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Atração pelos abismos
Por Helô Bacichette
Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
“Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos, perdas, desejos e mistérios”.
I. “Perguntas, medos, perdas, desejos e mistérios” exerce o papel de sujeito paciente na oração.
II. A substituição de “profundezas” por “abismos” alteraria também o gênero de “feitas” na segunda oração.
III. A substituição de “profundezas” por sua forma no singular causaria a alteração obrigatória de outras três palavras no período, a fim de manter a concordância.
Quais estão corretas?
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Atração pelos abismos
Por Helô Bacichette
Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
Coluna 1
1. Derivação prefixal.
2. Derivação regressiva.
3. Derivação parassintética.
Coluna 2
( ) Queda.
( ) Envenenar.
( ) Hipermercado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Atração pelos abismos
Por Helô Bacichette
Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
Assinale a alternativa que indica a conjugação correta das formas verbais sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto, se as transpuséssemos para suas formas conjugadas no pretérito perfeito do indicativo.
“Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto”.
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- MorfologiaPronomesPronomes Indefinidos
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
Atração pelos abismos
Por Helô Bacichette
Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
Assinale a alternativa INCORRETA sobre as funções sintáticas presentes na oração a seguir, retirada do texto.
“Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto”.
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Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da palavra sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto.
“enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e outras paisagens impressionantes”.
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Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
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Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
Assinale a alternativa correta em relação à(s) classe(s) de palavras à(s) qual(quais) pertencem as palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto:
“Milhares de pessoas percorrem longas distâncias para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento”.
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Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
“as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo tempo, fa...ínio e respeito”.
( ) Trata-se de um substantivo abstrato.
( ) A lacuna pontilhada deve ser preenchida com a letra “c”.
( ) “Encantamento” é um sinônimo possível para a palavra.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Atração pelos abismos
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Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. A literatura se avizinha dos abismos na medida em que nos mostra aquilo com que não queremos lidar.
II. A autora cita Guimarães Rosa pela semelhança geográfica entre abismos e o sertão.
III. Algumas coisas nos causam assombro e atração e nos convidam ao perigo até que o desejemos sem nos preocupar com nossa integridade física.
Quais estão corretas?
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