Magna Concursos

Foram encontradas 90 questões.

4126830 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia o conto romântico “O baú”, cuja autoria é desconhecida.

Isto foi há cinquenta anos: o tempo dos baús tinha passado, a maior parte deles se achava transformada em tulhas¹ de aveia junto das estrebarias².

 

Adélia, linda rapariga³, acabava de sair do convento; seus pais lhe deram parte do seu casamento: pensando nos vestidos, nas joias, nas plumas, Adélia era feliz… Chegou o dia das núpcias: grande era a alegria da família, da rapariga e de suas amigasd. A festa foi bela e suntuosa4; o povo, ao ver passar os noivos, e os pobres, ao receber a esmola, exclamavam: “Que lindo par! Deus os abençoe! Deus os faça felizes!”

 

Felizes! Sim. Vós ides vê-lo. Um dia de casamento é sempre longo, e as horas correm penosamenteb. A jovem esposa propôs a suas amigas, para se divertirem, diversos jogos próprios da sua idade… “Vamos ao esconde-esconde…” E eu – disse Adélia – tenho um esconderijo em que ninguém me achará. Eis a bela e fresca desposada subindo a escada, abrindo e fechando a porta do forro5; levantando a custo a pesada tampa dum enorme baú e metendo-se dentro com o seu vestido de cetim branco, seu véu branco, mui contente de se ter lembrado de tão seguro esconderijo… Suas amigas não a acharão… não… e a pesada tampa se fechou sobre ela. Quem virá descobri-la?! Ninguém.

 

As companheiras de Adélia a procuraram longo tempo, bem longo… puseram-se enfim a gritar por ela na escada, nos corredores, à porta de todos os quartos: “Adélia! Aparece, acabou-se o jogo… e tua mãe, teu marido esperam por ti no salão!”

 

Era assim: todo o mundo a esperava; em breve todo o mundo se pôs em cuidado, e começou a procurá-la, e a gritar: “Adélia! Adélia!c…” A pobre rapariga talvez que ouvisse todo esse ruído, todas essas vozes, mas não podia sair do baú. A tampa ao cair se tinha fechado, e as lindas mãos da noiva, ornadas de anéis e diamantes, não podiam abrir o caixão, que ia ser seu sepulcro. Quanto não gritaria ela?! Mas a grossura do velho baú lhe tinha sufocado a voz, e ninguém pôde imaginar, desgraçadamente, que se tivesse ali encerrado. Passaram-se semanas, meses e anos. Adélia não apareceu, e sua mãe ficou inconsolável.e O marido de um dia não teve uma dor tão profunda. Esta estranha desaparição deu longo tempo muito que falar.

 

Depois que voltou a moda dos baús, foi tirado aquele do forro e trazido com outros móveis para o pátio, a fim de serem vistos e apreciadosa. O baú era bom… vai-se abrir para ver o seu estado por dentro.

 

Alguns ossos, restos dum esqueleto de mulher, pedaços de cetim branco, uma coroa de folhas de laranjeira, alguns diamantes e anéis enfiados em dedos descarnados… Eis o que restava da jovem e bela noiva.

 

(Vagner Camilo & Hélio Guimarães (orgs). O sino e o relógio: uma antologia do conto romântico brasileiro, 2021. Adaptado)

1 tulha: recipiente usado para armazenagem de cereais.

2 estrebaria: local onde ficam os cavalos.

3 rapariga: moça.

4 suntuoso: luxuoso.

5 forro: vão entre o teto e o telhado de uma casa.

 

O narrador do conto dirige-se explicitamente a seus leitores no seguinte trecho:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4126829 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia o conto romântico “O baú”, cuja autoria é desconhecida.

Isto foi há cinquenta anos: o tempo dos baús tinha passado, a maior parte deles se achava transformada em tulhas¹ de aveia junto das estrebarias².

Adélia, linda rapariga³, acabava de sair do convento; seus pais lhe deram parte do seu casamento: pensando nos vestidos, nas joias, nas plumas, Adélia era feliz… Chegou o dia das núpcias: grande era a alegria da família, da rapariga e de suas amigas. A festa foi bela e suntuosa4; o povo, ao ver passar os noivos, e os pobres, ao receber a esmola, exclamavam: “Que lindo par! Deus os abençoe! Deus os faça felizes!”

Felizes! Sim. Vós ides vê-lo. Um dia de casamento é sempre longo, e as horas correm penosamente. A jovem esposa propôs a suas amigas, para se divertirem, diversos jogos próprios da sua idade… “Vamos ao esconde-esconde…” E eu – disse Adélia – tenho um esconderijo em que ninguém me achará. Eis a bela e fresca desposada subindo a escada, abrindo e fechando a porta do forro5; levantando a custo a pesada tampa dum enorme baú e metendo-se dentro com o seu vestido de cetim branco, seu véu branco, mui contente de se ter lembrado de tão seguro esconderijo… Suas amigas não a acharão… não… e a pesada tampa se fechou sobre ela. Quem virá descobri-la?! Ninguém.

As companheiras de Adélia a procuraram longo tempo, bem longo… puseram-se enfim a gritar por ela na escada, nos corredores, à porta de todos os quartos: “Adélia! Aparece, acabou-se o jogo… e tua mãe, teu marido esperam por ti no salão!”

 

Era assim: todo o mundo a esperava; em breve todo o mundo se pôs em cuidado, e começou a procurá-la, e a gritar: “Adélia! Adélia!…” A pobre rapariga talvez que ouvisse todo esse ruído, todas essas vozes, mas não podia sair do baú. A tampa ao cair se tinha fechado, e as lindas mãos da noiva, ornadas de anéis e diamantes, não podiam abrir o caixão, que ia ser seu sepulcro. Quanto não gritaria ela?! Mas a grossura do velho baú lhe tinha sufocado a voz, e ninguém pôde imaginar, desgraçadamente, que se tivesse ali encerrado. Passaram-se semanas, meses e anos. Adélia não apareceu, e sua mãe ficou inconsolável. O marido de um dia não teve uma dor tão profunda. Esta estranha desaparição deu longo tempo muito que falar.

Depois que voltou a moda dos baús, foi tirado aquele do forro e trazido com outros móveis para o pátio, a fim de serem vistos e apreciados. O baú era bom… vai-se abrir para ver o seu estado por dentro.

Alguns ossos, restos dum esqueleto de mulher, pedaços de cetim branco, uma coroa de folhas de laranjeira, alguns diamantes e anéis enfiados em dedos descarnados… Eis o que restava da jovem e bela noiva.

(Vagner Camilo & Hélio Guimarães (orgs). O sino e o relógio: uma antologia do conto romântico brasileiro, 2021. Adaptado)

1 tulha: recipiente usado para armazenagem de cereais.
2 estrebaria: local onde ficam os cavalos.
3 rapariga: moça.
4 suntuoso: luxuoso.
5 forro: vão entre o teto e o telhado de uma casa.

 

Tendo em vista o seu desfecho, o conto deixa-se caracterizar como

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4126828 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia um trecho do livro A vida não é útil, do líder e pensador indígenaAilton Krenak.

O povo indígena Krenak desconfia da ideia de que a humanidade seja predestinadac. A ideia do nosso povo sobre a criatura humana é precáriae. Por desconfiarmos desse destino humanod, nós nos filiamos aos rios, às pedras, às plantas e a outros seres com quem temos afinidade. É importante saber com quem podemos nos associar, em uma perspectiva existencial mesmo, em vez de ficarmos convencidos de que estamos com a bola toda.

 

Foi esse ponto de observação que me fez afirmar que nós não somos a humanidade que pensamos ser. Se acreditamos que quem apita nesse organismo maravilhoso que é a Terra são os tais humanos, acabamos incorrendo no grave erro de achar que existe uma qualidade humana especiala. Ora, se essa qualidade existisse, nós não estaríamos hoje discutindo a indiferença de algumas pessoas em relação à morte e à destruição da base da vida no planetab. Destruir os rios, as florestas, as paisagens, assim como ignorar a morte das pessoas, mostra que não há parâmetro de qualidade nenhum na humanidade, que isso não passa de uma construção histórica não confirmada pela realidade.

 

(Ailton Krenak. A vida não é útil, 2020. Adaptado)

 

Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de anterioridade no seguinte trecho:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4126827 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia um trecho do livro A vida não é útil, do líder e pensador indígenaAilton Krenak.

O povo indígena Krenak desconfia da ideia de que a humanidade seja predestinadae. A ideia do nosso povo sobre a criatura humana é precária. Por desconfiarmos desse destino humano, nós nos filiamos aos rios, às pedras, às plantas e a outros seres com quem temos afinidade. É importante saber com quem podemos nos associar, em uma perspectiva existencial mesmo, em vez de ficarmos convencidos de que estamos com a bola todad.

 

Foi esse ponto de observação que me fez afirmar que nós não somos a humanidade que pensamos serb. Se acreditamos que quem apita nesse organismo maravilhoso que é a Terra são os tais humanos, acabamos incorrendo no grave erro de achar que existe uma qualidade humana especialc. Ora, se essa qualidade existisse, nós não estaríamos hoje discutindo a indiferença de algumas pessoas em relação à mortea e à destruição da base da vida no planeta. Destruir os rios, as florestas, as paisagens, assim como ignorar a morte das pessoas, mostra que não há parâmetro de qualidade nenhum na humanidade, que isso não passa de uma construção histórica não confirmada pela realidade.

 

(Ailton Krenak. A vida não é útil, 2020. Adaptado)

 

Está empregada em sentido figurado a expressão destacada em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4126826 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia um trecho do livro A vida não é útil, do líder e pensador indígenaAilton Krenak.

O povo indígena Krenak desconfia da ideia de que a humanidade seja predestinada. A ideia do nosso povo sobre a criatura humana é precária. Por desconfiarmos desse destino humano, nós nos filiamos aos rios, às pedras, às plantas e a outros seres com quem temos afinidade. É importante saber com quem podemos nos associar, em uma perspectiva existencial mesmo, em vez de ficarmos convencidos de que estamos com a bola toda.

Foi esse ponto de observação que me fez afirmar que nós não somos a humanidade que pensamos ser. Se acreditamos que quem apita nesse organismo maravilhoso que é a Terra são os tais humanos, acabamos incorrendo no grave erro de achar que existe uma qualidade humana especial. Ora, se essa qualidade existisse, nós não estaríamos hoje discutindo a indiferença de algumas pessoas em relação à morte e à destruição da base da vida no planeta. Destruir os rios, as florestas, as paisagens, assim como ignorar a morte das pessoas, mostra que não há parâmetro de qualidade nenhum na humanidade, que isso não passa de uma construção histórica não confirmada pela realidade.

(Ailton Krenak. A vida não é útil, 2020. Adaptado)

 

Em seu texto, Ailton Krenak busca

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4126825 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).

 

Lisandra bela, Ninfa sem brandura,e
Que te escondes de mim nas ondas frias:d
Que mal te fiz, que tantas tiraniasd
Usas comigo, Ninfa Ingrata e dura?e

Por ti não passo toda a noite escurab
Entre saudosos ais, entre agonias?a
Não passo nesta praia os longos diasa
A chamar por Lisandra com ternura?b

Já rouca sinto a voz de te bradar
De cima desta rocha cavernosa,
Onde as salgadas ondas vêm quebrarc.

Mas tu, mais dura que ela e rigorosa,
De mim te escondes no profundo mar,c
Sem te mover de um triste a voz saudosa.

(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005)

 

A chamada “rima pobre” é aquela que ocorre entre palavras de mesma classe gramatical, a exemplo do que se verifica em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4126824 Ano: 2024
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).

 

Lisandra bela, Ninfa sem brandura,d
Que te escondes de mim nas ondas frias:d
Que mal te fiz, que tantas tiranias
Usas comigo, Ninfa Ingrata e dura?

Por ti não passo toda a noite escuraa e
Entre saudosos ais, entre agonias?a e
Não passo nesta praia os longos diasb
A chamar por Lisandra com ternura?b

Já rouca sinto a voz de te bradar
De cima desta rocha cavernosa,c
Onde as salgadas ondas vêm quebrar.c

Mas tu, mais dura que ela e rigorosa,
De mim te escondes no profundo mar,
Sem te mover de um triste a voz saudosa.

(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005)

 

Uma característica da estética árcade presente nesse soneto é

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4126823 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).

 

Lisandra belaa, Ninfa sem brandura,
Que te escondes de mim nas ondas frias:
Que mal te fiz, que tantas tiranias
Usas comigo, Ninfa Ingrata e dura?

Por ti não passo toda a noite escurae
Entre saudosos ais, entre agonias?
Não passo nesta praia os longos dias
A chamar por Lisandra com ternurab?

Já rouca sinto a voz de te bradar
De cima desta rocha cavernosac,
Onde as salgadas ondas vêm quebrar.

Mas tu, mais dura que ela e rigorosa,
De mim te escondes no profundo mar,
Sem te mover de um triste a voz saudosad.

(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005)

 

O pronome “ela”, destacado na 4a estrofe do soneto, refere- se a

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4126822 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).

 

Lisandra bela, Ninfa sem brandura,
Que te escondes de mim nas ondas frias:
Que mal te fiz, que tantas tiranias
Usas comigo, Ninfa Ingrata e dura?

Por ti não passo toda a noite escura
Entre saudosos ais, entre agonias?
Não passo nesta praia os longos dias
A chamar por Lisandra com ternura?

Já rouca sinto a voz de te bradar
De cima desta rocha cavernosa,
Onde as salgadas ondas vêm quebrar.

Mas tu, mais dura que ela e rigorosa,
De mim te escondes no profundo mar,
Sem te mover de um triste a voz saudosa.

(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005)

 

No soneto, o eu lírico

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4126821 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Examine a tirinha do cartunista Jean Galvão.

 

Enunciado 4654076-1

(www.instagram.com, 03.09.2023)

 

Na construção do sentido de sua tirinha, o cartunista explora, sobretudo, o recurso expressivo denominado

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas