dali do quarto. Venha! Incorpora no chiado amorfo, unido... Tem medo de decompor esse conjunto, de seguir uma linha qualquer naquela massa...
Agora é um guinchinho... Várias notinhas geminadas... Parou... O seu chiado voltou a ter aquela uniformidade, aquela continuidade... E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai perambular pela rua, roubar pra comer?
Ele se põe a escutar agudamente. Um esforço para afastar aquele conjunto amorfo de ruidozinhos, aquele chiado... Lá está, num canto, no chão, o guinchinho, feito de várias notinhas geminadas, fininhas...
São os ratos!... Vai escutar com atenção, a respiração meio parada. Hão de ser muitos: há várias fontes daquele guinchinho, e de quando em quando, no forro, em vários pontos, o rufar...
A casa está cheia de ratos...
[...]
Está com sono. Mas é preciso reagir. É preciso examinar bem...
E ele passa outra vez a sua ideia numa crítica. Vê tudo quanto há de sensato e de absurdo nela...
Acordar Adelaide?
Ouve a sua voz, volumosa, retumbando ali dentro do quarto... Ouve-se dizer, com voz cavernosa, estranha, saindo do silêncio: " – Adelaide... Adelaide...” Ela não acorda no primeiro momento. “ – Adelaide ...” Não se anima. Talvez que o filho se mexa, que ela se acorde. Aí então, com voz baixa, natural, apenas informativa: " – Adelaide... Você não tem medo que os ratos possam... (“Sim...?”) estar mexendo no dinheiro?...” " – Não mexem, não.”- E ela se volta outra vez na cama para dormir...
Naziazeno se tranqüiliza...
Ouve a respiração do filho. Ele dorme um sono pesado, igual.
Naziazeno examina os “fundamentos” daquela sua tranqüilidade. Seria essa - está por jurar - a opinião de Adelaide... “Não mexem...” Pode se tranqüilizar, pois. Nunca ouviu falar que houvessem roído um dinheiro assim. " – Você acha possível, Adelaide, que os ratos roam dinheiro?...” “- É: eles roem papel. Dinheiro é um papel engraxado...”
Faz-se um grande tumulto dentro da sua cabeça!
[...]
Está exausto... Tem uma vontade de se entregar, naquela luta que vem sustentando, sustentando... Quereria dormir... Aliás, esse frio amargo e triste que lhe vem das vísceras, que lhe sobe de dentro de si, produz-lhe sempre uma sensação de sono, uma necessidade de anulação, de aniquilamento... Quereria dormir...
Não sabe que horas são. De fora, do pátio, chega-lhe um como que pipilar, muito fraco e espaçado.
Quereria dormir...
Mas que é isso?!... Um baque?...
Um baque brusco do portão. Uma volta sem cuidado da chave. A porta que se abre com força, arrastando. Mas um breve silêncio, como que uma suspensão... Depois, ele ouve que lhe despejam (o leiteiro tinha, tinha ameaçado cortar-lhe o leite...) que lhe despejam festivamente o leite. (O jorro é forte, cantante, vem de muito alto...) - Fecham furtivamente a porta... Escapam passos leves pelo pátio... Nem se ouve o portão bater...
E ele dorme.
MACHADO, Dyonélio. Os ratos. 7. ed. São Paulo: Ática, 1980. p.149-57.
Vocabulário: via-crúcis - caminho da cruz.
Assinale a alternativa em que está completamente clara e correta a formulação textual deste LIVRE comentário sobre o texto.
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A reabilitação criminal, conforme Código Penal Militar (Decreto-Lei n° 1.001/1969):
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Para as teorias de administração contemporâneas, a efetivação do desenvolvimento sustentável exige ações complexas e conjuntas dos diversos atores sociais, públicos e privados. A constituição dessa articulação, por meio de conexões entre os agentes, corresponde ao conceito de:
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“De acordo com sua formulação, a Constituição de um país é, em essência, a soma dos fatores reais de poder que regem a sociedade. Em outras palavras, o conjunto de forças políticas, econômicas e sociais, atuando dialeticamente, estabelece uma realidade, um sistema de poder: esta é a Constituição real, efetiva do Estado.”
(BARROSO, Luís Roberto. Curso de Direito Constitucional Contemporâneo: os conceitos fundamentais e a construção do novo modelo. 5ª Edição. São Paulo: Saraiva, 2015, p. 103)
O conceito mencionado no trecho acima, associado a Ferdinand Lassalle, refere-se a uma das concepções sobre Constituição. Tal concepção é:
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Acerca da Organização do Estado, nos moldes da Constituição do Estado do Acre, assinale a assertiva correta.
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Após um longo tempo de denúncias contra a des truiçã o ambiental e as mazelas sociais produzidas pela expansão capitalista na Amazônia no pós 1964, passou-se a assistir nos anos 90, uma gradativa mudança de enfoque nas abordagens sobre a região. (Luta Pela Terra no Acre: conquistas e retrocessos. PAULA, Elder Andrade de, 2004)
Uma das entidades não governamentais que se destacaram na defesa da floresta amazônica no Acre foi o(a):
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Fabiana foi à feira e solicitou dois orçamentos a um determinado feirante. O feirante forneceu os dois. No primeiro ele disse que dois quilos de banana mais um quilo de maçã custam R$ 9,00.No segundo, um quilo de banana mais dois quilos de maçã custam R$ 12,00. Quanto custa um quilo de banana e um quilo de maçã, respectivamente.
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Leia as seguintes afirmativas sobre a economia acreana.
I. A floresta sustenta a economia acreana e faz da indústria extrativa vegetal a atividade fundamental da população.
II. A indústria petrolífera é a principal captadora de mão de obra acreana.
III. A composição da economia do Estado baseia-se primordialmente na extração da borracha e da castanha, e ainda na atividade pecuária.
Estão corretas as afirmativas:
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De acordo com a Lei n° 656/1978, que versa sobre o Conselho de Disciplina da Polícia Militar do Acre, assinale a assertiva correta.
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Texto para responder a questão.
Os ratos
Há ali perto um ruído, dum móvel dali do quarto. Venha! Incorpora no chiado amorfo, unido... Tem medo de decompor esse conjunto, de seguir uma linha qualquer naquela massa...
Agora é um guinchinho... Várias notinhas geminadas... Parou... O seu chiado voltou a ter aquela uniformidade, aquela continuidade... E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai perambular pela rua, roubar pra comer?
Ele se põe a escutar agudamente. Um esforço para afastar aquele conjunto amorfo de ruidozinhos, aquele chiado... Lá está, num canto, no chão, o guinchinho, feito de várias notinhas geminadas, fininhas...
São os ratos!... Vai escutar com atenção, a respiração meio parada. Hão de ser muitos: há várias fontes daquele guinchinho, e de quando em quando, no forro, em vários pontos, o rufar...
A casa está cheia de ratos...
[...]
Está com sono. Mas é preciso reagir. É preciso examinar bem...
E ele passa outra vez a sua ideia numa crítica. Vê tudo quanto há de sensato e de absurdo nela...
Acordar Adelaide?
Ouve a sua voz, volumosa, retumbando ali dentro do quarto... Ouve-se dizer, com voz cavernosa, estranha, saindo do silêncio: " – Adelaide... Adelaide...” Ela não acorda no primeiro momento. “ – Adelaide ...” Não se anima. Talvez que o filho se mexa, que ela se acorde. Aí então, com voz baixa, natural, apenas informativa: " – Adelaide... Você não tem medo que os ratos possam... (“Sim...?”) estar mexendo no dinheiro?...” " – Não mexem, não.”- E ela se volta outra vez na cama para dormir...
Naziazeno se tranqüiliza...
Ouve a respiração do filho. Ele dorme um sono pesado, igual.
Naziazeno examina os “fundamentos” daquela sua tranqüilidade. Seria essa - está por jurar - a opinião de Adelaide... “Não mexem...” Pode se tranqüilizar, pois. Nunca ouviu falar que houvessem roído um dinheiro assim. " – Você acha possível, Adelaide, que os ratos roam dinheiro?...” “- É: eles roem papel. Dinheiro é um papel engraxado...”
Faz-se um grande tumulto dentro da sua cabeça!
[...]
Está exausto... Tem uma vontade de se entregar, naquela luta que vem sustentando, sustentando... Quereria dormir... Aliás, esse frio amargo e triste que lhe vem das vísceras, que lhe sobe de dentro de si, produz-lhe sempre uma sensação de sono, uma necessidade de anulação, de aniquilamento... Quereria dormir...
Não sabe que horas são. De fora, do pátio, chega-lhe um como que pipilar, muito fraco e espaçado.
Quereria dormir...
Mas que é isso?!... Um baque?...
Um baque brusco do portão. Uma volta sem cuidado da chave. A porta que se abre com força, arrastando. Mas um breve silêncio, como que uma suspensão... Depois, ele ouve que lhe despejam (o leiteiro tinha, tinha ameaçado cortar-lhe o leite...) que lhe despejam festivamente o leite. (O jorro é forte, cantante, vem de muito alto...) - Fecham furtivamente a porta... Escapam passos leves pelo pátio... Nem se ouve o portão bater...
E ele dorme.
MACHADO, Dyonélio. Os ratos. 7. ed. São Paulo: Ática, 1980. p.149-57.
Vocabulário: via-crúcis - caminho da cruz.
Afirma-se com correção que, no terceiro parágrafo do texto:
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