Foram encontradas 415 questões.
- OrtografiaFormação e Estrutura das Palavras
- Morfologia
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de Textos
Leia o Texto IV para responder à questão:
Texto IV
‘Temi que meu filho tivesse câncer cerebral, mas ele havia sido envenenado com vitamina D’
Hazel Martin
BBC News - 18 abril 2026
O menino Roo, de sete anos, ficou doente no início do ano passado. Sintomas como sua perda de peso e muita sede levaram
seus médicos e seus pais a recear que ele pudesse ter um tumor no cérebro.
Mas as investigações concluíram que ele havia sido acidentalmente envenenado com uma overdose de vitamina D, prescrita
para tratar das suas dores crescentes.
A concentração do frasco de vitamina D3 em gotas consumido por Roo era cerca de sete vezes maior do que o normal. Ele
fazia parte de um dentre dois lotes com defeito de produção que foram distribuídos no Reino Unido.
A dosagem levou Roo a sofrer lesão renal aguda e um especialista contou à BBC que a criança teria morrido, se tivesse levado
o tratamento prescrito até o fim.
A vitamina D é um nutriente vital que regula o cálcio e o fosfato, mantendo a saúde dos ossos, dentes e músculos. Milhões de
adultos a consomem na forma de suplementos, que são vendidos nas farmácias.
Mas, no Reino Unido, a vitamina D em dosagem mais alta, receitada pelos médicos, ainda é classificada como suplemento
alimentar e não é regulamentada pelo órgão regulador britânico, a MHRA (Agência Reguladora de Remédios e Produtos para
Assistência Médica, na sigla em inglês).
O órgão britânico responsável pelo acompanhamento das vitaminas e suplementos alimentares é a Agência de Padrões
Alimentares (FSA, na sigla em inglês).
AMHRA afirma que trabalha em conjunto com a FSA para manter a segurança do público. Mas um especialista contou à BBC
que o órgão regulador de remédios deveria buscar mudanças na forma de regulamentação dos suplementos vitamínicos.
Em dezembro de 2024, Roo recebeu prescrição de uma alta dose de vitamina D3 em gotas por 12 semanas, para tentar
diminuir a sua intensa dor nas pernas.
[...]
“Ele teve hipercalcemia e os médicos ficaram muito preocupados com esse nível tão alto de cálcio no sangue", conta a mãe.
“Eles examinavam se poderia ser um tumor cerebral e estávamos meio que nos preparando para que ele fizesse uma
ressonância magnética do cérebro.”
O misterioso caso de Roo também foi analisado por equipes do Hospital Real Infantil de Glasgow, na Escócia. E uma ligação
telefônica casual com um endocrinologista forneceu a peça que faltava no quebra-cabeça.
Um colega de Manchester, na Inglaterra, havia perguntado se ele sabia de algum “lote ruim” de vitamina D3. E, com os
detalhes do lote, a equipe que cuidava de Roo conseguiu identificar o frasco que o menino ainda usava para tomar as gotas todos os dias.
“Deduzimos dali que era o seu corpo fazendo algo estranho porque, basicamente, ele foi envenenado por aquele lote ruim”,
conta Hobbs-Sargeant.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9vl3g72rkwo. Acesso em: 24 abr. 2026.
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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “se”
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Substantiva
Leia o Texto IV para responder à questão:
Texto IV
‘Temi que meu filho tivesse câncer cerebral, mas ele havia sido envenenado com vitamina D’
Hazel Martin
BBC News - 18 abril 2026
O menino Roo, de sete anos, ficou doente no início do ano passado. Sintomas como sua perda de peso e muita sede levaram
seus médicos e seus pais a recear que ele pudesse ter um tumor no cérebro.
Mas as investigações concluíram que ele havia sido acidentalmente envenenado com uma overdose de vitamina D, prescrita
para tratar das suas dores crescentes.
A concentração do frasco de vitamina D3 em gotas consumido por Roo era cerca de sete vezes maior do que o normal. Ele
fazia parte de um dentre dois lotes com defeito de produção que foram distribuídos no Reino Unido.
A dosagem levou Roo a sofrer lesão renal aguda e um especialista contou à BBC que a criança teria morrido, se tivesse levado
o tratamento prescrito até o fim.
A vitamina D é um nutriente vital que regula o cálcio e o fosfato, mantendo a saúde dos ossos, dentes e músculos. Milhões de
adultos a consomem na forma de suplementos, que são vendidos nas farmácias.
Mas, no Reino Unido, a vitamina D em dosagem mais alta, receitada pelos médicos, ainda é classificada como suplemento
alimentar e não é regulamentada pelo órgão regulador britânico, a MHRA (Agência Reguladora de Remédios e Produtos para
Assistência Médica, na sigla em inglês).
O órgão britânico responsável pelo acompanhamento das vitaminas e suplementos alimentares é a Agência de Padrões
Alimentares (FSA, na sigla em inglês).
AMHRA afirma que trabalha em conjunto com a FSA para manter a segurança do público. Mas um especialista contou à BBC
que o órgão regulador de remédios deveria buscar mudanças na forma de regulamentação dos suplementos vitamínicos.
Em dezembro de 2024, Roo recebeu prescrição de uma alta dose de vitamina D3 em gotas por 12 semanas, para tentar
diminuir a sua intensa dor nas pernas.
[...]
“Ele teve hipercalcemia e os médicos ficaram muito preocupados com esse nível tão alto de cálcio no sangue", conta a mãe.
“Eles examinavam se poderia ser um tumor cerebral e estávamos meio que nos preparando para que ele fizesse uma
ressonância magnética do cérebro.”
O misterioso caso de Roo também foi analisado por equipes do Hospital Real Infantil de Glasgow, na Escócia. E uma ligação
telefônica casual com um endocrinologista forneceu a peça que faltava no quebra-cabeça.
Um colega de Manchester, na Inglaterra, havia perguntado se ele sabia de algum “lote ruim” de vitamina D3. E, com os
detalhes do lote, a equipe que cuidava de Roo conseguiu identificar o frasco que o menino ainda usava para tomar as gotas todos os dias.
“Deduzimos dali que era o seu corpo fazendo algo estranho porque, basicamente, ele foi envenenado por aquele lote ruim”,
conta Hobbs-Sargeant.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9vl3g72rkwo. Acesso em: 24 abr. 2026.
I- “A dosagem levou Roo a sofrer lesão renal aguda e um especialista contou à BBC que a criança teria morrido, se tivesse levado o tratamento prescrito até o fim.”
II- “Eles examinavam se poderia ser um tumor cerebral e estávamos meio que nos preparando para que ele fizesse uma ressonância magnética do cérebro.”
III- “Um colega de Manchester, na Inglaterra, havia perguntado se ele sabia de algum “lote ruim” de vitamina D3.”
Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA classificação do item, na ordem de ocorrência.
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Leia o Texto IV para responder à questão:
Texto IV
‘Temi que meu filho tivesse câncer cerebral, mas ele havia sido envenenado com vitamina D’
Hazel Martin
BBC News - 18 abril 2026
O menino Roo, de sete anos, ficou doente no início do ano passado. Sintomas como sua perda de peso e muita sede levaram
seus médicos e seus pais a recear que ele pudesse ter um tumor no cérebro.
Mas as investigações concluíram que ele havia sido acidentalmente envenenado com uma overdose de vitamina D, prescrita
para tratar das suas dores crescentes.
A concentração do frasco de vitamina D3 em gotas consumido por Roo era cerca de sete vezes maior do que o normal. Ele
fazia parte de um dentre dois lotes com defeito de produção que foram distribuídos no Reino Unido.
A dosagem levou Roo a sofrer lesão renal aguda e um especialista contou à BBC que a criança teria morrido, se tivesse levado
o tratamento prescrito até o fim.
A vitamina D é um nutriente vital que regula o cálcio e o fosfato, mantendo a saúde dos ossos, dentes e músculos. Milhões de
adultos a consomem na forma de suplementos, que são vendidos nas farmácias.
Mas, no Reino Unido, a vitamina D em dosagem mais alta, receitada pelos médicos, ainda é classificada como suplemento
alimentar e não é regulamentada pelo órgão regulador britânico, a MHRA (Agência Reguladora de Remédios e Produtos para
Assistência Médica, na sigla em inglês).
O órgão britânico responsável pelo acompanhamento das vitaminas e suplementos alimentares é a Agência de Padrões
Alimentares (FSA, na sigla em inglês).
AMHRA afirma que trabalha em conjunto com a FSA para manter a segurança do público. Mas um especialista contou à BBC
que o órgão regulador de remédios deveria buscar mudanças na forma de regulamentação dos suplementos vitamínicos.
Em dezembro de 2024, Roo recebeu prescrição de uma alta dose de vitamina D3 em gotas por 12 semanas, para tentar
diminuir a sua intensa dor nas pernas.
[...]
“Ele teve hipercalcemia e os médicos ficaram muito preocupados com esse nível tão alto de cálcio no sangue", conta a mãe.
“Eles examinavam se poderia ser um tumor cerebral e estávamos meio que nos preparando para que ele fizesse uma
ressonância magnética do cérebro.”
O misterioso caso de Roo também foi analisado por equipes do Hospital Real Infantil de Glasgow, na Escócia. E uma ligação
telefônica casual com um endocrinologista forneceu a peça que faltava no quebra-cabeça.
Um colega de Manchester, na Inglaterra, havia perguntado se ele sabia de algum “lote ruim” de vitamina D3. E, com os
detalhes do lote, a equipe que cuidava de Roo conseguiu identificar o frasco que o menino ainda usava para tomar as gotas todos os dias.
“Deduzimos dali que era o seu corpo fazendo algo estranho porque, basicamente, ele foi envenenado por aquele lote ruim”,
conta Hobbs-Sargeant.
[...]
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9vl3g72rkwo. Acesso em: 24 abr. 2026.
I- O fato de a vitamina D ser tratada como suplemento alimentar pode reduzir o controle de qualidade e segurança da venda do nutriente.
II- O tumor cerebral foi um dos sintomas causados pelo elevado consumo de vitamina D.
III- O consumo excessivo de vitamina D pode acarretar em alto nível de cálcio no sangue, o que o torna tóxico ao organismo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Leia os Textos II e III, a seguir, para responder à questão.

Disponível em: ARMANDINHO. https://www.instagram.com.br/tirinhadearmandinho. Acesso em: 24 abr. 2026.

Disponível em: NIQUELNAUSEA. https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 abr. 2026.
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Leia os Textos II e III, a seguir, para responder à questão.

Disponível em: ARMANDINHO. https://www.instagram.com.br/tirinhadearmandinho. Acesso em: 24 abr. 2026.

Disponível em: NIQUELNAUSEA. https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 abr. 2026.
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Leia os Textos II e III, a seguir, para responder à questão.

Disponível em: ARMANDINHO. https://www.instagram.com.br/tirinhadearmandinho. Acesso em: 24 abr. 2026.

Disponível em: NIQUELNAUSEA. https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 abr. 2026.
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Leia os Textos II e III, a seguir, para responder à questão.

Disponível em: ARMANDINHO. https://www.instagram.com.br/tirinhadearmandinho. Acesso em: 24 abr. 2026.

Disponível em: NIQUELNAUSEA. https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 abr. 2026.
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- Interpretação de TextosIntertextualidade
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros Textuais
Leia os Textos II e III, a seguir, para responder à questão.

Disponível em: ARMANDINHO. https://www.instagram.com.br/tirinhadearmandinho. Acesso em: 24 abr. 2026.

Disponível em: NIQUELNAUSEA. https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 abr. 2026.
I- É possível estabelecer relação dialógica entre os Textos II e III, considerando que cada texto possibilita a inferência da ingenuidade de um personagem que chega a uma conclusão equivocada.
II- Os Textos II e III apresentam diferentes temáticas, impossibilitando afirmar que há uma relação dialógica entre eles.
III- Os dois textos são tirinhas de humor que usam a ironia para fazer crítica social.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Excesso de redes sociais entre crianças está associado a sintomas mais graves de depressão e ansiedade
A explicação para isso, segundo novo estudo, é que o excesso desregula o sono.
Por Diego Facundini - 24 mar 2026, 10h00
Mais de três horas por dia nas redes sociais é o suficiente para que crianças desenvolvam quadros de depressão ou ansiedade
mais graves. Quando comparadas àquelas que fazem uso moderado (até meia hora por dia), o excesso de exposição às redes pode
agravar a severidade dos sintomas em aproximadamente 47%, para depressão, e 40%, para ansiedade.
É o que indica um estudo feito com mais de 71 mil crianças em escolas de Londres, na Inglaterra. Ao longo de quatro anos,
pesquisadores do Imperial College London acompanharam estudantes de 31 escolas, coletando dados relacionados a hábitos de uso
das tecnologias digitais, saúde mental e estilo de vida.
Os achados, publicados em fevereiro no periódico BMC Medicine, apontam para um perigo silencioso das tecnologias
digitais: seus prejuízos para o sono das crianças - e os efeitos danosos que isso pode trazer à saúde mental.
O artigo faz parte do SCAMP(Study of Cognition, Adolescents and Mobile Phones, do inglês para “Estudo sobre Cognição,
Adolescentes e Telefones Celulares”), o maior estudo investigando os impactos de longo prazo do uso de tecnologias digitais por
crianças e adolescentes.
Desde sua fundação, em 2014, o SCAMP tem acumulado dados sobre uma série de marcadores - como o desenvolvimento
cognitivo, a dieta e as rotinas de sono - relacionados à saúde física e mental de pessoas expostas às redes sociais desde a infância.
No trabalho mais recente, os cientistas comparam para a saúde mental das crianças em dois momentos: quando tinham entre
11 e 12 anos (no período entre 2014 e 2016) e, depois, quando entre 13 e 15 (entre 2016 e 2018). Ao longo do estudo, os participantes
responderam questionários detalhados, com perguntas sobre estilo de vida, saúde mental e seus comportamentos diante às telas.
Com base nessas respostas, junto aos resultados de um conjunto de testes cognitivos, os pesquisadores reuniram os dados das
crianças que apresentaram sintomas depressivos ou de ansiedade – um total de 2.350 pessoas.
Analisando a progressão dos sintomas ao longo dos anos, e olhando, ao mesmo tempo, o uso que essas crianças faziam das
redes sociais, os pesquisadores encontraram uma relação entre o tempo de tela e a gravidade dos sintomas. Isto é, crianças que, entre os
11 e 12 anos, ficavam nas redes sociais por mais de 3 horas por dia tinham uma chance bem maior de chegar à faixa dos 13 aos 15 com
quadros mais severos de depressão e ansiedade. Já separando entre os gêneros, essa associação se torna ainda mais forte entre as
meninas.
As redes sociais mudaram muito desde 2014 e 2018, isso é uma limitação que os cientistas não negam. O consumo mudou, as
dinâmicas das plataformas mudaram e, naquela época, o formato de vídeos curtos ainda não capturava a atenção de todo mundo.
Porém, a vantagem de um estudo de longo prazo é que, acompanhando os participantes por um longo período de tempo, os cientistas
conseguem entender melhor quais comportamentos relacionados ao uso de telas mais influenciam na saúde mental das crianças.
Nesse caso, um fator medido pelos questionários se sobressaiu aos demais: a quantidade de sono. Os jovens com mais tempo
de tela também dormiam menos (principalmente nos dias de escola). E a falta de sono, por sua vez, é um grande fator de risco para o
agravamento de transtornos da saúde mental.
“Nossa análise mostra uma tendência clara em termos da quantidade de tempo gasto nas redes sociais e os desfechos de saúde
mental. Crianças que usam aplicativos de redes sociais por mais tempo, e até mais tarde à noite, podem estar comprometendo o sono de
que precisam para funcionar de forma saudável. Acreditamos que essa é a principal razão pela qual estamos observando um impacto
duradouro na saúde mental delas ao longo do tempo”, afirma, em nota, a pesquisadora Mireille Toledano. [...]
Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/excesso-de-redes-sociais-entre-criancas-esta-associado-a-sintomas-mais-graves-de-depressao-e-ansiedade/.
Acesso em: 16 abr. 2026.
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Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Excesso de redes sociais entre crianças está associado a sintomas mais graves de depressão e ansiedade
A explicação para isso, segundo novo estudo, é que o excesso desregula o sono.
Por Diego Facundini - 24 mar 2026, 10h00
Mais de três horas por dia nas redes sociais é o suficiente para que crianças desenvolvam quadros de depressão ou ansiedade
mais graves. Quando comparadas àquelas que fazem uso moderado (até meia hora por dia), o excesso de exposição às redes pode
agravar a severidade dos sintomas em aproximadamente 47%, para depressão, e 40%, para ansiedade.
É o que indica um estudo feito com mais de 71 mil crianças em escolas de Londres, na Inglaterra. Ao longo de quatro anos,
pesquisadores do Imperial College London acompanharam estudantes de 31 escolas, coletando dados relacionados a hábitos de uso
das tecnologias digitais, saúde mental e estilo de vida.
Os achados, publicados em fevereiro no periódico BMC Medicine, apontam para um perigo silencioso das tecnologias
digitais: seus prejuízos para o sono das crianças - e os efeitos danosos que isso pode trazer à saúde mental.
O artigo faz parte do SCAMP(Study of Cognition, Adolescents and Mobile Phones, do inglês para “Estudo sobre Cognição,
Adolescentes e Telefones Celulares”), o maior estudo investigando os impactos de longo prazo do uso de tecnologias digitais por
crianças e adolescentes.
Desde sua fundação, em 2014, o SCAMP tem acumulado dados sobre uma série de marcadores - como o desenvolvimento
cognitivo, a dieta e as rotinas de sono - relacionados à saúde física e mental de pessoas expostas às redes sociais desde a infância.
No trabalho mais recente, os cientistas comparam para a saúde mental das crianças em dois momentos: quando tinham entre
11 e 12 anos (no período entre 2014 e 2016) e, depois, quando entre 13 e 15 (entre 2016 e 2018). Ao longo do estudo, os participantes
responderam questionários detalhados, com perguntas sobre estilo de vida, saúde mental e seus comportamentos diante às telas.
Com base nessas respostas, junto aos resultados de um conjunto de testes cognitivos, os pesquisadores reuniram os dados das
crianças que apresentaram sintomas depressivos ou de ansiedade – um total de 2.350 pessoas.
Analisando a progressão dos sintomas ao longo dos anos, e olhando, ao mesmo tempo, o uso que essas crianças faziam das
redes sociais, os pesquisadores encontraram uma relação entre o tempo de tela e a gravidade dos sintomas. Isto é, crianças que, entre os
11 e 12 anos, ficavam nas redes sociais por mais de 3 horas por dia tinham uma chance bem maior de chegar à faixa dos 13 aos 15 com
quadros mais severos de depressão e ansiedade. Já separando entre os gêneros, essa associação se torna ainda mais forte entre as
meninas.
As redes sociais mudaram muito desde 2014 e 2018, isso é uma limitação que os cientistas não negam. O consumo mudou, as
dinâmicas das plataformas mudaram e, naquela época, o formato de vídeos curtos ainda não capturava a atenção de todo mundo.
Porém, a vantagem de um estudo de longo prazo é que, acompanhando os participantes por um longo período de tempo, os cientistas
conseguem entender melhor quais comportamentos relacionados ao uso de telas mais influenciam na saúde mental das crianças.
Nesse caso, um fator medido pelos questionários se sobressaiu aos demais: a quantidade de sono. Os jovens com mais tempo
de tela também dormiam menos (principalmente nos dias de escola). E a falta de sono, por sua vez, é um grande fator de risco para o
agravamento de transtornos da saúde mental.
“Nossa análise mostra uma tendência clara em termos da quantidade de tempo gasto nas redes sociais e os desfechos de saúde
mental. Crianças que usam aplicativos de redes sociais por mais tempo, e até mais tarde à noite, podem estar comprometendo o sono de
que precisam para funcionar de forma saudável. Acreditamos que essa é a principal razão pela qual estamos observando um impacto
duradouro na saúde mental delas ao longo do tempo”, afirma, em nota, a pesquisadora Mireille Toledano. [...]
Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/excesso-de-redes-sociais-entre-criancas-esta-associado-a-sintomas-mais-graves-de-depressao-e-ansiedade/.
Acesso em: 16 abr. 2026.
I- O uso das vírgulas empregadas para marcar explicação em uma oração com valor adjetivo.
II- O uso dos dois pontos para anunciar um esclarecimento acerca do que foi dito antes.
III- O uso do travessão para enfatizar uma adição, indicando pausa menor quando comparado ao emprego da vírgula.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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