Foram encontradas 39 questões.
Três números foram colocados em sequência a partir
de uma progressão geométrica. Sabendo que o
primeiro número da sequência é 10, a razão é um
número positivo e a soma dos três números
corresponde a 130. Com isso, assinale a alternativa
que apresenta corretamente a razão dessa
progressão geométrica.
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Em um experimento de uma feira de ciências, foram
comparados os volumes de um bloco retangular com
dimensões 10 cm, 10 cm e 12 cm com o de uma
pirâmide de base quadrada com arestas de 10 cm e
altura h. Sabendo que o volume da pirâmide era
igual ao do bloco retangular, assinale a alternativa
que representa a altura h.
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Leia o texto para responder a questão.
Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo
pode ser o próximo passo da evolução humana
A compreensão contemporânea do Transtorno do
Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura
paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado
principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que
dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser
reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da
Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de
se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e
talvez até amplificada, pela seleção natural.
Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que
costuma causar dificuldades de comunicação, de interação
social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes
também está acompanhado de habilidades notáveis. E o
aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de
sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o
futuro da organização social humana poderá ser profundamente
influenciado pela neurodivergência.
Evolução de neurônios e genes
A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho
seminal de Starr e Fraser, da universidade de
Stanford, publicado recentemente na revista científica
Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um
mecanismo celular preciso dessa mudança.
O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que
libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo
crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram
que esses neurônios evoluíram em uma velocidade
excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação
com outros primatas.
O dado mais surpreendente que eles observaram é que
essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na
expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente
associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.
Isso indica que a evolução responsável por altas funções
cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na
expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou
seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência
humana e nossa capacidade de processamento complexo
aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços
autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse
perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas
vitais.
Outros indícios e teorias
Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o
aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do
Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos
(CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada
dentro desse espectro.
Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos
critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na
comunidade científica se não podem haver outros fatores que
estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido
relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta
renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e
Japão.
Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais
sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo
secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados
apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos
descritos anteriormente.
O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo
ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de
personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e
universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com
perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na
frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de
genes associados a altas habilidades de sistematização, o que
também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.
Um futuro neurodivergente?
Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam
apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui
pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso
a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos
de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos
alternativos, esse futuro hipotético traz implicações
sociológicas interessantes.
Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa
inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral
típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?
É possível recair num argumento sensacionalista, sobre
os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia
passar a ver a população que atualmente é considerada
neurotípica como ineficiente.
Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com
uma das principais reivindicações atuais da comunidade
autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o
reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à
participação social não dependem de produtividade,
genialidade ou adaptação a modelos normativos.
Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e
crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que
hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e
adolescentes com necessidades especiais, precisam ser
aprimorados urgentemente.
Devemos considerar as diferenças como um aspecto
positivo da diversidade humana. Uma sociedade
verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os
“gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo
dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a
condição essencial para o futuro da humanidade.
Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo
pode ser o próximo passo da evolução humana
A compreensão contemporânea do Transtorno do
Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura
paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado
principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que
dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser
reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da
Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de
se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e
talvez até amplificada, pela seleção natural.
Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que
costuma causar dificuldades de comunicação, de interação
social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes
também está acompanhado de habilidades notáveis. E o
aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de
sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o
futuro da organização social humana poderá ser profundamente
influenciado pela neurodivergência.
Evolução de neurônios e genes
A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho
seminal de Starr e Fraser, da universidade de
Stanford, publicado recentemente na revista científica
Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um
mecanismo celular preciso dessa mudança.
O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que
libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo
crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram
que esses neurônios evoluíram em uma velocidade
excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação
com outros primatas.
O dado mais surpreendente que eles observaram é que
essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na
expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente
associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.
Isso indica que a evolução responsável por altas funções
cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na
expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou
seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência
humana e nossa capacidade de processamento complexo
aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços
autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse
perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas
vitais.
Outros indícios e teorias
Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o
aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do
Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos
(CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada
dentro desse espectro.
Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos
critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na
comunidade científica se não podem haver outros fatores que
estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido
relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta
renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e
Japão.
Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais
sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo
secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados
apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos
descritos anteriormente.
O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo
ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de
personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e
universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com
perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na
frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de
genes associados a altas habilidades de sistematização, o que
também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.
Um futuro neurodivergente?
Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam
apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui
pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso
a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos
de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos
alternativos, esse futuro hipotético traz implicações
sociológicas interessantes.
Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa
inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral
típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?
É possível recair num argumento sensacionalista, sobre
os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia
passar a ver a população que atualmente é considerada
neurotípica como ineficiente.
Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com
uma das principais reivindicações atuais da comunidade
autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o
reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à
participação social não dependem de produtividade,
genialidade ou adaptação a modelos normativos.
Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e
crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que
hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e
adolescentes com necessidades especiais, precisam ser
aprimorados urgentemente.
Devemos considerar as diferenças como um aspecto
positivo da diversidade humana. Uma sociedade
verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os
“gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo
dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a
condição essencial para o futuro da humanidade.
Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539
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pode ser o próximo passo da evolução humana
A compreensão contemporânea do Transtorno do
Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura
paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado
principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que
dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser
reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da
Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de
se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e
talvez até amplificada, pela seleção natural.
Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que
costuma causar dificuldades de comunicação, de interação
social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes
também está acompanhado de habilidades notáveis. E o
aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de
sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o
futuro da organização social humana poderá ser profundamente
influenciado pela neurodivergência.
Evolução de neurônios e genes
A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho
seminal de Starr e Fraser, da universidade de
Stanford, publicado recentemente na revista científica
Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um
mecanismo celular preciso dessa mudança.
O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que
libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo
crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram
que esses neurônios evoluíram em uma velocidade
excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação
com outros primatas.
O dado mais surpreendente que eles observaram é que
essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na
expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente
associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.
Isso indica que a evolução responsável por altas funções
cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na
expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou
seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência
humana e nossa capacidade de processamento complexo
aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços
autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse
perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas
vitais.
Outros indícios e teorias
Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o
aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do
Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos
(CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada
dentro desse espectro.
Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos
critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na
comunidade científica se não podem haver outros fatores que
estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido
relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta
renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e
Japão.
Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais
sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo
secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados
apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos
descritos anteriormente.
O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo
ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de
personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e
universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com
perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na
frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de
genes associados a altas habilidades de sistematização, o que
também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.
Um futuro neurodivergente?
Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam
apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui
pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso
a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos
de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos
alternativos, esse futuro hipotético traz implicações
sociológicas interessantes.
Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa
inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral
típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?
É possível recair num argumento sensacionalista, sobre
os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia
passar a ver a população que atualmente é considerada
neurotípica como ineficiente.
Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com
uma das principais reivindicações atuais da comunidade
autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o
reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à
participação social não dependem de produtividade,
genialidade ou adaptação a modelos normativos.
Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e
crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que
hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e
adolescentes com necessidades especiais, precisam ser
aprimorados urgentemente.
Devemos considerar as diferenças como um aspecto
positivo da diversidade humana. Uma sociedade
verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os
“gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo
dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a
condição essencial para o futuro da humanidade.
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pode ser o próximo passo da evolução humana
A compreensão contemporânea do Transtorno do
Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura
paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado
principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que
dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser
reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da
Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de
se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e
talvez até amplificada, pela seleção natural.
Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que
costuma causar dificuldades de comunicação, de interação
social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes
também está acompanhado de habilidades notáveis. E o
aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de
sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o
futuro da organização social humana poderá ser profundamente
influenciado pela neurodivergência.
Evolução de neurônios e genes
A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho
seminal de Starr e Fraser, da universidade de
Stanford, publicado recentemente na revista científica
Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um
mecanismo celular preciso dessa mudança.
O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que
libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo
crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram
que esses neurônios evoluíram em uma velocidade
excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação
com outros primatas.
O dado mais surpreendente que eles observaram é que
essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na
expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente
associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.
Isso indica que a evolução responsável por altas funções
cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na
expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou
seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência
humana e nossa capacidade de processamento complexo
aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços
autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse
perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas
vitais.
Outros indícios e teorias
Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o
aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do
Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos
(CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada
dentro desse espectro.
Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos
critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na
comunidade científica se não podem haver outros fatores que
estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido
relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta
renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e
Japão.
Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais
sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo
secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados
apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos
descritos anteriormente.
O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo
ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de
personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e
universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com
perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na
frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de
genes associados a altas habilidades de sistematização, o que
também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.
Um futuro neurodivergente?
Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam
apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui
pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso
a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos
de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos
alternativos, esse futuro hipotético traz implicações
sociológicas interessantes.
Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa
inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral
típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?
É possível recair num argumento sensacionalista, sobre
os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia
passar a ver a população que atualmente é considerada
neurotípica como ineficiente.
Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com
uma das principais reivindicações atuais da comunidade
autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o
reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à
participação social não dependem de produtividade,
genialidade ou adaptação a modelos normativos.
Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e
crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que
hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e
adolescentes com necessidades especiais, precisam ser
aprimorados urgentemente.
Devemos considerar as diferenças como um aspecto
positivo da diversidade humana. Uma sociedade
verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os
“gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo
dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a
condição essencial para o futuro da humanidade.
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo
pode ser o próximo passo da evolução humana
A compreensão contemporânea do Transtorno do
Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura
paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado
principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que
dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser
reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da
Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de
se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e
talvez até amplificada, pela seleção natural.
Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que
costuma causar dificuldades de comunicação, de interação
social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes
também está acompanhado de habilidades notáveis. E o
aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de
sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o
futuro da organização social humana poderá ser profundamente
influenciado pela neurodivergência.
Evolução de neurônios e genes
A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho
seminal de Starr e Fraser, da universidade de
Stanford, publicado recentemente na revista científica
Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um
mecanismo celular preciso dessa mudança.
O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que
libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo
crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram
que esses neurônios evoluíram em uma velocidade
excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação
com outros primatas.
O dado mais surpreendente que eles observaram é que
essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na
expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente
associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.
Isso indica que a evolução responsável por altas funções
cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na
expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou
seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência
humana e nossa capacidade de processamento complexo
aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços
autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse
perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas
vitais.
Outros indícios e teorias
Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o
aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do
Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos
(CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada
dentro desse espectro.
Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos
critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na
comunidade científica se não podem haver outros fatores que
estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido
relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta
renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e
Japão.
Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais
sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo
secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados
apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos
descritos anteriormente.
O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo
ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de
personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e
universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com
perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na
frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de
genes associados a altas habilidades de sistematização, o que
também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.
Um futuro neurodivergente?
Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam
apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui
pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso
a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos
de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos
alternativos, esse futuro hipotético traz implicações
sociológicas interessantes.
Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa
inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral
típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?
É possível recair num argumento sensacionalista, sobre
os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia
passar a ver a população que atualmente é considerada
neurotípica como ineficiente.
Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com
uma das principais reivindicações atuais da comunidade
autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o
reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à
participação social não dependem de produtividade,
genialidade ou adaptação a modelos normativos.
Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e
crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que
hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e
adolescentes com necessidades especiais, precisam ser
aprimorados urgentemente.
Devemos considerar as diferenças como um aspecto
positivo da diversidade humana. Uma sociedade
verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os
“gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo
dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a
condição essencial para o futuro da humanidade.
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Questão presente nas seguintes provas
Conforme estabelecido pelo Coren-PR, o técnico de
enfermagem possui algumas atribuições dentro da
Atenção Básica em relação à saúde da criança. Sobre
este assunto, assinale a alternativa incorreta.
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Questão presente nas seguintes provas
Sobre o processo tratamento de artigos clínicos e
médico-hospitalares, relacione as colunas e assinale a
alternativa com a sequência correta.
1. Antissepsia. 2. Assepsia. 3. Limpeza. 4. Desinfecção. 5. Esterilização.
( ) Métodos empregados para impedir a contaminação de determinado material ou superfície.
( ) Eliminação de microrganismos, exceto esporulados, de materiais ou artigos inanimados, através de processo físico ou químico, com auxílio de desinfetantes.
( ) Destruição de todos os microrganismos, inclusive esporulados, através de processo químico ou físico.
( ) Eliminação de microrganismos da pele, mucosa ou tecidos vivos, com auxílio de antissépticos, substâncias microbicidas ou microbiostáticas.
( ) Remoção mecânica e/ou química de sujidades em geral, (oleosidade, umidade, matéria orgânica, poeira, entre outros) de determinado local.
1. Antissepsia. 2. Assepsia. 3. Limpeza. 4. Desinfecção. 5. Esterilização.
( ) Métodos empregados para impedir a contaminação de determinado material ou superfície.
( ) Eliminação de microrganismos, exceto esporulados, de materiais ou artigos inanimados, através de processo físico ou químico, com auxílio de desinfetantes.
( ) Destruição de todos os microrganismos, inclusive esporulados, através de processo químico ou físico.
( ) Eliminação de microrganismos da pele, mucosa ou tecidos vivos, com auxílio de antissépticos, substâncias microbicidas ou microbiostáticas.
( ) Remoção mecânica e/ou química de sujidades em geral, (oleosidade, umidade, matéria orgânica, poeira, entre outros) de determinado local.
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