Foram encontradas 34 questões.
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Pitimbu-PB
Leia o trecho a seguir:
Em janeiro de 1983, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese da Paraíba publicou uma edição especial, intitulada "CAMUCIM". Esta apresentava diversos relatos relacionados às publicações veiculadas em diversos jornais das décadas de 1980 e 1981. Essas publicações mostravam o conflito entre os camponeses que reivindicavam a desapropriação das terras da Fazenda Camucim e os grandes latifundiários da Usina Tabu. Naquele momento, os conflitos foram motivados pela implantação da monocultura canavieira.
(SILVA, Wandson. A dinâmica natural e a ação do homem na transformação do meio: uma análise geoambiental no município de Pitimbu-PB, 2017, p. 58).
Considerando esse trecho e o momento histórico retratado, assinale a alternativa correta que represente a conjuntura política e econômica do Brasil em que ocorre a implantação da monocultura canavieira em Pitimbu-PB.
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De acordo com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA), o município de Pitimbu-PB conta com duas Unidades de Conservação (UC), que tem por objetivo fundamental proteger o equilíbrio e a biodiversidade dos ambientes naturais do litoral sul-paraibano. Considerando os tipos de Unidades de Conservação existentes em Pitimbu-PB, assinale a alternativa que represente essas delimitações e suas localizações geográficas.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Pitimbu-PB
O município de Pitimbu-PB situa-se na faixa costeira da Paraíba, sendo predominantemente composto por rochas sedimentares formadas a partir de processos deposicionais relativamente recentes. Com base na formação geológica da Paraíba, assinale a alternativa que contenha a Era e os tipos mais comuns de rochas e minerais encontrados em Pitimbu-PB.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IDIB
Orgão: Pref. Pitimbu-PB
Sobre a agricultura de Pitimbu-PB, nota-se grande diversificação da atividade primária no município, situado na região da Zona da Mata (Atlântica) do Sul nordestina. Segundo o IBGE, em 2017, foram produzidas mais de 5 mil toneladas de frutas, dentre elas mamão, abacate, abacaxi, maracujá, banana, manga, coco-da-baía, castanha de caju e limão, além de raízes, grãos e leguminosas, e 140 mil toneladas de cana de açúcar. Levando em consideração os fatores biogeográficos e climáticos que contribuem para esse perfil produtivo agrícola de Pitimbu-PB, correlacione as colunas abaixo:
A | Topografia |
B | Tropicalidade |
C | Luminosidade |
D | Precipitação |
( ) | Relevo relativamente pouco acidentado, com predomínio de feições colinosas e planícies, com pequena distância entre a cobertura de solo e o lençol freático. |
( ) | Grande incidência de radiação eletromagnética ao longo de todo o ano, dada a posição continental em região de baixa latitude. |
( ) | Alta nos períodos entre abril e julho e baixa outubro e janeiro, proporcionando sazonalidade a tipos de cultura existentes em Pitimbu-PB. |
( ) | Característica variante entre temperaturas médias e altas (entre 20º e 31ºC), que aumentam e diminuem conforme as estações menos e mais chuvosas, respectivamente, com umidade relativamente alta vinda do mar e da vegetação atlântica. |
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo.
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- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoSujeito
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Direto
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Indireto
- SintaxeTermos Acessórios e IndependentesTermos AcessóriosAdjunto Adnominal
Texto II
O sociólogo Zygmunt Bauman, em Burgos (Espanha), fala em entrevista sobre o impacto das redes sociais.
(...)
- P. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas
- protestam e a exigência de transparência. Você é um
- cético sobre esse “ativismo de sofá" e ressalta que
- a Internet também nos entorpece com entretenimento
- barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como
- alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do
- povo?
- R. A questão da identidade foi transformada de algo
- preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua
- própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade,
- você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar
- é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede
- é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence
- a você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar
- as pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com que
- os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a
- solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas.
- Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que
- as habilidades sociais não são necessárias. Elas são
- desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente
- com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você
- tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um
- diálogo. O Papa Francisco, que é um grande homem, ao
- ser eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio Scalfari,
- um jornalista italiano que é um ateu autoproclamado. Foi
- um sinal: o diálogo real não é falar com gente que pensa
- igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar
- porque é muito fácil evitar a controvérsia... Muita gente as
- usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas
- ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de
- conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas
- próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de
- suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem
- serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.
- (...)
Disponível em https:/brasil.elpais.com/brasil/2015/12/30/cultura/1451504427_675885.html. Acesso em 07/07/2020.
Na oração destacada “Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus horizontes (...)" (linhas 28 e 29 do Texto II), o pronome “as” está exercendo função sintática de
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Substantiva
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
Texto II
O sociólogo Zygmunt Bauman, em Burgos (Espanha), fala em entrevista sobre o impacto das redes sociais.
(...)
- P. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas
- protestam e a exigência de transparência. Você é um
- cético sobre esse “ativismo de sofá" e ressalta que
- a Internet também nos entorpece com entretenimento
- barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como
- alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do
- povo?
- R. A questão da identidade foi transformada de algo
- preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua
- própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade,
- você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar
- é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede
- é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence
- a você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar
- as pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com que
- os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a
- solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas.
- Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que
- as habilidades sociais não são necessárias. Elas são
- desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente
- com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você
- tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um
- diálogo. O Papa Francisco, que é um grande homem, ao
- ser eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio Scalfari,
- um jornalista italiano que é um ateu autoproclamado. Foi
- um sinal: o diálogo real não é falar com gente que pensa
- igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar
- porque é muito fácil evitar a controvérsia... Muita gente as
- usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas
- ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de
- conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas
- próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de
- suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem
- serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.
- (...)
Disponível em https:/brasil.elpais.com/brasil/2015/12/30/cultura/1451504427_675885.html. Acesso em 07/07/2020.
No período composto “Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que as habilidades sociais não são necessárias” (linhas 18 e 19 do Texto Il), a oração em destaque pode ser classificada como
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Texto II
O sociólogo Zygmunt Bauman, em Burgos (Espanha), fala em entrevista sobre o impacto das redes sociais.
(...)
- P. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas
- protestam e a exigência de transparência. Você é um
- cético sobre esse “ativismo de sofá" e ressalta que
- a Internet também nos entorpece com entretenimento
- barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como
- alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do
- povo?
- R. A questão da identidade foi transformada de algo
- preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua
- própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade,
- você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar
- é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede
- é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence
- a você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar
- as pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com que
- os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a
- solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas.
- Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que
- as habilidades sociais não são necessárias. Elas são
- desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente
- com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você
- tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um
- diálogo. O Papa Francisco, que é um grande homem, ao
- ser eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio Scalfari,
- um jornalista italiano que é um ateu autoproclamado. Foi
- um sinal: o diálogo real não é falar com gente que pensa
- igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar
- porque é muito fácil evitar a controvérsia... Muita gente as
- usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas
- ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de
- conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas
- próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de
- suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem
- serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.
- (...)
Disponível em https:/brasil.elpais.com/brasil/2015/12/30/cultura/1451504427_675885.html. Acesso em 07/07/2020.
“Elas são desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um diálogo" (linhas 19 a 23 do Texto II).
O termo “aí”, empregado na fala de Bauman, é uma marca de oralidade que pode ser substituída por qual expressão formal?
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Texto II
O sociólogo Zygmunt Bauman, em Burgos (Espanha), fala em entrevista sobre o impacto das redes sociais.
(...)
- P. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas
- protestam e a exigência de transparência. Você é um
- cético sobre esse “ativismo de sofá" e ressalta que
- a Internet também nos entorpece com entretenimento
- barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como
- alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do
- povo?
- R. A questão da identidade foi transformada de algo
- preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua
- própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade,
- você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar
- é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede
- é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence
- a você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar
- as pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com que
- os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a
- solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas.
- Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que
- as habilidades sociais não são necessárias. Elas são
- desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente
- com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você
- tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um
- diálogo. O Papa Francisco, que é um grande homem, ao
- ser eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio Scalfari,
- um jornalista italiano que é um ateu autoproclamado. Foi
- um sinal: o diálogo real não é falar com gente que pensa
- igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar
- porque é muito fácil evitar a controvérsia... Muita gente as
- usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas
- ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de
- conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas
- próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de
- suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem
- serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.
- (...)
Disponível em https:/brasil.elpais.com/brasil/2015/12/30/cultura/1451504427_675885.html. Acesso em 07/07/2020.
“A diferença entre a comunidade e a rede é que você pertence à1 comunidade, mas a rede pertence a2 você” (linhas 12 a 14 do Texto II). No período em destaque, observa-se que, em dois momentos de uso do verbo “pertencer”, ocorreram duas situações de uso do “A”, uma com crase e outra sem crase. Por quê?
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Texto II
O sociólogo Zygmunt Bauman, em Burgos (Espanha), fala em entrevista sobre o impacto das redes sociais.
(...)
- P. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas
- protestam e a exigência de transparência. Você é um
- cético sobre esse “ativismo de sofá" e ressalta que
- a Internet também nos entorpece com entretenimento
- barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como
- alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do
- povo?
- R. A questão da identidade foi transformada de algo
- preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua
- própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade,
- você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar
- é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede
- é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence
- a você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar
- as pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com que
- os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a
- solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas.
- Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que
- as habilidades sociais não são necessárias. Elas são
- desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente
- com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você
- tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um
- diálogo. O Papa Francisco, que é um grande homem, ao
- ser eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio Scalfari,
- um jornalista italiano que é um ateu autoproclamado. Foi
- um sinal: o diálogo real não é falar com gente que pensa
- igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar
- porque é muito fácil evitar a controvérsia... Muita gente as
- usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas
- ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de
- conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas
- próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de
- suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem
- serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.
- (...)
Disponível em https:/brasil.elpais.com/brasil/2015/12/30/cultura/1451504427_675885.html. Acesso em 07/07/2020.
Qual é a opinião de Zygmunt Bauman sobre as redes sociais serem ou não um instrumento revolucionário?
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Texto I
O cerco a Google e Facebook
Por Helio Gurovitz - 01/07/2020 07h35
Diretor de redação da revista Época por 9 anos.
- A pandemia do novo coronavírus contribuiu para deixar ainda mais evidente o papel nefasto da desinformação na
- sociedade contemporânea. Além da tragédia provocada pelas mortes, o mundo paga um preço altíssimo por aquilo que, logo no
- início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como uma “infodemia”.
- As redes sociais são há muito tempo o palco preferido de charlatães, teóricos da conspiração e políticos inescrupulosos.
- A Covid-19 só tornou isso mais evidente. Da cloroquina ao “isolamento vertical”, o negacionismo dos fatos e da ciência tem
- custado milhares de vidas. Não é a primeira vez. Basta lembrar o genocídio da minoria Rohingya em Mianmar, que começou com
- uma campanha no Facebook.
- Desde o início da década, ficou claro que o sonho de liberdade trazido pela internet se transformara em pesadelo.
- Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Twitter e quejandos se tornaram veículos para campanhas de desinformação que
- não apenas tornaram a politica refém do discurso de grupos extremistas, mas deram impulso ao preconceito, ao racismo e ao
- discurso de ódio. (...)
- Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo,
- representado pela atitude arrogante de Mark Zuckerberg — uma mistura de indiferença, oportunismo e irresponsabilidade. Um
- deles foi dado ontem pelo Senado, ao aprovar, por 44 votos a 32, o Projeto de Lei 2.630/2020, de combate a notícias falsas. (...)
- Não só o Brasil tem apertado o cerco contra Facebook e Google. Na Alemanha, desde 2017, são obrigados a retirar
- discurso de ódio do ar em questão de horas, sob pena de multas de até € 50 milhões. A França aprovou em maio uma lei em
- tons semelhantes, depois alterada pelo Conselho Constitucional, sob o argumento de que as redes sociais seriam incentivadas
- a retirar qualquer conteúdo do ar preventivamente — e de que isso ameaçava a liberdade de expressão. A decisão final, como no
- texto aprovado aqui, continuará cabendo à Justiça.
- A maior pressão contra as plataformas da internet tem vindo não apenas das autoridades, mas do mercado. E não só
- na Europa ou no Brasil, mas lá mesmo nos Estados Unidos — terra onde a liberdade de expressão é um valor constitucional
- sacrossanto, e empresas do Vale do Silício são endeusadas como ícones do empreendedorismo.
- Desde 2016, o Facebook tem sido acusado, pela direita, de restringir publicações conservadoras e, pela esquerda, de
- ser responsável pela desinformação que elegeu Donald Trump. A ameaça de regulação mais dura fez Zuckerberg, em contraste
- com a inclinação natural do Vale do Silício, se aproximar de Trump, com quem esteve duas vezes no ano passado (a última, em
- jantar reservado na Casa Branca).
- Os ventos da política têm soprado contra Zuckerberg. O favoritismo de Joe Biden nas eleições de novembro é único na
- história americana. O racismo se tornou um tema central na campanha depois do assassinato de George Floyd em Minneapolis.
- Facebook e YouTube se tornaram alvos imediatos, por funcionarem como veículos de propagação do discurso de ódio. (...)
- A “infodemia” deixou ainda mais claro para todos o preço da irresponsabilidade de Google e Facebook. A liberdade de
- expressão, que ambos dizem defender, sempre deve ser protegida como valor fundamental. Mas é preciso não cair na falácia
- de que tal liberdade implica o direito a uma plataforma de alcance global para propagar diante de uma audiência de milhões,
- não raro sob a proteção do anonimato, o racismo, o ódio, a mentira e a morte.
Disponível em https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/07/01/o-cerco-a-google-e-facebook.ghtml. Acesso em 01/07/2020
“Há, porém, vários sinais de que as sociedades democráticas não estão mais dispostas a tolerar o atual statu quo..." (linha 12 do Texto 1). Na oração destacada, o verbo haver está no singular porque
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