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Vida além do digital
Por Antônio Carlos Macedo
- Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
- revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
- prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
- Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
- cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
- brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
- gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
- garantiam tardes inteiras de convivência.
- Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
- jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
- sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
- “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
- Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
- assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
- e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
- em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
- é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
- Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
- consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
- procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
- voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
- editorial.
- Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
- novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
- a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
- Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
- entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
- Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
- cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
- pixel nos rouba.
- É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
- estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
- disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
- permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta a conjugação no futuro do pretérito do indicativo das três formas verbais sublinhadas:
“A tecnologia mais sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da ‘linha’. Tudo exigia presença, toque e disputa”.
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Vida além do digital
Por Antônio Carlos Macedo
- Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
- revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
- prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
- Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
- cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
- brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
- gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
- garantiam tardes inteiras de convivência.
- Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
- jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
- sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
- “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
- Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
- assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
- e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
- em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
- é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
- Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
- consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
- procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
- voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
- editorial.
- Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
- novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
- a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
- Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
- entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
- Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
- cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
- pixel nos rouba.
- É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
- estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
- disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
- permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta um termo que NÃO tenha a função sintática de adjunto adnominal:
“Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica”.
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Vida além do digital
Por Antônio Carlos Macedo
- Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
- revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
- prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
- Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
- cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
- brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
- gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
- garantiam tardes inteiras de convivência.
- Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
- jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
- sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
- “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
- Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
- assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
- e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
- em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
- é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
- Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
- consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
- procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
- voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
- editorial.
- Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
- novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
- a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
- Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
- entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
- Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
- cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
- pixel nos rouba.
- É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
- estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
- disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
- permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A busca por vivenciar o tempo presente fora das telas é um fenômeno que não se limita ao Brasil.
( ) O hábito de consumir mídias digitais é descrito pelo autor como algo que leva ao esgotamento e à sensação de que algo falta.
( ) A busca por atividades analógicas transformou-se também em exagero, fazendo com que as pessoas busquem por elas somente para poder postar sobre elas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Um professor afirma valorizar a aprendizagem significativa e o acompanhamento contínuo dos alunos, mas utiliza predominantemente provas tradicionais e notas para informar o desempenho da turma. À luz das reflexões de Luckesi (2005) e Hoffmann (2001), essa situação evidencia que:
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De acordo com a tipologia apresentada por Martha Gabriel (2013) sobre os perfis docentes na era digital, assinale a alternativa correta.
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Com base nas reflexões de Candau (2002) sobre multiculturalismo no contexto contemporâneo, é correto afirmar que a autora compreende a problemática multicultural como:
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A partir das contribuições de Bacich e Moran (2018), a aplicação da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) no ensino remoto ou híbrido pressupõe que:
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Com base nas reflexões de Martha Gabriel (2013) sobre a educação na era digital, analise as alternativas acerca do papel do professor diante da disseminação das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC).
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Durante a implementação do PPP, surgem conflitos entre professores quanto às concepções de ensino e avaliação. A equipe gestora considera suspender o debate para evitar tensões. De acordo com Vasconcellos (2005), essa decisão:
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Uma escola adapta suas práticas aos ritmos individuais dos alunos, sem revisar conteúdos ou problematizar as dimensões culturais do currículo. À luz das análises de Candau (2011), essa prática revela:
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