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Foram encontradas 80 questões.

262158 Ano: 2010
Disciplina: Segurança Pública
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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O integrante da Guarda Municipal é responsável pelo prejuízo a que der causa contra a Fazenda Pública ou contra terceiros:
I - no âmbito penal;
II - no âmbito civil;
IIII - no âmbito administrativo.
Após a leitura dos itens, marque a alternativa CORRETA:
 

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261558 Ano: 2010
Disciplina: Matemática
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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O valor de um imóvel sofreu dois reajustes sucessivos no ano de 2010, totalizando 61%. Se o 1º reajuste foi de 40%, então o 2º reajuste foi de:
 

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261544 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
Por que ficamos gordos
"É preciso considerar o significado da saciedade para nós e o uso que o mercado faz disso"
Quem vai aos Estados Unidos depara necessariamente com a fat mísery, obesidade mórbida literalmente, miséria gorda. Passo de quem teme se desequilibrar, corpo precedido pela barriga, antebraços afastados das pernas e mãos como abanos, a vitima dessa forma de miséria cruza o tempo todo o seu caminho. Na rua, no restaurante, no elevador. Pode causar horror ou pena, por se tratar de um ser humano tão aberrante quanto frágil.
Quase 30% dos americanos são obesos e a fat misery sextuplicou nos Estados Unidos nos últimos vinte anos. Pela primeira vez na história, a nova geração viverá menos do que a geração dos pais. Corre o risco de morrer precocemente de hipertensão, arteriosclerose, infarto, além de estar mais exposta ao câncer. Assim como a de lá, a população do Brasil fica cada dia mais gorda. Quase metade dos brasileiros está acima do peso.
Ainda que os livros sobre dieta, ao menos os da categoria de autoajuda, frequentem a lista dos mais vendidos, não existe uma reflexão séria sobre o assunto, tampouco há uma política de saúde consequente que se oponha aos efeitos nefastos da indústria da alimentação.
Uma reflexão séria não se limita ao estudo dos hábitos alimentares, ao estabelecimento das relações entre o aumento do consumo de comida e a diminuição do seu preço, por exemplo. Uma reflexão séria considera o significado da sociedade para nós e o uso que o mercado faz disso. Com exceção da cultura francesa, que privilegia a degustação, o resto do Ocidente induz a comer até que se sinta o estômago cheio, ou seja, valoriza a saciedade. E é com essa valorização que a indústria conta para se desenvolver, fazendo pouco dos imperativos da saúde. Não é preciso se saciar para estar nutrido. Pelo contrário. Os nutricionistas inclusive ensinam a sair da mesa com um pouco de fome.
A cultura alimentar do glutão resulta de uma conduta perversa em relação ao corpo. Perversa porque desrespeita a lei do corpo, que é biológica. Noutras palavras, o glutão faz a lei do corpo, que é biológica. Noutras palavras, o glutão faz do prazer a única lei do seu desejo. Visa somente ao prazer imediato e negligencia o estrago provocado pelo excesso de comida. Ensinar a contenção é tão importante quanto acabar coma fome.
Quem se entrega à gula e cultiva a desmesura não come para viver. Na verdade, morre pela boca. Exatamente como o peixe, que morre por abocanhar a isca. Além da doença, a comida continuamente abocanhada - ou seja, ingerida em demasia e à revelia dos efeitos que acarreta - provoca o envelhecimento precoce. Quem quer viver tem de cuidar para não cair na esparrela da comida. Porque, como a bebida ou a droga, ela pode matar.
(Fonte: MILAN, Betty. Veja. Ed. 2189).
A segunda oração do período estabelece com a primeira uma relação:
 

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261540 Ano: 2010
Disciplina: Direito Penal
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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Considere que Roberto tenha assassinado sua esposa imediatamente ao descobrir que ela o traia com seu melhor amigo.
Neste caso, é CORRETO afirmar que:
 

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260561 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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O coração nas eleições

Luis Fernando Veríssimo escreveu uma vez que serviço de marketing bom mesmo era o da pomba. O bicho é sujo, intrometido e transmite doenças, e no entanto é celebrado como símbolo da paz e da pureza. Quando o campeonato muda para os órgãos do corpo, serviço de marketing sem rival é o do coração. O órgão de verdade é um desengonçado músculo com forma de saco, perfurado por pequenos tubos, úmido de sangue. Está longe de oferecer um bonito espetáculo. E, no entanto, na representação que se convencionou fazer dele, que curvas graciosas, que harmoniosa simetria entre um lado e outro! É uma simples bomba de importância vital, claro, mas não maior do que a do fígado, dos rins ou dos pulmões, ao contrário do que quer fazer crer seu serviço de marketing. Para culminar, essa bomba sangrenta em forma de saco foi alçada a símbolo do amor- que prodígio de promoção, que alavancagem de prestígio!

Os amantes desenham o coração, em sua forma idealizada, e põem dentro seus nomes, como sinal supremo de afeição. Ama-se uma cidade, ou um país, e substituí-se, nas camisetas ou nos adesivos, o verbo amar por um coração, na versão dos marqueteiros. Ultimamente, entrou em moda desenhar o coração com os dedos, unindo-se os indicadores arqueados e os polegares retos, O gesto é praticado em shows de música, em campos de futebol e - claro - também entrou na campanha eleitoral. Tanto José Serra como Dilma Rousseff o exibiram - nos palanques, nas ruas (naquela atividade que a língua dos políticos chama sensualmente de "corpo a corpo"), nas famigeradas "carreatas". É a forma que encontraram para expressar, ele, o beato José Serra do Coração Divino, e ela, a sóror Dilma Maria da Encarnação dos Anjos, quão cheios de amor estão para dar. E no entanto ...

Desde 1989 não se assistia a uma campanha presidencial feroz como esta. Corações teriam nela mais cabimento se fosse para ilustrar quanto um gostaria de arrancar o do outro, ou trespassá-lo com uma fina lâmina. Os programas eleitorais e os debates caracterizaram-se pelas acusações mortais, a raiva vibrando na voz e chispando nos olhos dos contendores. O público tem a política como seara por excelência dos ladrões. Não é justo há políticos sérios e há outras atividades humanas em que a ladroagem campeia de forma tão ou mais aguda. Mas quem mais contribui para que a marca da roubalheira se impregne na política são os próprios políticos. Nas campanhas, a regra é chamarem-se uns aos outros de bandidos. Como o público não haverá de acreditar? Os debates da atual temporada, a tomar ao pé da letra o que um disse do outro, foram duelos entre chefes de malfeitores.

A campanha, felizmente, chegou ao fim. Não dava mais para aguentar. Mas, como talvez nunca, desde 1989, tresandou num rancor que contaminou boas parcelas da população. É hora de apagar o fogo. O Brasil tem de continuar, e, para a esmagadora maioria dos brasileiros, não dá para cair fora dele. Vamos ter todos de seguir coabitando neste paisão tolo, imaturo, injusto, mas também com boas perspectivas e mais aberto do que a média para a convivência de gente diferente.

O eleitorado é como o mar. Balança para um lado, balança para o outro. As vezes, toma-se de empolgação e avança como um tsunami. Em outras, decepciona-se e recua numa vazante de criar vários quilômetros de novas praias. Assim vai, ora para cá, ora para lá, até que um dia - o dia das eleições - é congelado - e esse seu estado determinará os rumos do país pelos quatro próximos anos.

Que dia tremendo, este. O dia em que o eleitorado, líquido como é de sua natureza, obedece à ordem de "Pare como está" e assim se determina quem governa pelo próximo período.

Trata-se evidentemente, de uma forma imperfeita de extrair um governante que reflita o exato desejo do povo. No dia seguinte, o resultado poderia ter sido outro. E, no anterior, outro ainda. Quantas vezes não se diz: "Se a campanha durasse mais uma semana...". Ou então: "Se tivesse terminando uma semana antes ... ". Agora mesmo se disse, da candidata Marina Silva, que, durasse a campanha mais uns dias, e ela poderia passar para o segundo turno. Se a forma é imperfeita, é também inevitável. A impossível alternativa seria fazer eleição todo dia, e ir trocando o governante de acordo com as mutações do eleitorado. Por isso mesmo, por ser inevitável, aumenta o peso desse dia, esse tremendo dia das eleições.

(Fonte: TOLEDO, Roberto Pompeu. Veja. Ed. 2189).

Assinale a alternativa que desrespeita a norma padrão.

 

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245460 Ano: 2010
Disciplina: Segurança Pública
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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Marque a alternativa que defina corretamente, nos termos do art.4" da Lei n." 17.431, de 27 de outubro de 2010, o que seja "Hierarquia":
 

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245455 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
Por que ficamos gordos
"É preciso considerar o significado da saciedade para nós e o uso que o mercado faz disso"
Quem vai aos Estados Unidos depara necessariamente com a fat mísery, obesidade mórbida literalmente, miséria gorda. Passo de quem teme se desequilibrar, corpo precedido pela barriga, antebraços afastados das pernas e mãos como abanos, a vitima dessa forma de miséria cruza o tempo todo o seu caminho. Na rua, no restaurante, no elevador. Pode causar horror ou pena, por se tratar de um ser humano tão aberrante quanto frágil.
Quase 30% dos americanos são obesos e a fat misery sextuplicou nos Estados Unidos nos últimos vinte anos. Pela primeira vez na história, a nova geração viverá menos do que a geração dos pais. Corre o risco de morrer precocemente de hipertensão, arteriosclerose, infarto, além de estar mais exposta ao câncer. Assim como a de lá, a população do Brasil fica cada dia mais gorda. Quase metade dos brasileiros está acima do peso.
Ainda que os livros sobre dieta, ao menos os da categoria de autoajuda, frequentem a lista dos mais vendidos, não existe uma reflexão séria sobre o assunto, tampouco há uma política de saúde consequente que se oponha aos efeitos nefastos da indústria da alimentação.
Uma reflexão séria não se limita ao estudo dos hábitos alimentares, ao estabelecimento das relações entre o aumento do consumo de comida e a diminuição do seu preço, por exemplo. Uma reflexão séria considera o significado da sociedade para nós e o uso que o mercado faz disso. Com exceção da cultura francesa, que privilegia a degustação, o resto do Ocidente induz a comer até que se sinta o estômago cheio, ou seja, valoriza a saciedade. E é com essa valorização que a indústria conta para se desenvolver, fazendo pouco dos imperativos da saúde. Não é preciso se saciar para estar nutrido. Pelo contrário. Os nutricionistas inclusive ensinam a sair da mesa com um pouco de fome.
A cultura alimentar do glutão resulta de uma conduta perversa em relação ao corpo. Perversa porque desrespeita a lei do corpo, que é biológica. Noutras palavras, o glutão faz a lei do corpo, que é biológica. Noutras palavras, o glutão faz do prazer a única lei do seu desejo. Visa somente ao prazer imediato e negligencia o estrago provocado pelo excesso de comida. Ensinar a contenção é tão importante quanto acabar coma fome.
Quem se entrega à gula e cultiva a desmesura não come para viver. Na verdade, morre pela boca. Exatamente como o peixe, que morre por abocanhar a isca. Além da doença, a comida continuamente abocanhada - ou seja, ingerida em demasia e à revelia dos efeitos que acarreta - provoca o envelhecimento precoce. Quem quer viver tem de cuidar para não cair na esparrela da comida. Porque, como a bebida ou a droga, ela pode matar.
(Fonte: MILAN, Betty. Veja. Ed. 2189).
Uma das alternativas NÃO está contemplando as idéias expostas por Betty Milan;
 

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245316 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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O coração nas eleições

Luis Fernando Veríssimo escreveu uma vez que serviço de marketing bom mesmo era o da pomba. O bicho é sujo, intrometido e transmite doenças, e no entanto é celebrado como símbolo da paz e da pureza. Quando o campeonato muda para os órgãos do corpo, serviço de marketing sem rival é o do coração. O órgão de verdade é um desengonçado músculo com forma de saco, perfurado por pequenos tubos, úmido de sangue. Está longe de oferecer um bonito espetáculo. E, no entanto, na representação que se convencionou fazer dele, que curvas graciosas, que harmoniosa simetria entre um lado e outro! É uma simples bomba de importância vital, claro, mas não maior do que a do fígado, dos rins ou dos pulmões, ao contrário do que quer fazer crer seu serviço de marketing. Para culminar, essa bomba sangrenta em forma de saco foi alçada a símbolo do amor- que prodígio de promoção, que alavancagem de prestígio!

Os amantes desenham o coração, em sua forma idealizada, e põem dentro seus nomes, como sinal supremo de afeição. Ama-se uma cidade, ou um país, e substituí-se, nas camisetas ou nos adesivos, o verbo amar por um coração, na versão dos marqueteiros. Ultimamente, entrou em moda desenhar o coração com os dedos, unindo-se os indicadores arqueados e os polegares retos, O gesto é praticado em shows de música, em campos de futebol e - claro - também entrou na campanha eleitoral. Tanto José Serra como Dilma Rousseff o exibiram - nos palanques, nas ruas (naquela atividade que a língua dos políticos chama sensualmente de "corpo a corpo"), nas famigeradas "carreatas". É a forma que encontraram para expressar, ele, o beato José Serra do Coração Divino, e ela, a sóror Dilma Maria da Encarnação dos Anjos, quão cheios de amor estão para dar. E no entanto ...

Desde 1989 não se assistia a uma campanha presidencial feroz como esta. Corações teriam nela mais cabimento se fosse para ilustrar quanto um gostaria de arrancar o do outro, ou trespassá-lo com uma fina lâmina. Os programas eleitorais e os debates caracterizaram-se pelas acusações mortais, a raiva vibrando na voz e chispando nos olhos dos contendores. O público tem a política como seara por excelência dos ladrões. Não é justo há políticos sérios e há outras atividades humanas em que a ladroagem campeia de forma tão ou mais aguda. Mas quem mais contribui para que a marca da roubalheira se impregne na política são os próprios políticos. Nas campanhas, a regra é chamarem-se uns aos outros de bandidos. Como o público não haverá de acreditar? Os debates da atual temporada, a tomar ao pé da letra o que um disse do outro, foram duelos entre chefes de malfeitores.

A campanha, felizmente, chegou ao fim. Não dava mais para aguentar. Mas, como talvez nunca, desde 1989, tresandou num rancor que contaminou boas parcelas da população. É hora de apagar o fogo. O Brasil tem de continuar, e, para a esmagadora maioria dos brasileiros, não dá para cair fora dele. Vamos ter todos de seguir coabitando neste paisão tolo, imaturo, injusto, mas também com boas perspectivas e mais aberto do que a média para a convivência de gente diferente.

O eleitorado é como o mar. Balança para um lado, balança para o outro. As vezes, toma-se de empolgação e avança como um tsunami. Em outras, decepciona-se e recua numa vazante de criar vários quilômetros de novas praias. Assim vai, ora para cá, ora para lá, até que um dia - o dia das eleições - é congelado - e esse seu estado determinará os rumos do país pelos quatro próximos anos.

Que dia tremendo, este. O dia em que o eleitorado, líquido como é de sua natureza, obedece à ordem de "Pare como está" e assim se determina quem governa pelo próximo período.

Trata-se evidentemente, de uma forma imperfeita de extrair um governante que reflita o exato desejo do povo. No dia seguinte, o resultado poderia ter sido outro. E, no anterior, outro ainda. Quantas vezes não se diz: "Se a campanha durasse mais uma semana...". Ou então: "Se tivesse terminando uma semana antes ... ". Agora mesmo se disse, da candidata Marina Silva, que, durasse a campanha mais uns dias, e ela poderia passar para o segundo turno. Se a forma é imperfeita, é também inevitável. A impossível alternativa seria fazer eleição todo dia, e ir trocando o governante de acordo com as mutações do eleitorado. Por isso mesmo, por ser inevitável, aumenta o peso desse dia, esse tremendo dia das eleições.

(Fonte: TOLEDO, Roberto Pompeu. Veja. Ed. 2189).

Empregaram-se as aspas em: "Se a campanha durasse mais uma semana ... ,"para:

 

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245236 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
Por que ficamos gordos
"É preciso considerar o significado da saciedade para nós e o uso que o mercado faz disso"
Quem vai aos Estados Unidos depara necessariamente com a fat mísery, obesidade mórbida literalmente, miséria gorda. Passo de quem teme se desequilibrar, corpo precedido pela barriga, antebraços afastados das pernas e mãos como abanos, a vitima dessa forma de miséria cruza o tempo todo o seu caminho. Na rua, no restaurante, no elevador. Pode causar horror ou pena, por se tratar de um ser humano tão aberrante quanto frágil.
Quase 30% dos americanos são obesos e a fat misery sextuplicou nos Estados Unidos nos últimos vinte anos. Pela primeira vez na história, a nova geração viverá menos do que a geração dos pais. Corre o risco de morrer precocemente de hipertensão, arteriosclerose, infarto, além de estar mais exposta ao câncer. Assim como a de lá, a população do Brasil fica cada dia mais gorda. Quase metade dos brasileiros está acima do peso.
Ainda que os livros sobre dieta, ao menos os da categoria de autoajuda, frequentem a lista dos mais vendidos, não existe uma reflexão séria sobre o assunto, tampouco há uma política de saúde consequente que se oponha aos efeitos nefastos da indústria da alimentação.
Uma reflexão séria não se limita ao estudo dos hábitos alimentares, ao estabelecimento das relações entre o aumento do consumo de comida e a diminuição do seu preço, por exemplo. Uma reflexão séria considera o significado da sociedade para nós e o uso que o mercado faz disso. Com exceção da cultura francesa, que privilegia a degustação, o resto do Ocidente induz a comer até que se sinta o estômago cheio, ou seja, valoriza a saciedade. E é com essa valorização que a indústria conta para se desenvolver, fazendo pouco dos imperativos da saúde. Não é preciso se saciar para estar nutrido. Pelo contrário. Os nutricionistas inclusive ensinam a sair da mesa com um pouco de fome.
A cultura alimentar do glutão resulta de uma conduta perversa em relação ao corpo. Perversa porque desrespeita a lei do corpo, que é biológica. Noutras palavras, o glutão faz a lei do corpo, que é biológica. Noutras palavras, o glutão faz do prazer a única lei do seu desejo. Visa somente ao prazer imediato e negligencia o estrago provocado pelo excesso de comida. Ensinar a contenção é tão importante quanto acabar coma fome.
Quem se entrega à gula e cultiva a desmesura não come para viver. Na verdade, morre pela boca. Exatamente como o peixe, que morre por abocanhar a isca. Além da doença, a comida continuamente abocanhada - ou seja, ingerida em demasia e à revelia dos efeitos que acarreta - provoca o envelhecimento precoce. Quem quer viver tem de cuidar para não cair na esparrela da comida. Porque, como a bebida ou a droga, ela pode matar.
(Fonte: MILAN, Betty. Veja. Ed. 2189).
O fragmento em que a mudança de número do sujeito não implicaria ajuste da forma verbal é:
 

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244458 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Marabá-PA
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Marque a alternativa CORRETA que apresenta softwares aplicativos para criação de planilhas eletrônicas:
 

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