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Leia o texto a seguir para responder à questão.
A solidão dentro dos elevadores
Os elevadores modernos são máquinas
deslumbrantes. Reluzentes em seus metais
polidos, em seus números iluminados,
acompanhando setinhas que sobem e descem,
enquanto uma voz diz o andar e quem está nele...
São máquinas que mostram a arrogância
dos homens e seu poder quase ilimitado no trato
das coisas físicas. Máquinas que são incenso e
altar para a arrogância quase infinita dos homens
que se esquecem do exemplo da Torre de Babel
(...).
E, no entanto, nada é mais contraditório
do que um elevador, na primeira hora da jornada
de trabalho, numa manhã de inverno, fria e
úmida, cinza e triste, como as ruas da cidade.
Nada é mais triste do que ele, ou melhor,
do que vê-lo transportando os mesmos seres
humanos que se julgam tão superiores,
encolhidos dentro de seu frio interno, muito mais
frio do que o frio das ruas que o vento assola e a
garoa tortura.
É quase constrangedor entrar numa destas
máquinas às 8 ou 9 da manhã de um dia de
trabalho e ver as pessoas dentro, normalmente
olhando para o lado ou para o chão, como que
com medo de encarar os outros, ou com medo de
que os outros olhem para elas.
E é mais triste ainda entrar no elevador e
dar bom dia para os que já estão dentro.
É quase certo que tomarão um susto, e se
sentirão completamente desnorteados, sem saber
que atitude tomar, se respondem ou continuam
olhando para o chão, ou se sorriem, ou sabe-se lá
o quê...
É triste, triste como a solidão das ruas,
que é a mesma, mas que dentro de um elevador
pode ser mais dura e mais cinza.
A solidão de quem vive na cidade grande,
cercado por milhões de outros seres humanos,
todos estranhos e distantes, todos com medo de
não ter medo, todos apavorados ante a
possibilidade de um simples bom dia.
MENDONÇA, Antonio Penteado. A solidão dentro dos
elevadores. Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2024/07/06/asolidao-dentro-dos-elevadores/>. .
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A solidão dentro dos elevadores
Os elevadores modernos são máquinas
deslumbrantes. Reluzentes em seus metais
polidos, em seus números iluminados,
acompanhando setinhas que sobem e descem,
enquanto uma voz diz o andar e quem está nele...
São máquinas que mostram a arrogância
dos homens e seu poder quase ilimitado no trato
das coisas físicas. Máquinas que são incenso e
altar para a arrogância quase infinita dos homens
que se esquecem do exemplo da Torre de Babel
(...).
E, no entanto, nada é mais contraditório
do que um elevador, na primeira hora da jornada
de trabalho, numa manhã de inverno, fria e
úmida, cinza e triste, como as ruas da cidade.
Nada é mais triste do que ele, ou melhor,
do que vê-lo transportando os mesmos seres
humanos que se julgam tão superiores,
encolhidos dentro de seu frio interno, muito mais
frio do que o frio das ruas que o vento assola e a
garoa tortura.
É quase constrangedor entrar numa destas
máquinas às 8 ou 9 da manhã de um dia de
trabalho e ver as pessoas dentro, normalmente
olhando para o lado ou para o chão, como que
com medo de encarar os outros, ou com medo de
que os outros olhem para elas.
E é mais triste ainda entrar no elevador e
dar bom dia para os que já estão dentro.
É quase certo que tomarão um susto, e se
sentirão completamente desnorteados, sem saber
que atitude tomar, se respondem ou continuam
olhando para o chão, ou se sorriem, ou sabe-se lá
o quê...
É triste, triste como a solidão das ruas,
que é a mesma, mas que dentro de um elevador
pode ser mais dura e mais cinza.
A solidão de quem vive na cidade grande,
cercado por milhões de outros seres humanos,
todos estranhos e distantes, todos com medo de
não ter medo, todos apavorados ante a
possibilidade de um simples bom dia.
MENDONÇA, Antonio Penteado. A solidão dentro dos
elevadores. Crônicas da cidade. Disponível em
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Um circuito possui pilha, lâmpada e dois fios,
mas a lâmpada não acende porque há uma
interrupção no caminho da corrente. Identifique
a condição necessária para funcionar:
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A propriedade fundamental que distingue os
seres vivos da matéria bruta, permitindo-lhes
produzir descendentes semelhantes, é a:
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Um gás em recipiente recebe calor e se expande
empurrando um êmbolo, realizando trabalho
sobre o ambiente. Identifique a conversão de
energia mais compatível:
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Em radiação, um material é usado para bloquear
partículas alfa sem necessidade de barreira
espessa. Identifique o material mais adequado:
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Em um ecossistema, a energia disponível para os
níveis tróficos subsequentes tende a diminuir a
cada transferência, principalmente porque
grande parte é:
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Uma máquina simples aumenta a vantagem
mecânica ao usar uma roldana móvel, reduzindo
a força necessária para erguer a carga. Identifique
o efeito principal:
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As tendências pedagógicas orientam práticas
docentes no ensino de Ciências. Um professor
que utiliza experimentação investigativa,
promove questionamentos, valoriza
conhecimentos prévios dos alunos e medeia
construção coletiva de conceitos científicos
fundamenta-se na concepção:
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O processo evolutivo proposto por Charles
Darwin, no qual organismos com características
mais vantajosas em determinado ambiente têm
maior probabilidade de sobreviver e se
reproduzir, é conhecido como:
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