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2157505 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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A educação de surdos
Por Carine et al., 2016. Trecho adaptado.
A pessoa que não ouve possui um desenvolvimento marcado por características singulares, decorrentes de sua condição linguística e cultural. Pela condição biológica que a impede de acessar facilmente os discursos orais, a pessoa surda depende de um canal diferente dos ouvintes para se expressar. Tal canal se realiza nas mãos, prioritariamente, e se pauta nas experiências visuais e gestuais (Kelman, Silva, Amorim, Monteiro, & Azevedo, 2011).
É por meio das mãos e de uma complexa expressão corporal captada pelos olhos, principalmente, que os surdos se comunicam e se constituem linguisticamente; sua língua, a Língua de Sinais, é sinalizada e se configura de modo diferente das línguas orais.
A Língua de Sinais é pautada na dimensão espacial, com estruturas semântica, sintática e gramatical completas, apesar de essencialmente distintas das línguas escritas e faladas (Sacks, 2010). As características dessa língua, especialmente no tocante à ausência de sonoridade, constituem de forma singular os processos de significação dos indivíduos que a utilizam.
Para Dizeu e Caporalli (2005), o diferencial dessa língua na vida dos surdos é função de minimizar as dificuldades de aprendizagem que é comum nas situações em que a eles é imposta a língua oral, pois a língua de sinais é adquirida sem necessidade de treinamentos árduos e repetitivos. Nesse sentido, a Língua de Sinais é a língua dos surdos, sendo fundamental para o seu desenvolvimento em todas as esferas (sociolinguística, educacional, cultural, entre outras).
Pesquisadores da área da surdez (Góes, 2002; Lacerda, Albres, & Drago, 2013; Lodi, 2013; Skliar, 1997; Slomski, 2010), cientes da essencialidade da Língua de Sinais, apontam os conflitos vivenciados pelos surdos nas situações de inclusão escolar, dadas as razões concernentes à forma peculiar de comunicação e de compreensão do mundo. Eles alertam que a surdez traz implicações referentes à construção identitária, pois os surdos são bilíngues. Nesse sentido, um dos maiores desafios impostos a esse alunado, diante de uma escola pensada e programada para os ouvintes, diz respeito a sua escolaridade. Enfim, como aprender?
Para Santana e Bergamo (2005), o uso da Língua de Sinais é o fator que distingue o indivíduo surdo do ouvinte, aparecendo como elemento central para o desenvolvimento (também acadêmico) daquele. Entretanto, essa mesma língua se constitui, contraditoriamente, como fator de discriminação do surdo na sociedade majoritária. Desse modo, não raras vezes, o surdo vivencia situações de fracasso dentro da escola, resultante das relações estabelecidas com a maioria ouvinte e dos embates desdobrados das questões linguísticas (Lacerda, 2006a).
Leia o texto 'A educação de surdos' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Uma das ideias presentes no texto é a de que a comunidade surda tem oportunidades de trabalho limitadas e poucas oportunidades de emprego, pois eles decidem utilizar a Língua de Sinais, que é um recurso pouco útil para a comunicação empresarial.
II. As pessoas surdas se comunicam principalmente por meio das mãos e de uma complexa expressão corporal captada pelos olhos, como se pode inferir do texto.

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O impossível
Por Cristiana Albuquerque, em 03/01/2022.
Existem áreas da ciência que são muito avançadas, enquanto outras progridem em um ritmo mais lento, sem que muitas pessoas se deem conta do potencial que poderiam ter se houvesse mais investimentos, pesquisas e, claro, mais “ousadia” por parte de muitos cientistas.
Recentemente, li um artigo no qual um físico afirma que, dentro de algum tempo, com os investimentos corretos, já será possível controlar o clima. Isso mesmo: pelo nível tecnológico de muitas áreas, em breve podemos estar controlando chuvas.
Imagine as possibilidades: acabaríamos com a escassez de água em muitas cidades no Brasil e, ao mesmo tempo, evitaríamos enchentes como as que ocorreram na Bahia. Não teríamos os níveis dos reservatórios tão baixos a ponto de afetar a geração de energia e nem problemas agrícolas.
Acredito que essa “ousadia” em imaginar novas tecnologias, algo efetivamente disruptivo para solucionar grandes problemas da humanidade, é algo que está sendo cada vez menos comum entre nós. há alguns anos, enquanto lia uma bibliografia do grande gênio Nikola Tesla¹, conheci alguns dos seus projetos como um sistema de transmissão de energia sem fio e também uma espécie de espaçonave que não precisaria de foguetes.
Possivelmente, alguns desses projetos de Tesla podem ter sido apenas sonhos. Mas precisamos de cientistas, engenheiros e empreendedores com a mesma capacidade de sonhar, de desbravar o que hoje parece impossível.
Eu acredito que a tecnologia surge primeiramente na mente dos visionários. É necessário um fator de motivação para reunir dezenas ou centenas de pessoas diante de um conjunto de problemas para, depois de muito trabalho duro, solucionar uma grande questão. Ora, Elon Musk² quer levar o homem a Marte. Isso por si só vai empurrar a inovação em muitas áreas. Se formos capazes de plantar em Marte, seremos capazes de plantar no deserto do Saara.
Se não houver inovação não haverá progresso. O futuro exige que novas companhias, cientistas e muitos outros profissionais surjam explorando os limites da ciência.
Talvez em 2022 possamos despertar nossas consciências sobre a necessidade de abraçarmos o impossível para que tenhamos um futuro melhor.
Observações:
1. Nikola Tesla: foi um inventor, engenheiro eletrotécnico e engenheiro mecânico sérvio, mais conhecido por suas contribuições ao projeto do moderno sistema de fornecimento de eletricidade em corrente alternada.
2. Elon Musk: é um bilionário fundador de diversas empresas de alta tecnologia que atuam em diversos ramos, desde automóveis até viagens espaciais.
Leia o texto 'O impossível' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Ao afirmar que, para Nikola Tesla, “se formos capazes de plantar em Marte, seremos capazes de plantar no deserto do Saara”, a autora reforça o seu argumento de que o avanço tecnológico é um objetivo que exige ousadia e elevados investimentos para ser alcançado.
II. Uma das ideias principais da autora é a de que a inovação e o progresso estão relacionados, e que ser “ousado” na ciência é uma atitude que pode render grandes benefícios para a humanidade.
III. Na perspectiva da autora, o motivo primordial para que a população apoie o aumento dos investimentos em ciência e tecnologia é a certeza de que teremos sucesso em projetos “ousados” de controle ambiental e que permitam a otimização do uso comercial dos recursos natural.

Marque a alternativa CORRETA:
 

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O impossível
Por Cristiana Albuquerque, em 03/01/2022.
Existem áreas da ciência que são muito avançadas, enquanto outras progridem em um ritmo mais lento, sem que muitas pessoas se deem conta do potencial que poderiam ter se houvesse mais investimentos, pesquisas e, claro, mais “ousadia” por parte de muitos cientistas.
Recentemente, li um artigo no qual um físico afirma que, dentro de algum tempo, com os investimentos corretos, já será possível controlar o clima. Isso mesmo: pelo nível tecnológico de muitas áreas, em breve podemos estar controlando chuvas.
Imagine as possibilidades: acabaríamos com a escassez de água em muitas cidades no Brasil e, ao mesmo tempo, evitaríamos enchentes como as que ocorreram na Bahia. Não teríamos os níveis dos reservatórios tão baixos a ponto de afetar a geração de energia e nem problemas agrícolas.
Acredito que essa “ousadia” em imaginar novas tecnologias, algo efetivamente disruptivo para solucionar grandes problemas da humanidade, é algo que está sendo cada vez menos comum entre nós. há alguns anos, enquanto lia uma bibliografia do grande gênio Nikola Tesla¹, conheci alguns dos seus projetos como um sistema de transmissão de energia sem fio e também uma espécie de espaçonave que não precisaria de foguetes.
Possivelmente, alguns desses projetos de Tesla podem ter sido apenas sonhos. Mas precisamos de cientistas, engenheiros e empreendedores com a mesma capacidade de sonhar, de desbravar o que hoje parece impossível.
Eu acredito que a tecnologia surge primeiramente na mente dos visionários. É necessário um fator de motivação para reunir dezenas ou centenas de pessoas diante de um conjunto de problemas para, depois de muito trabalho duro, solucionar uma grande questão. Ora, Elon Musk² quer levar o homem a Marte. Isso por si só vai empurrar a inovação em muitas áreas. Se formos capazes de plantar em Marte, seremos capazes de plantar no deserto do Saara.
Se não houver inovação não haverá progresso. O futuro exige que novas companhias, cientistas e muitos outros profissionais surjam explorando os limites da ciência.
Talvez em 2022 possamos despertar nossas consciências sobre a necessidade de abraçarmos o impossível para que tenhamos um futuro melhor.
Observações:
1. Nikola Tesla: foi um inventor, engenheiro eletrotécnico e engenheiro mecânico sérvio, mais conhecido por suas contribuições ao projeto do moderno sistema de fornecimento de eletricidade em corrente alternada.
2. Elon Musk: é um bilionário fundador de diversas empresas de alta tecnologia que atuam em diversos ramos, desde automóveis até viagens espaciais.
Leia o texto 'O impossível' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. No texto, o trecho “Eu acredito que a tecnologia surge primeiramente na mente dos visionários”, os vocábulos “tecnologia” e “visionários” são exemplos de substantivos comuns, sendo o primeiro feminino e o segundo, masculino.
II. A autora faz referência a uma afirmação de um cientista para indicar ao leitor que os esforços, os investimentos e a “ousadia” na ciência podem permitir à humanidade alcançar elevados patamares de desenvolvimento tecnológico e domínio sobre a natureza.
III. A autora não limita a responsabilidade pelo progresso e inovação apenas aos cientistas. Para ela, as companhias e muitos outros profissionais podem atuar na exploração dos limites da ciência.

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Analise as afirmativas a seguir:

I. As palavras derivadas são formadas a partir de outros radicais, como as palavras “pedreiro” e “floricultura”.
II. As palavras primitivas servem como base para a formação de outra e que não foram formadas a partir de outro radical da língua, como as palavras “pedra” e “flor”.

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O impossível
Por Cristiana Albuquerque, em 03/01/2022.
Existem áreas da ciência que são muito avançadas, enquanto outras progridem em um ritmo mais lento, sem que muitas pessoas se deem conta do potencial que poderiam ter se houvesse mais investimentos, pesquisas e, claro, mais “ousadia” por parte de muitos cientistas.
Recentemente, li um artigo no qual um físico afirma que, dentro de algum tempo, com os investimentos corretos, já será possível controlar o clima. Isso mesmo: pelo nível tecnológico de muitas áreas, em breve podemos estar controlando chuvas.
Imagine as possibilidades: acabaríamos com a escassez de água em muitas cidades no Brasil e, ao mesmo tempo, evitaríamos enchentes como as que ocorreram na Bahia. Não teríamos os níveis dos reservatórios tão baixos a ponto de afetar a geração de energia e nem problemas agrícolas.
Acredito que essa “ousadia” em imaginar novas tecnologias, algo efetivamente disruptivo para solucionar grandes problemas da humanidade, é algo que está sendo cada vez menos comum entre nós. há alguns anos, enquanto lia uma bibliografia do grande gênio Nikola Tesla¹, conheci alguns dos seus projetos como um sistema de transmissão de energia sem fio e também uma espécie de espaçonave que não precisaria de foguetes.
Possivelmente, alguns desses projetos de Tesla podem ter sido apenas sonhos. Mas precisamos de cientistas, engenheiros e empreendedores com a mesma capacidade de sonhar, de desbravar o que hoje parece impossível.
Eu acredito que a tecnologia surge primeiramente na mente dos visionários. É necessário um fator de motivação para reunir dezenas ou centenas de pessoas diante de um conjunto de problemas para, depois de muito trabalho duro, solucionar uma grande questão. Ora, Elon Musk² quer levar o homem a Marte. Isso por si só vai empurrar a inovação em muitas áreas. Se formos capazes de plantar em Marte, seremos capazes de plantar no deserto do Saara.
Se não houver inovação não haverá progresso. O futuro exige que novas companhias, cientistas e muitos outros profissionais surjam explorando os limites da ciência.
Talvez em 2022 possamos despertar nossas consciências sobre a necessidade de abraçarmos o impossível para que tenhamos um futuro melhor.
Observações:
1. Nikola Tesla: foi um inventor, engenheiro eletrotécnico e engenheiro mecânico sérvio, mais conhecido por suas contribuições ao projeto do moderno sistema de fornecimento de eletricidade em corrente alternada.
2. Elon Musk: é um bilionário fundador de diversas empresas de alta tecnologia que atuam em diversos ramos, desde automóveis até viagens espaciais.

Leia o texto 'O impossível' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Ao longo de toda a sua argumentação, a autora adota uma postura clara em defesa da ciência e dos cientistas, principalmente quando ela prevê que, em breve, as inovações científicas vão garantir a extrapolação dos níveis dos reservatórios nacionais e, consequentemente, viabilizar a universalização do acesso à energia gratuita.

II. A menção à bibliografia de Nikola Tesla, no texto, é um recurso utilizado pela autora para defender a importância de se adotar uma postura “ousada” na ciência. Para ela, a ousadia nos projetos e iniciativas científicas pode trazer benefícios para a sociedade e, portanto, é algo que deve ser estimulado.

III. No texto, o trecho “Mas precisamos de cientistas, engenheiros e empreendedores com a mesma capacidade de sonhar, de desbravar o que hoje parece impossível” traz o vocábulo “Mas” que é classificado morfologicamente como advérbio de intensidade, sendo usado para intensificar algo.

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Analise as afirmativas a seguir:

I. Ocorre advérbio de tempo nas seguintes frases: “Ontem estivemos numa reunião de trabalho” e “Sempre estamos juntos”.
II. São exemplos de advérbio de tempo as seguintes palavras: hoje, agora, amanhã, ontem, tarde, breve, cedo, jamais e nunca.

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2150706 Ano: 2022
Disciplina: Libras
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais – a Libras – é um meio de comunicação de uso restrito dos indivíduos que comprovadamente possui algum tipo de deficiência auditiva ou motora, sendo impedido o seu uso por pessoas que não compõem esse grupo.

II. É vedado ao município organizar, manter e desenvolver os órgãos e as instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, sendo essa responsabilidade restrita ao Ministério da Educação.



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2150041 Ano: 2022
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. À luz da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, na oferta de Educação Básica, é vedado aos sistemas de ensino promover adaptações no calendário escolar a fim de adequar-se às peculiaridades da vida rural.
II. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, instituída pela Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, o Ensino Médio constitui a etapa final da Educação Básica, não possui uma duração mínima determinada e deve compreender exclusivamente atividades de formação profissional e técnica dos estudantes.

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2150040 Ano: 2022
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, a Educação Básica deve organizar-se apenas em séries anuais ou períodos semestrais.
II. No Brasil, o princípio da liberdade de aprender e de ensinar – descrito na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – é aplicável apenas às instituições de Ensino Médio, pois as classes de Ensino Fundamental devem obedecer a um padrão nacionalmente estabelecido e imutável de temas a serem abordados em sala de aula.

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2149240 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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A educação de surdos
Por Carine et al., 2016. Trecho adaptado.
A pessoa que não ouve possui um desenvolvimento marcado por características singulares, decorrentes de sua condição linguística e cultural. Pela condição biológica que a impede de acessar facilmente os discursos orais, a pessoa surda depende de um canal diferente dos ouvintes para se expressar. Tal canal se realiza nas mãos, prioritariamente, e se pauta nas experiências visuais e gestuais (Kelman, Silva, Amorim, Monteiro, & Azevedo, 2011).
É por meio das mãos e de uma complexa expressão corporal captada pelos olhos, principalmente, que os surdos se comunicam e se constituem linguisticamente; sua língua, a Língua de Sinais, é sinalizada e se configura de modo diferente das línguas orais.
A Língua de Sinais é pautada na dimensão espacial, com estruturas semântica, sintática e gramatical completas, apesar de essencialmente distintas das línguas escritas e faladas (Sacks, 2010). As características dessa língua, especialmente no tocante à ausência de sonoridade, constituem de forma singular os processos de significação dos indivíduos que a utilizam.
Para Dizeu e Caporalli (2005), o diferencial dessa língua na vida dos surdos é função de minimizar as dificuldades de aprendizagem que é comum nas situações em que a eles é imposta a língua oral, pois a língua de sinais é adquirida sem necessidade de treinamentos árduos e repetitivos. Nesse sentido, a Língua de Sinais é a língua dos surdos, sendo fundamental para o seu desenvolvimento em todas as esferas (sociolinguística, educacional, cultural, entre outras).
Pesquisadores da área da surdez (Góes, 2002; Lacerda, Albres, & Drago, 2013; Lodi, 2013; Skliar, 1997; Slomski, 2010), cientes da essencialidade da Língua de Sinais, apontam os conflitos vivenciados pelos surdos nas situações de inclusão escolar, dadas as razões concernentes à forma peculiar de comunicação e de compreensão do mundo. Eles alertam que a surdez traz implicações referentes à construção identitária, pois os surdos são bilíngues. Nesse sentido, um dos maiores desafios impostos a esse alunado, diante de uma escola pensada e programada para os ouvintes, diz respeito a sua escolaridade. Enfim, como aprender?
Para Santana e Bergamo (2005), o uso da Língua de Sinais é o fator que distingue o indivíduo surdo do ouvinte, aparecendo como elemento central para o desenvolvimento (também acadêmico) daquele. Entretanto, essa mesma língua se constitui, contraditoriamente, como fator de discriminação do surdo na sociedade majoritária. Desse modo, não raras vezes, o surdo vivencia situações de fracasso dentro da escola, resultante das relações estabelecidas com a maioria ouvinte e dos embates desdobrados das questões linguísticas (Lacerda, 2006a).
Leia o texto 'A educação de surdos' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Conforme o texto, os indivíduos surdos têm maior acesso aos serviços educacionais gratuitos no Brasil, pois as classes para as pessoas com essa característica devem ser separadas das demais.
II. O texto afirma que a pessoa que não ouve possui a Língua de Sinais como um recurso de comunicação. Essa língua, de acordo com o texto, é sinalizada e se configura de modo diferente das línguas orais.

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