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2628516 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A formação de capital humano para a inovação no Brasil

Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.

Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.

Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.

Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.

O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.

Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.

O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.

(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)

* sine qua non: indispensável.

Assinale a alternativa em que, com a substituição do verbo “reagir”, na frase do 4º parágrafo “... reagir às demandas do sistema produtivo”, o uso da crase permanece em conformidade com a norma-padrão da língua.

 

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2628515 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A formação de capital humano para a inovação no Brasil

Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.

Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.

Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.

Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.

O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.

Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.

O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.

(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)

* sine qua non: indispensável.

Conforme conclui o autor,

 

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2628514 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A formação de capital humano para a inovação no Brasil

Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.

Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.

Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.

Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.

O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.

Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.

O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.

(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)

* sine qua non: indispensável.

No contexto do segundo parágrafo, está empregada em sentido figurado a expressão:

 

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2628513 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A formação de capital humano para a inovação no Brasil

Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.

Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.

Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.

Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.

O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.

Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.

O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.

(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)

* sine qua non: indispensável.

Conforme apontado no texto, apesar de

 

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2628512 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A formação de capital humano para a inovação no Brasil

Uma posição popular nos meios acadêmicos é a de que uma educação superior de altíssima qualidade seria uma condição “sine qua non”* para o desenvolvimento. O exemplo seria o papel importante que as grandes universidades nos Estados Unidos têm na inovação.

Essa é uma leitura errada da evidência histórica. Os Estados Unidos já eram, em 1900, a maior potência industrial, enquanto o papel principal de Harvard, Princeton e Yale era dar um verniz cultural para os filhos da classe privilegiada. As universidades americanas só se tornaram as melhores do mundo depois da guerra, após se beneficiarem enormemente dos grandes projetos tecnológicos realizados a partir de 1940, e do grande influxo de cientistas e intelectuais vindos da Europa.

Um processo semelhante ocorre na China, que se tornou uma superpotência econômica, mas que segue enviando centenas de milhares de estudantes aos EUA, à Europa e à Austrália, reconhecendo que suas universidades ainda não estão, em geral, no mesmo nível.

Esses exemplos não são, é claro, evidência de que as universidades devam simplesmente reagir às demandas do sistema produtivo. Como centros de investigação e pesquisa, as universidades, energizadas por aquelas demandas, irão adiante, abrirão novos caminhos.

O que é necessário para inovação, portanto, é um processo de realimentação intenso, entre a economia e o governo, por um lado, e a universidade por outro, nas duas direções.

Essa integração da universidade no processo econômico não ocorreu no Brasil, onde a universidade ainda não está culturalmente orientada para oferecer uma formação que ajude a apontar soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea.

O caminho para um Brasil mais próspero, justo, democrático e ambientalmente saudável requer um investimento acelerado em infraestrutura e, simultaneamente, a expansão e valorização de um ensino e pesquisa de alta qualidade nas nossas universidades.

(Flavio Bartmann. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. 08.08.2022. Adaptado)

* sine qua non: indispensável.

A “leitura errada da evidência histórica” a que o autor se refere no 2º parágrafo diz respeito

 

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2628511 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A primeira cartilha

Há coisas que a gente não esquece: a primeira namorada, a primeira professora, a primeira cartilha. Minha introdução às letras foi feita através de um livrinho chamado “Queres ler?”. A cartilha começava com a palavra uva. Com a palavra só, não havia uma ilustração mostrando um grande, suculento, lascivo cacho de uvas.

Bem, mas não é isto o que importa. O que importa é que aquele era o nosso primeiro livro, o livro que carregávamos com orgulho em nossa pasta. E o que importa, também, é que esse livro, o livro que jamais esqueceríamos, tinha um nome provocadoramente amável: ele não ordenava, ele perguntava; ele não só perguntava, ele convidava. E não sei de que outra maneira se possa introduzir uma criança à leitura, se não através de um sedutor convite. Porque ler é um ato de vontade.

Diante da TV se pode ficar passivo, absorvendo imagens e sons. A TV não indaga, ela impõe. E pode se impor em razão da força de uma tecnologia que é absolutamente totalitária: do universo eletrônico no qual vivemos ninguém escapa.

Ler, não. Ler exige esforço. No mundo da leitura só se entra pagando ingresso. Decodificar as letras, transformá-las em imagens é uma arte, como é uma arte tocar um instrumento musical. Mas aqueles que entram no mundo da leitura, aqueles que a ele são bem conduzidos, estes encontram nos livros um lar, uma pátria, o território dos sonhos e das emoções.

Queres ler? – pergunto a meu filho, e espero que a resposta dele seja afirmativa. Para que ele possa provar a uva da qual é feito o doce vinho da fantasia arrebatadora.

(Coleção Melhores Crônicas – Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.

 

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2628510 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A primeira cartilha

Há coisas que a gente não esquece: a primeira namorada, a primeira professora, a primeira cartilha. Minha introdução às letras foi feita através de um livrinho chamado “Queres ler?”. A cartilha começava com a palavra uva. Com a palavra só, não havia uma ilustração mostrando um grande, suculento, lascivo cacho de uvas.

Bem, mas não é isto o que importa. O que importa é que aquele era o nosso primeiro livro, o livro que carregávamos com orgulho em nossa pasta. E o que importa, também, é que esse livro, o livro que jamais esqueceríamos, tinha um nome provocadoramente amável: ele não ordenava, ele perguntava; ele não só perguntava, ele convidava. E não sei de que outra maneira se possa introduzir uma criança à leitura, se não através de um sedutor convite. Porque ler é um ato de vontade.

Diante da TV se pode ficar passivo, absorvendo imagens e sons. A TV não indaga, ela impõe. E pode se impor em razão da força de uma tecnologia que é absolutamente totalitária: do universo eletrônico no qual vivemos ninguém escapa.

Ler, não. Ler exige esforço. No mundo da leitura só se entra pagando ingresso. Decodificar as letras, transformá-las em imagens é uma arte, como é uma arte tocar um instrumento musical. Mas aqueles que entram no mundo da leitura, aqueles que a ele são bem conduzidos, estes encontram nos livros um lar, uma pátria, o território dos sonhos e das emoções.

Queres ler? – pergunto a meu filho, e espero que a resposta dele seja afirmativa. Para que ele possa provar a uva da qual é feito o doce vinho da fantasia arrebatadora.

(Coleção Melhores Crônicas – Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

O livrinho chamado “Queres ler?” importava crianças, pois elas estavam predispostas começar o aprendizado da leitura. Ele começava pela palavra “uva” que, despeito da expectativa do cronista, não vinha com a imagem de um suculento cacho da fruta. Mas, primeiro livro, ele devotou uma paixão sem limites.

 

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2628509 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A primeira cartilha

Há coisas que a gente não esquece: a primeira namorada, a primeira professora, a primeira cartilha. Minha introdução às letras foi feita através de um livrinho chamado “Queres ler?”. A cartilha começava com a palavra uva. Com a palavra só, não havia uma ilustração mostrando um grande, suculento, lascivo cacho de uvas.

Bem, mas não é isto o que importa. O que importa é que aquele era o nosso primeiro livro, o livro que carregávamos com orgulho em nossa pasta. E o que importa, também, é que esse livro, o livro que jamais esqueceríamos, tinha um nome provocadoramente amável: ele não ordenava, ele perguntava; ele não só perguntava, ele convidava. E não sei de que outra maneira se possa introduzir uma criança à leitura, se não através de um sedutor convite. Porque ler é um ato de vontade.

Diante da TV se pode ficar passivo, absorvendo imagens e sons. A TV não indaga, ela impõe. E pode se impor em razão da força de uma tecnologia que é absolutamente totalitária: do universo eletrônico no qual vivemos ninguém escapa.

Ler, não. Ler exige esforço. No mundo da leitura só se entra pagando ingresso. Decodificar as letras, transformá-las em imagens é uma arte, como é uma arte tocar um instrumento musical. Mas aqueles que entram no mundo da leitura, aqueles que a ele são bem conduzidos, estes encontram nos livros um lar, uma pátria, o território dos sonhos e das emoções.

Queres ler? – pergunto a meu filho, e espero que a resposta dele seja afirmativa. Para que ele possa provar a uva da qual é feito o doce vinho da fantasia arrebatadora.

(Coleção Melhores Crônicas – Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a circunstância adverbial e o sentido pertinente ao texto correspondem, correta e respectivamente, à expressão destacada.

 

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2628508 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

A primeira cartilha

Há coisas que a gente não esquece: a primeira namorada, a primeira professora, a primeira cartilha. Minha introdução às letras foi feita através de um livrinho chamado “Queres ler?”. A cartilha começava com a palavra uva. Com a palavra só, não havia uma ilustração mostrando um grande, suculento, lascivo cacho de uvas.

Bem, mas não é isto o que importa. O que importa é que aquele era o nosso primeiro livro, o livro que carregávamos com orgulho em nossa pasta. E o que importa, também, é que esse livro, o livro que jamais esqueceríamos, tinha um nome provocadoramente amável: ele não ordenava, ele perguntava; ele não só perguntava, ele convidava. E não sei de que outra maneira se possa introduzir uma criança à leitura, se não através de um sedutor convite. Porque ler é um ato de vontade.

Diante da TV se pode ficar passivo, absorvendo imagens e sons. A TV não indaga, ela impõe. E pode se impor em razão da força de uma tecnologia que é absolutamente totalitária: do universo eletrônico no qual vivemos ninguém escapa.

Ler, não. Ler exige esforço. No mundo da leitura só se entra pagando ingresso. Decodificar as letras, transformá-las em imagens é uma arte, como é uma arte tocar um instrumento musical. Mas aqueles que entram no mundo da leitura, aqueles que a ele são bem conduzidos, estes encontram nos livros um lar, uma pátria, o território dos sonhos e das emoções.

Queres ler? – pergunto a meu filho, e espero que a resposta dele seja afirmativa. Para que ele possa provar a uva da qual é feito o doce vinho da fantasia arrebatadora.

(Coleção Melhores Crônicas – Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)

Na visão do cronista,

 

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2628507 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Bebedouro-SP

Filme “Tarja Branca”’ propõe revolução pela brincadeira

É raro encontrar algum adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças brincando. Por um instante, batem saudades da leveza do mundo lúdico que povoa o universo infantil. Mas isso logo passa, afinal, crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. É exatamente isso que o documentário “Tarja Branca – a revolução que faltava”, dirigido por Cacau Rhoden, questiona.

Com um roteiro impecável, o filme intercala saborosas imagens de brincadeiras com vários depoimentos. Impossível não se identificar com as histórias e brincadeiras apresentadas e não se lembrar das cores brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?”

Do início ao fim, o documentário conduz o espectador a essa reflexão. O casamento que o filme promove entre as brincadeiras e as manifestações culturais típicas brasileiras é comovente, além de fazer todo o sentido. “A grande riqueza da cultura popular é que ela é a chance de você ter uma segunda infância”, afirma a coreógrafa Andrea Jabor.

Vê-se que a equipe viajou pelos rincões do Brasil todo para captar a alegria de um povo brincante com o objetivo de alertar que a brincadeira não pode morrer, especialmente nas metrópoles, onde há cada vez menos espaço para o lúdico. “Tirar o tempo livre de recreio, o pouco contato que ela possa ter com a natureza é o maior pecado que a gente está cometendo com a criança”, afirma a pedagoga Ana Lucia Villela, que diz se sentir profundamente triste ao constatar que 9 entre 10 crianças das grandes cidades preferem ir ao shopping a brincar.

O documentário prega que o prazer da brincadeira deve ser incentivado desde cedo para que, quando adulta, a pessoa continue brincando e saiba buscar a verdadeira felicidade. “Ir atrás do seu próprio desejo. Isso é brincar. A única solução para nós é fazermos o que gostamos. Se formos pagos por isso, melhor, mas é secundário”, opina o psicólogo argentino Ricardo Goldenberg.

Para Lydia Hortélio, a solução para muitos problemas da sociedade vem junto com crianças brincantes. “Eu estou pela revolução que falta, que é esta revolução da criança. É isso que vai nos tirar deste mal-estar, dessa tristeza generalizada que a gente vê nas pessoas, essa falta de alegria que a gente está vivendo”, e vai além: “E a violência está aí porque as pessoas foram violentadas na sua capacidade de ser gente”.

Pião, bolinha de gude, pipa, carrinho de lata, cantigas de roda. Para a criança, é simples ser feliz em um mundo de brincadeira. Por que, então, depois de adultas, as pessoas acham vergonhoso brincar? Quem brinca é mais feliz. Ponto.

(Xandra Stefanel. https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2014/06/tarja-branca-propoe-uma-revolucao-pela-brincadeira-9425/ Adaptado)

Considere os trechos do texto.

  • ... adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças... (1º parágrafo)
  • Impossível não se identificar com as histórias... (2º parágrafo)
  • ... improvável não se questionar... (2º parágrafo)

De acordo com a norma-padrão de regência nominal, os trechos podem ser reescritos da seguinte forma:

 

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