Foram encontradas 40 questões.
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Leia o trecho a seguir:
"Por isso, além de interpretar marcadores laboratoriais, o trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de cada resultado, existe uma mulher..." (linhas 22 a 25)
A expressão "Por isso", empregada no início do período, estabelece entre as ideias do texto uma relação de:
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Leia o trecho a seguir retirado do Texto:
"O que acontece hoje é que essa mesma força, que protegeu a espécie por milênios, pode se voltar contra o próprio organismo..." (linhas 43 a 46)
Em relação à oração destacada, assinale a alternativa CORRETA.
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Em relação às funções da linguagem, pode-se afirmar que predomina no Texto a função:
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Considere o período retirado do Texto:
"O que acontece hoje é que essa mesma força, que protegeu a espécie por milênios, pode se voltar contra o próprio organismo..." (linhas 43 a 46)
O trecho destacado constitui um mecanismo de coesão textual cuja principal função é:
Provas
- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
No trecho “[...], o estrógeno atua como um combustível para as células de defesa.” (linhas 36 e 37), o vocábulo destacado produz um efeito de sentido que consiste em:
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Considere o trecho do Texto a seguir:
"Por isso, além de interpretar marcadores laboratoriais, o trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de cada resultado, existe uma mulher..." (linhas 22 a 25)
Caso a expressão "uma mulher" fosse substituída por "as mulheres", a reescrita que atende à norma-padrão da Língua Portuguesa seria:
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Considere o seguinte trecho retirado do Texto:
"Essa característica não é um ‘defeito’, mas, sim, um legado evolutivo. Historicamente, [...]” (linhas 37 a 39)
A respeito da classificação morfológica e da função desempenhada pelas palavras destacadas acima, assinale a alternativa CORRETA.
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Considere o trecho a seguir:
“Historicamente, essa ‘hiperatividade imunológica’ foi o que permitiu à mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade extrema, [...]” (linhas 39 a 42)
A respeito da estrutura mórfica das palavras presentes acima, assinale a alternativa CORRETA.
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Ao afirmar que a hiperatividade imunológica feminina "[...] não é um ‘defeito’, mas, sim, um legado evolutivo." (linhas 38 e 39), o autor promove uma mudança de perspectiva sobre a relação entre imunidade e doença. Considerando o desenvolvimento argumentativo do Texto, essa afirmação tem como principal função:
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Assinale a alternativa que representa CORRETAMENTE a principal tese defendida pelo Texto.
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