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4228715 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC
Trata-se de um político catarinense de grande destaque na história recente do estado, que exerceu o cargo de prefeito de Joinville, governou Santa Catarina por dois mandatos e atuou como senador da República. Durante sua trajetória política, ficou conhecido pela defesa do desenvolvimento regional e pela criação de programas voltados à descentralização administrativa do governo estadual. A personalidade descrita é:
 

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4228714 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Daí, penso neste azul que nos separa de amigos queridos”, retirado do texto, são palavras que pertencem à classe dos pronomes, EXCETO:
 

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4228713 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um trecho que pode ser transposto para a voz passiva.
 

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4228712 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as classes de palavras às respectivas ocorrências da palavra “azul” nos trechos a seguir, retirados do texto.

Coluna 1

1. Substantivo.
2. Adjetivo.

Coluna 2

( ) “Minha casa de infância era azul”.
( ) “Esse azul que vemos é a luz que se perdeu”.
( ) “É a ponta azul do espectro que vemos”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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4228711 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir o vocábulo “insondável” no trecho a seguir, retirado do texto, sem causar alterações significativas ao sentido do trecho.

“Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos”.
 

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4228710 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um trecho no qual NÃO foi empregada linguagem figurada.
 

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4228709 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nos trechos a seguir, retirados do texto.

• “O mundo é azul nas ....”.
• “Um azul .... nos separa de quem fomos”.
• “A saudade é feita de .... do tempo”.
 

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4228708 Ano: 2026
Disciplina: Português
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A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do verbo haver e do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nos trechos a seguir, retirados do texto.

• “Hoje atravesso a estação ___ espera do azul”.
• “Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo”.
 

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Questão presente nas seguintes provas
4228707 Ano: 2026
Disciplina: Português
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Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os implícitos textuais, analise as assertivas a seguir:

I. Em “Confesso que já gostei mais de dias assim”, é implícito que a autora ainda gosta desse tipo de dia.
II. Em “Nunca estive tão longe do começo”, está implícito que ela já esteve mais próxima do início.
III. Em “Hoje prefiro claridade e calor”, entende-se que ela segue com tal preferência desde tempos remotos.

Quais estão corretas?
 

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Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que NÃO corresponde ao que é descrito no texto.
 

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