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3930722
Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Chapecó-SC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Chapecó-SC
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Texto 2
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Não traiam o Machado.
Rio de Janeiro - Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de “Dom Casmurro”, na prova de
Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado
vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se
entendi bem as questões propostas e as resoluções que
saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática
que nem admite sombra de controvérsia.
A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu
Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento
qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de
Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação
de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes
discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá
sido levantada como simples quebra-cabeça, um
joguinho enigmático para descansar o espírito numa
hora de folga e tédio.
Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o
próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano
de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do
vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como
“centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua
esposa”. Suposta? De onde os senhores professores
tiraram este despropósito e o passam aos imberbes
e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em
1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do
Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do
marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.
Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia.
Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar
no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor,
mestre do subentendido, virtuose da meia palavra,
do “understatement”, Machado jamais desabaria numa
grosseira cena de alcova, como num flagrante policial
de adultério. (…)
Machado merece respeito!
Otto Lara Resende - Folha de S. Paulo, - 08/01/1992 – texto editado
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Texto 2
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Não traiam o Machado.
Rio de Janeiro - Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de “Dom Casmurro”, na prova de
Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado
vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se
entendi bem as questões propostas e as resoluções que
saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática
que nem admite sombra de controvérsia.
A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu
Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento
qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de
Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação
de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes
discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá
sido levantada como simples quebra-cabeça, um
joguinho enigmático para descansar o espírito numa
hora de folga e tédio.
Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o
próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano
de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do
vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como
“centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua
esposa”. Suposta? De onde os senhores professores
tiraram este despropósito e o passam aos imberbes
e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em
1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do
Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do
marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.
Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia.
Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar
no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor,
mestre do subentendido, virtuose da meia palavra,
do “understatement”, Machado jamais desabaria numa
grosseira cena de alcova, como num flagrante policial
de adultério. (…)
Machado merece respeito!
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Texto 2
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Não traiam o Machado.
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Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado
vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se
entendi bem as questões propostas e as resoluções que
saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática
que nem admite sombra de controvérsia.
A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu
Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento
qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de
Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação
de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes
discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá
sido levantada como simples quebra-cabeça, um
joguinho enigmático para descansar o espírito numa
hora de folga e tédio.
Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o
próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano
de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do
vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como
“centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua
esposa”. Suposta? De onde os senhores professores
tiraram este despropósito e o passam aos imberbes
e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em
1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do
Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do
marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.
Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia.
Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar
no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor,
mestre do subentendido, virtuose da meia palavra,
do “understatement”, Machado jamais desabaria numa
grosseira cena de alcova, como num flagrante policial
de adultério. (…)
Machado merece respeito!
Otto Lara Resende - Folha de S. Paulo, - 08/01/1992 – texto editado
Machado de Assis constrói Bentinho como uma figura que remete ao Otelo de Shakespeare, aliás, relação assinalada no Texto 2. Ambos são consumidos pelo ciúme e pela dúvida sobre a fidelidade da mulher amada. Em Dom Casmurro, há, inclusive, uma cena em que Bentinho assiste à peça Otelo, o que reforça essa conexão.
No entanto, Machado não copia a estrutura da tragédia — ele reinterpreta o drama sob uma ótica psicológica e irônica. Por isso, essa relação é considerada uma..................................., pois evoca Otelo para questionar e reformular o arquétipo do homem ciumento.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto, conforme a intertextualidade.
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Texto 2
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Não traiam o Machado.
Rio de Janeiro - Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de “Dom Casmurro”, na prova de
Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado
vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se
entendi bem as questões propostas e as resoluções que
saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática
que nem admite sombra de controvérsia.
A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu
Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento
qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de
Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação
de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes
discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá
sido levantada como simples quebra-cabeça, um
joguinho enigmático para descansar o espírito numa
hora de folga e tédio.
Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o
próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano
de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do
vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como
“centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua
esposa”. Suposta? De onde os senhores professores
tiraram este despropósito e o passam aos imberbes
e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em
1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do
Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do
marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.
Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia.
Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar
no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor,
mestre do subentendido, virtuose da meia palavra,
do “understatement”, Machado jamais desabaria numa
grosseira cena de alcova, como num flagrante policial
de adultério. (…)
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Otto Lara Resende - Folha de S. Paulo, - 08/01/1992 – texto editado
1. Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levantada…
2. De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos imberbes e indefesos vestibulandos?
Assinale a alternativa correta.
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Texto 2
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Não traiam o Machado.
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Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado
vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se
entendi bem as questões propostas e as resoluções que
saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática
que nem admite sombra de controvérsia.
A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu
Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento
qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de
Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação
de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes
discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá
sido levantada como simples quebra-cabeça, um
joguinho enigmático para descansar o espírito numa
hora de folga e tédio.
Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o
próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano
de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do
vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como
“centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua
esposa”. Suposta? De onde os senhores professores
tiraram este despropósito e o passam aos imberbes
e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em
1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do
Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do
marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.
Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia.
Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar
no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor,
mestre do subentendido, virtuose da meia palavra,
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Otto Lara Resende - Folha de S. Paulo, - 08/01/1992 – texto editado
Verifique tais elementos destacados nas construções abaixo:
1.…de maneira tão enfática que nem admite sombra de controvérsia…
2.…paranoicamente ciumento qual Otelo…
3.…a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste…
Assinale a afirmativa correta.
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Não traiam o Machado.
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vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se
entendi bem as questões propostas e as resoluções que
saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática
que nem admite sombra de controvérsia.
A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu
Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento
qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de
Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação
de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes
discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá
sido levantada como simples quebra-cabeça, um
joguinho enigmático para descansar o espírito numa
hora de folga e tédio.
Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o
próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano
de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do
vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como
“centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua
esposa”. Suposta? De onde os senhores professores
tiraram este despropósito e o passam aos imberbes
e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em
1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do
Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do
marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.
Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia.
Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar
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Otto Lara Resende - Folha de S. Paulo, - 08/01/1992 – texto editado
Tal fenômeno acontece com a palavra pura, no último parágrafo do Texto 2.
” … é pura fantasia…”
Assinale a alternativa na qual a palavra pura tem o mesmo significado.
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que nem admite sombra de controvérsia.
A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu
Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento
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sido levantada como simples quebra-cabeça, um
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próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano
de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do
vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como
“centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua
esposa”. Suposta? De onde os senhores professores
tiraram este despropósito e o passam aos imberbes
e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em
1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do
Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do
marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.
Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia.
Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar
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1. A hipótese aí encampada…
2.…com essa história mal contada…
3.…nessa prova do vestibular…
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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entendi bem as questões propostas e as resoluções que
saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática
que nem admite sombra de controvérsia.
A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu
Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento
qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de
Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação
de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes
discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá
sido levantada como simples quebra-cabeça, um
joguinho enigmático para descansar o espírito numa
hora de folga e tédio.
Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o
próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano
de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do
vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como
“centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua
esposa”. Suposta? De onde os senhores professores
tiraram este despropósito e o passam aos imberbes
e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em
1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do
Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do
marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.
Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia.
Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar
no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor,
mestre do subentendido, virtuose da meia palavra,
do “understatement”, Machado jamais desabaria numa
grosseira cena de alcova, como num flagrante policial
de adultério. (…)
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Assinale a alternativa correta sobre o emprego deles.
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Não traiam o Machado.
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vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se
entendi bem as questões propostas e as resoluções que
saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática
que nem admite sombra de controvérsia.
A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu
Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento
qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de
Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação
de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes
discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá
sido levantada como simples quebra-cabeça, um
joguinho enigmático para descansar o espírito numa
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Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o
próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano
de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do
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“centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua
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Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do
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Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia.
Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar
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Assinale a alternativa correta sobre Olavo Bilac.
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